DIREITO PENAL NA LITERATURA DE CAMUS, SUASSUNA E OUTROS ILUMINADOS

10/12/2018 às 3:41 | Publicado em Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Em 2012 tive a honra de ler e divulgar aqui o livro DIERITO PENAL NA LITERATURA (SHAKESPEARE, MACHADO E OUTROS VIRTUOSES), do amigo Dr. José Osterno Campos de Araújo. Retorno hoje para divulgar essa nova obra a ser lançada amanhã no restaurante Carpe Diem em Brasília, aproveitando para convidar a todos os parentes e amigos que moram no DF a comparecerem ao evento.


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Inteligência artificial vira “professor particular” e ajuda estudantes

08/12/2018 às 3:29 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Eis um grande desafio para o Professor nos dias de hoje. E para os de Escolas Públicas maior ainda.


Inteligência artificial vira “professor particular” e ajuda estudantes

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O profissional autônomo Kennedy Sophia Junior, 33 anos, é pós-graduado em três cursos presenciais, mas curte mesmo o professor do seu novo curso à distância. O mestre se chama Paul e não trata-se de um estrangeiro morando em São Paulo. Na verdade, nem gente o professor é.

Turbinado pela plataforma Watson da IBM, Paul é uma inteligência artificial que cumpre o papel de um professor 24 horas por dia, respondendo às dúvidas dos alunos e identificando a melhor forma de aprendizado com base na personalidade de cada um – uma onda já encontrada em algumas escolas do Brasil.

Relatórios sobre alunos

O Paul gera três relatórios sobre o aluno: traços de personalidade, que consideram introversão e extroversão, por exemplo; melhor método de aprendizagem; e grau de conhecimento sobre o tema, que pode ajudar a pular algumas etapas — algo que não é possível em uma sala de aula.

Após mapear o perfil do aluno, o professor sugere métodos de aprendizagem em vídeos, textos, infográficos ou outros aspectos que possam ajudá-lo a captar mais informações. “Criamos um algoritmo próprio que identifica a melhor forma de aprendizado de acordo com o perfil da pessoa”, explica Adriano Mussa, diretor acadêmico e de inteligência artificial na escola de negócios Saint Paul, casa do professor Paul.

Caso a inteligência artificial não consiga solucionar a dúvida no momento, um professor é notificado para que a ferramenta seja “atualizada”.

“A grande diferença é que o Paul usa computação cognitiva, não é chatbot e nem pesquisa de informações, como os auxiliares de smartphones, Siri ou Google Assistante”, afirma o diretor de tecnologia da Stefanini Scala, Filipe Cotait.

Se o curso tem matemática financeira e o aluno já estudou ou já trabalha com isso, o Paul orienta que ele avance o tema. No entanto, todo o conteúdo programático será avaliado. “A primeira reação dos professores foi de medo e desconfiança. No entanto, hoje temos um grupo que não têm outra função que não seja treinar o Paul”, afirma Mussa.

Professor continua no processo

A escola garante que o Paul não trouxe “clima de competição” aos professores. “Eles têm uma nova atribuição, que é ensinar a inteligência artificial. Há questões novas o tempo inteiro, novas dúvidas que precisam ser respondidas. O professor não só ensina, mas estuda continuamente e por isso o Paul precisa se transformar sempre”, explica.

O primeiro curso a ter contato com o Paul foi Contabilidade, seguido de Inovação e Criatividade. Nesse momento, os alunos de Administração e Demonstrativos Financeiros começam a conhecer a novidade. Com isso, é esperado que mais de 20 mil alunos sejam atendidos. A meta da escola é estender para mais de 100 cursos em três anos.

“A tecnologia tem mais sucesso quando empodera o professor para fazer as mesmas coisas, mas de forma mais eficiente”, diz Claudio Sassaki, cofundador da Geekie, plataforma de inteligência artificial voltada para a educação.

Horizonte é promissor

A inteligência artificial tem revolucionado diversos setores, incluindo a educação, justamente por decifrar processos, muitas vezes, imperceptíveis sob a perspectiva humana. “A grande oportunidade é poder cruzar dados diversos e criar conclusões assertivas”, afirma o consultor de tecnologia e inovação do sistema de ensino Poliedro, Massayuki Yamamoto.

Ele explica que, no passado, as escolas se preocupavam em ensinar conteúdos para o aluno. Hoje, as informações estão disponíveis na internet, até mais atualizadas. “O papel do professor é ensinar ao aluno como aprender. Sala de aula invertida é fazer com que o aluno comece a buscar o aprendizado”, acrescenta.

Por meio da computação cognitiva, o professor consegue identificar não só que o aluno não acertou uma questão, mas a razão do erro, e sugerir soluções. “Dá informações sobre o que o estudante pensa e como orientá-lo melhor na jornada do aprendizado”, afirma o especialista do Poliedro.

Ajuda com o Enem

A Geekie colocou no mercado duas plataformas com inteligência artificial: uma para alunos que queiram se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outra para as escolas.

A primeira identifica o perfil do estudante, conteúdo a ser aprendido e disponibilidade de horários para traçar um cronograma de estudos personalizado. A segunda visa a automatizar o trabalho de professores, em substituição ao material didático tradicional.

“O professor manda uma tarefa via plataforma, o aluno responde e automaticamente já é possível identificar o que ele aprendeu ou não. Eu crio um plano de reforço personalizado, com base no que ele precisa aprender. Não é necessário esperar uma prova para testar os conhecimentos”, explica Sassaki.

Para medir a eficácia, eles compararam o desempenho de um grupo de alunos que estudava em métodos tradicionais e outro que tinha acesso a conteúdo e metodologia personalizada pela plataforma. “O ganho de eficiência foi cinco vezes maior do que com plano de estudo genérico para todos”, afirma.

Robô ensina crianças a falarem inglês

Na rede de ensino de idiomas Minds, Vicente Queiroz, franqueado de Fortaleza (CE) desenvolveu um robô do tamanho médio de uma criança de seis anos, que fala inglês, anda e conversa com os alunos – tudo turbinado por inteligência artificial.

O empresário estudou engenharia e conseguiu colocar o diploma em prática dando vida ao robô, batizado de Bloog. “Apoiamos com um aporte financeiro e o protótipo foi criado. Ainda não conseguimos colocar o androide em todas as mais de 500 salas da categoria Kids, que temos na rede, porque ele está sendo aprimorado”, explica a executiva-chefe da Minds, Leiza Oliveira.

“A criação foi colocada em teste na unidade do Ceará e os rendimentos dos alunos aumentaram em 35%. Muitos conseguiram mudar mais rápido de nível no curso. O robô ajuda os professores a coordenar a sala e até aconselhar a turma a ficar em silêncio nos momentos importantes”, explica.

Chegar na escola pública é desafio

Ainda presente majoritariamente em escolas particulares, o grande desafio da inteligência artificial no Brasil, na visão do executivo, é alcançar o aluno da rede pública. “O mecanismo para escolas públicas comprarem material didático é um limitador para inovação e soluções tecnológicas”, Sassaki.

Além disso, há questões mais básicas que também precisam ser resolvidas. Na visão do gerente de pesquisa e consultoria de consumer devices da IDC Brasil, Reinaldo Sakis, as escolas brasileiras precisam recuar algumas casas no tabuleiro antes de testemunhar a

inteligência artificial se tornar um professor integral.

“Para ter acesso, precisa ter um meio. Ainda há muitas escolas sem o computador adequado que dê acesso a isso e, quando têm, falta a banda larga”, diz.

FONTE: https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/tecnologia/2018/06/19/plantao-de-duvidas-inteligencia-artificial-vira-aliada-de-estudantes.htm

OS MUNDOS DE LIZ: ATITUDE SUBVERSIVA E DE RESISTÊNCIA

04/12/2018 às 3:07 | Publicado em Fotografias e desenhos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Os Mundos de Liz !


MUNDOS_LIZ

Evoé novos cronistas

29/11/2018 às 3:53 | Publicado em Artigos e textos, Canto da poesia | Deixe um comentário
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As crônicas de Jânio Ferreira normalmente são poesias em prosa, essa é mais uma.

Abraco_no_livresco


Evoé. novos cronistas

Professora Carmem é uma dessas educadoras que faz jus ao título que lhe antecede o nome. Sempre dedicada, ela coordena o A TARDE Educação aqui em Paulo Afonso e, em abril deste ano, foi contemplada pelo velho vespertino da Praça Castro Alves como destaque entre os articuladores do projeto na Bahia. Não satisfeita, nossa formiguinha criou o ótimo “Leitura, Chave do Mundo”, onde alunos da rede municipal têm a oportunidade de mostrar seus talentos em forma de contos, fábulas, cordéis, poesias, músicas, tirinhas e afins, fato que, por si só, merece vivas, rapapés e loas. Segue o baile.

Semana passada ela me ligou e logo pensei em mais um convite para a agradável missão de assistir aos cativantes uivos de Bruno Cordeiro, 7 anos, em sua originalíssima interpretação de um lobo preocupado com o meio ambiente e amigo de Chapeuzinho Vermelho, ou ouvir a delicadeza de Jamile Sena, 12 anos, narrando A Carta, um conto de sua autoria inspirado em Ana Terra, de Érico Veríssimo, por sinal muito bem escrito. Mas, para minha surpresa, o que ela queria mesmo era que eu gravasse um vídeo direcionado aos alunos que irão participar do concurso Jovem Jornalista 2018/2019, lhes dando dicas de como escrever uma crônica. Apavorado, exclamei: valei-me, meu São Rubem Braga!

Fugindo das mídias como o diabo da cruz, inventei mil desculpas, pigarreei bem forte sugerindo súbita rouquidão, mas não teve jeito, em poucos minutos lá estava diante de mim uma câmera mais parecendo a garrucha do caçador que vai salvar a vovozinha, só que dessa vez o alvo era o focinho deste velho vira-lata do sertão.

Pois muito bem, por achar que fiquei devendo algo na minha fala, aproveito esta página que em breve deverá se abrir diante dos olhares atentos dos alunos orientados por Tia Carmem, para acrescentar que, diferentemente do bolo que a mãe de Bruno deve fazer pra ele comer enquanto lê suas historinhas, ou da inigualável paçoca que Cecília fazia quando eu tinha a idade de Jamile e vivia cor- rendo pelas calçadas de Glória tomando banho da chuva que escorria pelas bi- queiras das casas, crônicas descarecem de receita.

Seus ingredientes podem ser inúmeras coisas, visíveis ou não. A propósito, agora mesmo a Lua cheia que fecha novembro mostra seu primeiro bago na minha janela e daqui a pouco será uma imensa tangerina solta no horizonte nu. Junto com ela chega o vento da noite, que, além de uivar na fresta da veneziana no tom do lobo bom, derrubará dezenas de mangas que farão a festa de sanhaçus, coleirinhas e sabiás ora cochilando em seus galhos, nem aí para o abdômen trincado da atriz, que pode até bombar nas redes sociais, mas não combina em nada com o final deste parágrafo, As- sim, afrouxe o cinto, aperte o sinto e voe pra onde você quiser.

(Janio Ferreira Soares)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 24.11.2018

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