HISTÓRIA DO HOMEM – NOSSO LUGAR NO UNIVERSO

24/06/2017 às 3:41 | Publicado em Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Excelente livro. Recomendo fortemente ! Faz parte de uma trilogia do autor, juntamente com HISTÍRIA DO UNIVERSO e HISTÓRIA DA VIDA. É um daqueles livros que você não consegue parar de ler. Mostra, além do conhecimento profundo de História e de outras disciplinas correlatas, o senso de humor tão característico do povo alencarino. Essa obra foi ilustrada por meu sobrinho Daniel Brandão, professor e desenhista de mão cheia que me presenteou um exemplar com dedicatória.

Parabéns Edmac Trigueiro !


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Se não me vejo, não compro

22/06/2017 às 3:26 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Mais um bom artigo do Professor Jorge Portugal !

um câncer chamado racismo: nasceu na colônia, cresceu no Império e se espalhou na República pela forma de enraizamento institucional.


Se não me vejo, não compro jorge-portugal

Meninos, eu vi: na quarta-feira passada, o “Exu” Pedro Archanjo encher o salão do MAB para discutir A escravidão no Brasil, e escalar uma mesa só de feras, com o mestre supremo Hélio Santos, o orixá do canto Lazzo Matumbi, e o sociólogo Caetano Ignácio. Pessoas, naquela noite de inspirações ancestrais, Lazzo derrubou todas as resistências racionais, ao cantar à
capela “14 de Maio”, dele e deste cronista que vos escreve, e ainda nos deu de brinde “Abolição” (Lazzo e Capinan) e “Alegria da Cidade” (Lazzo e Jorge Portugal). Mas não só cantou. Falou com a voz que só poderia sair de um peito negro, um coração negro exposto pelas palavras saídas da boca de um grande Orixá.

Hélio Santos, professor, doutor, mestre, supremamente mestre, como sempre, fez a
intervenção cirúrgica mais profunda no corpo social do Brasil, expondo a metástase e um câncer chamado racismo: nasceu na colônia, cresceu no Império e se espalhou na República pela forma de enraizamento institucional. Bradou: “Eu não quero negros estudando para serem apenas empregados os outros; quero o negro empreendendo essa economia criativa, revolucionando o mundo”. Anotamos, mestre. E vamos fazer caminho!

Caminho por onde já passeia o jovem sociólogo Caetano Ignácio, saudado por Hélio Santos como “o futuro”. Futuro já bastante presente, mestre. Nas suas palavras finais, Caetano fez uma análise vertical da relação “economia x racismo” e nos deixou diante de uma campanha cívico-étnica, que pode realmente balançar o país. Disse-nos que a frase/movimento é de autoria de sua irmã, Bárbara Bela, também militante antirracismo: “Se não me vejo, não compro”. Tradução: se não há produtos para negros, se a empresa não tem negros em posição de destaque, se na propaganda da empresa negros não aparecem, não consumo um só item desse empreendimento. Simples assim. Ao estilo de Martin Luther King. Caetano tem 29 anos e Bárbara Bela, 28. E já desenham formas de Juta mais letais do que os punhos cerrados de minha geração.

(Jorge Portugal)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, em algum dia do mês de junho/2017

Ariano Suassuna – Stalin teria sido um excelente padre!

15/06/2017 às 3:01 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Suassuna, imperdível como sempre !


Tempos modernos

13/06/2017 às 3:50 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Uma boa reflexão sobre o desafio da Educação em tempos modernos !

 

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Tempos modernos

O advento da modernidade, sempre em construção, mudou o modo de vida da humanidade, com consequentes impactos sociais, ambientais e culturais. Um destes processos mais visíveis no Brasil foi o êxodo rural, a partir ia segunda metade do século XX, que se acelerou consideravelmente a partir de 1950, com a industrialização do pais no governo do então presidente Juscelino Kubitschek.

Ocorre que a ocupação das cidades foi feita de forma desordenada, sem qualquer planejamento, agravada com a nossa histórica e conhecida desigualdade social. Acresce-se a isto o descaso das nossas autoridades políticas com saneamento básico, transporte público e moradia – e teremos então o quadro real da situação.

Entretanto, para além destas questões, existem outros problemas e paradoxos próprios dos tempos modernos, que mereceram estudos de vários sociólogos, entre eles Georg Simmel, que analisou a qualidade e padrão de vida nas grandes metrópoles. Segundo ele, em meio ao estresse e atribulações da vida cotidiana, o ser humano desenvolveu mecanismos de defesa a que denominou “atitude de reserva”: tornam-se indiferentes àquilo que não lhes diz nada diretamente, a mergulhar em si mesmos, a prestar atenção apenas a seu pequeno círculo de convívio. Assim, é possível estar sozinho em meio à multidão, a não conhecer o vizinho, a
viver no anonimato das interações, tornando praticamente impossível a solidariedade e o espírito cooperativo, elevando, assim, a competitividade ao extremo.

As pessoas passam a ser o que há de menos importante diante do consumismo, das distrações cada vez maiores, dos inúmeros apelos comerciais. No caso do Brasil, o caos urbano é agravado pela violência, o desemprego, a poluição e a ineficiência do transporte público que torna o trânsito nas grandes cidades cada mais insustentável.

Há outro aspecto importante da moderna, que a ela está intrinsecamente relacionada, que é a internet. Vivemos a plena era do conhecimento, com acesso a centenas, milhares de informações que não damos conta de acompanhar. Na área da educação, o impacto tem sido grande. Se antes os professores orientavam os educandos nas suas pesquisas, geralmente voltados às enciclopédias, hoje, os jovens têm todas as informações de que
necessitam na palma da mão. Mas que o uso da tecnologia tem sido utilizado de forma adequada? Esta é a pergunta que professores, psicólogos, sociólogos e outros profissionais têm feito constantemente, até em virtude dos problemas também trazidos por esta nova
realidade – que está a exigir um leitor crítico e consciente, capaz de selecionar e transformar estas informações em conhecimento. Este é o grande desafio da educação e da sociedade na era moderna.

(Erivan Augusto Santana)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 12.05.2017

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