Professor de engenharia conta como aprendeu a dar aulas para alunos conectados

20/04/2019 às 3:24 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse tema sempre me instigou muito. Como fazer para dar uma aula hoje com as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação, a grande rede e a Inteligência Artificial ?


Professor de engenharia conta como aprendeu a dar aulas para alunos conectados

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“Apaixonado por Física e Matemática, o professor José Motta Filho falou durante o 1º Fórum Ler e Pensar sobre como oferecer uma “Educação para um Mundo Exponencial”.

Muito se fala hoje sobre os desafios de ensinar na era do Google e toda a fonte de informação disponível online. Há mesmo teorias bem elaboradas a respeito, que ensinam a dar o protagonismo ao aluno e ajudá-lo a usar esse conhecimento disponível na rede. Mas como colocar isso em prática em sala de aula?

“Ainda em 2014, Motta percebeu que seus alunos não tinham mais interesse em nada além de seus celulares, seja no ensino médio ou na graduação em Engenharia. “Aquilo me deixava muito triste, porque ser engenheiro é resolver problemas, e eles não queriam resolver nada”, conta.

A gota d’água foi o dia em que chegou à sala e todos os alunos estavam reunidos num canto, dando gargalhadas. Ao se aproximar, descobriu o aplicativo Photo Math, com o qual eles se divertiam resolvendo instantaneamente equações do livro de álgebra. “Se um aplicativo consegue resolver os problemas, eu não tinha mais motivo para ensinar”, relembra.

A situação o levou a repensar todo seu método de dar aulas.

“Por 20 anos fui um professor medíocre, porque a escola faz um movimento extraordinário em função da mediocridade”, conta.

Ao perceber que, ao longo de duas décadas, havia feito recortes e mais recortes no conteúdo, reduzindo o conhecimento a pequenas pílulas, Motta passou a questionar os fundamentos do ensino de Física e Matemática hoje.

“Por que resolver de novo e de novo algo que tantas outras pessoas já resolveram? Se olharmos para fora dos muros da escola, está cheio de problemas que ninguém resolve”, compara. “Percebi que eu não estava fazendo diferença nenhuma.”

Em busca de aulas melhores
Surgiu, então, a necessidade de ensinar aos alunos os problemas do mundo real que originaram os algoritmos e equações dos livros.

E como fazer isso? Motta começou por uma pesquisa junto a seus amigos professores. Conversando com quatro desses profissionais, Motta ouviu alguns termos pela primeira vez, tais como “gamificação”, “learning by doing”, “conteúdo gerado pelos alunos” e “do it yourself”, inteligência artificial e big data em sala de aula, internet das coisas e neurociência aplicada à Educação.

Passou então a pesquisar o conceito de metodologias ativas, que, resumindo, significa colocar algo na mão dos alunos para que eles criem e pesquisem com os colegas, para depois resgatar isso em sala de aula – o resultado é um aprendizado maior.

Uma das dicas é o uso do storyteling – a arte de contar histórias que engajam, pelas quais o professor conquista os alunos para o conteúdo.

Alguns conceitos que ele sugere para pesquisa e aplicação são a sala de aula invertida e o professor como provedor de insights – nesse caso, só funciona se ele ama o que faz. Um professor que não dá um sorriso sequer o semestre inteiro, ou dá aula o tempo todo sentado, provavelmente não chegará lá, em sua opinião.

Pensando na neurociência aplicada à educação, Motta apresentou o estudo de Martha Burns, segundo o qual a emoção influencia diretamente no aprendizado. “Quando a pessoa se emociona, o cérebro libera a dopamina, que funciona como apertar o botão de salvar aquele conteúdo.”

Para dar aulas eficazes a alunos conectados, primeiro é preciso fazer as pazes com o uso do celular em sala, na opinião de Motta. É claro que a tecnologia não pode ser vista como um fim, e sim um meio para a educação.

“Quando a escola proíbe o uso, está passando um atestado de fracasso, confessando que não sabe usar essa ferramenta”, diz.

Por outro lado, não basta manter o formato de sala de aula tradicional, em que não há interação entre os alunos, e simplesmente colocar um tablet em cada carteira.

“E faz o que com esse tablet?”, ele questiona. Como comparação, há escolas em que a própria mesa é digital e os alunos cooperam em equipes.

“Acabei de voltar do Vale do Silício e não vi ninguém sentado no lugar. Ninguém fica sentado em casa, escondido, resolvendo os problemas do mundo.”

Motta provoca ainda os estudiosos da educação que se vangloriam de títulos teóricos, mas não fazem nada para mudar o mundo. “Quero ver executar toda essa teoria na Região Metropolitana de Curitiba”, desafiou.”

FONTE: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/professor-de-engenharia-conta-como-aprendeu-a-dar-aulas-para-alunos-conectados/

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Meus garranchos

16/04/2019 às 3:28 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Excelente esse artigo do Professor Leandro Karnal. Recebi de um amigo, via zapzap. Só sei que saiu no Estadão. Como não sou assinante, não sei nem em que dia nem em que mês. Mas é atemporal, por enquanto…


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O SOL DE SOBRAL ILUMINA NOSSA LUTA

11/04/2019 às 3:32 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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“Que o Sol luminoso do Brasil inspire e motive a todos nós na resolução dos problemas do País !”

SBPC, Carta Aberta, Sobral-CE, março de 2019

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O SOL DE SOBRAL ILUMINA NOSSA LUTA

Em 29 de maio de 1919, a cidade de Sobral/CE assistiu um magnífico eclipse solar. Os eclipses sempre foram motivos de estranhamento por parte da população. O dia vira noite, a noite vira dia e, tudo isso, confunde muito a cabeça das pessoas. Para os cientistas, no entanto, são raros momentos para observações astronômicas que ajudam a desvendar os segredos da natureza.

Naquele 29, cientistas de todo o mundo fotografaram o fenômeno. Aquele eclipse veio para iluminar a ciência.

A localização privilegiada no Nordeste brasileiro para a observação do fenômeno fez com que astrônomos ingleses e brasileiros lá desembarcassem em peso. O sucesso das medições contribuiu para a comprovação da Teoria da Relatividade Geral (TRG), ficando celebre a frase de Albert Einstein“O problema imaginado por minha mente foi solucionado pelo céu luminoso do Brasil”.

Começávamos, cada vez mais, a afirmar que tudo era relativo.

Mas não tem sido assim com as verbas para a Ciência no Brasil. Os cortes são absolutos e absurdos.

A Relatividade de Einstein alterou profundamente a ciência e a nossa visão do Universo e evidenciou o quanto o investimento em ciência é importante para o desenvolvimento da humanidade. Sem investimentos, o país não se avança e aprofunda-se em crises.

Mesmo em crise, a ciência brasileira vive e reage. Enfrentamos o mais recente ataque com um corte de 42,3% no já minguado orçamento do MCTIC. Não é mais apenas ameça ou hipótese o corte de bolsas e investimentos para as pesquisas no país.

Seis entidades científicas/acadêmicas nacionais, entre as quais a dos Reitores e a SBPC, divulgaram manifesto contrário ao Decreto 9.741 que aplicou os cortes no orçamento.

O obscurantismo tomou conta do governo federal.

Na última semana de março, aconteceu, justo em Sobral, uma Reunião Regional da SBPC com cerca de 3.000 participantes.

Sob a luz do Sol de Sobral, professores e cientistas expuseram em Carta Aberta a questão: “O papel do Estado é essencial para a garantia dos direitos sociais dos brasileiros. A vinculação orçamentária de recursos para a educação e saúde foi uma importante conquista da Constituição de 1988, e a desvinculação desse orçamento é uma ameaça muito grave e terá consequências catastróficas para a educação, a saúde e a qualidade de vida da imensa maioria dos brasileiros. Conclamamos todos a se unirem em um movimento amplo em defesa da educação pública de qualidade, laica, que respeite a diversidade e assegure direitos e oportunidades iguais para todas as crianças e jovens. O destino do povo brasileiro deve estar acima dos interesses financeiros ou de setores privilegiados da sociedade.”

E finalizaram de forma contundente: “Que o Sol luminoso do Brasil inspire e motive a todos nós na resolução dos problemas do País.”

(Nelson Pretto)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 08.04.2019

Professor

28/03/2019 às 3:07 | Publicado em Artigos e textos, Fotografias e desenhos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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O último da tirinha é fundamental ! Raciocínio bem simples. No rumo da Navalha de Ockham. Melhor salário de país tinha que ser o do Professor (dizem que nos tempos de Fidel era assim em Cuba, nunca conferi porque se fosse com certeza NÃO voltava). Assim ao invés de estudar para a Receita, Banco Central, Forças Armadas, ITA, IME,  Itamarati e outros, o povo que estuda estaria se dedicando a concursos para o Magistério. E quem forma todos os demais profissionais? O Professor. Simples.


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FONTE: Jornal O POVO, Fortaleza-CE, 27.03.2019

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