Navio da Hyundai viaja milhares de quilômetros pelo Oceano Pacífico sem intervenção humana

23/06/2022 às 3:48 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 3 Comentários
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Toda vez que me deparo com uma notícia dessa questiono como o ser humano consegue tal desenvolvimento tecnológico, podendo dentro de poucos anos inclusive chegar á Marte, e não ser capaz de preservar sua casa-Terra e debelar a fome de seus irmãos da mesma espécie.

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Navio da Hyundai viaja milhares de quilômetros pelo Oceano Pacífico sem intervenção humana

O enorme navio Prism Courage, operado pela SK Shipping e construído pela Avikus, uma subsidiária do Hyundai Heavy Industries Group, completou com sucesso uma longa viagem de forma autônoma pelas águas do Oceano Pacífico. Foram mais de 10.000 km usando tecnologias de navegação sem intervenção humana.

Para termos ideia do tamanho gigantesco da embarcação, estamos falando de um navio de carga com peso em 122.000 toneladas. Sua composição disposta em 180.000 metros quadrados foi projetada para o transporte de gás natural liquefeito (GNL).

Navegação autônoma, eficiente, sustentável e segura

Como principal tecnologia para o feito, está a solução de navegação autônoma HiNAS 2.0, desenvolvida pela Avikus. De uma distância total em 20.000 km, feita em 33 dias de viagem pelo Pacífico, cerca de metade foi realizada por meio dela. O navio partiu no dia 1º de maio de Freeport, no Texas, passou pelo Canal do Panamá e chegou à província sul-coreana de Chungcheong.

Durante o trajeto, o HiNAS 2.0 criou rotas ideais e, segundo a Hyundai, aumentou a eficiência de combustível em 7%, reduziu emissões de gases de efeito estufa em 5% e evitou mais de 100 colisões com outras embarcações. A tecnologia de navegação autônoma orientou e forneceu informações em tempo real sobre as melhores rotas e velocidades com base na inteligência artificial Integrated Smartship Solution (ISS), da Hyundai Global Service.

Baseado em um conjunto de automação de transporte marítimo de Nível 2, análogo ao mesmo nível de autonomia da Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE) em carros, o HiNAS 2.0 requer monitoramento humano, mas permite um certo grau de operação sem intervenção. No caso de um navio, a tecnologia permite a automatização da navegação para contabilizar o clima, a altura das ondas e o tráfego marítimo nas proximidades.

Um dos principais focos da viagem está na certificação do HiNAS 2.0 com o órgão certificador American Bureau of Shipping (ABS), que permitirá a comercialização do sistema. As reduções de emissões registradas são particularmente interessantes, já que o transporte marítimo é uma importante fonte de poluição atmosférica.

FONTE: https://olhardigital.com.br/2022/06/07/carros-e-tecnologia/navio-da-hyundai-viaja-milhares-de-quilometros-pelo-oceano-pacifico-sem-intervencao-humana/?fbclid=IwAR3ZnPkIFn5cP8KxzGTzorkfXxH2MF6D-zDA55cm3KYgT8aNPYGXbumiexI

UM GENIAL ARQUITETO

13/05/2022 às 11:25 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse vídeo eu recebi de um amigo via por zapzap. Genial esse arquiteto !


Engenheiro mineiro conquista prêmio de melhor tese de doutorado do mundo

11/09/2021 às 3:13 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Parabéns a esse jovem talento mineiro !


Engenheiro mineiro conquista prêmio de melhor tese de doutorado do mundo

 (crédito: Arquivo pessoal/ Allan Cupertino)

(crédito: Arquivo pessoal/ Allan Cupertino)

O mestre e doutor em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Allan Fagner Cupertino, foi premiado como autor da melhor tese do mundo na área, pela Applications Society (IAS), do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE).

A tese de Allan recebeu o nome “Modeling, design and fault-tolerant strategies for modular multilevel cascaded converter-based statcoms” e trata de uma solução para alguns problemas encontrados na produção de energia renovável. Segundo o cientista, quanto mais uma usina solar ou eólica cresce, maior é a importância de um “acessório” que ajuda em seu funcionamento constante.
O problema é que esses “acessórios”, chamados de compensadores statcoms (sigla para static synchronous compensator), têm um custo operacional equivalente ao valor do próprio dispositivo de geração de energia.
“A minha tese não lida diretamente com fonte de energia renovável, mas trata de uma tecnologia muito importante para o desenvolvimento desse mercado. Vamos pensar numa hidrelétrica. Temos a água represada e, se abrirmos mais a comporta, conseguimos gerar mais energia”, explica Cupertino.
“Na energia solar e eólica, não temos a comporta e não há maneiras de controlar isso [a produção], ficamos à mercê dos fenômenos climáticos. Por esse motivo, quando essa fonte começa a ter uma participação muito grande no sistema elétrico, como em alguns países europeus, a interrupção começa a gerar problemas no sistema elétrico funcionando. Para tentar resolver isso, a gente tem uns componentes no sistema que são os compensadores estáticos”.

“O compensador é um componente a mais que precisa ser instalado junto com a fazenda fotovoltaica ou com uma usina eólica grande, para garantir o funcionamento correto do sistema elétrico. Um equipamento desse, vamos supor que custa 10 milhões para ser instalado. Ele precisa estar funcionando o tempo todo, então seu custo operacional é muito alto”, continua.
“E durante o funcionamento desse equipamento, que já custa 10 milhões, pode ter um custo adicional de mais 10 milhões. Ou seja, a despesa operacional pode comparar ao custo do próprio equipamento. Uma das abordagens que tentei atacar no meu doutorado foi, justamente, reduzir o custo operacional. Seja de manutenção ou o custo fixo de operação”, disse o cientista.
De acordo com Allan, um dos benefícios da redução na despesa, é aumentar a inclusão das fontes de energia renovável. “Um dos benefícios indiretos que a gente tem dessa redução é que, isso contribui para aumentar a integração das fontes de energia renovável”.
No Brasil, a principal fonte de energia é originada em usinas hidrelétricas. O pesquisador acredita que a discussão de gastos adicionais com as usinas eólicas ou fotovoltaicas ainda não é forte no país por algumas razões.
“No Brasil ainda não chegamos no ponto, por algumas razões. A primeira é que temos uma dependência muito grande do dólar. Os equipamentos chegam com um custo elevado para quem instala e também temos a dependência do câmbio. Então, quando ele varia, temos um aumento absurdo do custo desses sistemas. O outro ponto se trata de incentivo, que historicamente, o consumidor não teve instalar a fonte de energia renovável”.

“Se pensarmos em países que deram incentivo, eles vendiam o quilowatt-hora (kWh) para as concessionárias mais caro que o comprado assim, as pessoas queriam instalar a energia solar. No Brasil não começou dessa forma, hoje temos um modelo em que o kWh vendido e comprado tem o mesmo valor. Além disso tem uma questão das próprias concessionárias, que as vezes querem cobrar impostos a mais e querendo ou não, a energia renovável no Brasil começou em 2012, mas não tinha uma lei que regulamentava seu funcionamento. Acredito que todos esses fatores acabam freando um pouco o desenvolvimento da tecnologia”, afirma.

Trajetória nos estudos

Apesar de jovem, Allan tem um currículo que impressiona. Aos 29 anos, sua tese também foi eleita a melhor em engenharia elétrica da UFMG, além de receber indicação aos prêmios UFMG e Capes de Teses. Segundo a universidade, a pesquisa ainda recebeu o primeiro prêmio da Sociedade Brasileira de Eletrônica de Potência (Sobraep).
Há 13 anos se dedicando aos estudos na área, o cientista começou a faculdade aos 16 anos, na Universidade Federal de Viçosa (UFV).
“Comecei a minha graduação em engenharia elétrica com 16 anos, aqui em Viçosa. Terminei em 2013 e fui para BH, fazendo mestrado na UFMG por mais dois anos. Em 2015, quando terminei, já era professor do Cefet-MG. Aí, no final de 2016 comecei o doutorado e finalizado em 2019”, disse Allan.
Finalizar a tese de doutorado foi uma grande vitória para Allan, que apesar de acreditar no potencial de vencer o prêmio de melhor do mundo, se surpreendeu ao receber o resultado. Ele se inscreveu em março deste ano e soube do primeiro lugar há cerca de 10 dias.

“Eu sempre fui uma pessoa bem pé no chão, mas a minha tese já tinha sido premiada no Brasil pela UFMG e pela Sociedade Brasileira de Eletrônica de Potência. Então, quando fiz a inscrição no prêmio, achava que poderia ganhar, mas quando recebi a notícia mesmo, fiquei surpreso. Estava na sala de casa quando soube, dei até um grito! Me deu uma sensação de dever cumprido”, conta.
A premiação geralmente acontece em setembro em uma cerimônia nos Estados Unidos, mas devido a pandemia ainda não há data para entrega.
Os estudos têm um lugar muito importante para o cientista. “No meu caso, tudo isso tem um valor muito especial. Sempre estudei em escola pública, e meus pais não têm o fundamental completo. Para mim é um orgulho muito grande, eles sempre me incentivaram bastante. Fico honrado em ter conseguido finalizar o doutorado e receber esse reconhecimento grande”, disse.
Toda sua trajetória foi repleta de pessoas e instituições que confiaram na tese e Allan acredita que esse apoio foi fundamental para chegar ao objetivo. “Agradeço muito aos meus pais e minha noiva, por terem me incentivado neste processo. Não é trivial conseguir finalizar um doutorado com três anos, o normal é com quatro. Então, foi bem estressante”.
“Também sou grato à UFMG por ter fornecido meios para o desenvolvimento do estudo no Brasil. Tive oportunidade de ir para a Dinamarca e fiquei um ano lá pesquisando, graças à Capes, que possibilitou o financiamento. Fui bastante abençoado, também, por ter todos colegas de laboratório, por isso agradeço a todos eles. Acredito que grande parte do sucesso não teria sido alcançado se não fosse essa equipe trabalhando comigo”, finaliza o cientista.

FONTEhttps://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/ensino-superior/2021/09/4947218-engenheiro-mineiro-conquista-premio-de-melhor-tese-de-doutorado-do-mundo.html

Pesquisadores da UFRN desenvolvem fogão solar

02/08/2021 às 2:27 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Parabéns aos pesquisadores da UFRN  !

E a pergunta que não quer calar: por que num país ‘solar’ como o nosso projetos como esse não são usados amplamente de norte a sul ?


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