Ex-Google diz que empresa “está criando Deus” com projeto de IA

27/11/2021 às 3:36 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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A pergunta é: A SINGULARIDADE de Ray Kurzweil já chegou ? De certo ela não vai ser anunciada, apesar das previsões…

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Ex-Google diz que empresa “está criando Deus” com projeto de IA

Ilustração mostra dois robôs - um azul, simbolizando o bem, e outro vermelho, simbolizando o mal

Imagem: Lidiia/Shutterstock

O ex-Google Mo Gawdat, que liderou a divisão de inteligência artificial (IA) da empresa de Mountain View, se diz assustado com o que ela vem criando na área, tecendo críticas abertas à companhia em entrevista publicada pelo site The Times.

Gawdat conta que, durante seu trabalho no Google, teve uma revelação assustadora: a empresa estava desenvolvendo um sistema que permitia a braços robóticos encontrarem e agarrarem uma pequena bola. Diz ele que, ao longo do progresso da pesquisa, um dos braços não só agarrou a bolinha, mas também a segurou, dando a entender que estava “se exibindo” para seus criadores.

Mo Gawdat, ex-Google, que acredita que a inteligência artificial pode acabar se voltando contra a humanidade

Mo Gawdat, ex-líder da divisão de inteligência artificial do Google, teme um cenário onde a IA pode “aprender demais” e se voltar contra a humanidade (Imagem: Acervo pessoal/Reprodução)

A entrevista não deixa claro se a ação do braço foi autônoma ou se estava, de alguma forma, inserida em sua capacidade de aprendizado (a descrição geral fala em “identificar, localizar e agarrar”, e as ações teoricamente param por aí).

“Foi aí que percebi o quão assustador isso é”, disse Gawdat, que deixou a empresa em 2017, após a morte de seu filho de 21 anos durante uma cirurgia de rotina. Ele, hoje, responde como empreendedor digital e autor do livro “A Fórmula da Felicidade” (Editora Leya), onde conta a experiência de lidar com a perda.

De acordo com a entrevista, Gawdat acredita que estamos cada vez mais perto de uma “inteligência artificial geral” – o tipo de IA capaz de aprender tudo, e aplicar esse conhecimento de forma a ameaçar a humanidade se assim julgar necessário. Você se lembra do meme “estamos criando a SkyNet”, em referência à IA da franquia de filmes “O Exterminador do Futuro”? Gawdat está se referindo à ela.

“A realidade dos fatos é: nós estamos criando Deus”, ele disse.

Já não é de hoje que personalidades exemplares do setor tecnológico pedem por maiores cuidados nas pesquisas envolvendo a inteligência artificial: Elon Musk, fundador da SpaceX (e da Tesla, e da Boring Company, e da Neuralink…) já disse que, sem as devidas restrições e regulamentações, corremos o risco de sermos conquistados por algum tipo de IA rebelde.

Essas pinceladas generalizadas, porém, ignoram certos problemas que já existem nas tecnologias que já criamos: a Amazon, por exemplo, desenvolveu o sistema Rekognition de reconhecimento facial, oferecendo-o para testes às mãos de autoridades policiais nos EUA. A tecnologia em si acabou paralisada após relatos de que ela trazia viés racista, gerando identificações erradas em pessoas negras por falta de “calibragem” correta.

Esse problema – e diversos outros – já foram citados pela Microsoft, que corriqueiramente pede que as autoridades governamentais de diversos países criem regulamentações e restrições mais firmes na pesquisa e desenvolvimento da IA.

Em outros casos, desenvolvedores independentes já usaram algoritmos preditivos – um braço do machine learningpara criar “falsos nudes” e deepfakes de mulheres na internet – anônimas e celebridades – com graus assustadores de realismo.

Há também as boas práticas, como um museu na Flórida dedicado ao pintor surrealista Salvador Dalí: visitantes do local interagem “diretamente” com o pintor, que os acompanha durante a demonstração e tece comentários sobre as próprias obras. Ou então biólogos que estão usando algoritmos para prever quais doenças de origem animal podem infectar humanos, e acelerar pesquisas para curas e tratamentos.

É fato que há pouca regulamentação no campo da inteligência artificial hoje, e talvez você até compartilhe do medo do ex-Google, de que a empresa está, em essência, “criando Deus”. Entretanto, os medos mais racionais têm solução firmada em fatos, e podem ser atacados e resolvidos com um pouco de esforço.

Você acha que estamos sob a mira de um apocalipse tecnológico? Qual a sua opinião sobre o assunto? Nos conte nos comentários!

(Rafael Arbulu)

FONTE: https://olhardigital.com.br/2021/09/30/ciencia-e-espaco/ex-google-diz-que-empresa-esta-criando-deus/amp/

O Que é Machine Learning? Evoluindo a Inteligência Artificial

13/07/2021 às 3:23 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Tema bastante atual, neste vídeo simples é explicado o conceito de Machine Learning. Confiram !


Inteligência artificial em hardware

05/06/2021 às 2:37 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Normalmente quando se menciona Inteligência Artificial vem à nossa mente a ideia de software. Nesse artigo outra abordagem é posta.


Cérebro em um chip faz inteligência artificial sem treinamento

Cérebro em um chip faz inteligência artificial sem treinamento

Alguns componentes neuromórficos experimentais já imitam a memória e o esquecimento do cérebro. [Imagem: KAUST]

Inteligência artificial em hardware

Uma rede neural pulsada inspirada no cérebro e implantada em um microchip permitiu aos pesquisadores estabelecer as bases para o desenvolvimento de sistemas de computação de inteligência artificial baseados em hardware mais eficientes.

A maior parte da inteligência artificial hoje é baseada em software, mas hardwares talhados para rodar seus algoritmos podem tornar tudo mais eficiente e mais rápido – pense, por exemplo, nos ganhos obtidos com os processadores gráficos dedicados.

Indo além do exemplo das placas gráficas, porém, a ideia agora é usar circuitos neuromórficos, que processam os dados de forma parecida com o que fazem os neurônios no nosso cérebro.

Só que isso exige uma outra mudança, um avanço em relação às redes neurais artificiais usadas pelos algoritmos de inteligência artificial.

“Uma rede neural artificial é um modelo matemático abstrato que tem pouca semelhança com sistemas nervosos reais e requer um poder de computação intensivo,” explica Wenzhe Guo, da Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah, na Arábia Saudita. “Uma rede neural pulsada, por outro lado, é construída e funciona da mesma maneira que o sistema nervoso biológico e pode processar informações de maneira mais rápida e eficiente em termos de energia.”

As redes neurais pulsadas emulam a estrutura do sistema nervoso, como uma rede de sinapses que transmitem informações por meio de canais iônicos na forma de potenciais de ação, ou picos. Esse comportamento orientado a eventos, implementado matematicamente como um “modelo de integração e disparo com vazamento“, torna as redes neurais pulsadas muito eficientes, além de permitir um grau de paralelização que não pode ser obtido com a computação convencional.

Cérebro em um chip faz inteligência artificial sem treinamento

Esquema da plataforma desenvolvida pela equipe.
[Imagem: Wenzhe Guo et al. – 10.1109/TNNLS.2021.3055421]

Cérebro em um chip

O que a equipe fez agora foi colocar toda essa teoria na prática, colocando tudo em um chip real.

“Usamos um microchip FPGA padrão de baixo custo e implementamos um modelo de plasticidade dependente do tempo de disparo, que é uma regra de aprendizagem biológica descoberta em nosso cérebro,” descreveu Guo.

O principal ganho confirmado pelo protótipo é que este modelo biológico não precisa de dados prévios, permitindo que o sistema de computação neuromórfico aprenda padrões de dados do mundo real sem treinamento.

O “cérebro em um chip” da equipe provou ser 20 vezes mais rápido e 200 vezes mais eficiente em termos de energia do que as plataformas atuais de rede neural.

“Nosso objetivo final é construir um sistema de computação em hardware semelhante ao cérebro, compacto, rápido e de baixo consumo de energia. A próxima etapa é melhorar o design e otimizar o empacotamento, miniaturizar o chip e personalizá-lo para várias aplicações industriais por meio da colaborações,” disse Guo

Bibliografia:
Artigo: Toward the optimal design and FPGA implementation of spiking neural networks
Autores: Wenzhe Guo, Hasan Erdem Yantir, Mohammed E. Fouda, Ahmed M. Eltawil, Khaled Nabil Salama
Revista: IEEE Transactions on Neural Networks and Learning Systems
DOI: 10.1109/TNNLS.2021.3055421

FONTE: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cerebro-chip-faz-inteligencia-artificial-sem-treinamento&id=010150210428#.YK6wW_lKhPY

Watson da IBM e os Museus

19/04/2021 às 3:22 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Em três vídeos, como a Inteligência Artificial do Watson revoluciona a visita a museus !




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