Algo de novo no ar

02/11/2019 às 3:29 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Interessante esse artigo de Nizan Guanaes.  Como asseguram os grandes pensadores da atualidade, a grande mudança, no caminho da singularidade próxima, já começou. Confiram !


 

Há algo de novo no céu da Califórnia. E não é apenas o cheiro da maconha legalizada. Tampouco o peso inquestionável da tecnologia. A revolução é na forma de pensar, multiplicada por mil pela tecnologia.
A tecnologia hoje é barata e acessível. Por que tantas organizações e indivíduos vão ficar para trás? Mindset, como bem mostra Carol Dweck no seu livro “Mindset, A Nova Psicologia do Sucesso”, recomendado por Bill Gates no seu Gates Notes.
Passei a semana passada na Califórnia, e nesta década de sete dias me informei de maneira exponencial. Fui ao Singularity e depois a evento sobre o futuro em Stanford. Ambas as programações começavam às 7h da manhã e iam até a noite. Chego ao aeroporto de Los Angeles exausto e pleno.
Nunca na história da humanidade houve tanto avanço. E isso não é estória com E, é história com H. As pessoas das futuras gerações viverão muito mais que 120 anos, o ser humano chegará a outros planetas, órgãos humanos serão substituídos por novos modelos, carros serão autônomos, robôs brotarão por toda parte criando coisas incríveis e problemas inomináveis.
Vou com fé em Deus voltar no ano que vem para estudar inteligência artificial, realidade virtual, dados e mineração de dados -aprofundar num programa mais extenso o que vi comprimido numa semana. Vou estudar o incompreensível, pois, como diz Alexandre Mandic, se você está entendendo, é porque não está prestando atenção.
As pessoas esperam que o futuro chegue penteado e arrumadinho. O futuro vai chegar pelos fundos, sem modos e bem petulante. O futuro é desconcertante. Quem esperaria o general Villas Bôas, um herói do Brasil, de dedicação absoluta à nação, defender o uso medicinal do canabidiol?
Isto é o futuro. E ele não dá trégua a nenhum setor. Os dinossauros serão soterrados se resistirem e não se transformarem.
Eu decidi não ter medo do futuro. Ele nos traz muita ansiedade. Mas, se você usar o “design thinking” para resetar o seu negócio e a sua vida, esse futuro é uma espetacular oportunidade, como mostram unicórnios brasileiros que começam a despontar nas asas de empreendedores geniais e investidores angelicais.
Não estamos falando de tecnologia, mas de como pensar sem custos, sem tanta hierarquia, sem perda de tempo, fazendo e aprendendo e consertando pelo caminho, desafiando de peito aberto o sistema, o protocolo, a regulamentação.
Num país como o Brasil, onde o SUS não dá conta da própria demanda, onde pacientes enfrentam filas por até um ano para receber atendimento, tem sentido não permitir a telemedicina? É por aí que o futuro virá, por debaixo da porta, pela fresta da luz, para atender a uma demanda não atendida e resolver um problema insolúvel com uma solução que será óbvia depois de pronta.
Tô exausto, futuro. Acordo às 5h da manhã para estar em forma e correr atrás de você. E só com o app Blinkist (que resume os livros do momento) consigo ler tudo o que tem que ler, sem falar em tudo de série que tem que ver, de fazer ginástica com Peloton, usar Allbirds, ver o TED de Vancouver e depois fazer Mindfulness para se desconectar de tudo isso!
A tradição do mundo é mudar. Cabe a nós decidir se queremos nascer ou morrer com ele. E, se o futuro é tech, a grande plataforma é a plataforma mental: a atitude.
Nesse evento de conhecimento em Stanford, meu colega de classe era o Bill Gates. E ele tomava nota de tudo no seu caderninho. Atitude, esse é o melhor software, mostra o rei do software. Portanto, pare de ficar com medo, respire fundo e siga em frente porque há algo de novo no ar.

(Nizan Guanaes)

FONTE: https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/colunas/opiniao_economica/2019/08/700049-algo-de-novo-no-ar.html

QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, um resumo

11/09/2019 às 3:01 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Um bom resumo. O futuro já chegou faz algum tempo!


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LOGO, LOGO (Dez novas tecnologias que vão melhorar e/ou arruinar tudo

17/06/2019 às 2:22 | Publicado em Baú de livros, Zuniversitas | 1 Comentário
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Um livro delicioso de se ler e importantíssimo para os dias de hoje e de amanhã. Escrito de forma clara e com muito humor, aborda temas como Corrida Espacial, Energia de Fusão, Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Matéria Programável, Robótica, Biologia, Medicina e Interface Cérebro-Computador. As charges são também muito interessantes e colocadas estrategicamente em cada assunto.


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Professor de engenharia conta como aprendeu a dar aulas para alunos conectados

20/04/2019 às 3:24 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse tema sempre me instigou muito. Como fazer para dar uma aula hoje com as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação, a grande rede e a Inteligência Artificial ?


Professor de engenharia conta como aprendeu a dar aulas para alunos conectados

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“Apaixonado por Física e Matemática, o professor José Motta Filho falou durante o 1º Fórum Ler e Pensar sobre como oferecer uma “Educação para um Mundo Exponencial”.

Muito se fala hoje sobre os desafios de ensinar na era do Google e toda a fonte de informação disponível online. Há mesmo teorias bem elaboradas a respeito, que ensinam a dar o protagonismo ao aluno e ajudá-lo a usar esse conhecimento disponível na rede. Mas como colocar isso em prática em sala de aula?

“Ainda em 2014, Motta percebeu que seus alunos não tinham mais interesse em nada além de seus celulares, seja no ensino médio ou na graduação em Engenharia. “Aquilo me deixava muito triste, porque ser engenheiro é resolver problemas, e eles não queriam resolver nada”, conta.

A gota d’água foi o dia em que chegou à sala e todos os alunos estavam reunidos num canto, dando gargalhadas. Ao se aproximar, descobriu o aplicativo Photo Math, com o qual eles se divertiam resolvendo instantaneamente equações do livro de álgebra. “Se um aplicativo consegue resolver os problemas, eu não tinha mais motivo para ensinar”, relembra.

A situação o levou a repensar todo seu método de dar aulas.

“Por 20 anos fui um professor medíocre, porque a escola faz um movimento extraordinário em função da mediocridade”, conta.

Ao perceber que, ao longo de duas décadas, havia feito recortes e mais recortes no conteúdo, reduzindo o conhecimento a pequenas pílulas, Motta passou a questionar os fundamentos do ensino de Física e Matemática hoje.

“Por que resolver de novo e de novo algo que tantas outras pessoas já resolveram? Se olharmos para fora dos muros da escola, está cheio de problemas que ninguém resolve”, compara. “Percebi que eu não estava fazendo diferença nenhuma.”

Em busca de aulas melhores
Surgiu, então, a necessidade de ensinar aos alunos os problemas do mundo real que originaram os algoritmos e equações dos livros.

E como fazer isso? Motta começou por uma pesquisa junto a seus amigos professores. Conversando com quatro desses profissionais, Motta ouviu alguns termos pela primeira vez, tais como “gamificação”, “learning by doing”, “conteúdo gerado pelos alunos” e “do it yourself”, inteligência artificial e big data em sala de aula, internet das coisas e neurociência aplicada à Educação.

Passou então a pesquisar o conceito de metodologias ativas, que, resumindo, significa colocar algo na mão dos alunos para que eles criem e pesquisem com os colegas, para depois resgatar isso em sala de aula – o resultado é um aprendizado maior.

Uma das dicas é o uso do storyteling – a arte de contar histórias que engajam, pelas quais o professor conquista os alunos para o conteúdo.

Alguns conceitos que ele sugere para pesquisa e aplicação são a sala de aula invertida e o professor como provedor de insights – nesse caso, só funciona se ele ama o que faz. Um professor que não dá um sorriso sequer o semestre inteiro, ou dá aula o tempo todo sentado, provavelmente não chegará lá, em sua opinião.

Pensando na neurociência aplicada à educação, Motta apresentou o estudo de Martha Burns, segundo o qual a emoção influencia diretamente no aprendizado. “Quando a pessoa se emociona, o cérebro libera a dopamina, que funciona como apertar o botão de salvar aquele conteúdo.”

Para dar aulas eficazes a alunos conectados, primeiro é preciso fazer as pazes com o uso do celular em sala, na opinião de Motta. É claro que a tecnologia não pode ser vista como um fim, e sim um meio para a educação.

“Quando a escola proíbe o uso, está passando um atestado de fracasso, confessando que não sabe usar essa ferramenta”, diz.

Por outro lado, não basta manter o formato de sala de aula tradicional, em que não há interação entre os alunos, e simplesmente colocar um tablet em cada carteira.

“E faz o que com esse tablet?”, ele questiona. Como comparação, há escolas em que a própria mesa é digital e os alunos cooperam em equipes.

“Acabei de voltar do Vale do Silício e não vi ninguém sentado no lugar. Ninguém fica sentado em casa, escondido, resolvendo os problemas do mundo.”

Motta provoca ainda os estudiosos da educação que se vangloriam de títulos teóricos, mas não fazem nada para mudar o mundo. “Quero ver executar toda essa teoria na Região Metropolitana de Curitiba”, desafiou.”

FONTE: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/professor-de-engenharia-conta-como-aprendeu-a-dar-aulas-para-alunos-conectados/

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