Inteligência artificial vira “professor particular” e ajuda estudantes

08/12/2018 às 3:29 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
Tags: , ,

Eis um grande desafio para o Professor nos dias de hoje. E para os de Escolas Públicas maior ainda.


Inteligência artificial vira “professor particular” e ajuda estudantes

image

O profissional autônomo Kennedy Sophia Junior, 33 anos, é pós-graduado em três cursos presenciais, mas curte mesmo o professor do seu novo curso à distância. O mestre se chama Paul e não trata-se de um estrangeiro morando em São Paulo. Na verdade, nem gente o professor é.

Turbinado pela plataforma Watson da IBM, Paul é uma inteligência artificial que cumpre o papel de um professor 24 horas por dia, respondendo às dúvidas dos alunos e identificando a melhor forma de aprendizado com base na personalidade de cada um – uma onda já encontrada em algumas escolas do Brasil.

Relatórios sobre alunos

O Paul gera três relatórios sobre o aluno: traços de personalidade, que consideram introversão e extroversão, por exemplo; melhor método de aprendizagem; e grau de conhecimento sobre o tema, que pode ajudar a pular algumas etapas — algo que não é possível em uma sala de aula.

Após mapear o perfil do aluno, o professor sugere métodos de aprendizagem em vídeos, textos, infográficos ou outros aspectos que possam ajudá-lo a captar mais informações. “Criamos um algoritmo próprio que identifica a melhor forma de aprendizado de acordo com o perfil da pessoa”, explica Adriano Mussa, diretor acadêmico e de inteligência artificial na escola de negócios Saint Paul, casa do professor Paul.

Caso a inteligência artificial não consiga solucionar a dúvida no momento, um professor é notificado para que a ferramenta seja “atualizada”.

“A grande diferença é que o Paul usa computação cognitiva, não é chatbot e nem pesquisa de informações, como os auxiliares de smartphones, Siri ou Google Assistante”, afirma o diretor de tecnologia da Stefanini Scala, Filipe Cotait.

Se o curso tem matemática financeira e o aluno já estudou ou já trabalha com isso, o Paul orienta que ele avance o tema. No entanto, todo o conteúdo programático será avaliado. “A primeira reação dos professores foi de medo e desconfiança. No entanto, hoje temos um grupo que não têm outra função que não seja treinar o Paul”, afirma Mussa.

Professor continua no processo

A escola garante que o Paul não trouxe “clima de competição” aos professores. “Eles têm uma nova atribuição, que é ensinar a inteligência artificial. Há questões novas o tempo inteiro, novas dúvidas que precisam ser respondidas. O professor não só ensina, mas estuda continuamente e por isso o Paul precisa se transformar sempre”, explica.

O primeiro curso a ter contato com o Paul foi Contabilidade, seguido de Inovação e Criatividade. Nesse momento, os alunos de Administração e Demonstrativos Financeiros começam a conhecer a novidade. Com isso, é esperado que mais de 20 mil alunos sejam atendidos. A meta da escola é estender para mais de 100 cursos em três anos.

“A tecnologia tem mais sucesso quando empodera o professor para fazer as mesmas coisas, mas de forma mais eficiente”, diz Claudio Sassaki, cofundador da Geekie, plataforma de inteligência artificial voltada para a educação.

Horizonte é promissor

A inteligência artificial tem revolucionado diversos setores, incluindo a educação, justamente por decifrar processos, muitas vezes, imperceptíveis sob a perspectiva humana. “A grande oportunidade é poder cruzar dados diversos e criar conclusões assertivas”, afirma o consultor de tecnologia e inovação do sistema de ensino Poliedro, Massayuki Yamamoto.

Ele explica que, no passado, as escolas se preocupavam em ensinar conteúdos para o aluno. Hoje, as informações estão disponíveis na internet, até mais atualizadas. “O papel do professor é ensinar ao aluno como aprender. Sala de aula invertida é fazer com que o aluno comece a buscar o aprendizado”, acrescenta.

Por meio da computação cognitiva, o professor consegue identificar não só que o aluno não acertou uma questão, mas a razão do erro, e sugerir soluções. “Dá informações sobre o que o estudante pensa e como orientá-lo melhor na jornada do aprendizado”, afirma o especialista do Poliedro.

Ajuda com o Enem

A Geekie colocou no mercado duas plataformas com inteligência artificial: uma para alunos que queiram se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outra para as escolas.

A primeira identifica o perfil do estudante, conteúdo a ser aprendido e disponibilidade de horários para traçar um cronograma de estudos personalizado. A segunda visa a automatizar o trabalho de professores, em substituição ao material didático tradicional.

“O professor manda uma tarefa via plataforma, o aluno responde e automaticamente já é possível identificar o que ele aprendeu ou não. Eu crio um plano de reforço personalizado, com base no que ele precisa aprender. Não é necessário esperar uma prova para testar os conhecimentos”, explica Sassaki.

Para medir a eficácia, eles compararam o desempenho de um grupo de alunos que estudava em métodos tradicionais e outro que tinha acesso a conteúdo e metodologia personalizada pela plataforma. “O ganho de eficiência foi cinco vezes maior do que com plano de estudo genérico para todos”, afirma.

Robô ensina crianças a falarem inglês

Na rede de ensino de idiomas Minds, Vicente Queiroz, franqueado de Fortaleza (CE) desenvolveu um robô do tamanho médio de uma criança de seis anos, que fala inglês, anda e conversa com os alunos – tudo turbinado por inteligência artificial.

O empresário estudou engenharia e conseguiu colocar o diploma em prática dando vida ao robô, batizado de Bloog. “Apoiamos com um aporte financeiro e o protótipo foi criado. Ainda não conseguimos colocar o androide em todas as mais de 500 salas da categoria Kids, que temos na rede, porque ele está sendo aprimorado”, explica a executiva-chefe da Minds, Leiza Oliveira.

“A criação foi colocada em teste na unidade do Ceará e os rendimentos dos alunos aumentaram em 35%. Muitos conseguiram mudar mais rápido de nível no curso. O robô ajuda os professores a coordenar a sala e até aconselhar a turma a ficar em silêncio nos momentos importantes”, explica.

Chegar na escola pública é desafio

Ainda presente majoritariamente em escolas particulares, o grande desafio da inteligência artificial no Brasil, na visão do executivo, é alcançar o aluno da rede pública. “O mecanismo para escolas públicas comprarem material didático é um limitador para inovação e soluções tecnológicas”, Sassaki.

Além disso, há questões mais básicas que também precisam ser resolvidas. Na visão do gerente de pesquisa e consultoria de consumer devices da IDC Brasil, Reinaldo Sakis, as escolas brasileiras precisam recuar algumas casas no tabuleiro antes de testemunhar a

inteligência artificial se tornar um professor integral.

“Para ter acesso, precisa ter um meio. Ainda há muitas escolas sem o computador adequado que dê acesso a isso e, quando têm, falta a banda larga”, diz.

FONTE: https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/tecnologia/2018/06/19/plantao-de-duvidas-inteligencia-artificial-vira-aliada-de-estudantes.htm

Anúncios

7 MANEIRAS DE GANHAR DINHEIRO SEM SAIR DE CASA PELA INTERNET E TER O SEU PRÓPRIO NEGÓCIO

07/12/2018 às 3:04 | Publicado em Midiateca | 1 Comentário
Tags: ,

Ótimas dicas para trabalho usando a grande rede!


UMA VELA NA ESCURIDÃO

18/08/2018 às 3:38 | Publicado em Artigos e textos, Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
Tags: , , ,

Ao ler o título deste artigo do Professor Carlos Zacarias de Sena Júnior não me lembrei de pronto do livro de Carl Sagan “O MUNDO ASSOMBRADO PELOS DEMÔNIOS – A CIÊNCIA VISTA COMO UMA VELA NA ESCURIDÃO”. Mas depois de ler o texto vejo que tem tudo a ver. Esse livro foi certamente um dos melhores que li na vida. Recomendo fortemente !

o-mundo-assombrado-pelos-demnios


UMA VELA NA ESCURIDÃO

Ouvi falar pela primeira vez em fake news há cerca de cinco anos. De lá para cá descobri que a vacina de febre amarela havia provocado a morte de um adolescente de 17 anos e que vacinas da gripe estavam levando velhinhos para o hospital; soube que Bolsonaro foi considerado o político “mais honesto do mundo”, que Lulinha era dono da Friboi, que dona Marisa Letícia está viva e morando na Itália e que Marielle Franco foi casada com Marcinho VP, com quem teve um filho. Nos últimos dias circulou a notícia de que Lurian, filha de Lula, foi flagrada bêbada no aeroporto xingando Bolsonaro. As histórias não são poucas, mas, de tão sensacionais, logo repercutem, sem que ninguém se dê ao trabalho de conferir se é verdade.

Notícias falsas não são novidade na história da humanidade. Novo é a forma rápida como se replicam e ajudam a destruir ou construir reputações. Nos últimos anos, notícias falsas têm preocupado as autoridades pela forma devastadora como funcionam. Ao que se sabe, a eleição de Trump teve uma forte ajuda de fake news espalhadas pelas redes sociais. Com o alerta aceso e já se precavendo para uma eventual onda de processos que poderão surgir no período eleitoral brasileiro, o Facebook removeu 197 páginas e 87 perfis considerados como promotores de notícias falsas e fontes de desinformação. O MBL e o Vem pra Rua, grupos de extrema-direita que ajudaram a replicar algumas das fake news descritas acima, juram que as páginas removidas não são suas, mas foram para a porta do Facebook protestar.

A mente humana é propensa a acreditar no mágico e no fantasioso. Há milhares de anos a humanidade reproduz narrativas fantásticas sobre tantas coisas, que quase nos acostumamos com os absurdos. Em sua travessia pelo Atlântico, Colombo anotou em seu diário que havia avistado sereias, mas surpreendeu-se com o fato de que não eram tão belas quanto ouvira falar. O exercício do ceticismo é necessário, mas até mesmo a nossa maneira de desconfiar revela tendência pela fantasia. Em pleno século XXI há pessoas que não acreditam que o homem foi à Lua, mas têm quase certeza de que fomos visitados por ETs e estão certos de que os ovos que compramos no carro do ovo foram fabricados com plástico pelos chineses.

Na década de 1990, o astrônomo norte-americano Carl Sagan publicou um maravilhoso livro, O mundo assombrado pelos demônios. Sagan pretendia ajudar as pessoas a pensarem de maneira mais crítica e oferecia a ciência como alternativa. Entre os bons argumentos que trouxe para exemplificar a forma como a humanidade sucumbia ao obscurantismo, Sagan se referiu ao fato de que ninguém pode lhe convencer de que não há um dragão na sua garagem se você estiver realmente disposto a acreditar nisso. A verdade não é tão relativa como se supõe, mas podemos nos aproximar dela com um pouco de inteligência e um tanto de evidência. É só pensar e pesquisar.

(Carlos Zacarias de Sena Júnior)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 03.08.2018

16 sites de pesquisa

26/07/2018 às 3:44 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
Tags: ,

Essas dicas vêm do Blog do Sistema de Bibliotecas da UCS – Universidade de Caxias do Sul. São buscadores com conteúdos confiáveis e úteis para pesquisa de qualquer natureza, notadamente as acadêmicas. pesquisa

Scielo – Scientific Electronic Library Online.  É uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos.

Dialnet – é uma das maiores bases de dados com conteúdos científicos nas línguas ibero-americanas e conta com vários recursos: artigos de revistas, revisões bibliográficas, livros, anais de congressos, teses de doutorado. O objetivo é integrar o maior número possível de conteúdos, fornecendo, na medida do possível, acesso a textos completos.

WorldWideScience – é um porta para a ciência global, composto por bases de dados nacionais e internacionais e portais científicos. É multilíngue e fornece em tempo real os resultados da pesquisa e a tradução do conteúdo.

Google Acadêmico – fornece de uma maneira simples acesso à conteúdos acadêmicos.  É uma ferramenta de pesquisa do Google que permite pesquisar em trabalhos acadêmicos, literatura escolar, jornais de universidades e artigos variados.

Scholarpedia – é uma enciclopédia de acesso gratuito a textos revisados ​​e mantidos por especialistas acadêmicos de todo o mundo. Scholarpedia se inspira na Wikipédia e tem como objetivo fornecer um tratamento aprofundado aos conteúdos acadêmicos.

Academia.edu – é uma plataforma para que os acadêmicos possam compartilhar seus trabalhos de pesquisa. São mais de 33 milhões de acadêmicos inscritos, 10 milhões de artigos e aproximadamente 2 milhões de pesquisas adicionadas.

Springer Link – proporciona aos pesquisadores acesso a milhões de documentos científicos de revistas, livros, séries, protocolos e trabalhos de referência.

RefSeek – é um mecanismo de busca na web para estudantes e pesquisadores que visa tornar a informação acadêmica acessível a todos. RefSeek busca em milhões de documentos, incluindo páginas da web, livros, enciclopédias, revistas e jornais. Oferece aos estudantes uma ampla cobertura de assuntos sem sobrecarregar o mecanismo de busca, aumentando assim a visibilidade de informações acadêmicas, muitas vezes perdidas em links patrocinados e resultados comerciais.

CERN Document Server – acesso a artigos, relatórios e conteúdos multimídia sobre física de partículas.

Microsoft Academic – é um mecanismo de busca gratuito para publicações e conteúdos acadêmicos. A pesquisa é semântica, fornecendo resultados relevantes e atualizados.

JURN – é uma ferramenta de busca única para encontrar artigos acadêmicos e livros gratuitos. Oferece um ampla cobertura de revistas eletrônicas nas áreas de artes e humanidades e do mundo natural e ecologia. JURN aproveita ao máximo o Google, mas concentra sua pesquisa através de um índice desenvolvido e aperfeiçoado por seis anos pela equipe do site.

Ciencia.Science.gov – busca em mais de 60 bases de dados e em mais de 2.200 sites de 15 agências federais, oferecendo 200 milhões de páginas de informação científica dos Estados Unidos, incluindo resultados de pesquisa e desenvolvimento.

BASE – Bielefeld Academic Search Engine. É um dos buscadores com mais quantidade de informação do mundo, especialmente para recursos acadêmicos de acesso aberto, desenvolvido pela Biblioteca da Universidade de Bielefeld na Alemanha. BASE oferece mais de 80 milhões de documentos de mais de 4.000 fontes, com acesso a textos completos de aproximadamente 60-70% dos conteúdos indexados.

ERIC – disponibiliza recursos relacionados à educação atual para a pesquisa e a prática.

ScienceResearch.com – coloca à disposição do público a sua tecnologia capaz de pesquisar na “deep web” e fornecer resultados de qualidade, apresentando conteúdos de outros sites de pesquisa. Os resultados são obtidos nas 300 coleções de ciência e tecnologia, eliminando os conteúdos duplicados e mostrando por relevância as informações, conforme a pesquisa.

iSEEK Education – é um buscador específico que reúne diversos recursos de universidades, do governo e dos provedores não comerciais estabelecidos. Proporciona uma pesquisa inteligente e uma biblioteca pessoal baseada na web para ajudar a localizar rapidamente os resultados mais relevantes.

FONTE: https://bibliotecaucs.wordpress.com/2018/02/23/16-sites-de-pesquisa-academica-que-farao-voce-esquecer-do-google/

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d blogueiros gostam disto: