Zeca Pagodinho e MPB4 cantam OLÊ, OLÁ

20/05/2018 às 3:17 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Domingo. Bela interpretação. Essa vem do “O Bem Viver”.


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O uísque de Dylan e as mangas de Juca 

14/05/2018 às 3:08 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Como tenho dito aqui faz já algum tempo, os artigos de Jânio Ferreira são poesias em prosa. Confiram mais esse !


O uísque de Dylan e as mangas de Juca  Janio1-875x500

Leio que Bob Dylan vai lançar um uísque chamado Heaven’s Door e constato que certas coisas se completam, a exemplo de uma rede na varanda num dia nublado com o Clube da Esquina tocando ao fundo; ou bandos de garças regressando quando o sol se esvai; ou um som de chuva no telhado a provocar arrepios em peles cansadas; ou ainda uma generosa dose de bourbon para acompanhar Like a Rolling Stones na voz anasalada do nosso velho bardo que, desde sempre, tem a postura daquele caubói que entra no saloon, encosta a bota no friso da base do balcão, olha ao redor por baixo da aba do chapéu e aí vira um trago que um gorducho barman lhe serviu sem nem dizer oi. (A propósito, o nome do uísque foi pinçado do título de uma balada que ele compôs para a trilha do filme Pat Garrett e Billy the Kid – e que depois tornou-se um estrondoso sucesso gravado por muita gente boa, incluindo nosso Zé Ramalho –, que narra a aflição de um Xerife baleado agonizando nos braços de sua mãe, lhe dizendo que já está fazendo “toc, toc, toc” na porta do Céu).

Mas voltando ao mote de que certas coisas são intrínsecas ao meio, por esses dias o pé de manga de Juca, que fazia tempo não frutava, voltou a produzir uma inigualável manguita dessas que você chupa até os últimos fiapos, que traiçoeiros como só fiapos de boa cepa são, costumam se alojar bem no meio daquela obturação mal dividida, fato que lhe fará quebrar todos os fios dentais ou palitos Gina que por ventura venham a ser usados na vã tentativa de retirá-los da fresta.

Antes de continuar, um parêntese: a mangueira citada acima foi plantada há 22 anos quando Juca nasceu e deriva de uma velha mania de Valéria de presentear cada uma de nossas crias com um tipo de fruteira que lhes represente. Foi assim com Luiza, que tem um luminoso jambo-branco pra chamar de seu, e com Júlia, que ganhou um belo cajueiro, mas num certo dia, resfriada e manhosa que só ela, não pensou duas vezes quando, numa dramaticidade digna de uma precoce atriz, propôs trocá-lo por “um copo d’água bem geladinha, pelo amor de Deus, senão eu morro!”.

Pois muito bem, com a mangueira novamente carregada, foi impossível não lembrar de quando Juca, na época ainda em fase de floração, vinha correndo feito um louco me intimando pra começar sua farra favorita, que consistia em pegar um cano de PVC e levantá-lo até uma manga lá no alto, enquanto ele se posicionava na outra extremidade. Aí era só forçar o talo que ela descia rolando por dentro do tubo até cair em suas mãos, numa brincadeira onde os muitos replays não eram suficientes para apagar a sensação do encanto da primeira vez.

“E o que mangas, jucas, luizas e júlias têm a ver com o uísque de Dylan?”. Essa pergunta, my friend, quem pode responder é o vento.

(Jânio Ferreira Soares)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 12.05.2018


Um Comunista

13/05/2018 às 11:52 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Domingo com Caetano !


Ele falava nisso todo dia

06/05/2018 às 3:40 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Domingo !

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