Um poema para o povo brasileiro

29/08/2016 às 11:48 | Publicado em Canto da poesia | Deixe um comentário
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Esse é de Gregório Duvivier !


“Ler-vos-ei um poema, depois sairei de fininho   GregorioDuvivier©RenatoParada_07_divulgação

Quem escreveu não fui eu, foi meu filho Michelzinho

Para o povo brasileiro, chamar-me-ão de morto-vivo

Alguns me chamarão mordomo, outros vice decorativo

Aos poucos aceitaram tudo aquilo que eu propunha

devo tudo nesta vida ao meu amigo Eduardo Cunha

Alçaram-me à Presidência para acabar com a Lava Jato

Vosso sangue, sugá-lo-ei; muito prazer: Nosferastu

Ó multidão barulhenta, eu vim aqui silenciá-la

Mulheres voltem pro lar, negros voltem pra senzala

Bandido bom é bandido que fala português correto

Matar-vos-ei pelas costas, foder-vos-ei pelo reto

Confessar-vos-ei meu nome, antes que eu vá embora

Meu segundo nome é Temer, mas meu primeiro nome é “Fora!”

(Gregório Duvivier)

FONTE: http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/08/artistas-cantam-a-democracia-e-exigem-201cfora-temer201d-no-rio-6955.html

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Se

26/08/2013 às 3:21 | Publicado em Canto da poesia, Midiateca | 3 Comentários
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Se…
“Se você é capaz manter sua cabeça no lugar quando todos estão perdendo as deles, e o culpam disso;
Se você é capaz confiar em si mesmo quando todos duvidam de você, e no entanto, permite que duvidem;
Se você é capaz de esperar sem perder a esperança;
Ou sendo enganado, não se utilizar de mentiras;

Ou sendo odiado, não se render ao ódio e ainda não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se você é capaz de sonhar, sem fazer dos sonhos seus senhores;
Se você é capaz de pensar, sem fazer dos pensamentos suas armas;
Se você é capaz de encontrar com o triunfo e com o desastre e tratar esses dois impostores da mesma maneira;
Se você é capaz de aguentar ouvir a verdade que disseste ser distorcida por pessoas sem princípios em armadilhas para tolos;
Ou assistir as coisas pelas quais você deu sua vida, estraçalhadas, e reconstruí-las com o pouco que lhe reste;
Se você é capaz de arriscar numa única tentativa, tudo o que ganhou em toda a sua vida, e ao perder, retornar ao ponto de partida, sem resmungar uma palavra sobre sua perda;
Se você é capaz de forçar seu coração e nervos e músculos, e dar o máximo depois que se esgotarem, e ainda aguentar quando não há nada mais em você, exceto aquela vontade que diz para eles: “Aguentem firme!”;
Se você é capaz de falar com a plebe sem se vulgarizar, e andar com reis, sem perder a naturalidade;
Se nem inimigos nem amigos queridos podem machucar você;
Se todos os homens contam com você, mas não demasiadamente;
Se é capaz de preencher o impiedoso minuto com 60 segundos valiosos como os de uma corrida à distância,
Sua é a Terra e tudo o que há nela, e – mais do que isso – você será um Homem, meu filho.”


A PRINCÍPIO

20/05/2012 às 3:54 | Publicado em Canto da poesia | 1 Comentário
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Será que é de Mário Quintana mesmo ? Sei lá… só sei que a mensagem é bacana, segue pois:



A PRINCÍPIO        

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor,

o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos

são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre:

queremos, além de saúde,

ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel,

a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica

e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor?

Ah, o amor… não basta termos alguém com quem

podemos conversar, dividir uma pizza

e fazer sexo de vez em quando.

Isso é pensar pequeno:

queremos AMOR, todinho maiúsculo.

Queremos estar visceralmente apaixonados,

queremos ser surpreendidos por declarações

e presentes inesperados, queremos jantar à luz

de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem

e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes

de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não,

ser sinônimo de felicidade.

Você pode ser feliz solteiro,

feliz com uns romances ocasionais,

feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.

Não existe amor minúsculo, principalmente

quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção.

Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.

Não perder tempo juntando, juntando, juntando.

Apenas o suficiente para se sentir seguro,

mas não aprisionado.

E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar

a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco

de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível

e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas,

trabalhar sem almejar o estrelato,

amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro

o que nos mobiliza, instiga e conduz,

mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa

seus limites é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.

A lenda do rubi, lágrima de sangue

09/07/2011 às 3:26 | Publicado em Canto da poesia | 5 Comentários
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Encontrei-me mais uma vez em Darcy, agora em poesia (quebras minhas) feita em prosa. Encontro-me sempre, e cada vez mais, nele.


Ruby

A lenda do rubi:

Para que surja um rubi é preciso uma conjunção de quatro coisas:

que uma mulher seja beijada pela primeira vez,

que um herói derrame sangue pela pátria,

que uma amada morra

e que seu noivo seja disso informado.

Quando tudo acontece ao mesmo tempo, aparece na terra um rubi

– que é lágrima de sangue.

Darcy Ribeiro: Revivendo o que vivi – Coleção Darcy de Bolso (UnB)


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