Drauzio entrevista Pasquale

20/03/2019 às 3:05 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | 1 Comentário
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Muito boa essa entrevista. O Professor Pasquale já esteve aqui antes, muito bom !


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ESCREVER É COMO FAZER PÃO

07/03/2019 às 3:01 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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A professora Elaine Rodrigues já esteve aqui antes, por indicação do amigo Dattoli, do blog “O Bem Viver”. Retorna agora, também por indicação dele, com essa boa analogia. Vale conferir !


ESCREVER É COMO FAZER PÃO

O texto precisa de tempo para crescer, criar formas, ter sabores. Primeiro, você escolhe os ingredientes do pão de sua preferência. Depois, acrescente, aos poucos, cada item dessa receita e vá misturando-os levemente. Em seguida, comece a sovar a massa. Essa parte exige mais esforço. E quando ela estiver no ponto, deixe-a descansar por alguns minutos. Após isso, leve ao forno para assar. Só depois desse processo, você comerá o pão.

Com o texto não é diferente. Escreva-o. Guarde-o. Deixe-o repousar por alguns minutos, horas, dias… O tempo que precisar. Assim, você poderá voltar e analisá-lo melhor. Ver detalhes que passaram despercebidos na primeira escrita. Poderá editar, repensar ou alterar as frases, os parágrafos, as ideias, aprimorando sua produção textual — dando formas, tons, cores e sabores à sua escrita. Mas cuidado: não esqueça o texto por muito tempo, não deixe-o parado, senão ele se perde, estraga ou “queima no forno”.

(Elaine Rodrigues)

FONTE: https://eredigindo.wordpress.com/2019/02/24/escrever-e-como-fazer-pao/#like-1105

Escritores que não leem

06/09/2018 às 11:00 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 5 Comentários
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Esse veio por intemédio do blog-amigo “O Bem Viver”. Questões absurdas, óbvias, mas que valem a pena serem colocadas porque vivemos numa sociedade e num tempo do mais puro e simplório nonsense.


Escritores que não leem

Outro assunto polêmico. Aliás, estou até com medo que alguém tire meu blog do ar, pois ultimamente tenho escrito muitas coisas polêmicas aqui (e aqui também). Mas enfrentarei o risco, porque “num guento” as coisas que acontecem comigo. Preciso falar.

Como sou professora de redação, frequentemente um escritor (a) iniciante envia seus textos originais para eu dar uma opinião técnica sobre sua escrita. Esses e-mails ou mensagens geralmente terminam com a pergunta:

“Professora, você acha que eu serei (ou sou) um bom escritor (a)?”

Oh! quem sou eu para definir a carreira literária de alguém? Porém, como sou cautelosa nas minhas respostas (e nunca as emito sem sinceridade técnica e incentivo textual), abstenho-me; e respondo essa pergunta com outras perguntas:

Há quanto tempo você escreve?
E qual sua frequência na leitura dos livros clássicos?

E, para minha surpresa, o tal escritor (a) responde:

“Escrevo há muitos anos, amo escrever!  Mas não gosto de ler. Quase não leio…”

Agora, meus amigos leitores, vou “psicografar” aqui meu monólogo interior quando leio uma mensagem dessa:

Oi? Como assim? Um escritor que não gosta de ler? Não entendi? É a mesma coisa de um engenheiro que não gosta de números. E um padeiro que não quer colocar a mão na massa do pão. Ou um médico que tem pavor de sangue! O que vou dizer para essa pessoa? DaiMePaciênciaSenhor!

Não se trata de gostar de ler — mas de necessidade de leitura. Ou você acha que Machado de Assis fez curso de escrita? E Olavo Bilac assistia aos vídeos no YouTube sobre como escrever bem? Pensa que José de Alencar tinha acesso aos blogs de escrita criativa? Não! Eles só tinham os livros. Liam — e reliam os clássicos. (Machadão lia até a Bíblia.) Não é à toa que Carlos Drummond de Andrade disse que é lendo os grandes clássicos literários que descobrimos nosso estilo textual e aumentamos nossa capacidade criativa.

E você não precisa ser PHD em Literatura para escrever bem, mas, no mínimo, a atividade de um escritor requer uma frequência e intimidade com seu principal material de trabalho — a palavra.

Claro, pode ler outros livros também, não somente clássicos. A leitura aumenta a capacidade lexical de quem escreve e desperta várias formas diferentes de redigir uma ideia, uma frase, um parágrafo, um livro… Clichê demais? Ou será que eu estou falando besteira? (Ajudem-me aí, amigos escritores!)

Dia desses, uma professora experiente disse para mim: “Quanto menos um escritor ler melhor, porque ele não sofrerá influências textuais.” (Oooii???  MasGeeente!!!)

Questiono-me com tristeza por que raramente encontro livros contemporâneos textualmente talentosos? Por que muitos escritores de hoje apelam excessivamente para a sexualidade e sentimentalismo do leitor, a fim de vender mais? E por que dificilmente vemos inteligência literária nos autores atuais? Talvez a resposta esteja no título desse post.

Quem não lê, não quer saber; quem não quer saber, quer errar.”
Antônio Vieira (filósofo, escritor, orador e conhecido como o “Imperador da Língua Portuguesa”.)

Ler muito é um dos caminhos para a originalidade; uma pessoa é tão mais original e peculiar quanto mais conhecer o que disseram os outros.”
Miguel de Unamuno, poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo e filósofo espanhol.

P.S.: Se o meu blog não sair do ar, continuarei falando sobre esse assunto (rsrs).

Elaine Rodrigues
Professora de Redação e Literatura
E-mail: eredigindo@gmail.com

FONTE: https://eredigindo.wordpress.com/2018/08/25/escritores-que-nao-leem/#like-923

Homenagem à Língua Portuguesa

11/05/2018 às 3:34 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Excelente esse artigo. Li no blog “O Bem Viver”. Bela língua essa nossa, a que beija bem !

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Homenagem à Língua Portuguesa

Volta e meia alguém olha atravessado quando escrevo “leiaute”, “becape” ou “apigreide” – possivelmente uma pessoa que não se avexa de escrever “futebol”, “nocaute” e “sanduíche”.

Deve se achar um craque no idioma, me esnobando sem saber que “craque” se escrevia “crack” no tempo em que “gol” era “goal”, “beque” era “back” e “pênalti” era “penalty”. E possivelmente ignorando que esnobar venha de “snob”.

Quem é contra a invasão das palavras estrangeiras (ou do seu aportuguesamento) parece desconsiderar que todas as línguas do mundo se tocam, e que falar seja um enorme beijo planetário.

As palavras saltam de uma língua para outra, gotículas de saliva circulando em beijos mais ou menos ardentes, dependendo da afinidade entre os falantes. E o português é uma língua que beija bem.

Quando falamos “azul”, estamos falando árabe. E quando folheamos um almanaque, procuramos um alfaiate, subimos uma alvenaria, colocamos um fio de azeite, espetamos um alfinete na almofada, anotamos um algarismo.

Falamos francês quando vamos ao balé usando um paletó marrom, quando fazemos um croqui ou uma maquete com vidro fumê; quando comemos uma omelete ou pedimos na boate um champanhe ao garçom; quando nos sentamos no bidê, viajamos na maionese, ou quando um sutiã (sob o edredom) provoca uma gafe – ou um frisson.

Falamos tupi ao pedir um açaí, um suco de abacaxi ou de pitanga; quando vemos um urubu ou um sabiá, ficamos de tocaia, votamos no Tiririca, botamos o braço na tipoia, armamos um sururu, comemos mandioca (ou aipim), regamos uma samambaia, deixamos a peteca cair. Quando comemos moqueca capixaba, tocamos cuíca, cantamos a Garota de Ipanema.

Dá pra imaginar a Bahia sem a capoeira, o acarajé, o dendê, o vatapá, o axé, o afoxé, os orixás, o agogô, os atabaques, os abadás, os babalorixás, as mandingas, os balangandãs? Tudo isso veio no coração dos infames “navios negreiros”.

As palavras estrangeiras sempre entraram sem pedir licença, feito uma tsunami. E muitas vezes nos pegando de surpresa, como numa blitz.

Posso estar falando grego, e estou mesmo. Sou ateu, apoio a eutanásia, gosto de metáforas, adoro bibliotecas, detesto conversar ao telefone, já passei por várias cirurgias. E não consigo imaginar que palavras usaríamos para a pizza, a lasanha, o risoto, se a máfia da língua italiana não tivesse contrabandeado esse vocabulário junto com a sua culinária.

Há, claro, os exageros. Ninguém precisa de um “delivery” se pode fazer uma “entrega”, ou anunciar uma “sale” se se trata de uma “liquidação”. Pra quê sair pra night de bike, se dava tranquilamente pra sair pra noite de bicicleta?

Mas a língua portuguesa também se insinua dentro das bocas falantes de outros idiomas. Os japoneses chamam capitão de “kapitan”, copo de “koppu”, pão de “pan”, sabão de “shabon”. Tudo culpa nossa. Como o café, que deixou de ser apenas o grão e a bebida, para ser também o lugar onde é bebido. E a banana, tão fácil de pronunciar quanto de descascar, e que por isso foi incorporada tal e qual a um sem-fim de idiomas. E o caju, que virou “cashew” em inglês (eles nunca iam acertar a pronúncia mesmo).

“Fetish” vem do nosso fetiche, e não o contrário. “Mandarim”, seja o idioma, seja o funcionário que manda, vem do portuguesíssimo verbo “mandar”. O americano chama melaço de “molasses”, mosquito de “mosquito” e piranha, de “piranha” – não chega a ser a conquista da América, mas é um começo.

Tudo isso é a propósito do 5 de maio, Dia da Língua Portuguesa, cada vez mais inculta e nem por isso menos bela. Uma língua viva, vibrante, maleável, promíscua – vai de boca em boca, bebendo de todas as fontes, lambendo o que vê pela frente.

Mais de oitocentos anos, e com um tesão de vinte e poucos.

(Eduardo Affonso)

FONTE: https://www.facebook.com/eduardo22affonso

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