Resumo do Singularity University Global Summit 2017 em São Francisco, CA/USA

17/10/2017 às 3:46 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Novos tempos. Simplesmente assustador ! Recebi via zapzap de um amigo.

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Resumo do Singularity University Global Summit 2017 em São Francisco, CA/USA

O evento discutiu o futuro dos negócios, da tecnologia e da humanidade.

**Para profundas reflexões**

*Singularity University Global Summit 2017 – resumo do primeito dia, em 10 itens:*

1. Foram 1.600 participantes do mundo inteiro. 70% dos quais são estrangeiros. A maior delegação foi a do Brasil.

2. Em 2030, mil dólares comprarão o poder computacional equivalente ao cérebro humano. Em 2050, mil dólares comprarão o poder computacional equivalente a todos os cérebros humanos juntos.

3. Em 2010 1.8 bilhão de pessoas estavam conectadas à internet. Em 2017 são 3 bi. Entre 2022 e 2025 será o mundo inteiro. Com mais conexões, mais oportunidades, mais gênios.

4. As próximas duas décadas serão diferentes de qualquer coisa que vivemos nos últimos cem anos.

5. Podemos prever empregos que serão absorvidos pela tecnologia. Mas não podemos prever quais empregos vão surgir a partir da tecnologia. A dificuldade é a velocidade com que isso está acontecendo.

6. 130 milhões de pessoas no mundo estão satisfeitas com o seu trabalho. Parece muito, mas em termos globais, isso equivale a quase nada.

7. Veículos elétricos têm 90% menos _moving parts_ do que veículos tradicionais.

8. Na China todos os taxis serão elétricos até 2020.

9. O custo de um carro elétrico vai reduzir drasticamente nos próximos 5 anos. Razões: demanda e abundância.

10. Esqueçam os _wearables_. Estamos entrando na era dos _insideables_.

*Singularity University Global Summit 2017 – resumo do segundo dia em 10 itens:*

1. _Human life is a software engineering problem_.

2. As ferramentas do nosso tempo: _big data _e _machine learning_.

3. 3 bilhões de pessoas vivem com menos de 2,5 dólares por dia. 80% da humanidade vive com menos de 10 dólares por dia.

4. 90% das enfermeiras que usam o Watson da IBM seguem as suas recomendações.

5. Automação e inteligência artificial criarão empregos. Posso tornar qualquer coisa inteligente usando inteligência artificial e ganhar dinheiro com isso. Os Estados Unidos são o país mais automatizado do mundo e não houve perda de empregos por isso.

6. No futuro teremos muito mais máquinas do que humanos.

7. Ensinamos da mesma forma há cem anos. O sistema educacional é resistente a uma mudança disruptiva. Que tal _just in time education_?

8. Nossas premissas sobre o mundo podem limitar nosso pensamento. E isso faz toda a diferença.

9. Organizações não mudam até que todas as pessoas mudem.

10. Líderes exponenciais não tentam mudar o mundo. Eles tentam mudar a si mesmos.

*Singularity University Global Summit 2017 – resumo do terceiro e último dia.*

Desta vez não foi possível resumir em 10, mas sim em 20 itens. Estes três _posts_, um por dia, foram uma tentativa de sintetizar essa chuva de informações e a disrupção.

1. Em 2020, 85% das interações com clientes será através de máquinas. E essa será uma das formas de se diferenciar dos concorrentes.

2. 75% dos _millennials_ consideram a comunicação através de mensagens de texto uma opção de relacionamento com o cliente e têm duas vezes mais chance de se manter fiéis à empresas que oferecerem essa forma de comunicação com eles.

3. 30% dos _millennials_ não possuem o ícone do telefone na tela principal dos seus _smartphones_.

4. Empresas hoje já produzem carne de frango e gado sem matar nenhum animal. A partir da célula animal.

5. 20% de todas as buscas em dispositivos móveis já são feitas por voz.

6. Veículos e objetos autônomos vão mudar as cidades profundamente.

7. Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro.

8. As instituições de ensino que existem hoje, em sua maioria, foram criadas com pressupostos de 60 anos atrás. O ensino médio é a chave para mudar todo o sistema educacional.

9. O principal problema da educação é cultural. Há cem anos é igual. Muitos falam de customizar ensino para crianças, mas a chave é customizar ensino também para os professores. Um a um. Até a mudança ocorrer.

10. O futuro da educação é _learning by doing_.

11. Vamos mudar a lógica de “vender carros” para “vender serviços de mobilidade”.

12. O mundo hoje está fazendo a transição da era industrial para a digital da mesma forma que anos atrás fazia da era agrícola para a industrial. Mas MUITO mais rápido.

13. Existem 2.6 bilhões de _smartphones_ no mundo. E 9 vezes mais dados somente nos últimos DOIS anos.

14. As pessoas vão aprender dentro de uma lógica de “_nano-learning_”, e não de um longo investimento em educação para usar somente um percentual mínimo daquilo que se aprende. Todos terão um portfólio de trabalho, que será nano-desenvolvido.

15. Os maiores problemas do mundo são também as maiores oportunidades de negócio.

16. Robôs serão considerados uma opção de força de trabalho. Assim como hoje consideramos funcionários, terceiros, _freelances_ e a _crowd_. Simples assim.

17. Ser exponencial é atualizar e se atualizar de tudo constantemente.

18. O Vale do Silício tem uma palavra para descrever fracasso. Se chama experiência.

19. Hoje existe abundância de capital, conhecimento, habilidades e tecnologia. Não há desculpa para não fazer as coisas. Não há limites. A única limitação é a nossa convicção e comprometimento de simplesmente ir e fazer.

20. Em poucos anos todos trabalharão para aprender, ao invés de aprender para trabalhar.

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Reforma Tributária, uma outra visão

10/10/2017 às 6:30 | Publicado em Zuniversitas | Deixe um comentário
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Por uma Reforma Tributária que foque na Justiça Fiscal, sem isso não vale a pena nenhuma reforma !

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UM ESTADO CORRUPTO

Corrupção: ato de corromper, que seja: alterar para um estado ética ou moralmente negativo, diz o dicionário Michaelis. Os R$ 51 milhões de Geddel, em dinheiro vivíssimo, é a sua face mais explícita. Aécio Neves, em pleno exercício do mandato com sua mala de R$ 2 milhões, e Michel Temer, sustentando-se na presidência com seus R$ 500 mil entregues a Rocha Loures, são a lamentável constatação de que nem todos são punidos.

Mas se chamarem a propina de comissão e aprovarem uma lei que legalize as malas de dinheiro, deixa de ser corrupção? Observar de perto o nosso regime tributário e o sistema de dívida pública é ter a convicção de que a corrupção está institucionalizada em nosso país há muito tempo e quase ninguém percebeu. Não é malinha, é papo de muitos bilhões de reais.

Se nós, reles mortais, não pagarmos o Imposto de Renda, sabemos a força do estado sob o nosso patrimônio. Estaremos fritos. Mas em 1995 os empresários endinheirados, com capacidade de comprar votos no Congresso, puseram na lei que não precisariam nunca mais pagar ao Leão. Muito dinheiro público deixou de ser arrecadado e ficou nos bolsos de quem não devia, porque justo não era. Só em 2017, R$ 60 bilhões. Criamos uma aberração em que só no Brasil o IR é regressivo: pagam os pobres e se isentam os ricos. Eticamente repugnante, moralmente indefensável.

Pagar imposto não é o forte dos grandes empresários do país. Sonegam deliberadamente – segundo a Fazenda, mais de R$ 500 bi ao ano. Sabem que o Congresso a cada três anos lhes dará um Refis para pagar com descontos, isenção de juros e multa. Muito mais barato que pagar em dia! Há ainda as anistias tributárias bilionárias que o Congresso aprova de vez em sempre.

Reduzir a desigualdade social com esse estado corrupto em funcionamento foi um milagre, fenômeno que só o presidente Lula consegue explicar. Qualquer candidato comprometido em colocar o país nos trilhos terá de deixar claro o que pretende fazer com o nosso sistema tributário.

A reforma tributária em tramitação na Câmara tem o mérito de pôr fim à guerra fiscal e ao emaranhado de tributos, taxas e contribuições que encarecem a produ- ção e abrem brechas para a elisão fiscal: hoje, uma contestação tributária pode demorar mais de dez anos para ser julgada. Há quase R$ 1 trilhão parado nas delegacias da Receita e no Carf. Com a instituição de um imposto único e nacional sobre o consumo, o IVA, será mais fácil ao longo dos anos onerar menos o consumo e mais a renda.

Precisamos ir além, ajustar o imposto sobre as heranças à realidade internacional, regulamentar o imposto sobre grandes fortunas, criar novas faixas e acabar com a isenção do IR sobre dividendos. Esse debate é definidor de nosso futuro e precisa ser feito nas urnas.

(Jorge Solla)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 15.09.2017

“Apocalipse tecnológico”

06/10/2017 às 3:35 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Seria o apocalipse hic et nunc ?

E a solução é cada um cuidar de si, e armado ?

Sei não…


O ex-executivo do Facebook que largou tudo e prepara refúgio em ilha para sobreviver a ‘apocalipse tecnológico’

Antonio Martínez em seu refúgio

Image caption Ex-executivo do Facebook está se preparando para um futuro caótico criado pela tecnologia

Antonio Garcia Martínez, de 40 anos, vivia no epicentro da revolução digital, mais precisamente no Vale do Silício, região próxima de San Francisco, nos Estados Unidos, onde estão as sedes de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo. Mas desde 2015 ele mudou radicalmente de vida ao chegar à conclusão que estaríamos prestes a enfrentar um “apocalipse tecnológico”.

Martínez afirma que o avanço da tecnologia – em especial, da combinação entre automação e inteligência artificial – mudará radicalmente a economia global e fará com que empregos desapareçam em escala massiva.

“Dentro de 30 anos, metade da humanidade não terá trabalho. E a coisa pode ficar feia, pode haver uma revolução. É por isso que estou aqui”, diz ele em entrevista à BBC ao desembarcar armado com um fuzil em uma ilha próxima a Seattle, no noroeste americano, onde está criando um refúgio para se proteger caso a previsão se confirme.

“Em San Francisco, eu vi como o mundo será daqui cinco a dez anos. Você pode não acreditar que está vindo, mas está – e tem a forma de um caminhão que dispensa motorista.”

Isolamento

Cena do documentário 'The Secrets of Silicon Valley'

Image caption Refúgio fica em uma pequena ilha na costa noroeste dos EUA

Martínez fez carreira no setor ao fundar uma empresa de anúncios online, que vendeu para o Twitter, e ir trabalhar no Facebook. Hoje, dedica boa parte do seu tempo a um terreno de cinco hectares no meio da floresta em Orcas, uma pequena ilha na costa do Estado de Washington, próxima da fronteira norte do país.

Por enquanto, seu refúgio não parece ser grande coisa. Há apenas uma barraca, um gerador de energia, um balde onde faz suas necessidades, além de fios e painéis solares ainda não instalados. O acesso só é possível por uma estrada de terra, usando veículos com tração nas quatro rodas.

“Ninguém conhece aqui. E dá para ir nadando ou de caiaque até o Canadá se a situação exigir”, diz ele sobre os motivos que o levaram a escolher a região para montar seu abrigo, listando em seguida outras vantagens:

“Clima ideal, uma grande comunidade, produção de alimentos autossustentável, e consigo defendê-lo caso as coisas saiam dos trilhos por um tempo.”

Munição, a ‘moeda do novo mundo’

Cena do documentário 'The Secrets of Silicon Valley'

Image caption Martínez diz que armas serão necessárias para protegê-lo de invasores

Martínez deixa claro que será capaz de fazer isso ao atirar com uma AR-15 contra latas e garrafas de plástico que fazem as vezes de alvos improvisados à distância – e acertar todos eles.

“Há 300 milhões de armas nos Estados Unidos, uma para cada homem, mulher e criança, e a maioria delas estão nas mãos das pessoas que perderão seus empregos”, afirma.

“Garanto a você que munição será a moeda corrente desse novo mundo.”

Ele não é o único a prever o desaparecimento em massa de muitos postos de trabalho. O pesquisador Carl Frey, da Universidade de Oxford, acredita no mesmo.

Ele estima que 35% dos empregos no Reino Unido corram risco de desaparecer nos próximos 20 anos com a criação de robôs capazes de realizar as mesmas funções. Esse índice é ainda maior nos Estados Unidos, onde chega a 47% – e ultrapassa 50% em países em desenvolvimento.

Por isso, o americano garante que outros no Vale do Silício estão tomando as mesmas precauções.

“Eles têm suas próprias estradas, compram terrenos, têm um monte de armas, poços artesianos e tudo mais. É algo como o que tenho, talvez menos rústico, menos hippie, mas bem parecido.”

Dívida

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Image caption Local no meio da floresta ainda tem poucas instalações, como esta barraca

De fato, Reid Hoffman, cofundador da rede social LinkedIn, estimou em uma entrevista à revista The New Yorker que cerca de metade dos bilionários da região têm algum tipo de “seguro contra o apocalipse”.

Mas e quanto ao restante das pessoas que não têm uma fortuna para investir em refúgios assim? Martínez garante não se preocupar com isso: “A vida é curta, e nós morremos sozinhos.”

Ele afirma que sua maior contribuição é divulgar sua previsão e contar sobre seus preparativos. “A única dívida que nós profissionais da tecnologia temos é essa. Poucas pessoas estão falando sobre isso e informando o público em geral”, diz.

“A tecnologia vai acabar com empregos e abalar economias antes mesmo que a gente seja capaz de reagir, e deveríamos estar pensando sobre isso.”

FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/geral-40882654

INTOLERÂNCIA

02/10/2017 às 3:17 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Confiram esse vídeo. Boa e oportuna mensagem !


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