Antiginástica

17/04/2018 às 3:27 | Publicado em Artigos e textos, Piadas e causos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Antiginástica e antipsiquiatria. Interessante. Quem sabe isso não é apenas um começo para outros “anti” ? Antipoliticamentecorreto !? Assim que vi esse post no blog-irmão “O Bem Viver”, logo quis reproduzi-lo aqui. E, no mesmo momento, me lembrei de um médico (pediatra muito competente), hoje beirando os 90 anos, ativo, com saúde, bebendo menos mas com a mesma alegria de viver de sempre, irmão de um grande amigo do Rio, que dizia do alto de sua sabedoria: “– Sabe o que eu faço quando vem a vontade de praticar qualquer tipo de ginástica ? – Me deito no sofá e deixo a vontade passar !”.


O que é a antiginástica e o que ela pode fazer por você e seu corpo

Sessão de antiginástica

Image captionA antiginástica é realizada em grupos – às vezes são usados acessórios, como bolas ou almofadas, para facilitar algum movimento | Foto: KH Photography

A jornalista Carolina Robino, repórter da BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, conta abaixo sua experiência com a antiginástica:

Cada vez que conto a alguém que estou fazendo antiginástica sou bombardeada por risadas e piadas:

– Como é? Você não faz nada? É perfeito para mim.

– Você senta no sofá e assiste à televisão? Que legal!

– Perder peso sem sair de casa? Maravilhoso!

Sim, o nome pode gerar mal entendidos, mas os piadistas estão muito longe da realidade.

A antiginástica é uma prática corporal que busca autoconhecimento do corpo e o entendimento de que várias partes diferentes se conectam. O método também busca reconhecer e despertar áreas que estão adormecidas, que perderam mobilidade ou sensibilidade, com o objetivo final de aumentar o bem-estar.

Por exemplo:

Em minha primeira sessão – que, diferentemente das outras, foi individual -, passei muito tempo deitada no chão apenas mexendo a língua e a mandíbula para todos os ângulos imagináveis e possíveis, tentei com relativo sucesso mover meu dedinho sem mexer os outros dedos e sem tirar o pé do chão, e mantive uma perna levantada para o teto por vários minutos.

Antiginástica com a língua

Image captionMover a língua pode beneficiar outras partes do corpo | Foto: KH Photography

E isso foi tudo.

Para minha surpresa, quando cheguei em casa, deitei no sofá e dormi profundamente durante pelo menos três horas. Estava esgotada. Algo raro? Nem tanto. O esforço para mexer algo há muito tempo parado pode ser extenuante, mas tem sua recompensa.

Rompendo padrões

A antiginástica foi criada na década de 1970 pela fisioterapeuta francesa Thérèse Bertherat, que dedicou boa parte da sua vida a observar o corpo e entender tanto o potencial que ele tem, quanto os obstáculos que criamos.

Seu trabalho foi inspirado principalmente nas pesquisas de sua colega e compatriota Françoise Mézières, que analisou com profundidade a poderosa cadeia de músculos entrelaçados na parte de trás do corpo, desde a base do crânio até debaixo dos pés.

Bertherat acredita que muitos dos males que nos assolam vêm do excesso de tensão, encurtamentos e contrações dessa cadeia de músculos. Ela apostou que exercícios de alongamento ajudariam a relaxar o corpo para que, eventualmente, todos os ossos, músculos, tendões e ligamentos voltassem ao lugar, naturalmente.

A criadora da antiginástica, Therese Bertherat

Image captionA criadora da antiginástica, Thérèse Bertherat | Foto: Isabelle Levy/Lehmann

“Minha mãe era uma mulher muito pragmática, estudiosa e observadora”, explica Marie, filha de Bertherat, que desde a morte da mãe, em 2014, administra o principal centro de antiginástica do mundo, em Paris.

Seu método se desenvolveu a partir de diversas disciplinas que ela investigou e praticou – psicanálise, acupuntura e rolfing (espécie de medicina alternativa), entre outros – mas, acima de tudo , da extrema observação de como nos movimentamos, paramos, caminhamos e nos sentamos.

Ela chamou de “antiginástica” um pouco por acaso, porque queria escrever sobre o tema e precisava de um nome. Nos anos 1970, era moda romper com modelos e padrões.

Seu próprio marido se ocupava com a antipsiquiatria, que defendia tratamentos mais brandos para pessoas com doenças mentais. Ironicamente, ele foi morto por um de seus pacientes.

Antiginástica nos pés

Image captionOs pés, a base do corpo, são fundamentais para os exercícios de antiginástica | Foto: KH Photography

O corpo e suas razões

Em 1976, Thérèse Bertherat publicou O corpo e suas razões, livro que virou best-seller instantâneo e expôs suas ideias a milhões de leitores em todo o mundo.

Depois de lê-lo, milhares de pessoas escreveram para ela pedindo ajuda para salvá-los e curá-los.

Isso a desconcertou. Inicialmente, ela pensou que esses leitores não tinham entendido a proposta. Se tornar uma espécie de guru era algo que estava bem longe de suas intenções.

“É uma pedagogia no sentido de que dá informações sobre si mesmo”, explicou ela.

“Mas não existe magia.”

Na antiginástica, tudo tem uma razão anatômica. Ela é direcionada a cada parte do corpo: pés, ombros, olhos, mandíbulas, costas, abdômen, períneo, diafragma, espinha, ombros, clavículas. Ao mesmo tempo, ela também se volta para as conexões entre essas partes.

Quando se esfrega repetidamente a palma de uma mão, pode-se estar, sem saber, ajudando de alguma maneira a alongar o músculo do trapézio. E, ao movimentar a língua repetidamente, estamos fortalecendo ou soltando a traqueia – ou, ainda que seja difícil notar, fortalecendo também as pernas.

Mariela Panero

Image captionA argentina Mariela Panero descobriu a antiginástica depois de ler um livro sobre o assunto | Foto: Santiago Ginzburg

Todos os exercícios são ferramentas para tomar consciência do próprio corpo e de como ele pode contar nossa história e emoções.

Bertherat descreveu essa ideia muito bem, usando uma metáfora:

“Há uma casa que tem seu nome, você é o único proprietário, mas você não pode entrar. Você fica afastado, na frente da fachada, porque você perdeu a chave (…) Mas as paredes sabem tudo, elas não se esquecem de nada.”

Dor crônica

Mariela Panero tem 47 anos e há dez descobriu a antiginástica. Ela é argentina e vive em Londres desde 1998. Sempre trabalhou com o corpo – primeiramente como bailarina e, em seguida, como professora de pilates.

“Eu acreditava que conhecia meu corpo, mas tudo que tinha feito era treiná-lo, forçá-lo e domesticá-lo”, conta.

“Como tanta gente, exigia muito (do corpo) e comecei a ter dores crônicas nas costas e na cabeça. Eu não queria passar pela rotina médica de injeções, remédios, exames. Então comecei a investigar, a ler”, diz.

Ela descobriu o livro O corpo e suas razões – e leu em dois dias.

“Vi que era o caminho que eu queria seguir”, afirma.

Panero estudou a técnica na Espanha, um dos países onde há praticantes e entusiastas do método criado por Bertherat. Há também cursos de formação em outros 32 países, como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela.

Cada um por si

A antiginástica se desenvolve em ciclos de 11 ou 12 sessões. Ao fim de uma, começa outra totalmente diferente.

Ao contrário de outras técnicas de trabalho corporal, você nem sempre sabe a razão de estar fazendo aquele movimento. O instrutor dá apenas dicas, sem nunca mostrar como fazer exatamente. Também não há espelhos, para que o participante não copie o jeito de se movimentar do colega. Cada um trabalha com seu próprio corpo.

Antiginástica

Image captionA antiginástica não usa espelhos: cada um descobre como fazer os movimentos | Foto: KH Photography

Não é necessário ter experiência ou qualquer doença, embora muitos que começam a praticar o exercício sofram de dores físicas. A antiginástica pode ser praticada por qualquer pessoa.

“Você só precisa ter um corpo”, brincou Bertherat.

“Eu vi atletas que tentaram fisioterapia ou reabilitação, e que apenas com a antiginástica conseguiram competir novamente”, diz Panero. “Mas também há pessoas que não têm nada, que ouviram falar sobre o método e ficaram curiosas” .

“Talvez uma pessoa com excesso de peso, à medida que se conhece, acaba perdendo peso, mas não é cardiovascular”, ela esclarece.

“O corpo é maleável e, até morrer, há sempre a possibilidade de ser melhor”, diz ela. “O que estamos procurando nos exercícios é ser um pouco mais felizes, mais livres e mais autônomos”.

Ela acrescenta: “O corpo gosta de bem-estar e, uma vez que o encontra, vai querer mais”.

Talvez seja por isso que as pessoas resistem e insistem nas sessões, mesmo que algumas delas sejam francamente estranhas e até mesmo desconfortáveis.

Foi o que aconteceu com Peter, um londrino de 56 anos que pratica antiginástica há cinco anos:

“Algumas das aulas podem ser exigentes, mas quando terminam sempre me sinto mais confortável com meu corpo. É algo sutil e efetivo.”

“As lições se tornaram um oásis semanal em que descubro meu corpo, com tempo e paciência. Experimentei mudanças profundas não só nele, mas também na alma”, conclui.

Voltando às piadas, encontrei uma boa metáfora para explicar o que faço: é como ir ao psicólogo, mas quem fala é o corpo. Ouvir isso é surpreendente. Você pode nos contar as coisas mais interessantes sobre a autocobrança, a importância de reconhecer nossos limites e a felicidade.

Um dia, um tempo atrás, enquanto esperava o ônibus, comecei a sorrir. Se alguém tivesse me perguntado a causa, minha resposta teria sido: “Eu apenas senti como o fêmur se move na articulação do quadril”.

Pode não parecer grande coisa, mas eu garanto que a antiginástica provoca alegria.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42574030

Veja o vídeo abaixo (há legenda disponível, em português):

 

FONTE: https://obemviver.blog.br/2018/01/15/o-que-e-a-antiginastica-e-o-que-ela-pode-fazer-por-voce-e-seu-corpo/

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Cristiano Ronaldo

15/04/2018 às 3:52 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Nesse domingo, posto um vídeo que recebi via zapzap sobre esse grande craque !


Ir à praia

08/04/2018 às 3:42 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Confesso que muitas das questões que li nesse post do blog-amigo “O Bem Viver” jamais pensei. E, sob o meu ponto de vista, há outros pontos importantíssimos relacionados ao “ir à praia”: a convivência com os amigos, o banho de mar propriamente dito, a caminhada ou bicicletada, a cerveja gelada e um ‘outro visual’ não abordado pelo especialista no post abaixo, se é que me entendem… Sou assíduo ferquentador de praia desde que por essas plagas da Bahia de Todos os Santos cheguei, já faz mais de quinze anos !


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“Neurocientistas recomendam fortemente que você visite a praia regularmente. Eis o porquê

Todos sabemos que passar um tempo fora faz bem tanto fisicamente quanto mentalmente, mas os benefícios de passar um tempo especificamente na praia acabaram de ser revelados.

Aquele sentimento incrível de paz e calma que você experimenta na praia está sendo chamado de ‘espaço azul’. É assim que os cientistas chamam o efeito que a combinação de cheiros que acalmam e o barulho das ondas tem no seu cérebro.

O espaço azul é suficiente para que você se sinta aliviado de uma forma quase que mágica.

Quando você nota o quão relaxado você se sente na praia, não pense que é coisa da sua cabeça. A ciência diz há uma mudança na forma que o seu cérebro reage ao ambiente, deixando você feliz, relaxado e energizado.

De forma geral, o espaço azul te afeta em quatro formas diferentes:

1-Ir à praia reduz o stress.

Água e a cura que a natureza dá para o stress. É cheia de íons positivos que são conhecidos por ter a habilidade de te fazer relaxar. Então seja pulando dentro da água ou apenas molhando os pés, você certamente sentirá uma sensação de relaxamento. Esse é um catalisador de bom humor instantâneo que todos nós podemos usar de vez em quando!

2-A praia aumenta a criatividade.

Está sentindo que está sem inspiração? Bem, cientistas dizem que a solução é ir à praia. Estar no espaço azul permite que você limpe a cabeça e lide com problemas e projetos de maneira mais criativa. Assim como a meditação, a praia ativa um sentimento de calma que te permite desligar-se do supérfluo e refletir naquilo em que você precisa focar.

3-Ir à praia pode reduzir sentimentos de depressão.

Assim como a praia tem efeito sobre o stress e a criatividade, ela pode aliviar sentimentos de depressão. O som hipnótico das ondas junto com a vista e o cheiro da praia pode te colocar num estado de meditação. Assim, você pode esvaziar a mente e refletir sobre a vida em um espaço seguro e longe do caos da vida diária.

4-De maneira geral, passar tempo na praia vai mudar sua perspectiva sobre a vida.

E a perspectiva vai mudar para melhor! A natureza em geral sempre foi um fator presente nas vidas felizes, mas a praia em particular é muito boa para a alma.

Então pegue o protetor solar e prepare o piquenique porque é hora de ir à praia!

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Texto originalmente publicado no Mystical Raven , livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Saber Viver Mais
Crédito capa: FC2

FONTE: https://obemviver.blog.br/2018/03/02/ir-a-praia-regularmente-e-mesmo-uma-boa-veja-estas-explicacoes/

A SUBLEVAÇÃO TOGADA

04/04/2018 às 9:33 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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Um país inteiro aguarda ansiosamente a decisão de onze “semideuses”, que se reúnem hoje no “Olimpo” às 14 h. Algo está errado, profundamente errado, em terras de Pindorama. E o pior, para quem viveu ou leu a nossa História, os militares estão inquietos, dentro e agora fora dos quartéis…

Parece que o Brasil está se transformando numa imensa Bahia. Hoje Lula pode ser preso após a decisão dos “semideuses” supra. E mesmo assim vai se candidatar à Presidência da República, com amplas possibilidades de ser eleito pelo povo. E, além de tudo isso, há um movimento internacional querendo que ele finalmente ganhe o Prêmio Nobel da Paz, na cadeia…

“Pense num absurdo- nesse caso a prisão de Lula- na Bahia e no Brasil há precedente “

Olho-Brasil


A SUBLEVAÇÃO TOGADA

O “manifesto” de juízes e procuradores, disfarçado de “nota técnica”, agora encabeçado pelo indecoroso ex-procurador da República Rodrigo Janot – um homem ao qual o recato não durou seis meses e que agora se dedica a questionar sua sucessora e chefe (pois ainda está na ativa) Raquel Dodge – representa uma intolerável sublevação de parte do Ministério Público e da Magistratura contra a ordem jurídica.

Não é difícil provar que assim é, apenas substituindo os personagens e o cenário.

Alguém consegue imaginar – para ficar na Justiça que tanto idolatram – um abaixo-assinado de magistrados norte-americanos dizendo como a Suprema Corte deve julgar determinado caso?

Ou alguém consegue figurar que capitães e coronéis subscrevam advertências ao Alto Comando do Exército?

As pressões se tornaram tão intensas que a sessão do STF, na quarta-feira (amanhã), assume ares não apenas de decisão jurídica, mas também de natureza administrativa-disciplinar.

Do contrário, estabelecer-se-á a regra de que as decisões do Supremo, agora, serão tomadas pelos ativismos de juízes e promotores: eles decidem o que a corte vai, apenas, formalizar.

A monstruosidade de relativizar um princípio e, confessadamente, dizer que a falta de provas não é fator desqualificante de uma sentença condenatória, foi apenas o início: o que se tem agora é um levante de togas contra a autoridade do Supremo Tribunal Federal (STF).

E não contra ou a favor de uma tese, mas de um homem.

Afinal, a “nota técnica” surgiu apenas agora, quando é o caso do ex-presidente Lula que está em julgamento. Não houve um pio quando a questão foi discutida, despersonalizadamente, ao julgarem-se as liminares nas ações diretas de inconstitucionalidade sobre o tema, aquelas a que, cavilosamente, Cármen Lúcia tem recusado o julgamento do mérito.

Não é uma questão jurídica, é de ódio ideológico. E não decide que a Operação Lava Jato sobrevive ou não, a não ser que se admita que a Lava Jato só tivesse e tenha como objetivo prender o ex-presidente Lula. É dessa a “técnica jurídica” que os sublevados estão se servindo: a intimidação de ministros, especialmente Rosa Weber, para ditar o resultado de um julgamento.

(Roberto Fiorini, advogado)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 03.04.2018

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