Campanha do Cruzeiro que expôs a realidade das mulheres ganha prêmio em Cannes

23/07/2017 às 3:27 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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PARABÉNS AO CRUZEIRO DE MINAS GERAIS !


Campanha do Cruzeiro que expôs a realidade das mulheres ganha prêmio em Cannes

Em março desse ano, o time do Cruzeiro subiu em campo estampando, na parte de trás das camisas dos jogadores, dados sobre violências cotidianas sofridas pelas mulheres no Brasil, em parceria com a ONG Azminas, que republicamos várias vezesaqui no PapodeHomem.

De acordo com o site Trivela:

Nesta quarta, a campanha recebeu o Leão de Bronze na categoria Media do 64º Cannes Lions. Os cruzeirenses competiram com outras 290 ações, 18 delas brasileiras. Reconhecimento merecido não apenas pela originalidade da ideia, mas também pela força da mensagem transmitida. A exposição que o projeto teve na imprensa contribuiu bastante na discussão e na conscientização sobre um tema tão pertinente.

“Estamos felicíssimas. A AzMina é uma ONG que ainda não possui dois anos de existência. Então é um reconhecimento muito grande pelo trabalho feito e também proporcionará uma continuação na campanha que fizemos em 8 de março”, declarou Letícia Bahia, diretora institucional da organização.

A Letícia Bahia, diretora institucional da ONG Azmina, disse que “muita gente pensa que a luta pelos direitos das mulheres não faz mais sentido. Mas os dados que os jogadores vão exibir mostram o quanto essa questão segue sendo atual”.

Mais um golaço em Minas. Mais um golaço do Cruzeiro.

FONTE: https://www.papodehomem.com.br/campanha-do-cruzeiro-que-expos-a-realidade-das-mulheres-ganha-premio-em-cannes

O INFINITO DA VIDA DIGITAL

08/07/2017 às 3:03 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse artigo, lido numa revista da Avianca num voo recente Salvador-Brasília, me fez lembrar de um post que fiz aqui com o título: “Who whants to live forever” nos idos de 2009. Vale novamente a reflexão.

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O INFINITO DA VIDA DIGITAL  Silvia

Um assunto no mínimo interessante tem despontado em diversos artigos de estudiosos e curiosos (assim como eu) das novas tecnologias: a vida digital após a morte. Neste mundo conectado, até a forma de se relacionar com a memória de alguém está em evolução. Há pouco tempo, tudo o que se tinha eram fotos e histórias para contar. Hoje, já é possível se resgatar ou até mesmo programar o legado digital de um indivíduo – e continuar a recriá-lo eternamente.

A perpetuação é um desejo antigo da humanidade, já tratado na literatura e em muitos filmes e séries de televisão. Se alguém não se lembra do livro “Horizonte Perdido”, publicado por James Hilton, em 1933, e que deu origem ao filme de mesmo nome 40 anos depois, talvez se lembre da produção cinematográfica “Vanilla Sky” ou de um dos episódios da série da Netflix, “Black Mirror”.

Diversas empresas pelo mundo têm investido em desenvolver e utilizar tudo o que há disponível em termos de tecnologia para concretizar o sonho de viver para sempre. Scanners 3D, digitalização de fotos e vídeos, simuladores, recuperação de materiais de áudio, além de todo “rastro” digital – de uma simples curtida até os conteúdos mais elaborados de texto, fotos e vídeo.

A questão aqui é que, quanto mais conteúdo e interações a pessoa produziu durante a vida, maior será a fonte de referência para recriação de uma inteligência digital artificial que reflita fielmente os traços de personalidade da pessoa em questão. A diversidade dos serviços oferecidos por estas empresas mundo afora vão desde designar um herdeiro responsável pelas suas contas nas redes, como faz o próprio Facebook, a simples aplicativos que fazem publicações deixadas pela pessoa (veja o site http://www.hereafterinstitute.com).

Há quem vá ainda mais longe e prometa ser capaz, em algumas poucas décadas, de manter um cérebro ativo ou até mesmo fazer a transferência de seu conteúdo para um sistema de inteligência artificial para então conectar isso a uma réplica robótica. Como? Sim, Frankenstein total! Mas não são apenas startups um pouco malucas que estão se ocupando com o tema. O departamento de mídia do renomadíssimo MIT (Massachusetts Institute of Technology) também está desenvolvendo projetos de eternização de uma identidade digital.

Agora imagine você, aquela pessoa que passou a vida postando vídeos engraçadinhos de gatinhos, continuar a fazer isso indefinidamente, sem nem estar mais por aqui para contabilizar “likes”. O fato é que, à medida que as limitações tecnológicas deixam de existir, o céu de Monet (“Vanilla Sky”) é o limite da nossa imaginação.

(Sílvia Camargo)

FONTE: http://www.aviancaemrevista.com.br/materia/silvia-camargho-traz-novidades-sobre-tecnologia-em-redes-sociais

Profissões que acabarão

23/06/2017 às 3:45 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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O artigo é bom, sem dúvida. Serve para reflexão. Apenas um adendo: no final parece que o autor compara o fascismo com o comunismo…

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Profissões que acabarão

A turma que fabrica FoldiMate promete lançar a máquina ainda este ano. Custará entre US$ 700 e US$ 850. Pendura-se nela as roupas para que sequem. Daí, FoldiMate traz uma por uma cada peça para seu interior, passa e dobra. A cozinha robótica da Moley é bem mais cara: US$ 75 mil, quando for lançada para consumo, no ano que vem. Mas ela vem completa: os braços que cozinham, forno e fogão, liquidificador, multiprocessador. É capaz de fazer a maioria das receitas. Robôs aspiradores são bem mais simples — podem ser comprados, já, no Brasil, na casa dos R$ 1 mil. Estas são tecnologias que, até 2025, serão mais baratas e conhecidas.

É meio atordoante, se paramos para pensar. Tem muita coisa sendo inventada ao mesmo tempo. Isso não vai parar na próxima década ou duas. Mas terá um efeito sobre a sociedade que merece maior reflexão. No Brasil, ainda temos empregados domésticos — embora cada vez menos. No momento em que a casa começa a se automatizar, a necessidade de ajuda diminui. Esta é uma profissão que deve se extinguir.

Não é a única.

O que a revolução industrial fez foi colocar máquinas para fazer o que antes era realizado por braços. Máquinas primeiro mecânicas, depois a vapor e, por fim, movidas a eletricidade, trouxeram força permitindo que menos pessoas produzissem muito mais. O resultado foi a grande migração do campo para a cidade e a completa transformação da natureza do trabalho. Vivemos um momento semelhante e concentrado. O que a revolução industrial trouxe foi um substituto para a força humana. O digital substitui outra coisa: trabalhos que exigem raciocínios repetitivos.

O robô cozinheiro não cria um prato novo. Mas suas câmeras filmam um chef preparando seu risoto e, depois, reproduzem todos os passos com igual capricho. Da mesma forma, ninguém deseja um automóvel autômato disputando uma corrida de Fórmula 1. Mas, no dia a dia, ele conduzirá todos nós em segurança pelas ruas do mundo.

Já funciona, em Seattle, a loja da Amazon que dispensa um profissional no caixa. Basta ter o app da empresa instalado no celular — a loja identifica o cliente na entrada, registra por sensores que produtos pôs em sua cesta e abate do cartão de crédito no momento em que ele sai. Adeus, filas.

Enquanto isso, os desenvolvedores da REX, uma plataforma de compra e venda de imóveis, acreditam que terão brevemente um software capaz de juntar vendedor e comprador melhor do que qualquer corretor. O programa consegue avaliar a real intenção de compra e venda de cada um, compreende as necessidades e a capacidade de gasto, e sai juntando pares.

Estamos debatendo, em Brasília, reformas da Previdência e da CLT. O buraco é mais embaixo. Bem antes de as novas gerações se aposentarem, muitas de suas profissões se tornarão obsoletas. Em alguns casos, são profissões de baixa remuneração: frentista de posto de gasolina, caixa de supermercado, domésticas, motoboys. Outras são profissões de classe média. Corretores de imóveis, motoristas de táxi, contadores.

Não é só. Outras profissões serão transformadas. Afinal, não será preciso médico, enfermeiro ou laboratorista para tirar sangue, fazer ultrassom, diagnósticos simples ou cirurgias complexas. Assim como jornalistas não vão mais escrever matérias mastigando números — seja de estatísticas esportivas, seja de econômicas. A máquina faz com rapidez e eficiência.

Da última vez em que profissões antigas se extinguiram e novas apareceram num prazo curto de 20 anos, como está começando a ocorrer, foi no início do século XX. Desorganizou tanto a estrutura do trabalho que do caos nasceram os movimentos fascista e comunista. Já está com cheiro de que pode acontecer de novo.

(Pedro Dória)

FONTE: https://oglobo.globo.com/economia/profissoes-que-acabarao-21483631

Esperança e cafuné

02/05/2017 às 3:06 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Não seria essa a história de todas as nossas megalópolis, apenas com outras égides, outros ares, outros mares, outros coqueiros e cafunés ?

“A província tornada metrópole viu sucumbir valores essenciais, e penso que urge estancar a sangria da nossa identidade. Sob a égide do Senhor do Bomfim, sem nunca desistir de melhores dias, acariciados pela brisa do mar da Bahia, sonhar com a paz de uma rede entre coqueiros, a esperança nos fazendo cafuné”.

 

 

 

 

 


Esperança e cafuné

Artigo02

(Walter Queiroz Jr.)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 29.04.2017

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