REGISTRADO – Banco Central do Brasil

29/07/2021 às 3:43 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Essa é uma dica importante que posto aqui hoje. O Banco Central do Brasil disponibiliza um serviço, de nome REGISTRADO, no qual você poderá verificar sua movimentação financeira com as diversas instituições brasileiras. O cadastramento é fácil e  rápido.

LINK: REGISTRADO – https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/registrato


A maior droga atual

03/07/2021 às 3:30 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Para reflexão !


A realidade paralela se instalou no Brasil com Bolsonaro, diz Muniz Sodré

26/06/2021 às 3:07 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Lá pelos idos de 2014 eu havia publicado aqui uma entrevista dele muito boa. Volto hoje com mais essa de igual qualidade. Muniz Sodré, um dos maiores intelectuais deste país.


A realidade paralela se instalou no Brasil com Bolsonaro, diz Muniz Sodré

O esvaziamento de valores que sustentam as instituições e a perda de força da democracia e da representação parlamentar colocaram a sociedade civil de cabeça para baixo.

A “sociedade incivil”, subversão do conceito de Antonio Gramsci de sociedade civil, é o objeto de análise do professor emérito da UFRJ Muniz Sodré, lançado nesta quarta (9) pela Editora Vozes.

A cultura do algoritmo, que cria uma sociedade paralela fora da dimensão do real, é fundamental para a regressão que o pesquisador vê, abrindo espaço “para os fantasmas e os horrores que aparecem quando a sociedade civil perde força”, diz o pesquisador à Folha.

Muniz SodréMuniz Sodré

Entre eles estão o autoritarismo e o racismo, que Sodré define como “para-estrutural”, uma vez que, afirma, está ao lado das estruturas legais e não dentro delas. “Quando a sociedade incivil deixa que os valores de sustentação sejam enfraquecidos, ela abre espaço para regressões passadistas, que são o protofascismo e o racismo também”, afirma. “O racismo é um mal estar civilizatório, que é difícil de lidar e contamina as instituições.”

O professor, que cunhou o termo “sociedade incivil” junto com a mulher, a também professora da UFRJ Raquel Paiva, cita como exemplo a polícia militar do Rio de Janeiro. “Se você perceber, no Brasil a polícia ficou cada vez mais violenta, vai ficando obscena, perdendo a vergonha.”

A robotização da comunicação e as redes sociais, infestadas de robôs que atuam eleitoralmente, como foi visto na eleição presidencial de 2018, são elementos que minam as estruturas democráticas que formam a sociedade civil.

Apesar de não citar nominalmente o presidente Jair Bolsonaro em seu livro, o pesquisador coloca sua eleição como um exemplo de incivilidade e de obscenidade. “A realidade paralela se instalou fortemente no Brasil com o governo Bolsonaro. A mentira, o Pinóquio se tornou uma sistemática”, afirma Sodré.

“No caso de um presidente, mesmo que haja mentiras, existe uma liturgia do cargo. Neste caso não, é obsceno, transparente. Não tem mediação nenhuma, ele odeia as mulheres, os livros, os professores, a democracia. É tudo aparente.”

No mundo incivil, a hegemonia é do algoritmo e do capitalismo financeiro, Deus vira dopamina e as discussões são baseadas em emoções e não dos argumentos. O jornalismo vive uma crise paradoxal, e as relações interpessoais são mais instáveis.

Mas nem tudo está perdido, afirma ele. Se o avanço tecnológico é irreversível, assim como a automação dos postos de trabalho e da sociedade em geral, Sodré acredita que no campo da política é possível voltar para a civilidade a partir de uma reinvenção do modo de fazer política.

“Esse horizonte da substituição da vida material concreta é fruto da tecnologia, do progresso e não é irreversível. Mas a sociedade incivil em seu aspecto político, aí eu acho que tem volta. E esse retorno está na política, na recomposição da política”, afirma o autor.

Para isso, é necessário fazer uma política mais voltada ao local, que aqui não significa o município, mas sim no trabalho de convencimento de famílias, grupos e instituições em um território localizado. “Hoje a política se tornou um rito no calendário e cada vez mais os eleitores são motivados por robôs, essa política não está representando o povo como entidade política.”

Nessa sociedade incivil, a imprensa vive um paradoxo. “Quando o civilismo se retrai, o jornalismo sofre, porque precisa dessa sociedade civil para existir. Mas, no Ocidente, não existe democracia sem jornalismo.”

O professor, que é o pesquisador em comunicação mais citado na produção científica brasileira, afirma que a saída da crise da imprensa deve ser “transmidiática”. “Ela deve passar pelo papel, pela fala, pelo dígito, e evidentemente as funções jornalísticas e a forma de emprego vão se alterar”, afirma Sodré.

“Se prepara uma nova forma de jornalismo, um novo modo de ser jornalista que é mais necessário do que antes. Na ameaça da democracia, não há nada mais necessário do que jornalismo.”

FONTE: https://outline.com/UPwTZV

Abraço de afogado

08/06/2021 às 3:11 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Mais um bom artigo do Professor Carlos Zacarias de Sena Júnior da UFBA. Nesse ele explica de forma clara as diferenças entre as manifestações recentemente ocorridas no país, algumas pró e outras contra o DESgoverno protofascista instalado neta bela, incauta e inculta Pindorama.

exclamacao


ABRAÇO DE AFOGADO CarlosZacarias

Falando a apoiadores no cercadinho do Alvorada após as manifestações da oposição realizadas no sábado, 29, Bolsonaro tentou minimizar o acontecimento dizendo que tinha “faltado erva”. O ex-capitão, que senta na cadeira de presidente quando não está espalhando o vírus por aí, desdenhou do imenso sucesso dos atos que pediram o seu impeachment, tentando associar a imagem dos manifestantes a consumidores de maconha, mas só demonstrou desespero.

Acuado pela CPI da Covid-19 que acaba de completar um mês, Bolsonaro cada dia teme mais pelas digitais que deixou no desastre que é a gestão da pandemia no Brasil. Por isso tenta sair das cordas, dirigindo vitupérios aos opositores e espalhando mentiras, porque sabe que se sobreviver até 2022, chegará bastante debilitado. Também escalou seus filhos e principais aliados para atacar os atos da oposição, que foi apontado pelos bolsonaristas como causadores de aglomeração, o que retiraria a moral dos críticos da conduta do presidente.

É claro que houve aglomeração. Milhares de pessoas nas ruas não podem se reunir mantendo o distanciamento. Entretanto, diferentemente das manifestações dos bolsonaristas, os atos realizados pela oposição primaram pelas regras sanitárias, com distribuição de máscaras PFF4, recomendação de distanciamento e orientação para o uso de álcool em gel. Foi, portanto, defendendo o cuidado e exigindo a vacina que milhares de pessoas saíram às ruas e outras tantas permaneceram em casa, resguardando-se ou sentindo-se pouco seguras e esperando outras oportunidades para gritarem sua indignação. Sobre o assunto, as entidades do campo da esquerda já começam a se reunir para pensar os próximos movimentos, entendendo que tão ou mais letal que o vírus é a necropolítica encastelada no Palácio do Planalto, o que deve fazer com que ainda mais gente se junte aos protestos.

Obviamente que Bolsonaro vai fazer o que lhe cabe, inclusive vai tentar posar de estadista, como fez no pronunciamento em rede nacional desta quinta, quando distorceu dados e contou inúmeras mentiras, sendo, contudo, abafado pelos panelaços por todo o país.

O presidente continua negando para a sua base aquilo que salta aos olhos: que está se enfraquecendo, que as milhares de pessoas que saíram às ruas em plena pandemia não suportam mais o seu governo, que há muito mais legitimidade e força da parte dos seus opositores do que dos aliados e que o quadro do país sugere que seu governo tende a afundar. Isso será o suficiente para sua base fanatizada seguir o berrante, mas será cada vez menos eficiente para quem planeja reeleição em 2022, principalmente para a sua instável base aliada, atraída a peso de ouro para a fileira do bolsonarismo, mas prestes a descobrir que o governo é como o Titanic, cujo capitão segura o leme navegando firme rumo ao iceberg.

(Carlos Zacarias de Sena Júnior)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 04.06.2021

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