Profissões que acabarão

23/06/2017 às 3:45 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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O artigo é bom, sem dúvida. Serve para reflexão. Apenas um adendo: no final parece que o autor compara o fascismo com o comunismo…

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Profissões que acabarão

A turma que fabrica FoldiMate promete lançar a máquina ainda este ano. Custará entre US$ 700 e US$ 850. Pendura-se nela as roupas para que sequem. Daí, FoldiMate traz uma por uma cada peça para seu interior, passa e dobra. A cozinha robótica da Moley é bem mais cara: US$ 75 mil, quando for lançada para consumo, no ano que vem. Mas ela vem completa: os braços que cozinham, forno e fogão, liquidificador, multiprocessador. É capaz de fazer a maioria das receitas. Robôs aspiradores são bem mais simples — podem ser comprados, já, no Brasil, na casa dos R$ 1 mil. Estas são tecnologias que, até 2025, serão mais baratas e conhecidas.

É meio atordoante, se paramos para pensar. Tem muita coisa sendo inventada ao mesmo tempo. Isso não vai parar na próxima década ou duas. Mas terá um efeito sobre a sociedade que merece maior reflexão. No Brasil, ainda temos empregados domésticos — embora cada vez menos. No momento em que a casa começa a se automatizar, a necessidade de ajuda diminui. Esta é uma profissão que deve se extinguir.

Não é a única.

O que a revolução industrial fez foi colocar máquinas para fazer o que antes era realizado por braços. Máquinas primeiro mecânicas, depois a vapor e, por fim, movidas a eletricidade, trouxeram força permitindo que menos pessoas produzissem muito mais. O resultado foi a grande migração do campo para a cidade e a completa transformação da natureza do trabalho. Vivemos um momento semelhante e concentrado. O que a revolução industrial trouxe foi um substituto para a força humana. O digital substitui outra coisa: trabalhos que exigem raciocínios repetitivos.

O robô cozinheiro não cria um prato novo. Mas suas câmeras filmam um chef preparando seu risoto e, depois, reproduzem todos os passos com igual capricho. Da mesma forma, ninguém deseja um automóvel autômato disputando uma corrida de Fórmula 1. Mas, no dia a dia, ele conduzirá todos nós em segurança pelas ruas do mundo.

Já funciona, em Seattle, a loja da Amazon que dispensa um profissional no caixa. Basta ter o app da empresa instalado no celular — a loja identifica o cliente na entrada, registra por sensores que produtos pôs em sua cesta e abate do cartão de crédito no momento em que ele sai. Adeus, filas.

Enquanto isso, os desenvolvedores da REX, uma plataforma de compra e venda de imóveis, acreditam que terão brevemente um software capaz de juntar vendedor e comprador melhor do que qualquer corretor. O programa consegue avaliar a real intenção de compra e venda de cada um, compreende as necessidades e a capacidade de gasto, e sai juntando pares.

Estamos debatendo, em Brasília, reformas da Previdência e da CLT. O buraco é mais embaixo. Bem antes de as novas gerações se aposentarem, muitas de suas profissões se tornarão obsoletas. Em alguns casos, são profissões de baixa remuneração: frentista de posto de gasolina, caixa de supermercado, domésticas, motoboys. Outras são profissões de classe média. Corretores de imóveis, motoristas de táxi, contadores.

Não é só. Outras profissões serão transformadas. Afinal, não será preciso médico, enfermeiro ou laboratorista para tirar sangue, fazer ultrassom, diagnósticos simples ou cirurgias complexas. Assim como jornalistas não vão mais escrever matérias mastigando números — seja de estatísticas esportivas, seja de econômicas. A máquina faz com rapidez e eficiência.

Da última vez em que profissões antigas se extinguiram e novas apareceram num prazo curto de 20 anos, como está começando a ocorrer, foi no início do século XX. Desorganizou tanto a estrutura do trabalho que do caos nasceram os movimentos fascista e comunista. Já está com cheiro de que pode acontecer de novo.

(Pedro Dória)

FONTE: https://oglobo.globo.com/economia/profissoes-que-acabarao-21483631

Biometria comportamental vira arma de bancos contra crimes digitais

12/06/2017 às 3:58 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Tema interessante, não apenas para os profissionais de TI. Confiram !


Biometria comportamental vira arma de bancos contra crimes digitais

Melhorar qualquer tecnologia de segurança bancária implica alguma nova dificuldade para o usuário. Tokens, por exemplo, impõem um obstáculo a mais entre o cliente e sua conta, não raro causando irritação.

Para lidar com esse problema, uma nova tecnologia promete ao mesmo tempo maior segurança e conforto ao usuário. A chamada biometria comportamental mapeia padrões de uso do cliente para confirmar sua identidade. Já usada na Ásia e na Europa, está em fase de testes em alguns bancos do Brasil. Deve chegar ao país em 2018.

Segundo Rodrigo Sanchez, gerente de soluções e serviços da Gemalto, que vende essa tecnologia, a ideia é fazer a autenticação do cliente “de forma silenciosa”.

Para isso, a ferramenta avalia, entre outras informações, a intensidade que o usuário toca a tela de um smartphone, a ordem de serviços bancários que ele normalmente acessa e a velocidade com que ele digita.

Ilustração Marcelo Cipis

Para captar essas características, o sistema precisaria de cinco ou sete acessos à conta. A informação é armazenada e usada para confirmar se quem tenta acessar uma conta é, de fato, o cliente a quem ela pertence.

Caso o sistema detecte um padrão de uso diferente do registrado e não identifique se é mesmo o cliente quem tenta acessar a conta, outros passos de verificação, como o token, podem ser usados.

Sanchez afirma que, apesar de a biometria comportamental funcionar melhor nos celulares, por ter mais informações disponíveis para analisar, ela também funciona em computadores.

FOCO NO MOBILE

Um estudo feito pela consultoria Deloitte para a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mostra que aplicativos mobile, mais do que os sites, são hoje o principal canal usado pelos brasileiros para transações digitais. Os canais digitais, juntos, cresceram 27% em 2016 em relação a 2015, segundo o estudo.

O crescimento do uso da tecnologia nos serviços bancários, no entanto, traz consigo a ameaça de crimes digitais. Os golpes estão cada vez mais refinados: em outubro de 2016, um banco brasileiro sofreu um ataque em que criminosos usaram seu endereço digital, levando os clientes a uma página falsa que roubava seus dados —na própria URL do banco.

Um relatório divulgado em fevereiro pelo instituto Ponemon, especializado em segurança digital, estima que os serviços financeiros são o setor que mais sofre ataques digitais. Os prejuízos foram de mais de U$ 16,5 bilhões (R$ 52 bi) em 2016 no mundo todo.

Para combater isso, no ano passado os bancos brasileiros investiram R$ 2 bilhões em segurança digital —de um total de R$ 18,6 bilhões aplicado em tecnologia.

Um valor semelhante pôs o país entre os dez que mais gastavam com tecnologia bancária em 2015, segundo edição anterior do estudo da Deloitte —comparação mais recente não foi divulgada.

“Os bancos se preocupam muito com essas questões”, diz o advogado especialista em direito digital Caio César Carvalho Lima. “O Judiciário geralmente tende a responsabilizar o banco, não o cliente [em caso de fraude]”.

OUSADIA

No outro lado da história estão oponentes cada vez mais sofisticados. Segundo Paulo Pagliusi, diretor de serviços de riscos cibernéticos da Deloitte, o criminoso digital brasileiro é ousado.

“Ele age sem medo da polícia e não usa a web oculta, a deep web. Faz às claras”, diz. Além disso, diz Pagliusi, são persistentes e muitas vezes focam num alvo específico.

Eles podem ser tanto hacktivistas quanto pessoas ligadas ao crime organizado. Outro risco são os “insiders” —pessoas de dentro do banco, afirma Pagliusi. Por isso, ele recomenda que as empresas tenham um bom plano para quando forem atacadas. “Os maiores bancos estão preparados. O país é um dos líderes de tecnologia bancária”, diz.

Conheça os truques e evite as fraudes

OS GOLPES

‘Golpe do motoboy’: Fraudadores ligam para o cliente e questionam uma suposta compra no cartão. Pedem as senhas para supostamente bloquear o cartão e oferecem mandar um motoboy ao cliente para recolher o cartão para “perícia”

Ataque pela internet: Usuário recebe link ou arquivo por e-mail que, ao ser clicado, altera configuração de segurança do computador, permitindo acesso remoto por fraudadores

Mensagens falsas: Por email ou celular, a pessoa recebe mensagens com link que leva para páginas falsas que capturam as informações do cliente

‘Phishing’: Golpista envia mensagens eletrônicas que se passam por comunicação oficial do banco (ou outro site popular); é comum essa mensagem informar que, se a pessoa não fizer os procedimentos que estão naquele email haverá consequência séria, só que ao clicar no link o usuário é redirecionado para uma página falsa do banco

Você sabe, mas é bom reforçar

  • Nunca dê a senha a terceiros e nem use números previsíveis para a senha (data de aniversário etc.)
  • Sempre confira se é mesmo o seu cartão antes de guardá-lo
  • Informe imediatamente ao banco a perda, roubo ou extravio de cartão, e peça o cancelamento
  • Jamais use celular de terceiros para acessar os serviços do seu banco
  • Acompanhe periodicamente os lançamentos em sua conta corrente e se constatar algo irregular, entre em contato com o banco no computador
  • Mantenha sistema operacional, softwares e antivírus atualizados
  • Evite reutilizar e troque periodicamente sua senha de acesso ao banco pela internet
  • Nunca use computadores públicos ou desconhecidos para operações bancárias
  • Nunca abra emails ou arquivos de origem desconhecida
  • Evite acessar sua conta a partir de redes wi-fi públicas ou desconhecidas
  • Lembre-se de usar a opção “sair” quando encerrar o uso do internet ou mobile banking

Como evitar páginas falsas

  • A página falsa, em geral, não terá a URL padrão do banco; é bom sempre conferir o endereço do site
  • O melhor é digitar o endereço do site diretamente na barra de endereço, em vez de clicar nos links recebidos por email
  • Tente colocar uma senha errada para fazer o acesso. Um site verdadeiro saberá alertar que você digitou a credencial incorreta
  • Ao acessar seu banco, forneça apenas uma posição do seu cartão de segurança
  • Sempre que ficar em dúvida, entre em contato com a central de relacionamento do seu banco ou com o gerente

Fontes: Febraban e Cert.br

(RAPHAEL HERNANDES)

FONTE: http://m.folha.uol.com.br/mercado/2017/05/1887324-biometria-comportamental-vira-arma-de-bancos-contra-crimes-digitais.shtml?mobile#

JIPE AÉREO

05/06/2017 às 3:20 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Boa notícia para o indústria aeronáutica nacional. Confiram !


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FONTE: Revista SUPERINTERESSANTE, abril/2017

Brasileira cria exoesqueleto para que pessoas paraplégicas voltem a andar

03/06/2017 às 3:15 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Essa notícia me fez lembrar a pesquisa do cientista brasileiro Miguel Nicolelis.



Brasileira cria exoesqueleto para que pessoas paraplégicas voltem a andar

Uma cientista brasileira desenvolveu um projeto que tem como objetivo devolver os movimentos para pessoas paraplégicas. Após anos de pesquisa, a neurocientista Michele Souza criou um exoesqueleto que pode tornar o sonho de tantas pessoas com o problema a se tornar realidade: andar novamente.

Para chegar ao modelo atual da estrutura foram necessários diversos testes. Felizmente, trabalhando com uma equipe interdisciplinar, o protótipo já está praticamente pronto para a comercialização. “Você vê que tem a capacidade de preencher essa lacuna, você vê que é possível fazer isso e aí você só olha e fala ‘vou'”, comemorou Michele Souza.

Para mostrar o exoesqueleto em funcionamento, a pesquisadora convidou um jovem que perdeu o movimento das pernas em um acidente de moto para experimentar a novidade. Alisson Maximiano, voluntário do teste, não só conseguiu ficar em pé como arriscou alguns passos com a ajuda de muletas.

A estrutura é formada por ferros que se encaixam ao corpo do paciente e vem equipada com bateria, motores, controle no aparelho e na muleta, além de controle por comandos de voz. Ainda não há data para que o protótipo chegue ao mercado, mas a expectativa é de que a procura faça o preço se tornar cada vez mais acessível. “À medida que a gente vai fabricando esses eixos, [a ideia é que] a gente consiga uma demanda tão alta que a gente coloque ele pelo mesmo preço de uma cadeira de rodas”, explicou a cientista.

FONTE: https://canaltech.com.br/noticia/ciencia/brasileira-cria-exoesqueleto-para-que-pessoas-paraplegicas-voltem-a-andar-93580/

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