OS DESAFIOS DAS TRANSFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS E LABORAIS E A MIOPIA DIGITAL

29/08/2020 às 2:31 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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O post de hoje vem do blog “O BEM VIVER”. Recomendo sua leitura e reflexão a todos, em especial aos jovens estudantes e trabalhadores  que estão enfrentando profundas mudanças no modo de estudar, de trabalhar e de viver com as novas tecnologias da informação e da comunicação, e com a chegada da IA – Inteligência Artificial !


5 ações para você se preparar para o seu futuro profissional na era digital

Em cada mudança de era que vivemos nos últimos anos sempre houve transformações importantes no trabalho e na forma de fazer negócios.

A criação dos automóveis acabou com a indústria de carruagens e de cavalos. Profissionais especializados nessa área tiveram que se reinventar.

O mesmo aconteceu anos mais tarde com o surgimento dos computadores, da Internet, daa Redes Sociais… Profissões foram eliminadas. Outras surgiram.

E o mesmo está acontecendo agora em diversos mercados.

As transformações que estamos testemunhando sempre aconteceram.

E vão continuar acontecendo.

O problema é quando não conseguimos enxergar os impactos dessas transformações na nossa carreira, na empresa e no mercado onde atuamos e na forma de fazer negócios. Essa incapacidade de enxergar essa realidade que estamos vivendo é o que chamamos aqui de MIOPIA DIGITAL.

Muitos argumentam que a velocidade da transformação agora é bem maior que no passado. Pode ser, mas o fato é que toda essa velocidade traz também a perspectiva real de gerar uma grande vantagem competitiva para profissionais e empresas: a capacidade de assumir o protagonismo desse processo de transformação.

Afinal, muitos profissionais e empresas ainda adotam uma postura passiva, esperando o que vai acontecer, aguardando as melhores práticas de outras organizações ou os cursos que a empresa vai prover. Mas essa era de esperar que outras pessoas ou o mercado encontrem a solução está chegando ao fim.

Nesse sentido, se a velocidade da transformação é um desafio que todos teremos pela frente, que tal pensarmos em alternativas para também acabarmos com essa ‘miopia digital’ e acelerarnos nosso processo de desenvolvimento?

Que tal assumirmos o protagonismo desta história? Que tal focarmos naquilo que temos controle? Que tal pensar em algumas ações que já possamos começar a fazer agora?

Compartilho abaixo algumas ideias de ações nesse sentido. Ações e ideias que vão acelerar a capacidade de qualquer profissional a ter uma visão mais ampla das oportunidade do mercado, da sua área de atuação, dos seus desafios… E, principalmente, em como se preparar para essa nova realidade.

Bom, vamos lá!!

1) Conhecer muito bem os problemas que as empresas vão precisar resolver nesta Era Digital

Com novas tecnologias, surgirão novos problemas para serem resolvidos. Novas oportunidades serão identificadas. Para isso, as empresas vão precisar de pessoas para resolver esses problemas.

E serão muitos problemas. Alguns mais próximos da nossa realidade. E outros problemas que nem conseguimos imaginar hoje.

As empresas precisarão de pessoas que tenham muita rapidez em aprender coisas novas. Não só pessoas que conheçam bem as novas tecnologias. Mas, em especial, pessoas que utilizam as novas tecnologias como ferramentas para criarmos novas estratégias e definir novos caminhos.

As pessoas poderão, inclusive, criar empresas para atender as novas demandas de mercados totalmente novos e inexplorados.

Esse novo mundo vai demandar o desenvolvimento de novas competências para solucionar os problemas que virão. E você precisará começar agora a desenvolver as habilidades que vão ser demandadas em seu mercado ou em outros mercados de alto crescimento e potencial nos próximos anos.

Por isso, como vamos ver a seguir, é importante ficar atento e dedicar um tempo para estudar e aprender sobre as tendências – e seus impactos no mercado, empresa, área e trabalho.

2) Dedicar uma parte do seu tempo para conhecer as tendências

Você tem clareza do que vem pela frente na sua área de atuação nos próximos anos – e seus impactos no seu mercado, na sua empresa, na sua área de atuação e no seu trabalho?

Não dá pra saber isso sem dedicar uma parte do seu tempo para estudar e aprender sobre as tendências. E quando eu falo em “estudar”, estou falando em ações que podem ser feitas rapidamente aí mesmo no seu celular, computador ou tablet…

Não estou falando em fazer um curso, uma graduação ou uma pós-graduação. É sobre fuçar no Google. Pesquisar um artigo, um blog bacana, ver vídeo sobre o assunto, começar a ler um livro sobre o assunto, conectar-se e conversar com experts sobre o tema…

O que não faltam hoje são alternativas para quem acelerar seu conhecimento – em qualquer área. E, em grande parte dos casos, de graça ou investindo muito pouco.

E isso vai demandar de você um outro modelo de aprendizado. Sair da posição passiva, onde professores e a universidade definem o que você vai aprender. E migrar para uma postura totalmente ativa no processo de aprender. Onde você pode pesquisar, conversar com especialistas, criar um roteiro, personalizar a sua aprendizagem…

Aí, você pode dizer: “Mas, a que horas eu vou fazer isso, André? Eu não tenho tempo!”

Qual é a opção então? Não fazer nada para mudar essa realidade? Será que se você pagasse uma grana para um curso você não arrumaria o tempo?

Imagine o impacto na sua vida profissional se você parar de aprender e estudar. Essa não será mais uma alternativa nos próximos anos. Por conta da velocidade das mudanças, não poderemos mais parar de aprender.

Que tal se prestarmos atenção em como dividimos – e aproveitamos o nosso tempo?

Whatsapp, Facebook, LinkedIn, Instagram, Twitter.

“Aquela” série que todo mundo está vendo.

A novela. O Jornal Nacional. A TV a Cabo…

Quantas dessas atividades estão bloqueando a sua capacidade de se preparar para o futuro?

Há 168 horas em uma semana. É claro que dormir, relaxar e estar com a nossa família é ESSENCIAL para recarregarmos as baterias.

Mas, não tem jeito: para começar a entender o que está acontecendo no seu mercado/empresa/area/trabalho, vai ser necessário investir uma parte do seu tempo com esse propósito..

Que tal 1 hora por dia? Ou 5 horas por semana?

A dinâmica que tem funcionado para mim já há bastante tempo é a seguinte:

1. Identifiquei o tempo e o momento mais adequado para aprender. No meu caso, atualmente o melhor horário pra mim é à noite. Daí, procuro manter uma prática diária de, pelo menos, 1 hora. É o mesmo tempo se visse, por exemplo, um capítulo de uma serie no Netflix. E quando viajo a trabalho também é uma oportunidade bacana de dar uma turbinada na leitura ou vídeos que selecionei para ler e ver.

2. Manter uma consistência. Uma vez que encontrei o período mais adequado para mim, sempre busco manter uma consistência. É claro que não sou um robô. Tento fazer isso diariamente. Mas quando não dá, tá tudo bem…

3. Procuro conhecer gente que sabe bastante sobre aquele assunto.

4. Coloco os aprendizados em ação o mais rápido possível. No meu caso, aplico os aprendizados nas diferentes ações que realizamos aqui na FUTURO S/A. E outra coisa que funciona bastante para mim é escrever! 🙂 Além de me ajudar a consolidar e estruturar tudo que aprendi, o blog me ajuda a conhecer pessoas novas que também curtem esse conteúdo.

Para isso, é FUNDAMENTAL que você CURTA MUITO o que você vai ESTUDAR.

Se você não curtir, vai ser algo chato, desinteressante e que vai demandar muita energia. Ou seja: não é algo que você vai conseguir manter por muito tempo. É preciso que seja um assunto que dê prazer e satisfação. Daí, a importância do autoconhecimento. De conhecer bem o que vc curte, seus talentos, etc.

Se você não curte ler, assista vídeos. Se não dá para ver vídeos, baixe podcasts e ouça no seu carro, no ônibus, no metrô, aguardando a consulta médica…

Aprender mais sobre essas tendências vai abrir um universo de ideias e possibilidades para você. Algo que não erá possível conquistar sem investir seu tempo em saber mais sobre o que vem pela frente.

3) Turbinar o seu conhecimento sobre o que as novas tecnologias já fazem e o que poderão fazer nos próximos anos – em especial, na sua área de atuação

Imagine o problema que você terá se não entender o que as novas tecnologias poderão fazer pela sua carreira nos próximos anos.

O que não falta é material na Internet sobre as novas tecnologias. Se quiser ser mais específico, que tal buscar artigos, vídeos, entrevistas sobre os impactos no seu mercado ou sua área de atuação?

Só para dar um exemplo: como você deve saber, aqui na FUTURO S/A, a gente realiza muitos projetos de transformação organizacional. Se eu busco, por exemplo, “Artificial Intelligence” + “HR”, saem mais de 30 milhões de resultados e mais de 300 mil vídeos sobre o assunto.

Agora, só para você ter uma ideia de quanto a quantidade de conhecimento cresce absurdamente, ao fazer essa mesma busca no Google há apenas 2 anos, surgiram mais 2 milhões de resultados e mais de 120 mil vídeos sobre o assunto.

Ou seja: a quantidade de resultados aumentou 15 vezes!!!

Louco, né? Ainda bem que o Google já classifica as buscas considerando aquelas de maior relevância. Mas, para isso é importante fazer boas buscas, em boas fontes de referência. Uma coisa que eu costumo fazer é ir documentando e compartilhando esses aprendizados ao longo das minhas análises. Esse post aqui é exatamente um exemplo real disso!

Se a gente não inicia essa jornada de aprendizado sobre o que está rolando sobre o futuro do nosso mercado e em outros mercados, a gente corre o sério risco de ficar para trás.

Se você quiser saber mais sobre como ter foco no seu aprendizado, leia esse post que publiquei há algum tempo aqui no Blog. O texto fala sobre uma decisão que tomei há mais de 10 anos e que transformou o meu desenvolvimento profissional.

4) Que tal começar a se tornar MUITO BOM naquilo que a sua profissão VAI SE TRANSFORMAR?

Ser muito bom no que você faz hoje lhe garante sucesso no presente, mas suas habilidades, experiências e conhecimento poderão ter pouca (ou nenhuma) utilidade nos próximos anos.

Aí você pode perguntar: “Mas, André, como eu vou saber no que a minha profissão atual vai se transformar?”!

Ao começar a pesquisar sobre como as tendências e as novas tecnologias vão impactar a sua profissão, você irá descobrir basicamente dois caminhos:

a) A sua profissão vai se transformar – e você precisará acelerar seu desenvolvimento para se tornar MUITO BOM nessa nova forma de atuar

Veja o exemplo dos médicos. Um amigo meu precisava fazer uma cirurgia de diverticulite. Mas ele não conseguir agendar a cirurgia. E não foi por causa de problemas na agenda do médico ou do leito no hospital.

Ele não conseguiu agendar sua cirurgia porque o robô que iria participar da cirurgia não tinha AGENDA.

Imagine quantos médicos que não sabem trabalhar com robôs serão afetados nos próximos anos por mudanças como essa?

E isso está acontecendo hoje em todos os ramos – em menor ou maior grau.

Inclusive no seu mercado, na sua indústria e na sua profissão.

A nossa corrida não será contra a tecnologia, mas em aprender rápido a trabalhar com as máquinas, potencializando seu impacto e resultados.

O outro caminho que você poderá se deparar após estudar sobre esses assuntos pode ser o seguinte:

b) Você pode chegar à conclusão de que a tendência do seu mercado ou da sua profissão seja desaparecer nos próximos anos.

Daí, não tem jeito: vc vai precisar considerar seriamente a opção de começar a se tornar muito bom em uma outra área de atuação.

Um caminho pode ser começar em alguma área parecida. Ou se você já estava infeliz naquela profissão ou mercado, pode ser um excelente motivo para fazer uma grande mudança na sua vida profissional.

Com novas tecnologias, a sua profissão poderá se transformar bastante no futuro.

Médicos, contadores, arquitetos, advogados, consultores, professores e diversas outras profissões verão suas profissões se transformarem intensamente nos próximos anos.

E isso vai acontecer com todas as profissões.

A grande vantagem para você ao iniciar esta jornada de descobrir o que está acontecendo no mundo das novas tecnologias é que você vai conseguir se antecipar.

Começar a aprender a sua profissão do futuro agora poderá ser uma baita vantagem competitiva para você como profissional nos próximos anos.

5) Mapear possibilidades profissionais que irão muito além do emprego tradicional

Até pouco tempo, o conceito de trabalho se confundia com emprego. Ficar sem emprego significava, na prática, ficar sem trabalho. As opções eram mais limitadas. Até do ponto de vista de profissões.

Mas, hoje, estar sem emprego não significa necessariamente estar sem trabalho. A propósito, já é possível observar um movimento de profissionais (e não só das novas gerações) que estão criando diversas alternativas ao emprego tradicional.

E isso tende a crescer bastante nos próximos anos. Falei bastante sobre isso em um post aqui sobre a Gestão de Talentos nesta nova Era Digital.

A tendência mostra que teremos menos empregos como conhecemos hoje. Por outro lado, teremos muito trabalho por conta dos múltiplos desafios que surgirão e já estão surgindo.

Então, que tal começar a explorar outras formas de criar e produzir valor?

Voltando ao nosso ponto inicial: pense nas habilidades que serão necessárias para resolver os problemas que o seu mercado terá nos próximos 2 a 3 anos. Que novos serviços poderão ser ofertados? Quais as dores dos clientes do seu mercado atualmente? E nos próximos anos?

_____________

O maior problema que teremos no futuro não será a falta de trabalho. O grande problema que precisaremos resolver será a falta de pessoas com as habilidades para realizar os trabalhos do futuro. E isso será um grande problema para a sociedade, governos e empresas.

Muitas organizações já descobriram o impacto disso no futuro do seu negócio. E estão investindo pesado em reequipar seus líderes e times com novas habilidades que vão garantir a sustentabilidade do seu negócio.

Mas nós também precisamos cumprir nosso papel nesse processo. Não podemos ficar esperando a solução venha do governo ou das empresas. Opções para turbinar o desenvolvimento não faltam.

Resistir ao futuro não resolverá o desafio.

As forças e tendências já emergem de diferentes formas.

Estamos vendo a revolução acontecendo bem na frente dos nossos olhos. E já está dando pra perceber que não será uma transição fácil.

Mas o futuro sempre chega. Teremos sempre mais perguntas do que respostas.

Nessas situações, sairão na frente aqueles que tiverem a coragem de abrir a mente para o novo mundo que está surgindo.

Um mundo onde ainda convivem simultaneamente o velho e o novo.

E saber fazer essa transição rapidamente será essencial.

Como diz o Clayton Christessen, um dos grandes papas da inovação mundial:

O NOVO jogo começa ANTES que o velho jogo termine – Clayton Chr

FONTE: https://www.futurosa.com.br/post/5-a%C3%A7%C3%B5es-para-se-livrar-da-miopia-digital-e-reinventar-sua-carreira-e-sua-organiza%C3%A7%C3%A3o?utm_campaign=69bf3dc7-f3c3-4c94-a111-61cd6cc48a1f&utm_source=so&utm_medium=mail&cid=d0b01eff-c03b-453d-b27d-d793faa84ad0

Livro “Perdi um jeito de sorrir que eu tinha”

18/05/2012 às 3:20 | Publicado em Baú de livros | 1 Comentário
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Este livro trata de um tema delicado mas muito atual. Ele me foi presenteado pelo sindicato de minha categoria. Serve para todos os trabalhadores, não só aos servidores públicos. Destaco os trechos abaixo, mas a coincidência é que o autor estuda dois casos, com ênfase no assédio moral, um dos anistiados de uma empresa pública e outro de bancários. Não coloca nomes, claro, mas eu descobri que o primeiro refere-se aos Correios e à demissão praticamente em massa ocorrida no ano de 1987, país tentando se redemocratizar, mas com Sarney no poder e ACM como Ministro das Comunicações. Acompanhei este caso de perto porque estava na ECT na época. Não fiz a greve, mas quem fez, de um dia apenas, foi demitido – por ordem expressa do Ministro. Estupidez que um povo sem memória nem mais se lembra. E aqui na Bahia ainda tem alguns lugares onde não se pode expressar essas sandices que ‘painho’ fez…

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DESTAQUES:

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER NO TRABALHO

Jogar com os sentimentos de insegurança
e os medos resultantes se torna hoje
o principal veículo de dominação política.

Zygmunt Bauman

Duas cenas de filmes servem como referência para o início nosso percurso pelo admirável mundo novo do trabalho.

Cena 1. Filme: O grande ditador. A dança com o globo terrestre. Chaplin encarna o ditador embevecido com o poder de comandar os destinos do planeta. O filme, lançado no ano da
instalação de Auschwitz (1940), satiriza a visão de mundo e os comportamentos da organização social, e as relações sociais de trabalho que instrumentalizaram ambições totalitárias.

O portão principal de Auschwitz tem, até hoje, grafada em letras de ferro a mensagem estampada com solenidade perversa – o trabalho liberta. Símbolo eloquente de uma lógica de dominação articulada ao fazer humano do trabalho. Imagem histórica dos limites da astúcia para justificar situações que resistem à compreensão.

Cena 2. Documentário: The Corporation. Um corretor da Bolsa de Nova Iorque é questionado sobre seu primeiro pensamento ao saber da explosão das torres gêmeas. Nitidamente excitado, responde: o ouro vai subir!

A remissão instantânea às possibilidades de lucro – alheias às proporções e dramaticidade do acontecimento – desvela um pensamento preponderante em nossos dias. Nenhum vacilo em aplicar a fria lógica financeira, seja lá onde for. Nenhuma dúvida em encarar a morte como potencial de investimento, como um resto que não é silêncio, mas o prazeroso tilintar metálico das moedas jorradas do cassino financeiro. Nenhuma dúvida em eufemizar a morte como trabalho, na portentosa inscrição de Auschwitz.

Por que aproximar cenas de filmes de realidades sociais e épocas tão diferentes?

As cenas escolhidas, cada uma à sua maneira, refletem a banalização da indiferença, do sofrimento e do mal. O grande ditador personifica um regime totalitário. a corretor da
bolsa norte-americana representa o sujeitado agente de uma engrenagem central do capitalismo pós-moderno.

As duas cenas traduzem racionalidades produzidas e produtoras de um pensamento único voltado para a dominação. Evidenciam a dinâmica indissociável e autorreforçada da criatura que robustece o criador.

O capitalismo globalizante herda e induz visões restritivas do mundo. Costuma ser avesso à interlocução. Exclui os que não comungam das mesmas convicções.

As propagandas de liberdade, igualdade de direitos e oportunidades constantemente enaltecern a avançada democracia capitalista. Essas oportunidades, no entanto, são mais
franqueadas aos que possuem capacidade de consumo, denominados incluídos.

Diante disso, nos perguntamos: onde estará o ponto de exaustão desse modelo? Para Boaventura de Souza Santos, esse ponto será atingido quando a ansiedade dos excluídos se transformar verdadeiramente na causa da ansiedade dos incluídos.

PATOLOGIAS DA VIDA COTIDIANA DO TRABALHO (ASSÉDIO MORAL)

Quanto ao ambiente, o assédio moral é influenciado pela estrutura organizacional e contexto sociolaboral. As organizações hiper-rígidas (burocratizadas) e hiperfiexíveis (desreguladas, instáveis, precárias, imprevisíveis, carentes de políticas coerentes) induzem às relações competitivas e conílituosas que podem levar ao assédio moral.

O assédio moral é sintoma de grave disfunção da orgação do trabalho. Para Dejours é um instrumento a serviço do agir estratégico, utilizado para desarticular o coletivo do trabalho.

Dilma e o Dia do Trabalhador

03/05/2012 às 20:06 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Passados dois dias do Dia do Trabalhador (me nego terminantemente a dizer que o 1º de maio é dia do trabalho, como bem diz Eduardo Marinho: “dia do trabalho é todo dia, Dia do Trabalhador é o 1º de Maio !”), posto este pronunciamento da nossa PresidentA Dilma. Apesar de ela um dia depois ter sacaneado os servidores públicos sancionando a lei que cria a nova aposentadoria, entendi que vale a pena compartilhar este vídeo e o que ele traz de esperança para nosso povo. Afinal não só votei como fui na posse dela em Brasília.


Dilma

Dia dos Trabalhadores

01/05/2012 às 3:23 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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Há uma confusão, proposital, que se faz no dia de hoje. O homenageado é o trabalhador do mundo ! Vejam a crônica “DIA DO TRABALHO OU DOS TRABALHADORES ? “, publicada no livro CRÔNICAS E PONTOS DE VISTA, de Eduardo Marinho (o escaneamento do texto e os grifos são meus !)


DIA DO TRABALHO OU DOS TRABALHADORES ? capa proposta 3b

No princípio era o caos. Escuro, fechado, úmido. Barulhento, cheio de poeira e fumaça, engrenagens toscas e enormes, num descuido moíam mãos, braços, às vezes corpos inteiros, esmagados entre rodas dentadas e correias de transmissão. Era o princípio da revolução industrial. Os expulsos dos campos chegavam aos centros urbanos e eram muitos. Os campos eram cercados, os camponeses expulsos, ovelhas e algodão para a indústria de tecidos, legiões de miseráveis se aglomeravam nas periferias em miséria e desespero. Os patrões não precisavam se importar com as condições dos operários, a mão de obra era farta, facilmente substituível, os mutilados eram atirados à própria sorte, ao amparo dos próximos ou à mendicância. Adolescentes, crianças, velhos, mulheres e homens eram massacrados pelas condições de vida e de trabalho.

Era proibida a organização dos operários e a reivindicação de condições menos insanas era incitação à desordem. Eram escolhidos líderes de pior caráter, capatazes e cagüetes eram os olhos, ouvidos e mãos dos patrões, armas e ferramentas de desunião, de perseguições e controle. Encontros escondidos, conversas rápidas, dissimulações, persistência e a força que a resistência ao sofrimento dá, foram se formando as organizações, os encontros, as decisões e as lutas. Desde o início, o ódio, a covardia, o ataque dos privilegiados e fez cruel e implacável, muitos foram os mortos, os banidos, os perseguidos pelo fato de lutarem por direitos mínimos, não morrer de fome, cansaço, acidente ou abandono.

A primeira lei estabelecendo limite ao tempo de trabalho entrou em vgor num primeiro de maio. Muitas manifestações e barricadas, muitos mortos e feridos. As bandeiras operárias eram tão freqüentemente empapadas em angue que o vermelho foi escolhido como símbolo das lutas por direitos. Num primeiro de maio foi iniciada a primeira greve geral dos Estados Unidos, que resultou no massacre de Chicago, com dezenas de mortos e centenas de feridos. Quatro anos depois houve manifestações nos países europeus, nos Estados Unidos e em alguns países da África e América Latina. Era 1890 e os operários tinham contatos entre países. Em 91, a organização operária já conhecida como Internacional Socialista decreta o primeiro de maio “Dia Internacional dos Trabalhadores”.

Impotentes para evitar, os patrões se esforçam todo ano por transform a data em festa, o “dia do trabalho”, com espetáculos, sorteios, premiações na intenção de distorcer o significado deste dia de luta dos explorados, condições dignas de vida e de trabalho. Dia do trabalho é todo dia. O primeiro de de maio é o dia dos trabalhadores.

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