Dia da consciência negra
20, Novembro, 2009 at 5:53 am | In Midiateca, Zuniversitas | 4 Comments
Hoje é o Dia da Consciência Negra, em homenagem a Zumbi dos Palmares. Moro na cidade com o maior contingente de negros fora da África: Salvador/BA. Aqui, estereótipos a parte, é uma das cidades brasileiras com maior número de feriados, a maioria deles dedicados a santos/personalidades católicas. E hoje não é feriado em terras da Bahia de Todos os Santos. Quem sabe mais um caso daquele adágio muito dito nessas plagas: “pense num absurdo, na Bahia há precedente“.
Mesmo tendo consciência de que no Brasil de hoje a quantidade de ‘não mestiços’ é tão pequena que apenas confirma a regra de que somos um país miscigenado ao extremo, e que além de uma das nossas características mais fortes esta diversidade é fonte de nossa beleza, como muitos sociólogos propagaram (Darcy Ribeiro entre outros) e propagam, coloco o vídeo abaixo em homenagem a este dia, com a música “Canto das Três Raças”, na voz de Clara Nunes.
Do ábaco à Internet
19, Novembro, 2009 at 5:06 am | In Zuniversitas | Leave a CommentUm pequeno arquivo com uma breve evolução da computação, do ábaco à Internet. Os que acompanham este blog sabem que História e Tecnologia são dois temas sempre presentes. Neste post estão juntos.
Este tema reporta alguns outros posts deste ZEducando, em destaque: OLD TIMES… , dos primórdios do blog, e DO RESISTOR AO MEMRISTOR, mais recente. E, ia esquecendo, o imperdível (desculpem a falta de modéstia) A DIFÍCIL ARTE DE SE PREVER O FUTURO, um dos primeiros posts deste ZEducando.
Kseniya Simonova – talento e genialidade
17, Novembro, 2009 at 7:38 pm | In Midiateca, Zuniversitas | Leave a CommentMuita arte. São 8,5 minutos, mas vale a pena ver este vídeo, realmente genial, enviado pelo amigo e Mestre Tom Zé, originado do Professor Nelson Preto, ambos assíduos freqüentadores deste blog, o primeiro conscientemente, o segundo nem tanto.
Corra risco
16, Novembro, 2009 at 5:01 am | In Midiateca, Zuniversitas | 1 CommentPosto neste domingo um vídeo com belos exemplos de personalidades que nunca desistiram de lutar na vida. Mas faltou um importantíssimo, Albert Einstein, que ‘desenganado’ por um professor de Matemática do ensino básico, se tornou um dos maiores cientistas da humanidade.
- Lucile Ball, Ulisses Grant, The Beatles, Michel Jordan, Thomas Edson, Walt Disney e A. Lincoln
15 de novembro
15, Novembro, 2009 at 9:17 am | In Zuniversitas | 1 CommentNo Fesvival de Woodstock eu tinha 10, na Queda do Muro de Berlim eu tinha 30, no “Epísódio Geyse da Unibanbi de São Paulo” tenho 50 anos. No primeiro evento quase consciência nenhuma eu tinha do que estava acontecendo. No segundo uma sensação estranha de mudança e queda de sonhos, cabeça embaralhada com a Perestroika de Gorbachev. Neste último uma ‘quase certeza’ de que nada mudou.
Coincidindo com este 15 de novembro dos 120 anos da Proclamação de nossa ‘res-publica’ (coisa pública, República), publico abaixo artigo de Malu Fontes, do A TARDE de Salvador, com sua pena sempre crítica do cotidiano de Pindorama.
Apenas para lembrar/reforçar: as trocentas ‘universidades’ que pululam Brasil a fora não são
Universidades (de universitas, do Zuniversitas deste ZEducando), pois são empresas muito mais interessadas em lucro que em Educação; e o Marechal Deodoro, o ‘Proclamador’ de nossa res-publica, era Monarquista !
No ano e no período em que o mundo e suas emissoras de TV comemoram ininterruptamente com programas especiais os 40 anos do Festival de Woodstock e os 20 anos da queda do Muro de Berlim, a televisão brasileira foi forçada a abrir amplo espaço em sua grade, no telejornalismo e fora dele, para falar de uma reação medieval.
Sim, em meio às duas festas ancoradas na ideia de liberdade de expressão dos direitos individuais; à troca de balas entre navios norte e sul-coreanos; às imagens da marcha de Jesus, no Rio, com Madona; e ao apagão causado em 10 estados – nas capitais mais ricas do País e no Paraguai – pela primeira pane plena na Usina de ltaipu, o fato é que o vestido curto pink da estudante de turismo Geisy Arruda foi o tema mais abordado na TV e na imprensa do brasileira nos últimos dias.
Após, por meio de uma núncio publicado em grandes jornais de São Paulo, no último final de semana, a Universidade Bandeirante anunciar que a moça estava sendo expulsa em nome da moral e dos bons costumes por ter ido à aula com um vestido curto, o País inteiro começou a bater o pé achando que a palhaçada de republiqueta de bananas já estava indo longe demais. A asneira foi tão federal que, pela primeira vez na história, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Ministério da Educação chegaram a um consenso. Desde quando o Brasil tem Polícia do Comportamento? Desde quando universidades, dessas que se multiplicam a cada esquina e disputam a tapa os filhos das classes médias baixas, esperam que suas alunas frequentem as aulas vestidas de tailleur de tweed?
Não há linha de raciocínio capaz de explicar a quem quer que seja que, em um mundo que celebra todas as liberdades advindas da contracultura que tem Woodstock como marco, e que, mais ainda, em um país como o Brasil, cujas autoridades nunca tiveram vergonha de transformar a bunda feminina em cartão-postal, às portas de 2010, uma universitária seja expulsa de uma faculdade por ter ido à aula com um vestido curto. A coisa fica ainda mais torta e avessa da quando, no percurso do caso, a expulsão se dá não exatamente porque a moça usou o tal vestido, mas porque, ao fazê-lo, os coleguinhas defensores da moral e dos’ tais bons costumes (ganha um doce quem definir o que isso ainda significa hoje) a lincharam verbalmente e quase literalmente, não fosse a polícia ter sido chamada para escoltá-la após ser providenciado um jaleco branco de professores para cobrir-lhe as vergonhas, ou seja, as pernas.
Nem decote o vestido tinha. Era de mangas morcego compridas. E vale lembrar que, de casa até a universidade, Geisy foi de ônibus, andou pela rua e não foi importunada por nenhum tarado. Alguns dias após ter sido ofendida com todo o repertório capaz de traduzir e reduzir ao subsolo do limbo do substantivo prostituta, a vítima é que foi punida. O máximo que se pode dizer de uma mulher que vai assim ou assado para a faculdade é que ela é inadequada, vulgar ou tem mau gosto. Mas onde tá escrito que essas coisas são passíveis de punição? E se houver na Uniban uma espécie de “polícia interna do gosto”, com poderes para punir Geisy por ser tida como assemelhada a uma prostituta, o primeiro outro a ser punido deveria ser o advogado da universidade, com aquele penteado gomalinado, no pior estilo alcinha de boquete com que apareceu na TV para anunciar a expulsão.
Ao fim e ao cabo, como dizem os embolorados, o que fica é a estranheza de assistir a programas tão fofos e cheios de textos criativos narrando a importância daquelas imagens de tanta gente despenteada e seminua de Woodstock para as liberdades usufruídas hoje, do absurdo que era para as liberdades individuais um muro separando Berlim em duas e, ao mesmo tempo ver, no Brasil, os filhos das gerações que se emocionaram com cenas dos dois episódios querendo linchar uma mulher de 22 anos pelo comprimento de seu vestido.
Quem dera, como na canção, ainda fôssemos os mesmos e vivêssemos como nossos pais! Os tais pais equivalentes ao nós da expressão “nós, que amávamos tanto a revolução”, aqueles que tiraram a roupa para falar de liberdade, produziram uma geração de descendentes inomináveis. E como a moeda que aciona o circo é tão vulgar quanto os eventos que ele produz, a tendência agora é que os inomináveis corram para compensar Geisy do prejuízo moral proporcionando-lhe um cheque de uma revista masculina que, os policiais do comportamento vão, literalmente, pagar para ver.
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