A “Bandeira Do Divino” contra o fascismo: Padre Júlio Lancelloti

06/06/2020 às 2:42 | Publicado em Espaço ecumênico, Midiateca | Deixe um comentário
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Padre Júlio Lancelloti sempre oportuno !


UM SABADO QUALQUER

01/04/2020 às 11:05 | Publicado em Espaço ecumênico, Midiateca | Deixe um comentário
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Nesse Dia da Mentira, um ótimo cartum de UmSábadoQualquer !


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Ninguém sairá o mesmo desta quarentena

31/03/2020 às 2:13 | Publicado em Artigos e textos, Espaço ecumênico, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Um dos melhores textos que li sobre a realidade atual. Parabéns Fernanda Torres, sempre lúcida e didática. E a gente ainda fica com vontade de ler o livro…

Exclamacao


Ninguém sairá o mesmo desta quarentena

Devo a João Ubaldo Ribeiro a indicação do livro “A Distant Mirror”, da historiadora americana Barbara Tuchman, sobre o calamitoso século 14 na Europa. Trata-se do período da peste negra, originada na Ásia central, que dizimou dois terços da população europeia e deu um fim à Idade Média.

É uma leitura e tanto para a quarentena de agora.

A Guerra dos Cem Anos, o príncipe negro e a Batalha de Crecy; os dois papados, um romano e um francês empenhadíssimo no ignóbil mercado de indulgências; a corrupção na Igreja e os primeiros cristãos indignados que, décadas depois, influenciariam a reforma protestante de Lutero. Está tudo lá.

Mas nada, no relato de Tuchman, se compara às procissões de penitentes em meio à peste. “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado”, do Monty Python, e “O Incrível Exército de Brancaleone”, de Mario Monicelli, têm cenas impagáveis sobre o tema. A diferença é que a autora descreve o caos com realismo e minúcia desoladora.

Clamando pela proteção do Senhor, os tementes se juntavam às romarias ainda sãos, caíam doentes no decorrer do trajeto e terminavam o périplo em covas rasas. Foi necessário o alarmante milagre da multiplicação de óbitos para que a Igreja suspendesse missas, procissões e aglomerações de fiéis.

Sete séculos depois, Edir Macedo solta um vídeo na internet afirmando que o medo da Covid-19 é obra de Satanás.

Não satisfeito, procura fundamentar a tese com o depoimento de um patologista, doutor Beny Schmidt, que deveria ter o registro de CRM cassado.

“Morrer é o destino humano”, diz o doutor. “A gente morre de hipertensão, de diabetes, de câncer e de hemorragia, mas de coronavírus a gente não morre, porque Deus não quis.”

Sete séculos depois da disseminação da peste, Jair Bolsonaro desce a rampa do Planalto para trocar gotículas com seus seguidores como se não houvesse amanhã

O Posto Ipiranga da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, preferiu não comentar a indiferença do superior à curva exponencial de contágio pela Covid-19. O ministro tem crédito, estaríamos perdidos na mão do Weintraub. E os panelaços falaram por ele.

Jair governa para o próprio gueto. Se reinasse na Europa do século 14, pregaria o Apocalipse e incitaria o autoflagelo em cortejos suicidas.

Janaina Paschoal pediu a cabeça do presidente depois do abraça e beija dominical. Arrependida confessa do voto que concedeu ao capitão, a deputada representa uma fatia considerável de eleitores conservadores que começam a perceber que o ódio ao PT não pode servir de justificativa para o apoio a um furioso.

A aliança entre o ultraliberalismo econômico e o populismo de extrema direita enfrenta seu primeiro desafio com uma crise que mais parece lição divina.

A iniciativa privada será incapaz de substituir o Estado no atual salve-se quem puder. Todos os países do mundo estão abrindo as torneiras. Paulo Guedes será obrigado a agir na direção contrária de tudo o que aprendeu em Chicago e sonhou e planejou e prometeu. Duro acaso.

Torço para que o centro ressurja dessa emergência. E que o coronavírus, a exemplo da peste negra na Europa do século 14, venha abreviar o obscurantismo medieval travestido de liberal em que nos metemos.

É isso ou a procissão do “FODA-SE” dos possuídos do domingo passado, dispostos a se imolar pelo capitão. Na Europa trecentista, pelo menos, morria-se por Deus.

Há método na loucura de Macedo e de Messias. Quanto mais fatalidades, mais temor ao Altíssimo e mais Altíssimo para confortar. O bispo tem razão, o medo é a arma de Satanás.

No lado pagão, é preciso reconhecer, nota-se o mesmo estado de negação. Por não se sentirem ameaçados pela doença, os jovens descumprem o resguardo e lotam praias, bares e baladas. O egoísmo também serve de instrumento para o Capeta.

Ninguém sairá o mesmo desta quarentena. Daqui a quatro meses atingiremos, dizem, a imunidade de rebanho. Enterrados os mortos, espero que voltemos às ruas mais humanos e menos afeitos a fundamentalismos religiosos, políticos e econômicos.

Talvez esse vírus seja mesmo o recado de Deus. Deus natureza cansado do ódio, da ignorância, da irracionalidade, da brutalidade, da violência e da vileza dos mitos e profetas. Um Deus farto das trevas e ansioso por um Renascimento.

Aconteceu na Europa, 700 anos atrás.

(Fernanda Torres)


Distant_Mirror

Papa Chico e Lula: ecos de uma visita

11/03/2020 às 3:53 | Publicado em Artigos e textos, Espaço ecumênico | 3 Comentários
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O texto eu recebi de um amigo via zapzap. O encontro foi histórico. Não interessa que religião (ou não religião) o cidadão professe, se tiver bom senso e um mínimo de humanidade e espírito pacifista compreenderá o quão importante e significativo foi esse encontro para o mundo de hoje. Para pensar: por que o “ex-presidiário”, estando em Roma e com o Papa, não pediu asilo político ? Se fosse você, e se você acreditasse em sua inocência, pediria asilo?

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Do Facebook do médico judeu Nelson Nisenbaum

SHABAT SHALOM, PAPA FRANCISCO!

Sou judeu e pouco tenho a ver com isso. Mas por ser judeu humanista  e universalista não posso deixar de comentar algumas coisas.

Ver católicos revoltados com o Papa por ter recebido Lula no Vaticano é realmente algo inusitado.

Espera-se de um católico (que conheça minimamente a Paixão de Cristo) e outras partes da Bíblia que tenha capacidade de refletir sobre o conceito de pecado, crime, condenação, e sobre o Jesus histórico ou o Jesus homem.

Espera-se de um católico que conheça o fato de que nenhum idiota chega ao papado. Que para sentar-se no trono de São Pedro há de se comer muitos pães amassados pelo diabo. É muita formação, muita informação, muita disciplina, muita continência, muita capacidade. Inclusive sobre leis.

Como judeu, eu poderia até ficar verde de raiva e de sede de vingança contra a Igreja Católica. Mas meu tempo e lugar é outro. O Papa Francisco também. Temos a felicidade e o privilégio de poder vê-lo à frente do Vaticano, pedindo perdão pelos erros do passado e lutando para corrigir os atuais.

Assim, é difícil imaginar-me como católico e não me sentir verdadeiramente intimado a uma reflexão profunda sobre o fato de o Papa Francisco receber Lula. Se sou católico observante e conhecedor da Igreja e do Papa, sou obrigado a rever meus conceitos e idéias preconcebidas sobre Lula quando o Papa o recebe. Na realidade, quando o Papa recebe Lula, ele convida todos os católicos que não gostam do Lula a fazer isso. Afinal, tenho que ter como pressuposto fundamental que o Papa tem conhecimentos, experiências e uma capacidade que eu não tenho.

Se como católlico, coloco-me acima do Papa, é por que  nunca fui católico. Não aprendi nada. Estou condenando uma pessoa simplesmente por que outras o condenaram. Isto, a Bíblia chama de “fofoca”. E penaliza gravemente, especialmente aos judeus, uma vez que este regramento é da Torá, ou Pentaeuco, parte das Bíblias cristãs e judaicas.

O Papa sabe que boa parte da Lava-a-Jato é fofoca. O Papa sabe o que é LAWFARE e está protestando contra isso. Para tomar esta posição, ele, além de ser muito sábio e corajoso, está muito bem assessorado. Muito melhor do que pseudocatólicos hidrofóbicos e ignorantes.

Eu saúdo o Papa Francisco! Muito obrigado pela sua coragem!

NELSON NISENBAUM

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