Príncipe encantado em tempos de Internet…

22/09/2015 às 3:07 | Publicado em Fotografias e desenhos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Esse vem do blog jlcarneiro.com, do amigo José Luis.


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Vênia insto para discrepar

18/05/2014 às 18:48 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Um final de domingo com Ubaldo. Dessa vez o tema é a segurança pública. Sem usar seus já famosos personagens nem citar a Copa, ele produziu uma crônica que nos faz pensar. Algo tem que ser feito.


Vênia insto para discrepar   UbaldoAlbatrozAzul

Acho que não há quem, ouvindo a frase do título de hoje pela primeira vez, não peça que a repitam e, mesmo depois disto, talvez não a compreenda. Eu também demorei a entendê-la da primeira vez, embora me julgasse preparado para destrinchar qualquer anástrofe entre as mais emaranhadas e, no geral, encarar os efeitos formidáveis que a perseguida língua portuguesa ainda tem recursos para obter. Estava assistindo a um debate na velha Faculdade de Direito da Bahia, então escola superior de humanidades, com um elenco de professores estelar. Saía de tudo, inclusive esta frase, de que nunca esqueci. Proferida por um colega piauiense, congelou o salão, enquanto todos paravam para decifrá-la. Quer dizer “insisto em pedir licença para discordar”, é claro, mas não teria o mesmo efeito, se dita assim.

O pessoal caprichava e os debates, embora acalorados, obedeciam a regras de etiqueta e continham alusões elogiosas aos adversários, se bem que por vezes ironicamente. Não estou sendo saudosista ou dizendo que antigamente havia mais refinamento ou boas maneiras. Havia muita grossura antigamente e ainda peguei o tempo em que não eram infrequentes notícias sobre como algum jornalista, no interior, havia sido obrigado pelo coronel a comer seu jornal. A repressão nas ruas às vezes era bastante braba e um dia, na Praça Municipal de Salvador, se eu não estivesse usando uma capa de gabardine das antigas, teria sido devorado por um cachorro da polícia, que felizmente se contentou em estraçalhar minha capa, enquanto eu me escafedia pelas escadas da prefeitura acima. Também tomei uma cassetetada no ombro, que me entortou um pouco e me rendeu uns dois dias de glória e solidariedade carinhosa das moças. Isso no meu caso – agitador light e metido a intelectual -, mas, em casos mais sérios, a repressão e o antagonismo eram também sérios.

Mas não havia o mau humor generalizado e a alusão ao ódio, hoje tão disseminados, além da violência gratuita e do desprezo à vida. Tenho lido, aqui e ali, artigos se queixando da mesma coisa. Já pouco se usa a expressão criada por Cacá Diegues, mas as patrulhas ideológicas estão mais ativas que nunca, xingando, difamando, caluniando e ameaçando, às vezes simplesmente porque alguém tem um estilo de vida reprovado por outro. Ninguém mais simplesmente discorda, vai logo xingando e desqualificando o oponente, muitas vezes sem se dar ao trabalho nem de tentar examinar argumentos. A baixaria impõe o tom e não se admite que haja um adversário de boa-fé. O opositor é sempre um agente consciente do Mal e da Mentira, solerte, disfarçado e traiçoeiro, e não é nem ao menos movido por boas intenções. Não há como compreendê-lo ou recuperá-lo para a Verdade e o mais certo é liquidá-lo.

O estado é indecentemente confundido com o governo e o governo age como se fosse o dono do estado. Quem se opõe ao governo se opõe ao estado e pode, portanto, ser qualificado de inimigo da pátria e das instituições. As palavras são despidas de seus significados conhecidos para assumirem outros, de difícil ligação com a realidade. Elite, esquerda, direita, tudo isso é definido arbitrariamente, segundo o interesse de quem usa estas palavras. Magistrados do Supremo batem boca em público, dão entrevistas o tempo todo, quase se engalfinham com jornalistas. O Congresso, para quem ouve e lê as notícias, parece um covil de bandidos, antro das piores calhordices, exemplo do privilégio, do mau desempenho de atribuições e do desgoverno. O Executivo hoje não passa de um escritório eleitoral rodeado de assombrações.

Somos agora uma sociedade em que é cada vez mais fácil matar trivialmente. Matamos com sempre maior desenvoltura, numa demonstração clara de que o desarmamento da população não era solução para o problema e antes talvez contribua para seu agravamento. É possível, como já aconteceu e acontece, matar uma pessoa, levar arma e cadáver à polícia, confessar tudo e sair para responder em liberdade ao longo processo, que muitas vezes resulta em penas leves e multiplamente atenuadas. Para matar um desafeto sem incorrer em grandes aborrecimentos, basta ao brasileiro comum encher a cara, pegar o carro, atropelar a vítima e contar um par de mentirinhas na delegacia. Nesses casos, quase nunca o assassino chega a passar qualquer tempo na cadeia.

A morte é banal e se morre o tempo todo, no corredor de um hospital público, baleado na rua ou num deslizamento de terra. Ficou tão corriqueiro matar que agora, depois de fazer o assalto, levando tudo sem encontrar resistência, o assaltante mesmo assim mata a vítima, quase como quem cumpre uma formalidade ou praxe. E talvez tanta facilidade tenha gerado monotonia e necessidade da adoção de novos elementos. E, assim, torturam-se as vítimas, incinera-se gente viva, enterra-se gente viva, esquarteja-se gente e, todos os dias, praticam-se crimes inacreditáveis, sem que ninguém se espante mais.

Também não se passa mais dia sem uma ação coletiva violenta, destrutiva e criminosa. A multidão sai, quebra e incendeia ônibus, depreda e saqueia lojas, faz linchamentos com uma crueldade estarrecedora, estabelece tribunais instantâneos e aterrorizantes, com um efeito multiplicador sobre a desordem geral e o desrespeito acintoso à lei e ao estado. Por exemplo, diz a lei que o motorista que atropela deve prestar socorro e pune aquele que não a observa. Mas, se hoje em dia o motorista parar, o provável é que leve um pontapé na cabeça no instante em que descer do carro e se curvar sobre o atropelado.

Não é bom viver num clima assim. Não é bom que nos tornemos um povo assim de uma vez por todas e que não confiemos mais em nada, não é bom que não consigamos conviver com a divergência e a diferença e tenhamos como norma a intolerância. Discrepemos, antes que seja tarde.

(Joao Ubaldo Ribeiro, vários jornais do país, hoje)

Cartão de Crédito

30/11/2013 às 3:50 | Publicado em Midiateca | Deixe um comentário
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Todo cuidado é pouco no uso de cartões de crédito. Vejam esse vídeo !


Faça amor, não faça a guerra

25/08/2013 às 3:51 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Hoje é o Dia do Soldado. Esse é para quem não sabe (ainda) que estamos em plena ciberguerra. Fonte: Folha de São Paulo de 06 de julho deste.


Faça amor, não faça a guerra  ciberguerra

Se você pensa que guerra cibernética é coisa de filme de ficção científica ou de jogos eletrônicos, pense de novo. Ela é real e pode afetar sua vida.

Além do ar, da terra e do mar, o ambiente virtual –o ciberespaço– também se tornou cenário de operações militares. De acordo com o Instituto para Pesquisa em Desarmamento da ONU, 41 países incluem ações cibernéticas –ofensivas ou defensivas– no planejamento de suas operações militares. Desses, 27 têm unidades de forças armadas dedicadas exclusivamente ao emprego de tecnologia cibernética em exercícios de guerra.

Nessa modalidade, os ataques podem acontecer por roubo de segredos militares ou industriais ou pela perturbação de serviços essenciais, como energia elétrica ou telecomunicações. No passado, seria necessário um bombardeio para desabilitar um aeroporto; hoje, basta um vírus ou um programa malicioso inserido no sistema de tráfego aéreo. Produz o mesmo efeito.

Em 1993, havia só 50 websites registrados. Em 2013, são cerca de 650 milhões. A universalização da internet em operações governamentais, empresarias e pessoais cria dependência e evidencia vulnerabilidades, que podem ser exploradas por inimigos –governamentais ou não.

Em 2007, a Estônia sofreu ciberataques que desabilitaram vários sites públicos e privados. Ministérios, bancos e redes de TV foram afetados. O país saiu do ar. As autoridades acusaram a Rússia, mas nada foi provado contra Moscou.

Em 2012, 30 mil computadores da companhia de petróleo da Arábia Saudita foram infectados simultaneamente. Não se sabe a identidade dos autores, porque a natureza difusa da internet dificulta a identificação da origem dos ciberataques. É uma luta de espadas no escuro.

O desenvolvimento dos programas militares cibernéticos acontece em sigilo. Sabe-se de algo quando alguém, como Edward Snowden, denuncia, ou quando autoridades de algum país divulgam –como fez a China, que, em maio, anunciou exercícios cibernéticos para teste de novos tipos de “forças de combate”. Os EUA, por sua vez, já declararam que ciberataques podem ser respondidos com armas convencionais.

Não se sabe até que ponto os sistemas de gerenciamento de serviços essenciais se encontram comprometidos pela infiltração de armas cibernéticas. Os setores que mais recebem ataques predatórios são o aeroespacial e o de defesa, seguidos por energia e combustíveis, farmacêuticos e financeiros.

Os computadores e as redes aumentam a produtividade econômica e são fundamentais para a administração de governos em todo o mundo. Essa dependência da internet cria vulnerabilidades. No entanto, com ou sem risco, ninguém quer voltar para um mundo sem tecnologia digital. Os governos vão ter de se preparar.

No ciberespaço tem muita coisa boa. Você sabia que quase 20% dos casais que contraíram matrimônio nos EUA no ano passado se encontraram pela internet? Pois é, no mundo virtual tem guerra, mas tem amor também. É só saber escolher.


Divulgação

Alexandre Vidal Porto é escritor e diplomata. Mestre em direito pela Universidade Harvard, trabalhou nas embaixadas em Santiago, Cidade do México e Washington e na missão do país junto à ONU, em Nova York. Escreve aos sábados, a cada duas semanas, no caderno “Mundo”.

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