A CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA À RIQUEZA DAS NAÇÕES

20/05/2019 às 7:31 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Vamos ao conteúdo em detrimento da forma. A pressa não me permitiu o trabalho de transformar imagem em texto nesse caso. Confiram o bom artigo do Professor Paulo Ormindo de Azevedo publicado ontem no jornal A TARDE, Salvador-BA. Fomos vendidos !

 


 

A CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA À RIQUEZA DAS NAÇÕES 

 

(Paulo Ormindo de Azevedo)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 19.05.19

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Defeito de fabricação

15/05/2019 às 3:35 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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É o retrocesso representado pelo nosso maior mandatário. São vários parafusos faltando na cabeça dele, não é só um. Excelente essa crônica do Professor Jorge Portugal.

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Defeito de fabricação jorgeportugal

Gente boa, depois de ter desistido de estudá-lo no campo da política, filosofia, sociologia, religiões comparadas, cibernética retrô, semiótica dodecafônica, para não enlouquecer de vez, resolvi dar uma chance à velha e boa psicologia básica, afinal eu não tinha passado uma bela temporada nos 1970/80 em São Lázaro jogando dominó ou tocando violão. Fiz os dois, é bem verdade, mas mantive boas conversas com os decifradores da mente humana e do comportamento esquisito dessa espécie surpreendente chamada Homo sapiens. E de lá trouxe respostas preciosas para o mistério. O mistério – acho que vocês já podem deduzir — atende pelo nome pomposo de Jair Messias Bolsonaro, ora sentado na cadeira número um do poder nacional. Minto: eles, pois como se houvesse uma sobreposição de corpos, os seus filhos também estão sentados lá.

A psicologia me disse que, em termos de estrutura mental, a cabeça de Bolsonaro ficou congelada na Guerra Fria. A sua cosmovisão, os seus valores são todos daquela época. Ainda. E, naquela época, ele era um militar bem convencional, vivendo na banda ocidental do mundo, num pais chamado Brasil, sob um terrivel regime de força, consequência de um golpe para o qual ele, Bolsonaro, contribuiu. O planeta era bipolar (epa!). De um lado, mandava a ideologia capitalista, com seu liberalismo econômico sob a liderança dos EUA; e do outro a ideologia comu- nista, comandada pela União Soviética e seus satélites. Ninguém pulava de um muro para outro, e o adversa que era O inimigo a ser exterminado. No Brasil, impuseram a Doutrina de Segurança Nacional, que nomeou como “inimigo interno” qualquer comunista que fosse, mesmo que até fosse um mero liberal, Mas… se era oposição à ditadura, comunista era!

Os anos passaram, as décadas também, a Guerra Fria acabou, a União Soviética ruiu, o Muro de Berlim caiu, os comunistas mudaram para outra galáxia, mas a cabeça de Jair ficou na Guerra Fria. Em 2018, tragédia das tragédias, Jair Messias, por uma conjunção tenebrosa de fatores, elege-se presidente da República. Ele, que era um mediocre deputado federal eleito e reeleito pelo voto dos fração fascistoide carioca e evangélicos fundamentalistas, viu-se com a votação gigantesca que o colocou no poder. Só que… com a mesma cabeça daquele “milico guerra fria”. No seu governo, a vertente neoliberal é governada por Paulo Guedes; da vertente militar, os próprios militares cuidam, com seus planos ainda indecifráveis para todos nós. E o presidente, eleito por 54% do voto brasileiro, concentra-se em governar exclusivamente para… 10% da população, se muito. A minúscula parcela nazifascista que pensa pela cabeça de Olavo de Carvalho. Porque a cabeça de Jair nem pensar pensa!

(Jorge Portugal)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 14.05.2019

Já não se fazem mais generais como antigamente 

14/05/2019 às 3:07 | Publicado em Artigos e textos | 2 Comentários
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Jânio Ferreira, brilhante como sempre. Tempos sombrios, tom verde-oliva !

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Já não se fazem mais generais como antigamente  janinho-2012_thumb

Não lembro ao certo se li no Pasquim ou se foi algum comediante que contou, mas no tempo da ditadura militar rolava uma piada que dizia que num elevador estavam um general, uma jovem de shortinho, sua mãe, sua avó e um bêbado. Aí o general, se achando intocável, deu uma encoxada na garota, que reagiu com um tapa no seu rosto, no que foi prontamente seguida por sua mãe, pela avó e pelo bêbado, que apesar de não ter nada a ver com a história aproveitou o embalo e lhe tascou um tabefe nas fuças. Depois da confusão, o general foi tomar satisfação com o pinguço e disse que até compreendia as bofetadas das três, mas a dele, que nem parente era!? No que o bêbado falou: “Foi mal, meu general, mas quando vi todo mundo metendo porrada no senhor, achei que a ditadura tinha acabado “.

Pois bem, jovem leitor e neófita leitora, talvez você nem se lembre, mas houve um período onde só se batia em general – inclusive moralmente – em piadas como esta, ou então através das metáforas de certas canções que dona Solange não entendia e deixava a censura liberar. Eu, por exemplo, morria de medo deles, principalmente por- que morava numa cidade considerada de segurança nacional, rodeada de muros e soldados por tudo quanto é lado.

Pra você ter uma ideia de como a coisa funcionava por aqui, quem ousasse buzinar atrás do carro da temida esposa do major Kepler tinha a placa do veículo anotada e, posteriormente, seu condutor era levado ao batalhão por uma viatura militar, onde, só depois da merda escorrendo perna abaixo por causa do susto, é que ele ficava sabendo que estava lá apenas para tomar um esporro pela ousadia de tentar ultrapassá-la. Imagine você o que poderia acontecer se neguinho desse uma roçadinha de leve na traseira de madame Kepler. Aí, valei-me, Senhor, seria um caso para discípulos do glorioso coronel Ustra.

Quando é agora, depois de quase 35 anos de governos civis – onde, a propósito, nunca vi ninguém xingando publicamente um general -, me aparece esse tal de Olavo de Carvalho, tido como guru da família Bolsonaro, e em apenas quatro meses chama o general Mourão de “idiota e psicopata”; o general Santos Cruz, ministro da Secretaria do Governo, de “bosta engomada”;e, por último, o general Villas Bôas – que sofre de uma doença degenerativa -, de “um doente preso numa cadeira de rodas”. E o que fez o capitão Jair? Condecorou-o com a Ordem de Rio Branco, a mais alta do governo, certa- mente pelo conjunto da obra.

Alô, alô, reservistas que serviram por essas bandas nos anos 70. Já que não se fazem mais generais como antigamente, se alguém souber o paradeiro da mulher do major Kepler me avise, que vou cor- rendo dizer a ela que Olavo de Carvalho anda espalhando por aí que seu marido é um cagão. Bi! Bi! Fon! Fon!

(Jânio Ferreira Soares, Secretário de Cultura e Esportes de Paulo Afonso)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 11.05.2019

Quem semeia vento colhe tempestade

10/05/2019 às 14:50 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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Vivemos tempos tão difíceis que há alguns que estão até com medo dessas manifestações. Quando se mistura militar na gestão da vida civil, a sombra da ditadura sempre aparece para amedrontar os que um dia ou já viveram, ou estudaram o fenômeno.

A pergunta que não quer calar: quem tem intersse na falência da Educação ?

“a universidade pode ser o espaço da balbúrdia, mas nunca será o espaço da barbárie”

ReitorUfba

(Reitor da UFBA, João Carlos Salles)


Quem semeia vento colhe tempestade  Carelos-Zacarias

Poucos dias após o anúncio dos cortes de recursos das universidades públicas e institutos federais de ensino pelo País, um rastilho de pólvora parece que foi aceso e ameaça incendiar as ruas nas próximas semanas. Não se sabe se as manifestações do ministro e do presidente, incentivado pelo guru Olavo de Carvalho, vêm a título de uma estratégia que pretenderia justamente estimular a “balbúrdia” que acusaram existir na universidade, o fato é que os ataques violentos, que associam a dimensão material à ideológica, provocaram uma onda de insatisfação na comunidade universitária e em diversos setores da educação básica de todo o Pais que praticamente serão inviabilizados caso a asfixia financeira persista.

A semana iniciou com imensas manifestações em diversos IFs e universidades pelo Brasil, e uma manifestação gigante no Rio de Janeiro, protagontaada pela comunidade do tradicional Colégio Pedro II, uma instituição federal com mais de 150 anos de história, que, junto com os IFs, são ilhas de excelência e prova inconteste que com investimento, boa estrutura, condições de trabalho e bons salários, a educação pública funciona.

Mas não foram apenas as enormes manifestações pelo Brasil que chamaram atenção. Na segunda-feira, uma plenária que reuniu três setores da UFBA, com apoio de importante parte da sociedade civil e de parlamentares, deu o pontapé inicial para uma série de mobilizações que pretendem mostrar para a sociedade que a mais antiga universidade da Bahia, uma das mais importantes do Brasil, é um patrimônio do povo baiano e brasileiro, já que a Bahia é o berço da educação superior do país. O pátio da Faculdade de Educação, no Vale do Canela, ficou pequeno para a gente que se espremeu para ouvir as várias falas que se alternaram em defesa da Ufba. A mais importante delas, a do reitor João Carlos Salles, que foi muito aplaudido quanto adentrou ao espaço e ainda mais quando falou do significado dos cortes e do montante que foi contingenciado, 55 milhões que inviabilizarão o funcionamento da universidade, culminou no imenso entusiasmo quando o reitor confirmou que “a universidade pode ser o espaço da balbúrdia, mas nunca será o espaço da barbárie”.

Dia seguinte à plenária, que também ocupou as ruas e uma enorme passeata seguiu até a Reitoria, uma concorrida assembléia de docentes, convocada pela Apub, reuniu centenas de professores, sob os olhares atentos e agitados de mais de mil estudantes. Na ocasião se discutiu e se aprovou a adesão á greve da educação, marcada para o dai 15/05, e a Greve Geral nacional contra a reforma da Previdência, convocada pelas centrais, que deve parar o país  no dia 14/06. Na altura em que os setores populares começam a se recuperar da letargia e há cheiro de rebelião no ar, o governo já deve ter se dado conta de que o ataque à educação pode ter sido um tiro no pé.

(Carlos Zacarias de Sena Júnior)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 10.05.2019

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