NESTLÉ ESTÁ ‘ENVENENANDO’ A POPULAÇÃO BRASILEIRA, DENUNCIA REPORTAGEM DO THE NEW YORK TIMES

13/12/2017 às 3:58 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Sobre o tema de fundo, obesidade, nunca é tarde para lembrar o que Yuval Harari nos alertou em seu livro SAPIENS – UMA BREVE HISTÓRIA DA HUMANIDADE: um dos maiores doenças dos americanos do norte é a obesidade, e se juntássemos todos os recursos que são gastos com ela nos EUA daria para matar a fome no mundo !

E a pergunta que não quer calar: a obesidade reside na barriga-fome, ou no cérebro-insensatez ?

Sobre a questão política envolvida no caso da Nestlé e outros, o presente artigo esclarece:

De acordo com o jornal, um estudo constatou que mais da metade dos atuais legisladores federais do nosso país foram eleitos graças as doações feitas pela indústria de alimentos.


NESTLÉ ESTÁ ‘ENVENENANDO’ A POPULAÇÃO BRASILEIRA, DENUNCIA REPORTAGEM DO THE NEW YORK TIMES

As comunidades carentes são as mais afetadas pela indústria.

Com a onda dos alimentos orgânicos e da alimentação saudável, você já deve ter imaginado que as comidinhas industrializadas estão com os dias contados.

Que nada! Diversas empresas do setor estão investindo pesado nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e o resultado disso é uma piora significativa na saúde pública (e muito, muito mais gordurinhas).

Conforme noticiou o The New York Times, atualmente nosso país está enfrentando uma séria epidemia de obesidade. Existem 700 milhões de pessoas obesas no mundo, sendo que em países da America Latina, África e Ásia, os casos dobraram entre 1980 e 2015.

Para grande parcela dos nutricionistas, essa epidemia de obesidade está ligada às vendas de produtos industrializados, que cresceu 25% em todo mundo, de acordo com a publicação.

Nos países pobres, onde a população não tem fácil acesso a uma alimentação saudável e balanceada, o consumo rápido, barato e muitas vezes visto como “status” (por falta de orientação adequada, a população é convencida pela publicidade) vem contribuindo para sérios problemas de saúde que envolvem a obesidade, como a diabetes e a hipertensão, por exemplo.

Delivery perigoso

Para alcançar esse público mais carente, algumas empresas, como é o caso daNestlé, possuem um programa de vendedoras, que entregam os produtos de porta em porta pela comunidade.

The New York Times, https://www.nytimes.com/interactive/2017/09/16/health/brazil-obesity-nestle.htmlThe New York Times

– Vendedoras fazendo entrega em comunidade carente de Fortaleza.

Sem acesso a informação, esses consumidores acabam deixando-se conquistar pela popularidade da empresa, ou pelos anúncios nos rótulos que prometem vitaminas entre outros benefícios, e entregam a saúde de sua família aos produtos.

Resultado? Famílias pobres que, além de desnutridas, sofrem com a obesidade. Só na última década, a taxa de obesidade no Brasil quase dobrou, chegando a 20%, e o excesso de peso triplicou, para 58%. Por ano são 300 mil novos casos de pessoas diagnosticadas com diabetes tipo II. As crianças são as que mais sofrem.

Leia o rótulo

Em 2010 uma série de empresas brasileiras de alimentos atacaram as medidas que buscavam limitar os anúncios de comidas industrializadas destinadas às crianças, ao mesmo tempo que, segundo Carlos A. Monteiro, professor de Nutrição e Saúde Pública da USP, os interesses políticos iam na mesma direção.

“O que temos é uma guerra entre dois sistemas alimentares, uma dieta tradicional de alimentos reais produzida pelos agricultores ao seu redor e os produtores de alimentos ultraprocessados, destinados a serem consumidos em grandes quantidades e que, em alguns casos, são viciantes. É uma guerra, mas um sistema alimentar tem um poder desproporcionalmente maior que o outro”. – alerta o especialista.

Sobre a Nestlé

Muito presente na rotina alimentar das comunidades carentes, conforme observou a reportagem do The New York Times em uma visita a uma região pobre de Fortaleza, a marca recentemente reformulou vários de seus produtos, tornando-os mais saudáveis, porém, nem tão acessíveis assim.

Até pouco tempo, a empresa patrocinava um barco para levar seus alimentos às famílias mais afastadas, mas entre seus mais de 800 produtos, boa parte do que é oferecido e consequentemente solicitado por essas regiões são seus biscoitos recheados, pudins de chocolate, cereais e achocolatados repletos de açúcar.

“Por um lado, a Nestlé é líder mundial em fórmulas lactentes [para crianças] e produtos lácteos. Por outro lado, eles estão indo para o sertão do Brasil e vendendo seus doces”. – disse Barry Popkin, professor de nutrição da Universidade da Carolina do Norte.

Desde 1970 a empresa é alvo dos ativistas da saúde pública, seja devido ao marketing agressivo, que faz com produtos destinados ao público infantil, ou até suas tramoias políticas, como aconteceu em 2000, quando a Nestlé e outras empresas alimentícias barraram uma norma, sugerida para aOrganização Mundial da Saúde, que aumentaria para seis meses o tempo da amamentação com leite materno, ao invés de quatro.

Eram mais dois meses onde as mães alimentariam seus filhos com o leite materno sem precisar comprar os produtos das empresas. Resumindo, entre mais dinheiro e a saúde dos bebês, adivinha quem ganhou?

The New York Times, https://www.nytimes.com/interactive/2017/09/16/health/brazil-obesity-nestle.html

The New York Times

– Moradora mostra com orgulho a alimentação de suas filhas.

E como mudar?

O ideal seria que essas famílias (e todos nós!) diminuíssem o consumo desses alimentos, o famoso boicote. Mas como fazer a população deixar de consumir algo que realmente acreditam ser saudável?

De certo, fazer com que as empresas sejam mais claras em suas embalagens e em seus anúncios seria uma alternativa. Esclarecer para a população que, apesar do cereal ser rico em fibras e vitaminas, ele está recheado de açúcar e gordura ruim, talvez mude o comportamento dos consumidores.

Mas o problema é a dificuldade em bater de frente com a poderosa indústria alimentícia pela via legislativa. De acordo com o jornal, um estudo constatou que mais da metade dos atuais legisladores federais do nosso país foram eleitos graças as doações feitas pela indústria de alimentos.

Para contribuições nas campanhas, em 2014 a JBS concedeu U$112 milhões, aCoca-Cola deu U$6,5 milhões e o McDonald’s doou ~apenas~ U$561 mil.

The New York Times, https://www.nytimes.com/interactive/2017/09/16/health/brazil-obesity-nestle.htmlThe New York Times

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até tentou mudar essa realidade propondo mais rigidez, porém, após dezenas de acusações feitas pelos advogados da indústria, “a mãe deve ter o direito de escolher o que dar para o filho” ou “estarão privando as crianças…“, a Agência retirou suas propostas de restrições, exceto uma, que exigia aos anúncios um aviso caso o alimento ou bebida não seja saudável.

Outras tentativas foram feitas, com o objetivo de regularizar essa situação, mas por questões políticas, os projetos criados pela Agência seguem congelados. Enquanto isso, os negócios da Nestlé e de muitas outras empresas do ramo continuam crescendo, junto com a nossa barriguinha e a piora da saúde pública.

Veja o documentário “How Junk Food is Transforming Brazil” (“Como a comida industrializada está transformando o Brasil”) produzido pelo NY Times (em inglês):

FONTE: http://sossolteiros.bol.uol.com.br/brasil-enfrenta-epidemia-de-obesidade-e-culpa-e-da-industria-alimenticia/

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Ficção ou Realidade ?

12/12/2017 às 3:24 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Muito bom esse artigo do Professor Paulo Ormindo de Azevedo. Estamos vivendo uma distopia mundial !

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O AVASSALADOR MUNDO NOVO

Roturas dos processos históricos são férteis na criação de ficções politicas. A passagem da Idade Média para a Modernidade gerou uma obra marcante da literatura, A Utopia. Nela, Thomas Morus denuncia a truculência da coroa inglesa e descreve uma sociedade ideal numa ilha, que dizem ser o Brasil, com seus índios. Vivemos hoje outra rotura com o fim da Modernidade. São muitas as ficções políticas atuais, mas de caráter anti-utópico, sob estados totalitários. Vou recordar três delas.

“O admirável mundo novo”, de Aldous Huxley, de 1931, trata da manipulação genética e psicológica de um estado que tem o controle de todos os cidadãos e sofre o impacto da chegada de um “selvagem” com outros valores. Para alguns autores ela retrata o fim da utopia socializante europeia no pós-guerra de 1914. A manipulação genética em plantas e animais avança e ameaça chegar ao Homem. Inspirado em livro de Philip Dick, o filme “Blade Runner, o caçador de androides” retrata uma sociedade com “replicantes”, criados pela bioengenharia, que lutam contra “androides”, robôs com forma humana.

O romance de George Orwell “1984”, publicado em 1949 no pós-guerra mundial, retrata um estado totalitário com o chefão virtual Big Brother que nos vigia diuturnamente. Seria um alerta sobre o comunismo internacional, mas quem o implementou foi o capitalismo transnacional. Iphones, tabletes, smart TVs e câmaras monitoram nossas conversas, imagens e pensamentos. Os EUA não dão visas sem antes entrarem nas redes sociais que frequentamos. Os cartões de créditos monitoram nossos movimentos, vida econômica e preferências e nos bombardeiam com ofertas. A privacidade acabou.

Um livro de Arthur Clarke inspirou o filme “2001, uma Odisseia no Espaço”, de Kubrick em 1968. Nele vê-se a evolução do Homem e o domínio de seu destino e das relações com extraterrestres pela inteligência artificial de HAL, um supercomputador IBM surtado. Nas fabricas robôs substituem operários. Trens, metrôs e Teslas dispensam condutores. Estamos, como canta Zé Ramalho, nos transformando no Admirável gado novo. Isto é ficção ou realidade?

(Paulo Ormindo de Azevedo)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 19.11.2017

Papa Chico, o comunista !

10/12/2017 às 3:22 | Publicado em Artigos e textos, Espaço ecumênico, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse é diferente. E igual, pelo menos na minha opinião, apenas a João XXIII e João Paulo I. Tão diferente e antagônico à sua própria igreja católica que todo dia ele pede ao povo para que reze por ele !

Em entrevista ao jornal italiano “La Repubblica”, o papa Francisco afirmou que “são os comunistas os que pensam como os cristãos”, ao responder sobre se gostaria de uma sociedade de inspiração marxista; “São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade”, disse Francisco

 

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“COMUNISTAS PENSAM COMO OS CRISTÃOS”, DIZ O PAPA

“São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade”, disse Francisco.

Francisco espera que os Movimentos Populares entrem na política, “mas não no político, nas lutas de poder, no egoísmo, na demagogia, no dinheiro, mas na política criativa e de grandes visões”.

O papa evitou falar do recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assegurou que dos políticos só lhe interessa “os sofrimentos que sua maneira de proceder podem causar aos pobres e aos excluídos”.

Francisco explicou que sua maior preocupação é o drama dos refugiados e imigrantes, e reiterou que é necessário “acabar com os muros que dividem, tentar aumentar e estender o bem-estar, e para eles é necessário derrubar muros e construir pontes que permitam diminuir as desigualdades e dar mais liberdade e direitos”.

FONTE: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/327220/%E2%80%9CComunistas-pensam-como-os-crist%C3%A3os%E2%80%9D-diz-o-papa.htm

A FARSA DO DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA

09/12/2017 às 11:55 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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Mais um bom artigo do Professor Carlos Zacarias de Sena Júnior dessa vez desmascarando o déficit da Previdência.

Pergunta


A FARSA DO DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA

Enquanto os trabalhadores organizaram mobilizações nas principais cidades do país para protestar contra a Reforma da Previdência e a retirada de direitos promovida pelo ilegítimo governo Temer, o ministro da Fazenda e o chefe do Executivo “trabalhavam” em busca de apoio para a aprovação do tema no Congresso. Há tempos que este “governo” ligou o “dane-se” para o que se passa longe dos palácios e dos mercados. Não surpreende, portanto, que Temer esteja justamente usando de sua impopularidade recorde para fazer aquilo que nenhum outro ousaria fazer: suprimir direitos, destruir a previdência e os serviços públicos e reduzir o Estado a patamares inimagináveis num país periférico e dependente.

Parece óbvio que um tal estado de coisas só é possível porque, além de impopular, o governo Temer é ilegítimo. Sua ilegitimidade deriva tanto do fato de que foi alçado a esta condição através de um golpe parlamentar, jurídico-midiático, como porque o seu programa não foi submetido a nenhum sufrágio. É apenas por isso que para conquistar apoios o governo abre os cofres, pois são poucos os parlamentares que querem se vincular abertamente ao desmonte do Estado.

Mas não é só o governo que trabalha pela Reforma da Previdência na base da troca de favores e na propagação de mentiras. Bancadas parlamentares ligadas aos banqueiros, que investiram alto nas eleições, estão empenhadas para que lhes seja garantido esse gigantesco mercado. Para se ter uma ideia, o deputado baiano Arthur Maia (SD), relator da reforma, recebeu cerca de 650 mil reais apenas de empresas ligadas ao grupo Bradesco dos poucos mais de 3 milhões que declarou ter arrecadado na campanha de 2014. E como são os governos, os banqueiros e as grandes empresas que patrocinam a programação das TVs, as principais emissoras não falam de outra coisa a não ser do “déficit” da previdência, do aumento da expectativa de vida do brasileiro, do equilíbrio das contas públicas, dos “privilégios” dos servidores e por aí vai. Exatamente por isso quase não repercutiu o relatório da CPI da Previdência que confirmou o que as entidades dos auditores e os estudiosos afirmam: o discurso do déficit é uma farsa! Segundo o relatório de 253 páginas, feito pelo senador Hélio José (PROS-DF), “é possível afirmar, com convicção, que inexiste déficit”. De acordo com o texto, os principais problemas são o montante da dívida ativa das grandes empresas, que chega a R$ 2,4 bi, e às sucessivas prorrogações da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que segundo a Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) retirou cerca de R$ 500 bi da Seguridade Social entre 2005 e 2014.

Por essas e outras, atentar contra a previdência pública é um crime praticado em nome de interesses escusos e com base na mentira propagada por parlamentares e por um governo farsesco que algum preço haverá de pagar em futuro próximo.

(Carlos Zacarias de Sena Júnior)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 08.12.2017

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