A Literatura como um remédio para a alma

22/08/2017 às 3:49 | Publicado em Baú de livros, Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Depois de ver esse vídeo a gente fica com vontade de ler o livro. Vi primeiro no blog-irmão “O Bem Viver”.

Literatura_como_remedio


10 casas de escritores brasileiros abertas à visitação

09/08/2017 às 3:01 | Publicado em Artigos e textos, Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Excelente essas dicas que vi no blog-irmão “O Bem Viver”. Eu infelizmente até agora só visitei duas dessas casas famosas: a de Jorge/Zélia e a de José de Alencar.


10 casas de escritores brasileiros abertas à visitação

Coloque no seu roteiro de viagem uma pitada de literatura e história
A Casa do Rio Vermelho - Jorge Amado e Zélia Gattai(Tatiana Azeviche/Setur Bahia)

Poemas escritos nas paredes, a caneta usada para criar versos, a velha máquina de escrever, prêmios e mais prêmios. Esse são os ingredientes básicos encontrados nas antigas moradas de nossos mais renomados escritores. Geralmente, simplórias casinhas no centrinho das cidades. Com uma ou outra exceção, a visita a elas dura apenas poucos minutos.

Veja uma lista de casas pelo Brasil que já foram morada de grandes escritores nacionais (e que você pode visitar):

1. Casa de Cultura Mario QuintanaPorto Alegre

Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre

O imponente Hotel Majestic virou a Casa de Cultura Mario Quintana, que foi seu hóspede mais longevo (Tetraktys / Creative Commons)

Mario Quintana nasceu em Alegrete, mas sua moradia mais famosa foi o quarto 217 do Hotel Majestic, onde viveu entre 1968 e 1980. Construção mais imponente de Porto Alegre da primeira metade do século 20, o então hotel foi construído com concreto armado, em dois blocos ligados por passarelas.

Com a chegada de hotéis mais modernos, o Majestic foi perdendo prestígio até cerrar suas portas. Adquirido pelo governo estadual e transformado em Patrimônio Histórico, o local recebeu o nome de seu hóspede mais famosos e virou um centro cultural.

O quarto do escritor foi deixado do jeito que era, para os visitantes vivenciarem o local onde Quintana escrevia suas poesias e fazia suas traduções. Faltam melhores explicações sobre a vida e obra do poeta.

No local ainda há, entre outros, um espaço dedicado a cantora Elis Regina, um museu de arte contemporânea, dois teatros e, no último andar, uma cafeteria com vista para o Rio Guaíba.

Onde fica: Rua dos Andradas, 736 (Centro)

Horário: de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, sábado e domingo, das 12h às 21h

Preço: grátis

Telefone: 51/3221-7147

2. Oficina Cultural Casa Mário de AndradeSão Paulo

Vida e obra de Mario de Andrade em sua antiga residência (Yasmine Luna/Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

O sobrado em que Mário de Andrade morou em sua fase adulta, ao mesmo tempo em que recebia a trupe modernista para festas e saraus, também era o cantinho silencioso que o escritor encontrava para mandar ver nos belos versos e dar aulas de piano.

Apaixonado por São Paulo, nada mais natural que vivesse em um dos bairros mais tradicionais, a Barra Funda.

Transformado em oficina cultural, o local promove apresentações teatrais, saraus literários, contação de histórias e oficinas artísticas. Mas quem deseja conhecer um pouco mais sobre Mário de Andrade, conta com uma exposição permanente apresentando escritos, objetos pessoais e cartões-postais.

Onde fica: Rua Lopes Chaves, 546 (Barra Funda)

Horário: de terça-feira a sábado, das 10h às 18h

Preço: grátis

Telefone: 11/3666-5803

3. Museu Casa de Cora CoralinaGoiás

Museu Casa de Cora Coralina, Goiás (GO)

Cozinheira de mão cheia, Cora Coralina passou suas receitas para amigas e vizinhas em Goiás (GO). A visita guiada pelo museu começa justamente pela cozinha, onde a poetisa utilizava os tachos de cobre para preparar seus quitutes (Divulgação/Divulgação)

Eis uma casa inspiradora e produtiva. Diferente de outros endereços em que os escritores viveram apenas uma época de suas vidas, aqui, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, ou simplesmente Cora Coralina residiu do nascimento à morte.

Também chamada de Casa Velha da Ponte, foi nessa construção colada ao Rio Vermelho que Cora escreveu seus poemas. Entre um verso e outro ainda arrumava tempo para a atividade de doceira – Cora mandava muito bem nos doces de frutas cristalizadas.

Natural que a visita guiada comece pela cozinha, com todos os apetrechos para preparar os doces. A seguir, passa-se por todos os cômodos da casa, o quarto com as vestimentas, a sala com os livros, o jardim com a bica de água potável.

Em 2016, o museu deu uma modernizada e ficou mais interativo. Um poema multimídia, por exemplo, é exibido em uma parede acima de uma máquina de escrever.

Onde fica: Rua Dom Cândido, 20 (Centro)

Horário: de terça-feira a sábado, das 9h às 16h45, domingo, das 9h às 13h

Preço: R$ 8

Telefone: 62/3371-1990

4. Casa de Guimarães RosaCordisburgo

Fãs de literatura não podem deixar de ver casa onde viveu o escritor Guimarães Rosa, que foi transformada em um pequeno museu

Fãs de literatura não podem deixar de ver casa onde viveu o escritor Guimarães Rosa, que foi transformada em um pequeno museu (Celio Apolinario)

É batata: quem visita Cordisburgo por causa da Gruta de Maquiné, sempre dá uma paradinha na casa do autor de Grande Sertão, Veredas. Afinal, a cidade tem basicamente essas duas atrações, facilmente conciliáveis.

Guimarães Rosa viveu até os nove anos de idade em uma modesta construção térrea, no Centro de Cordisburgo. O razoável acervo guarda trechos literários do escritor e suas obras, além de destacar as outras funções de Guimarães Rosa: médico e diplomata.

Durante à tarde, a visita fica mais enriquecedora. Entram em cena os Miguelins, guias adolescentes que nos apresentam o universo do Guimarães Rosa com riqueza de detalhes.

Onde fica: Avenida Padre João, 744 (Centro)

Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 17h

Preço: R$ 3

Telefone: 31/3715-1425

5. Casa de Carlos Drummond de Andrade – Itabira

Casa de Carlos Drummond de Andrade em Itabira, Minas Gerais

(Divulgação/Divulgação)

Ao contrário do que ocorreu com outros escritores, a casa de nosso maior poeta não virou museu. Hoje, funciona como o Centro de Inclusão Cultural, onde são ministradas aulas de artes para os itabiranos.

O que não torna infrutífera sua visita à simpática Itabira. Ainda mais porque, em suas poesias, Drummond sempre mostrou seu afeto pela cidade natal e pelo belo solar do século 19 que viveu até os 16 anos de idade.

Sem contar que a visita à Itabira drummondiana é ao ar livre, percorrendo os locais citados em seus poemas – há 44 placas espalhadas pelas ruas, repleta de versos.

Onde fica: Praça do Centenário, 137 (Penha)

Telefone: 31/3835-3894

6. Casa de Cultura Jorge Amado – Ilhéus

O escritor Jorge Amado passou sua infância nessa casa (Bahiatursa/Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Tão bem retratado pelas palavras de Jorge Amado, o importante Centro Histórico de Ilhéus acabou ganhando um aditivo extra. Quem visita a cidade quer percorrer as ruas que abrigam o Bar Vesúvio e o Bataclan, presentes no romance Gabriela Cravo e Canela e entrar no universo do escritor.

A poucos metros dali fica o palacete em que Jorge Amado passou parte da infância e juventude – foi lá que escreveu O País do Carnaval. Palacete que na verdade começou como uma casa modesta, mas João Amado, pai do escritor, ganhou o primeiro prêmio da loteria federal e pode fazer uma bem-sucedida ampliação.

Guias auxiliam na visita pelos cômodos da casa, onde estão expostas roupas, fotos, documentos

Onde fica: Rua Jorge Amado, 21 (Centro)

Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h, sábado, das 9h às 13h

Preço: R$ 5

Telefone: 73/3231-7531

7. A Casa do Rio Vermelho (Jorge Amado e Zélia Gattai) – Salvador

A Casa do Rio Vermelho - Jorge Amado e Zélia Gattai

(Divulgação/Divulgação)

A casa nº 33 da Rua Alagoinhas, no bairro do Rio Vermelho, deve ser colocada em qualquer roteiro daqueles “O essencial de Salvador”, junto com o Pelourinho, o Farol da Barra, a Igreja do Bonfim. Por quase 40 anos, a residência foi a morada do casal 20 da literatura brasileira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Retratada por Zélia Gattai em seu livro de memórias, A Casa do Rio Vermelho, ficou por anos fechada desde a morte da escritora. Em 2014, o público começou a ter acesso a bela residência de 2000 m², parte dela ocupada pelo jardim onde estão as cinzas do casal.

Os cômodos da casa foram adaptados para virar um fantástico memorial interativo, com várias instalações, como a que fala sobre as viagens do casal, com muitos vídeos e objetos e a Cozinha de Dona Flor, uma autêntica aula sobre a culinária baiana.

Dica: estacionar por lá não é nada fácil e a rua é um pouquinho íngreme. Vale a pena gastar bala em um táxi ou Uber.

Onde fica: Rua Alagoinhas, 33 (Rio Vermelho)

Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h

Preço: R$ 20 (grátis às quartas-feiras)

Telefone: 71/3333-1919

8. Hotel Mar Brasil (Vinícius de Morais) – Salvador

Foi nessa casa que Vinícius de Morais compôs Tarde em Itapuã (Divulgação/Divulgação)

Você deve estar se perguntando o que cazzo um hotel está fazendo nessa lista? Pois bem, ele ocupa a área da casa em que o poetinha Vinícius de Morais morou em Salvador na década de 70 e onde compôs a inesquecível Tarde em Itapuã. Você pode conhecê-la de duas formas. A primeira, claro, se hospedando. Apesar de ser um hotel executivo, há alguns quartos na parte histórica da casa, onde Vinícius vivia. Inclusive, você pode ficar na suíte do poetinha, desfrutando da rede em que ele escrevia poesias e compunha canções. Sem contar que só os hóspedes têm acesso à piscina em forma de bumbum e ao memorial onde estão expostos objetos e fotos da época.

A sala em que Vinícius e sua esposa Gessy Gesse recebiam seus convidados hoje virou um restaurante especializado na culinária mediterrânea. Uma opção saborosa para conhecer a casa.

Onde fica: Rua Flamengo, 44 (Itapuã)

Horário (restaurante): de segunda a sexta-feira das 18h até as 23h30, sábados das 12h ás 23h30, domingo das 12h às 22h

Telefone: (71) 3285-7339

9. Casa de Graciliano Ramos – Palmeira dos Índios

A primeira residência de Graciliano Ramos (Alécio Cezar/Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Ok, vamos admitir que visitar Palmeira dos Índios, a 140 km de Maceió, para conhecer apenas uma casa é um pouco demais. Mas pode ter certeza que os fãs de Fabiano e Sinhá Vitória se esforçarão para conhecer a humilde casa em que o escritor alagoano passou boa parte de sua vida – Graciliano foi, inclusive, prefeito da cidade.

Entre o acervo de fotos, manuscritos, objetos, chama atenção a carta escrita ao então presidente Getúlio Vargas, relatando os motivos políticos de sua prisão. Que acabaram culminando no livro Memória do Cárcere.

Onde fica: Rua José Pinto de Barros, 90 (Centro)

Horário: diariamente, das 9h às 17h

Preço: grátis

10. Casa de José de AlencarFortaleza

José de Alencar viveu entre árvores e aves (Tom Junior/Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Foi num sitio na saída de Fortaleza, a caminho do litoral leste cearense que José de Alencar passou os primeiros anos de sua vida. Cercado de árvores e aves que certamente contribuíram para a presença da natureza em suas obras, como Iracema e O Guarani.

Antes ou depois de passar o dia no Beach Park, parar no sítio localizado na Avenida Washington Soares pode ser uma boa. Não há nada referente a José de Alencar, lá atualmente funciona um museu indígena e as ruínas de um engenho. Porém, dá para sentir a vibe das obras do escritor em meio a um tranquilo sítio em meio a área urbana de Fortaleza.

Em um anexo ao lado funciona um restaurante com bufê de comidas regionais.

Onde fica: Avenida Washington Soares, 6055 (Messejana)

Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sábado, das 9h às 12h

Preço: grátis

Telefone: 85/3229-1898 ”

Fontehttp://viagemeturismo.abril.com.br/blog/brasis/casas-de-escritores-brasileiros-abertas-a-visitacao/


FONTE: https://obemviver.blog.br/2017/07/19/boa-dica-10-casas-de-escritores-brasileiros-abertas-a-visitacao/comment-page-1/#comment-3301

44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, aponta pesquisa Retratos da Leitura

03/08/2017 às 11:19 | Publicado em Artigos e textos | 2 Comentários
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Preocupante…

QUANTIDADE (?):

A pesquisa perguntou a professores qual tinha sido o último livro que leram e 50% respondeu nenhum e 22%, a Bíblia.

 

QUALIDADE (?):

os títulos mais citados como os últimos lidos ou que estão sendo lidos foram Bíblia, Diário de um banana, Casamento Blindado, A Culpa é das Estrelas, Cinquenta Tons de Cinza, Ágape, Esperança, O Monge e o Executivo, Ninguém é de ninguém, Cidades de Papel, O Código da Inteligência, Livro de Culinária, Livro dos Espíritos, A Maldição do Titã, A Menina que Roubava Livros, Muito mais que cinco minutos, Philia e A Única Esperança.

 


44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, aponta pesquisa Retratos da Leitura

índice de leitura

(Foto: Rafael Arbex)

Há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%. Mas ainda é pouco. O índice de leitura, apesar de ligeira melhora, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano. Os dados foram revelados na tarde desta quarta-feira, 18, e integram a quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), a pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa, segundo o Ibope, 93% da população brasileira.

Para a pesquisa, é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

A Bíblia é o livro mais lido, em qualquer nível de escolaridade. O livro religioso, aliás, aparece em todas as listas: últimos livros lidos, livros mais marcantes. 74% da população não comprou nenhum livro nos últimos três meses. Entre os que compraram livros em geral por vontade própria, 16% preferiram o impresso e 1% o e-book. Um dado alarmante: 30% dos entrevistados nunca comprou um livro.

Para 67% da população, não houve uma pessoa que incentivasse a leitura em sua trajetória, mas dos 33% que tiveram alguma influência, a mãe, ou representante do sexo feminino, foi a principal responsável (11%), seguida pelo professor (7%).

As mulheres continuam lendo mais: 59% são leitoras. Entre os homens, 52% são leitores. Aumentou o número de leitores na faixa etária entre 18 e 24 anos – de 53% em 2011 para 67% em 2015. A pesquisa não aponta os motivos, mas Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Editores, disse ao Estado que o boom da literatura para este público pode ter ajudado no aumento do índice – mais do que uma ação para manter o aluno que sai da escola interessado na leitura.

Entre as principais motivações para ler um livro, entre os que se consideram leitores, estão gosto (25%), atualização cultural ou atualização (19%), distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%), atualização profissional ou exigência do trabalho (7%), não sabe ou não respondeu (5%), outros (1%). Adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais leem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%).

Os fatores que mais influenciam na escolha de um livro estão tema ou assunto (30%), autor (12%), dicas de outras pessoas (11%), título do livro (11%), capa (11%), dicas de professores (7%), críticas/ resenhas (5%), publicidade (2%), editora (2%), redes sociais (2%), não sabe/não respondeu (8%), outro (1%). O item O “tema ou assunto” influencia mais a escolha dos adultos e daqueles com escolaridade mais alta, atingindo 45% das menções entre os que têm ensino superior. Já o público entre 5 e 13 anos escolhe pela capa. Dicas de professores funcionam melhor que todas as outras opções para crianças entre 5 e 10 anos. E blogs respondem por menos de 1%.

Lê-se mais em casa (81%), depois na sala de aula (25%), biblioteca (19%), trabalho (15%), transporte (11%), consultório e salão de beleza (8%) e em outros lugares menos expressivos. E lê-se mais livros digitais em cyber cafés e lan houses (42%) e no transporte (25%).

Aos não leitores, foi perguntado quais foram as razões para eles não terem lido nenhum livro inteiro ou em partes nos três meses anteriores à pesquisa. As respostas: falta de tempo (32%), não gosta de ler (28%), não tem paciência para ler (13%), prefere outras atividades (10%), dificuldades para ler (9%), sente-se muito cansado para ler (4%), não há bibliotecas por perto (2%), acha o preço de livro caro (2%), tem dinheiro para comprar (2%), não tem local onde comprar onde mora (1%), não tem um lugar apropriado para ler (1%), não tem acesso permanente à internet (1%), não sabe ler (20%), não sabe/não respondeu (1%).

A leitura ficou em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre. Perdeu para assistir televisão (73%), que, vale dizer, perdeu importância quando olhamos os outros anos da pesquisa: 2007 (77%) e 2011 (85%). Em segundo lugar, a preferência é por ouvir música (60%). Depois aparecem usar a internet (47%), reunir-se com amigos ou família ou sair com amigos (45%), assistir vídeos ou filmes em casa (44%), usar WhatsApp (43%), escrever (40%), usar Facebook, Twitter ou Instagram (35%), ler jornais, revistas ou noticias (24%), ler livros em papel ou livros digitais (24%) – mesmo índice de praticar esporte. Perdem para a leitura de um livro: desenhar, pintar, fazer artesanato ou trabalhos manuais (15%), ir a bares, restaurantes ou shows (14%), jogar games ou videogames (12%), ir ao cinema, teatro, concertos, museus ou exposições (6%), não fazer nada, descansar ou dormir (15%).

A principal forma de acesso ao livro é a compra em livraria física ou internet (43%). Depois aparecem presenteados (23%), emprestados de amigos e familiares (21%), emprestados de bibliotecas de escolas (18%), distribuídos pelo governo ou pelas escolas (9%), baixados da internet (9%), emprestados por bibliotecas públicas ou comunitárias (7%), emprestados em outros locais (5%), fotocopiados, xerocados ou digitalizados (5%), não sabe/não respondeu (7%).

A livraria física é o local preferido dos entrevistados para comprar livros (44%), seguida por bancas de jornal e revista (19%), livrarias online (15%), igrejas e outros espaços religiosos (9%), sebos (8%), escola (7%), supermercados ou lojas de departamentos (7%), bienais ou feiras de livros (6%), na rua, com vendedores ambulantes (5%), outros sites da internet (4%), em casa ou no local de trabalho, com vendedores “porta a porta” (3%), outros locais (6%) e não sabe/não respondeu (7%). O preço é o que define o local da compra para 42% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, isso valia para 49%.

A pesquisa perguntou a professores qual tinha sido o último livro que leram e 50% respondeu nenhum e 22%, a Bíblia. Outros títulos citados: Esperança, O Monge e o Executivo, Amor nos tempos do cólera, Bom dia Espírito Santo, Livro dos sonhos, Menino brilhante, O símbolo perdido, Nosso lar, Nunca desista dos seus sonhos e Fisiologia do exercício. Entre os 7 autores mais lembrados, Augusto Cury, Chico Xavier, Gabriel Garcia Márquez, Paulo Freire, Benny Hinn, Ernest W. Maglischo e Içami Tiba.

Quando extrapolamos para a amostra total, os títulos mais citados como os últimos lidos ou que estão sendo lidos foram Bíblia, Diário de um banana, Casamento Blindado, A Culpa é das Estrelas, Cinquenta Tons de Cinza, Ágape, Esperança, O Monge e o Executivo, Ninguém é de ninguém, Cidades de Papel, O Código da Inteligência, Livro de Culinária, Livro dos Espíritos, A Maldição do Titã, A Menina que Roubava Livros, Muito mais que cinco minutos, Philia e A Única Esperança.

Quando a questão é sobre os livros mais marcantes, os religiosos continuam ali e a Bíblia segue como referência, mas a lista fica um pouco diferente, com alguns clássicos e infantojuvenis: Bíblia, A Culpa é das Estrelas, A Cabana, O Pequeno Príncipe, Cinquenta Tons de Cinza, Diário de um banana, Turma da Mônica, Violetas na Janela, O Sítio do Pica-pau Amarelo, Crepúsculo, Ágape, Dom Casmurro, O Alquimista, Harry Potter, Meu pé de laranja lima, Casamento Blindado e Vidas Secas.

Entre os escritores preferidos dos brasileiros estão Monteiro Lobato, Machado de Assis, Paulo Coelho, Maurício de Sousa, Augusto Cury, Zibia Gasparetto, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Chico Xavier, John Green, Ada Pellegrini, Vinícius de Moraes, José de Alencar e Padre Marcelo Rossi.

(Maria Fernanda Rodrigues)

FONTE: http://cultura.estadao.com.br/blogs/babel/44-da-populacao-brasileira-nao-le-e-30-nunca-comprou-um-livro-aponta-pesquisa-retratos-da-leitura/

Carlos Marighella e a história

01/08/2017 às 3:06 | Publicado em Artigos e textos, Baú de livros, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Lendo esse artigo a gente fica com vontade de ler o livro (“Vai, Carlos, ser Marighella na vida” : outro olhar sobre os caminhos de Carlos Marighella na Bahia (1911-1945)). Outros posts já fiz aqui sobre esse personagem marcante de nossa História:

Entrevista de Carlos Marighellahttps://joserosafilho.wordpress.com/2017/01/18/entrevista-de-carlos-marighella/

Centenário de Marighellahttps://joserosafilho.wordpress.com/2011/12/06/centenario-de-marighella/


Carlos Marighella e a história  

Uma dissertação de mestrado, defendida no Programa de Pós-graduação em História, da Ufba (7/4/2017), trouxe à tona uma das personalidades históricas brasileiras mais marcantes do século XX: o revolucionário baiano Carlos Marighella. Com o belo título “Vai Carlos ser Marighella na vida: outro olhar sobre os caminhos de Carlos Marighella na Bahia”, sob a orientação do prof. Carlos Zacarias de Sena Júnior, o historiador Ricardo José Sizilio empenhou-se em estudar os anos de juventude desta personagem tão importante para história que se alia a narrativas que contam o povo brasileiro para fora dos interesses das elites que comandam o país.

Um trabalho longo, pesquisa histórica atenta, boa orientação acadêmica, que se marca pelo projeto intelectual de seu autor em querer “humanizar a personagem mítica, pois ao humanizar Marighella, ele fica maior… Lendo-o assim, ele se torna atingível e mais admirável”. Nenhum estudo, até então, tinha se detido na cronologia tratada na dissertação, 1911 a 1935, onde se formou, na cidade do Salvador, o homem Carlos Marighella, poeta, revolucionário, negro de origem afro-italiana, filho de Oxóssi, primeiro deputado comunista eleito pela Bahia em 1945, que largou o conforto dos títulos para “pegar em armas e lutar a favor do povo contra a ditadura militar”. O texto defendido nos faz pensar na humanidade do mito, em sua beleza existencial entregue a projetos coletivos, pensar em alguém que fez de si instrumento para o ideal de uma vida mais bonita para todos.

Sizilio saiu-se exitoso! Por historiar aspectos nunca tratados do homem que foi criança, fruto de um casamento inter-racial, e que se tornou comunista sendo perseguido e assassinado pela truculência desmedida dos militares brasileiros durante a ditadura. Um homem que teve sua memória enterrada, apesar dos estudos biográficos que já foram feitos sobre ele.

O texto nos impele a redescobrir Marighella. Wagner Moura, leia! Sua sensibilidade vai gostar…

(Marlon Marcos)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 15.05.2017

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