Lenine, Lula Queiroga e Bráulio Tavares no Compositores Unidos

19/09/2018 às 3:18 | Publicado em Canto da poesia, Midiateca, Piadas e causos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Lenine, Lula e Bráulio: uma brincadeira porno-pan-poética !


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Google, Apple e IBM não exigem mais diploma universitário de funcionários

18/09/2018 às 3:30 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Essa notícia nos faz pensar que a Educação formal da maneira que é posta hoje tem que ser revista. E o “fenômeno” não é só do Brasil é mundial.

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Google, Apple e IBM não exigem mais diploma universitário de funcionários

Gigantes de TI aparecem em levantamento do site de empregos Glassdoor sobre empresas que não exigem mais formação universitária em vagas de empregos.

As gigantes de tecnologias Google, Apple e IBM estão entre algumas das empresas que não exigem mais um diploma universitário para os seus funcionários, conforme aponta um levantamento recente do site de empregos Glassdoor.

O novo estudo da plataforma profissional, publicado no último dia 14 de agosto, traz uma relação com um total de 15 companhias que não exigem mais formação universitária dos candidatos para as suas vagas de empregos.

“Com o preço das faculdades subindo em todo o país, muitos americanos não possuem o tempo ou dinheiro para tirar um diploma universitário. No entanto, isso não significa que as suas possibilidades de trabalho ficaram menores. Cada vez mais, existem muitas empresas oferecendo vagas com bons salários para quem possui educação não tradicional ou um diploma do colegial”, afirma o texto no site do Glassdoor.

O Google, aliás, aparece em destaque na página, ocupando a primeira posição da lista, que conta ainda com organizações como Ernst and Young, Penguin Random House, Cotsco, Hilton, Bank of America e Starbucks.

O post do Glassdoor destaca ainda uma fala de 2014 sobre o assunto no The New York Times do então Vice-Presidente Sênior da divisão de People Operations do Google, Laszlo Bock. “Quando você olha para as pessoas que não vão para a escola e conseguem seguir o seu caminho no mundo, eles são seres humanos excepcionais. E deveríamos todo o possível para encontrar essas pessoas.”

FONTE: http://idgnow.com.br/ti-corporativa/2018/08/22/google-apple-e-ibm-nao-exigem-mais-diploma-universitario-de-funcionarios/

Qual é o limite das minhas capacidades intelectuais?

17/09/2018 às 3:27 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Esse veio do blog-amigo “O Bem Viver”. Fonte original: El Pais. A origem das nossas possibilidades e limitações pode parecer óbvia, mas vale a reflexão.

A resposta deve começar por explicar que existem três fatores que estabelecem as limitações: a genética, o treinamento e o ambiente

 


Qual é o limite das minhas capacidades intelectuais?

Visitantes da 25° Bienal do Livro de São Paulo, em de julho.

Visitantes da 25° Bienal do Livro de São Paulo, em de julho. FERNANDO BIZERRA JR. EFE

Eis a grande pergunta. Mas, para respondê-la, precisamos definir a que nos referimos quando falamos de capacidade intelectual. Seria a capacidade de cada pessoa tomar decisões, pensar e aprender tanto uma atividade motora como um conceito. Uma vez clara esta questão, a resposta sobre o limite da capacidade intelectual, sua ou de qualquer um, deve começar por dizer que há três fatores que estabelecem esses limites.

O primeiro seria a capacidade intelectual dada por sua genética, pelo genoma que você herdou de seus antepassados. Essa carga genética é diferente em cada pessoa. Depois haveria uma segunda parte que é o treinamento, o exercício da capacidade intelectual. E o terceiro é o ambiente onde a pessoa vive e que pode lhe permitir ou não desenvolver mais ou menos tanto sua capacidade inata como o treinamento e a educação. Ou seja, você pode ter uma enorme capacidade para aprender chinês, mas se jamais em sua vida for exposta a essa língua, não a aprenderá.

Uma vez que temos claro que esses são os três limites, é preciso explicar também que a combinação deles é o que tornará sua capacidade intelectual maior ou menor. Por exemplo, pode haver alguém com não muita capacidade inata, mas que esteja decidida a ampliar muito seu horizonte intelectual – o que ela deve fazer é muito treinamento. Talvez essa seja a chave que explica por que todos os esportistas, músicos ou qualquer um que seja muito bom numa determinada tarefa é tão bom assim porque treina muito, além de ter de saída uma grande capacidade inata, pois só tendo predisposição não conseguiriam. Mas também é preciso deixar claro que o desenvolvimento de algumas capacidades só com treinamento às vezes é complicado e não permitir alcançar um grau de excelência enorme, embora sim melhorar muitíssimo. Também é muito importante considerar o ambiente – certeza que lhe ocorrem nomes de pessoas que se destacam em alguns aspectos simplesmente porque estão em um ambiente muito propício.

Há outro aspecto relacionado com a inteligência que é fundamental na hora de avaliar a capacidade de uma pessoa: a tomada de decisões. Isto quer dizer que também falamos de inteligência ou capacidade intelectual naquela vertente em que uma pessoa tomaria uma determinada decisão entre todas as que possa tomar. Aqui não estaríamos melhorando uma habilidade, mas sim falando de uma pessoa inteligente no sentido de que toma a melhor decisão. Podemos ver pessoas quase iletradas, como alguém que cuida um rebanho e que toma muito boas decisões com relação a conseguir que este rebanho siga adiante – isto seria um comportamento claramente inteligente, embora essa pessoa provavelmente obtivesse maus resultados em uma prova que medisse outro tipo de capacidade intelectual.

Assim resumindo, existe de fato um limite para a capacidade intelectual, porque geneticamente o temos. Por exemplo, você poderia chegar a falar muito bem um idioma porque foi exposta a ele e treinou muitíssimo, mas ser incapaz de alcançar o nível fonético dos que são nativos do lugar, ou inclusive do ponto de vista motor há movimentos que alguém poderia não conseguir fazer. Também é preciso ter claro que se uma pessoa trabalhar duro pode reduzir, e até muito, essas limitações. Durante muito tempo parecia que com a educação era possível conseguir tudo, e isso não é totalmente verdade. Concluindo, há limites, mas também há uma grande variabilidade, e se as pessoas trabalharem e não houver uma doença ou uma lesão, pode-se chegar a conseguir muitíssimo.

(Agnès Gruart)

FONTE: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/13/ciencia/1534154167_450036.html

O ódio e a ignorância triunfarão?

15/09/2018 às 17:23 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Mais um excelente artigo do Professor Carlos Zacharias de Sena Júnior. Vale muito a leitura e a reflexão !

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O ódio e a ignorância triunfarão?

Herói de Bolsonaro e do seu candidato a vice, Hamilton Mourão, Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido torturador brasileiro, morto em 2015, se vivo estivesse, estaria orgulhoso dos seus discípulos. Depois de ser homenageado pelo deputado e ex-capitão na sessão da Câmara que votou o impeachment de Dilma, Ustra foi chamado de herói por Mourão em entrevista à GloboNews, diante de Fernando Gabeira e Miriam Leitão, dois ex-militantes que sofreram tortura durante a ditadura e tiveram que ouvir que “heróis matam”.

Que ninguém esperasse que as eleições pudessem transcorrer em paz depois de tudo o que o Brasil passou desde 2016, estava claro. O que poucos imaginavam é que a temperatura subisse tanto, em igual proporção ao ódio destilado dos palanques sem espaço para qualquer traço de civilidade.

Deputado há 27 anos, com apenas dois projetos aprovados, o candidato do PSL era orgulhoso do seu lugar no baixo-clero do Congresso. Sem ser capaz de influenciar ou liderar nenhuma causa importante ao longo dessas quase três décadas, o ex-capitão do exército foi catapultado ao estrelato da política nacional tanto pelo quadro de ódio que tomou o país, quanto em função da facada que sofreu. Mas também não deixa de ser pelo desespero, pelo medo e pela frustração de milhões, algo que se alia à ignorância, que Bolsonaro cresceu na cena.

É pelo fato de ignorar a forma como o mundo funciona que uma parte dos eleitores lhe declara voto. O eleitor do candidato do PSL não sabe o que foi o fascismo, não tem ideia de que faça parte da extrema-direta, desconhece nossa última ditadura, acredita que a violência no Brasil é culpa da impunidade e dos direitos humanos, acha que o armamento da “gente de bem” é a solução, crê que as cotas são um problema e promovem a preguiça, entre outros absurdos. Dos palanques, com frequência, Bolsonaro profere impropérios contra o PT e também contra negros, mulheres e LGBTs, para delírio dos seus eleitores, gente que até pouco tempo era o orgulhoso “analfabeto político” do poema de Brecht, aquele que estufava o peito e dizia odiar a política.

O problema é que esse ser rude e ignorante decidiu participar da política. Até aí nenhum problema, mas ao invés de buscar se informar por fontes seguras, o eleitor de Bolsonaro fez um curso rápido sobre o mundo na base de fake news, tornando-se visceralmente antipetista e acreditando que tudo de ruim que há no país e no mundo é por culpa do comunismo, do Foro de São Paulo e do bolivarianismo, palavras recentemente aprendidas, da qual desconhece o significado.

Esta parcela do eleitorado está prestes a pôr o candidato da extrema-direita no segundo turno, então corremos o risco de ter intensificada a polarização e o acirramento do ódio que nos ameaça, algo que, provavelmente, sobreviverá às eleições, contribuindo para confirmar a parte brasileira da infinita estupidez humana.

(Carlos Zacarias de Sena Júnior – Professor do Departamento de História da UFBA)

FONTE: Jornal A Tarde, Salvador-BA, 14/09/2018

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