Saramago, de livros e discos rígidos

23/04/2019 às 3:20 | Publicado em Artigos e textos, Canto da poesia, Fotografias e desenhos | Deixe um comentário
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“É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro,

mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido”

(José Saramago)


LerEh101

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Professor de engenharia conta como aprendeu a dar aulas para alunos conectados

20/04/2019 às 3:24 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse tema sempre me instigou muito. Como fazer para dar uma aula hoje com as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação, a grande rede e a Inteligência Artificial ?


Professor de engenharia conta como aprendeu a dar aulas para alunos conectados

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“Apaixonado por Física e Matemática, o professor José Motta Filho falou durante o 1º Fórum Ler e Pensar sobre como oferecer uma “Educação para um Mundo Exponencial”.

Muito se fala hoje sobre os desafios de ensinar na era do Google e toda a fonte de informação disponível online. Há mesmo teorias bem elaboradas a respeito, que ensinam a dar o protagonismo ao aluno e ajudá-lo a usar esse conhecimento disponível na rede. Mas como colocar isso em prática em sala de aula?

“Ainda em 2014, Motta percebeu que seus alunos não tinham mais interesse em nada além de seus celulares, seja no ensino médio ou na graduação em Engenharia. “Aquilo me deixava muito triste, porque ser engenheiro é resolver problemas, e eles não queriam resolver nada”, conta.

A gota d’água foi o dia em que chegou à sala e todos os alunos estavam reunidos num canto, dando gargalhadas. Ao se aproximar, descobriu o aplicativo Photo Math, com o qual eles se divertiam resolvendo instantaneamente equações do livro de álgebra. “Se um aplicativo consegue resolver os problemas, eu não tinha mais motivo para ensinar”, relembra.

A situação o levou a repensar todo seu método de dar aulas.

“Por 20 anos fui um professor medíocre, porque a escola faz um movimento extraordinário em função da mediocridade”, conta.

Ao perceber que, ao longo de duas décadas, havia feito recortes e mais recortes no conteúdo, reduzindo o conhecimento a pequenas pílulas, Motta passou a questionar os fundamentos do ensino de Física e Matemática hoje.

“Por que resolver de novo e de novo algo que tantas outras pessoas já resolveram? Se olharmos para fora dos muros da escola, está cheio de problemas que ninguém resolve”, compara. “Percebi que eu não estava fazendo diferença nenhuma.”

Em busca de aulas melhores
Surgiu, então, a necessidade de ensinar aos alunos os problemas do mundo real que originaram os algoritmos e equações dos livros.

E como fazer isso? Motta começou por uma pesquisa junto a seus amigos professores. Conversando com quatro desses profissionais, Motta ouviu alguns termos pela primeira vez, tais como “gamificação”, “learning by doing”, “conteúdo gerado pelos alunos” e “do it yourself”, inteligência artificial e big data em sala de aula, internet das coisas e neurociência aplicada à Educação.

Passou então a pesquisar o conceito de metodologias ativas, que, resumindo, significa colocar algo na mão dos alunos para que eles criem e pesquisem com os colegas, para depois resgatar isso em sala de aula – o resultado é um aprendizado maior.

Uma das dicas é o uso do storyteling – a arte de contar histórias que engajam, pelas quais o professor conquista os alunos para o conteúdo.

Alguns conceitos que ele sugere para pesquisa e aplicação são a sala de aula invertida e o professor como provedor de insights – nesse caso, só funciona se ele ama o que faz. Um professor que não dá um sorriso sequer o semestre inteiro, ou dá aula o tempo todo sentado, provavelmente não chegará lá, em sua opinião.

Pensando na neurociência aplicada à educação, Motta apresentou o estudo de Martha Burns, segundo o qual a emoção influencia diretamente no aprendizado. “Quando a pessoa se emociona, o cérebro libera a dopamina, que funciona como apertar o botão de salvar aquele conteúdo.”

Para dar aulas eficazes a alunos conectados, primeiro é preciso fazer as pazes com o uso do celular em sala, na opinião de Motta. É claro que a tecnologia não pode ser vista como um fim, e sim um meio para a educação.

“Quando a escola proíbe o uso, está passando um atestado de fracasso, confessando que não sabe usar essa ferramenta”, diz.

Por outro lado, não basta manter o formato de sala de aula tradicional, em que não há interação entre os alunos, e simplesmente colocar um tablet em cada carteira.

“E faz o que com esse tablet?”, ele questiona. Como comparação, há escolas em que a própria mesa é digital e os alunos cooperam em equipes.

“Acabei de voltar do Vale do Silício e não vi ninguém sentado no lugar. Ninguém fica sentado em casa, escondido, resolvendo os problemas do mundo.”

Motta provoca ainda os estudiosos da educação que se vangloriam de títulos teóricos, mas não fazem nada para mudar o mundo. “Quero ver executar toda essa teoria na Região Metropolitana de Curitiba”, desafiou.”

FONTE: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/professor-de-engenharia-conta-como-aprendeu-a-dar-aulas-para-alunos-conectados/

Bahia ganha usina solar flutuante no Rio São Francisco

19/04/2019 às 3:14 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Mais uma solução interessante. Confiram !


Bahia ganha usina solar flutuante no Rio São Francisco

As águas do Rio São Francisco, agora, também abrigam uma Usina Solar Fotovoltaica Flutuante, que transforma a luz solar em energia elétrica. A planta piloto de painéis solares foi instalada pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) no reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia.

Esse sistema de geração concentrada de energia fotovoltaica em usinas utilizando a área de reservatórios é pioneiro no Brasil. Até então, ele só havia sido instalado no solo. Segundo a Chesf, o objetivo é avaliar a viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto para que ele possa participar de leilões de venda de energia e ser reproduzido em outros reservatórios ou até mesmo em rios.

“Isso pode ser muito bem replicado em lugares onde o Brasil é rico em rios, na Amazônia e regiões do Centro-Oeste, por exemplo. Estamos criando uma oportunidade”, explicou o gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Chesf, José Bione, contando que, quando o projeto estiver concluído, a usina flutuante terá capacidade de abastecer 20 mil casas populares.

A plataforma flutuante já instalada em Sobradinho tem 7,3 mil módulos de placas solares, área total de 10 mil metros quadrados e capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp). Outros 4 MWp deverão ser instalados em 2019. Quando o projeto estiver concluído, com 5MWp, a usina flutuante deverá contar com 35 mil módulos e 50 mil metros quadrados de área sobre o reservatório de Sobradinho. O investimento total da Chesf é R$ 56 milhões.

Para comparação, o reservatório de Sobradinho tem uma superfície de espelho d’água de 4,2 mil quilômetros quadrados, com uma usina capaz de gerar 1,05 mil MW. Mas, atualmente, por causa da baixa vazão, a usina está gerando em torno de 180 MW.

Os técnicos envolvidos no projeto da Chesf vão estudar a eficiência da tecnologia fotovoltaica resfriada naturalmente pela água e pelo vento, já que as placas instaladas em terra perdem eficiência sob forte calor. Os impactos ambientais também são objetos de estudo.

Os estudos dos sistemas de ancoragem, conexão e conversão de energia também são pioneiros. A plataforma é fixada ao fundo do lago por cabos, com material próprio para suportar o peso das placas e dos trabalhadores que atuam na construção e manutenção, mas será preciso analisar seu comportamento em água corrente e com a movimentação da barragem.

Para entrar em funcionamento, ainda serão instalados contêineres de conversão da energia em corrente contínua, produzida pela plataforma, para energia em corrente alternada, própria para ser enviada às linhas de transmissão da usina hidrelétrica. De acordo com Bione, esta é outra vantagem da instalação de usinas fotovoltaicas nesses reservatórios, já que elas aproveitam as infraestruturas de transmissão, reduzindo, inclusive, as perdas de energias.

FONTE: https://www.nautica.com.br/bahia-ganha-usina-solar-flutuante-no-rio-sao-francisco/?doing_wp_cron=1553714623.8273749351501464843750&fbclid=IwAR18cCwR6ESPbyG9eiGzZZo9jgPcEgjiNZ6cilAu5CvJXe-agKfYdkW6cFM

Katie Bouman

18/04/2019 às 3:46 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse artigo traz um resumo do recente trabalho que ficou notável de Katie Bouman e um resgate do legado das mulheres para a ciência.


Conheça Katie Bouman, a mulher que criou o algoritmo responsável pela primeira foto de um buraco negro

Nós ainda não superamos a primeira imagem histórica de um buraco negro, divulgada no último dia 10 de abril. Foi um grande dia para a ciência, e um maior ainda para mulheres cientistas.

Temos muitas pessoas a agradecer pela primeira visão direta de um buraco negro, e uma delas é Katie Bouman, especialista de 29 anos que liderou a criação de um dos algoritmos usados para “costurar” os dados vindos de radiotelescópios do mundo todo e formar a incrível fotografia.

Ela fez uma postagem na rede social Facebook de sua “expressão incrédula” quando terminou de processar as informações. A foto logo se tornou um enorme sucesso na internet:

Em uma imagem publicada pela BBC, Bouman está de pé ao lado de uma mesa cheia de discos rígidos de dados. Algumas pessoas comentaram que o retrato lembra outra imagem icônica, de Margaret Hamilton em 1969 ao lado do código de software que sua equipe desenvolveu para possibilitar as missões Apollo até à lua:

Katie

Em 2016, Bouman deu uma palestra TED Talks intitulada “Como tirar uma foto de um buraco negro”na qual explicou que, para fazer essa primeira fotografia, seria preciso uma equipe internacional de cientistas, um telescópio do tamanho da Terra e um algoritmo capaz de unir a imagem final.

Recentemente, a cientista também declarou à CNN que “nenhum de nós poderia ter feito isso sozinho. Tudo aconteceu por causa de muitas pessoas diferentes de várias origens”.

De fato, o processo de captura da imagem contou com a ajuda de mais de 200 pesquisadores, entre os quais 40 são mulheres.

Elas

A história raramente dá às mulheres cientistas o reconhecimento que elas merecem. O fato de Katie ter se tornado a “cara” do projeto é uma felicidade indescritível para muitos.

Infelizmente, também tem incomodado alguns (homens), o que fez com que a brilhante cientista tenha sido alvo de ataques sexistas. Isso só mostra que precisamos celebrar mais o trabalho importante que grandes mentes femininas têm feito ao longo de toda a história.

Algumas cientistas são razoavelmente conhecidas, como Marie Curie, a física e química polonesa pioneira no estudo da radioatividade que se tornou a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel de Física em 1903, e a primeira pessoa a ganhar dois Prêmio Nobel, com sua segunda conquista em Química, em 1911.

Já outras, como Lise Meitner, foram quase “apagadas” da história. A física austríaca foi responsável por descobrir a fissão nuclear ao lado de seu colega Otto Hahn. Ele ganhou o Prêmio Nobel por isso, ela não.

Quer saber mais sobre o papel das mulheres na ciência? Temos vários artigos que podem te ajudar, como este que destaca 15 mulheres que conquistaram o mundo da ciência, este que lista descobertas incríveis feitas por mulheres, este que apresenta sete cientistas brasileiras laureadaspela L’Oréal pelos seus trabalhos de destaque, e este com belas ilustrações de famosas mulheres cientistas. [Cnet]

(Natasha Romanzoti)

FONTE: https://hypescience.com/conheca-katie-bouman-a-mulher-que-ajudou-a-transformar-nossa-visao-de-buracos-negros-para-sempre/

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