Anísio Teixeira vivo em Caetité

31/07/2021 às 3:38 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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A vida e a obra do baiano Anísio Teixeira são testemunhas de que nós brasileiros não necessitamos procurar genialidade, humanidade, competência e solidariedade em nenhuma personalidade fora do país !

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Anísio Teixeira vivo em Caetité

No ano de 2010 o educador português José Pacheco visitou a distante cidade de Caetité por ter sido ali que, no dia 12 de julho de 1900, nascera o professor Anísio Teixeira. O resultado dessa visita foi triste para a cidade, para os baianos: Pacheco escreveu um artigo intitulado “A Segunda Morte de Anísio”, constatando que a memória do educador também morrera sob um “embaraçado silêncio”.

Caetité, como de resto todo o Brasil, vive o “complexo de vira-lata” que, se por um lado remete de forma pejorativa à nossa miscigenação, significa ainda a falta de amor-próprio enquanto povo. Isto se reflete na conduta de muitos que, talvez por se verem pequenos, diminuem aqueles que realmente possuem merecimento… Falam negativamente de Anísio Teixeira, quer por razões políticas, quer por ignorância. Em Caetité já ouvimos vários “argumentos” que buscam ensombrear o seu legado. Alguns deles, então:

“Anísio não viveu em Caetité”, como se a cidade primasse por reconhecer seus talentos e muitos, como Waldick Soriano, não tivessem que dela sair para não somente ter o talento reconhecido, mas poderem realizar na inteireza aquilo que seu talento era capaz de produzir.

“Anísio não fez nada por sua cidade”. Uma afirmação falsa: Anísio restaurou a Escola Normal em 1926, fechada que fora por Severino Vieira. E, em 1950, idealizara uma escola gigantesca, em cujo terreno que adquirira hoje estão o instituto que leva seu nome e ainda o Campus VI da Uneb, dois outros colégios e um ginásio de esportes…

“Anísio era comunista” e “Anísio era da elite”–como podem ver, antagonismo que depende do viés ideológico de seu autor. Anísio não era comunista, mesmo que isto em nada diminuiria seu legado. Mas, por querer o bem de seu povo, Gandhi ou Jesus não seriam também comunistas? Graças a essa mentira foi Anísio perseguido pela burrice das ditaduras, morrendo nas mãos de uma delas. E… Bendito “filho de coronel” foi Anísio, que, remando contra a maré, venceu o obstáculo de ser “elite” e lutar pela sua gente, tendo instalado na Caixa D’Água, pleno coração do maior bairro negro de Salvador, a Liberdade, a sua “Escola Parque”!

“Anísio está desatualizado” – talvez a crítica que o mestre mais sonhara: estar desatualizado. Suas ideias de 60, 70 anos atrás, contudo, permanecem atuais porque… Porque o Brasil não educa suas crianças. O Brasil discrimina suas crianças. O Brasil MATA suas crianças. Infelizmente, cinquenta anos depois da morte do professor Anísio Teixeira, ele não está desatualizado…

Mas Anísio, relembrado no memorial em sua casa natal em Caetité, permanece vivo mais que nunca. Vivo no sonho de uma Caetité, uma Bahia e um Brasil melhores! Vivo no sonho de uma educação pública e de qualidade para todos. Vivo porque, mesmo com todos aqueles que tentam esquecer sua obra, mostrou ser possível lutar e fazer um mundo melhor.

(André Kaoehne)

FONTE: JORNAL A TARDE, SALVADOR-BA, 13.07.2021

O que é NFT [non-fungible tokens]?

27/07/2021 às 3:30 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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Calma, os que não são muito familiarizados com termos do “informatiquês” não se assustem. Fiz questão de fazer esse post porque nunca se sabe o que vai vingar nesse imenso e por vezes confuso mundo da tecnologia. A notícia original que li foi a de uma pessoa que queimou uma obra de Picasso e utilizou essa tecnologia para perpetuar o quadro. Doideira ? Acho que sim, mas tem gente usando isso hoje. Por trás da tecnologia milhões de dólares… Confiram.


O que é NFT [non-fungible tokens]?

Saiba o que é NFT, os ativos digitais intangíveis em formato de token não fungíveis que estão movimentando milhões na Internet

O noticiário em 2021 está bastante agitado, mas a venda de ativos NFT tem despertado o interesse de muita gente — não exatamente para comprá-los, mas para entendê-los. Criadores de memes, artistas digitais, músicos entre outras classes que navegam pela Internet já faturaram milhões com a venda de tokens não-fungíveis; saiba o que é NFT.

O que é NFT?

O NFT (Non-Fungible Tokens) é uma tecnologia de tokens não fungíveis. Se usarmos o significado de token como símbolo e aplicarmos o conceito de fungibilidade (um atributo de bens adquiridos que podem ser substituídos por outros similares), podemos entender o NFT como um bem diferenciado, contendo dados que os tornam únicos.

Intangíveis: a venta de ativos de tokens não-fungíveis na internet (Imagem: Cherry Laithang / Pexels)

Intangíveis: a venta de ativos de tokens não-fungíveis na internet (Imagem: Cherry Laithang / Pexels)

Ou seja, não fungíveis (não substituíveis).

Uma informação diferente gravada em cada ativo NFT o torna um produto diferente dos outros e é por isso que eles não podem ser substituídos. Eles não podem ser trocados por iguais, porque não há dois iguais. Basicamente, é como vemos uma obra de arte.

Sendo assim, um registro NFT transforma basicamente qualquer coisa do universo digital (uma música, uma arte gráfica ou até um tweet) em um ativo único, exclusivo e com autenticidade segura por uma rede blockchain imutável, como criptomoedas.

Falando em blockchain, o uso dessa tecnologia no registros dos ativos também torna os tokens NFT imutáveis. Se pensarmos fungível como algo que pode ser gasto ou consumido, contrapomos com o não-fungível o conceito de tokens também eternos.

O que o blockchain tem a ver com isso?

A tecnologia de blockchain é mais conhecida como sinônimo de serviços financeiros, mas você pode se surpreender ao descobrir que esse universo quase que totalmente fintech também abriu caminho também para uma nova indústria artística com tokens.

Blockchain é o futuro das transações seguras (Imagem: Pascal Bernardon / Unsplash)

Blockchain é o futuro das transações seguras (Imagem: Pascal Bernardon / Unsplash)

Já falamos sobre blockchain aqui no Tecnoblog, a tecnologia deu os seus primeiros passos junto com a criptomoeda, um sistema financeiro eletrônico peer-to-peer, o bitcoin. Ela foi criada para, entre outras coisas, prevenir o gasto duplo dos valores reais.

Num ambiente digital, dados podem ser copiados, alterados e trocados. O blockchain foi a solução para eliminar as duas primeiras características. Uma pessoa não pode gastar 1 BTC duas vezes ou dizer que enviou 10 BTC mas transferir apenas 0,01 BTC.

Mas, quem confere isso?

Bem, a tecnologia de blockchain pode ser explicada como um livro público (um livro contábil) que faz o registro das transações de moeda. Sendo o blockchain uma rede que funciona com blocos que sempre carregam uma impressão digital, o bloco seguinte também vai conter a impressão digital do anterior, mais o seu próprio conteúdo e, com essas duas informações, gerar sua própria impressão digital; conferível por todos.

A aplicação do NFT na arte leva o uso do blockchain muito além do normal, para moedas digitais. A lista dos usos possíveis da tecnologia é praticamente infinita.

Cryptokitties

NFT não nasceu ontem e já tem algum passado. Em dezembro de 2017, os gatinhos animados Cryptokitties da empresa canadense Dapper Labs estrearam como itens de coleção negociáveis, funcionando basicamente como cartas Pokémon da Era Bitcoin.

Cada imagem foi associada a uma sequência única de dígitos que poderia ser negociada na plataforma de blockchain da Ethereum como um título de propriedade — concedendo ao proprietário o direito objetivo de posse de um determinado gatinho.

Cryptokitties não foi exatamente uma febre, mas chegou viralizar entre os criptoiniciados e as transações relacionadas aos gatinhos foram responsáveis por agitar mais ou menos as transações de Ethereum. De lá para cá, mais itens ganharam tokens.

Arte e token

Artistas digitais — ou que digitalizam suas criações — historicamente enfrentam dificuldades quando se trata de proteger direitos autorais online. Usando tokens não fungíveis em parceria com contratos inteligentes, que permitem incluir atributos detalhados como identidade do proprietário, metadados e link seguro, fica mais fácil.

Sejamos sinceros, parece inacreditável: pagar pela propriedade simbólica de um conteúdo digital hospedado em algum lugar da internet vai de encontro ao modus operandi já conhecido em que se baixa absolutamente tudo com um clique, a custo zero.

Os evangelistas do NFT acreditam que a tecnologia pode resolver exatamente esse problema: a quase impossibilidade de monetizar obras de arte digitais, atribuindo um valor à arte digital, que até então não tinha reconhecimento nos leilões online.

Arte Digital (Imagem: Ivan Samkov / Pexels)

Arte Digital (Imagem: Ivan Samkov / Pexels)

Quem vende NFTs?

Citamos, também, alguns casos que se tornaram emblemáticos sobre a a agitação em torno dos TNFs. O youtuber americano Logan Paul criou uma arte dele mesmo segurando cartas de Pokémon e tokenizou. Aos compradores, determinou que um estoque de três mil unidades custava 1 ether (ETH) cada; faturou mais de US$ 5 milhões.

A cantora Grimes criou um conjunto de obras de arte digitais que foram a leilão e, entre algumas das peças únicas com token não fungível e outras com milhares de cópias disponíveis, a artista canadense vendeu cerca de US$ 6 milhões num único evento.

A banda Kings of Leon tornou-se a primeira banda a registrar um álbum em NFT. O mais recente álbum “When You See Yourself” sairá em todos os streamings de música tradicionais, mas também estará disponível como um NFT na plataforma YellowHeart.

O clássico meme “Deal With It” foi registrado como ativo digital e leiloado pela NFT Foundation. Com lances em ether. a peça foi vendida por 15 ETH, ou US$ 22 mil.

E se não bastasse, Jack Dorsey, cofundador e CEO do Twitter, tokenizou um tweet. O primeiro post do executivo está sendo leiloado com a oferta de até US$ 2,5 milhões.

Parece não haver limites para o que — mesmo intangível — pode ser vendido em NFT.

Quem compra NFTs?

Evidente que qualquer pessoa pode ver fotos de obras caras na internet; mas é a propriedade sobre elas que cria valor. Com NFTs, você não apenas tem a propriedade, com a tecnologia de blockchain você tem propriedade de forma pública e transparente.

Museu do Louvre lotado (Imagem: Jill Evans / Pexels)

Museu do Louvre lotado (Imagem: Jill Evans / Pexels)

Desde especuladores que compram os primeiros ativos NFT na esperança de valorizarem, até grandes proprietários de criptomoedas que querem “patrocinar a arte digital”, há todo tipo de gente interessada. E se antes as artes digitais recebiam críticas por serem simples ou sem apelo, a agitação pode trazer ao mercado novos nomes.

Como colecionadora de vinis que sou — daquelas que valoriza séries limitadas, numerados e bootlegs — lembro que a febre em torno dos ativos NFTs é acrescida de dois ingredientes importantes: é uma tecnologia nova e que também é colecionável.

Como uma tecnologia que ascendeu na nova década, naturalmente os ativos digitais exclusivos vão chamar a atenção das pessoas que já trafegam no meio. Outro ponto importante é o caráter colecionável desses ativos. Colecionadores como eu valorizam muito itens limitadíssimos e exclusivos e essa raridade toda desperta mais emoções.

(Melissa Cruz Cossetti)

FONTE: https://tecnoblog.net/419646/o-que-e-nft-non-fungible-tokens/

Curso Cybersecurity Essentials

26/07/2021 às 2:19 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Divulgo hoje mais um curso de boa qualidade ofertado pelo amigo Professor Matuzalem Guimarães, do IFBA – Campus Valença. Já fui aluno dele e garanto que quem fizer o curso não vai se arrepender.


Curso Gratuito e com duração de 30 horas. Certificado emitido pela CISCO NETACAD.

Serão 5 encontros online com 3 horas duração cada, às terças-feira, das 19h às 22h. E mais 15 horas de atividades a serem feitas off-line.

Início: 31 de julho de 2021 às 19h. (excepcionalmente no sábado, neste dia).

Término: 28 de agosto de 2021.

Pré-requisitos para participar do curso:

1. Idade maior ou igual a 16 anos;

2. Escolaridade: Concluído no mínimo o Ensino Fundamental;

3. Outros: Conhecimentos básicos em navegação na Internet.

PRÉ-REQUISITOS TÉCNICOS

O aluno deverá ter computador/notebook, tablet, smartphone ou algum outro dispositivo móvel,  caixa de som ou fone de ouvido e acesso à internet.

FAÇA SUA SOLICITAÇÃO DE INSCRIÇÃO NO LINK ABAIXO:

https://bit.ly/3eWrDY3

Dúvidas? Entre em contato conosco pelo e-mail: matuzalem@ifba.edu.br

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Diálogo e afeto para bem decidir no Direito

24/07/2021 às 3:18 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Hoje tenho a honra e o prazer de publicar aqui este artigo do Professor Marcus Pinto Aguiar, um grande amigo dos meus tempos de juventude em Fortaleza-CE. O assunto é instigante e vai muito além dos profissionais do Direito, atinge a todos, a toda a sociedade. Confiram !


Diálogo e afeto para bem decidir no Direito

Imagem: Diálogo a três (Luís Soares)

No último dia 7 de julho, o Poder Judiciário de primeira instância do Estado de São Paulo proferiu decisão no Processo Digital nº 1095057-92.2018.8.26.0100, em sede de Ação Civil Pública (ACP), promovida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), em face do humorista e youtuber Júlio Cocielo, “em que se pretende a condenação do requerido ao pagamento de indenização de R$ 7.489.933,00 por dano social que viola a dignidade da pessoa humana”.

A sentença foi pela improcedência do pedido de condenação do humorista ao entender o juiz que o requerido se utilizou da “zombaria de estereótipos”, com a intenção de promover a reflexão sobre o “ranço discriminatório que ainda existe na sociedade”.

Levanta ainda o magistrado uma questão importante para analisar a fala do humorista e tentar estabelecer os limites entre o racismo e a liberdade de expressão: se o discurso é humorístico e se aproveita dos “estereótipos da sociedade para, inclusive, denunciá-los, a fim de que se mudem as coisas” ou se as declarações contribuem para o fortalecimento do racismo da sociedade brasileira, como entende o Ministério Público.

Concluindo pela “total ausência de intencionalidade no discurso humorístico do requerido que se permita inferir, ainda que remotamente, que ele seja racista e que esteja a fazer apologia ou induzindo terceiros ao racismo”.

Por seu turno, o autor da Ação (MPSP) apresenta diversos posts do humorista na tentativa de comprovar que há uma conduta racista reiterada presente desde 2010 e que suas “piadas” só reforçam o “racismo na sociedade brasileira”; diga-se, todos os argumentos foram interpretados pelo magistrado sob a mesma ótica de que não houve prática de racismo.

Sabemos que dentro de um contexto democrático, a liberdade de expressão significa conviver não apenas com o que se gosta, mas também de aceitar ouvir o que é desagradável e o que se considera ofensivo dentro da moral pessoal ou do grupo.

No entanto, a questão toma proporções maiores quando o conflito judicializado remete às disputas entre a liberdade de expressão e o racismo, uma vez que os direitos culturais encontram limites diante de condutas que possam violar direitos humanos e menoscabar a dignidade da pessoa humana, além de fomentar o ódio, a violência e a exclusão social.

No caso em questão, o juiz elabora a sua sentença dentro de uma fundamentação construída ponderando aspectos importantes, tais como o papel do humor, questões de linguagem e a sua dimensão pragmática, aproximação entre psicanálise e humor, direito à livre expressão artística e de pensamento, discursos discriminatórios, racismo, entre outros, fundamentando-se em autores de variadas ciências e artes, além de respaldo jurisprudencial nacional e internacional.

Todavia, até o próprio Poder Judiciário costuma entender que atribuir à prestação jurisdicional, por meio da sentença, o condão de resolver o conflito é apenas uma questão procedimental, não do mundo da realidade fática. Daí o Conselho Nacional de Justiça, desde longas datas, insistir em mudanças não apenas de cunho normativo, mas também no âmbito de políticas públicas, para a promoção da utilização de métodos que sejam considerados mais adequados ao tratamento de conflitos no Judiciário (ou extrajudicialmente), tais como: a mediação, conciliação, justiça restaurativa, círculos de paz, entre outros.

Aqui, entendemos que para romper com condicionamentos no campo da cultura jurídica, que se agarram a parâmetros normativos e procedimentais rígidos, é preciso conceber a possibilidade de experienciar uma relação conflituosa como uma oportunidade de se buscar, dialógica e colaborativamente, um tratamento adequado às disputas, em plena conformidade com os princípios fundamentais da República Federativa do Brasil: tanto o da “solução pacífica de conflitos” (artigo 4º, VII, da CF/1988) quanto o da promoção do bem de todos, sem preconceitos e quais outras formas de discriminação, conforme artigo 3º, IV, da CF/1988.

O youtuber acusado de racismo têm quase 7 milhões de seguidores, enquanto a população que se declara negra no Brasil passa de 100 milhões, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE. E o Estado poderia dar uma importante contribuição para a questão do racismo, independentemente do resultado da prestação jurisdicional, por meio da promoção do diálogo entre as partes e possíveis ofendidos, direta e indiretamente, para buscar de forma colaborativa uma solução interpartes e que vislumbrasse um maior ganho social.

A pergunta então poderia ser posta da seguinte forma: como o magistrado para sua decisão final poderia aproveitar mais uma oportunidade de resolver conflito tão agudo e que transtorna nossa sociedade, tirando a paz de milhões de pessoas por causa da cor de sua pele e do racismo estrutural, sem descurar da dimensão normativa, mas incluir outros métodos adequados para construir uma decisão que possa contribuir com a paz social?

Os “novos” métodos para tratamento adequado de conflitos, conforme dispostos primariamente na Resolução 125/2010 do CNJ, têm potencialidade para promover o diálogo e a colaboração entre as partes porque permitem que as pessoas expressem os seus sentimentos, e que os outros os validem e os valorizem, de tal forma que este movimento gere maior confiança entre os envolvidos; e é deste sentimento de confiança que nasce a responsabilidade e o respeito mútuos, muito mais do que das decisões judiciais e comandos legiferantes, mesmo que provenientes da esfera constitucional.

Somente a partir desta revolução dentro da cultura jurídica é que se pode pensar na construção de uma sociedade que construa os seus “valores supremos”, conforme orienta o Preâmbulo constitucional, para a promoção de uma cultura de paz e uma cidadania ativa, características essenciais de uma sociedade “fraterna, pluralista e sem preconceitos”.

Marcus Pinto Aguiar – Mediador de Conflitos (NUPEMEC/TJ-CE), Advogado, Doutor em Direito Constitucional com Pós-doutorado pela UNB/FLACO Brasil, Professor da Faculdade Alencarina de Sobral (FAL) e do Mestrado em Direito da UFERSA, Membro-fundador do Instituto Brasileiro de Direitos Culturais (IBDCult).

FONTE: https://www.ibdcult.org/post/di%C3%A1logo-e-afeto-para-bem-decidir-no-direito

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