Pós-Fukuyama

22/09/2014 às 3:18 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 5 Comentários
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Muito boa essa crônica do Veríssimo (principais jornais do país, ontem).

Pode-se não saber mais o que é socialismo, mas para saber o que é barbárie basta abrir os olhos.

 

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Pós-Fukuyama

Francis Fukuyama (lembra dele?) decretou o fim da História com a vitória definitiva das forças do mercado contra o dirigismo econômico. A sua foi uma das frases mais bem-sucedidas do século passado. O Muro de Berlim caíra em cima do que restava das ilusões socialistas, a frase não tinha resposta e o capitalismo desregulado não tinha mais inimigos. Dominaria o planeta e nossas vidas pelos próximos milênios.

Como o próprio Fukuyama reconheceu mais tarde numa revisão da sua sentença, a História reagiu. O capital financeiro predatório mantém seu poder de ditar a moral e os costumes da época, mas não não tem mais a certeza de um futuro só dele nem a bênção da filosofia sintética e incontestável do Confúcio da direita. Se pela História tornada irrelevante Fukuyama queria dizer contradição e conflito, tudo o que aconteceu no mundo depois da publicação do seu livro desmentiu sua premissa. Mostrou que a História está viva, forte e irritadíssima. Nenhuma senhora, ainda mais com sua biografia, gosta de ser declarada inválida antes do tempo.

A crise provocada pelo capital financeiro fora de controle levou protestantes para as ruas na Europa e nos Estados Unidos e transformou “austeridade”, a solução receitada para as vitimas da crise, em palavrão. Ninguém quer pagar, com o sacrifício de gastos sociais, por uma porcaria que não fez. E cresce a busca por alternativas para os dogmas neoliberais e pelo fim do monólogo dos donos do dinheiro.

E o papel da esquerda na História pós-Fukuyama? O socialismo está numa crise de identidade. Como é difícil, hoje, recuperar o sentido antigo, sem qualificativos, de uma opção pelo socialismo, as pessoas se entregam à autorrotulagem para se definirem exatamente, (sou dois quartos de esquerda-esquerda, um quarto de centro-esquerda e o outro quarto deve ser gases), o que só atrasa as discussões que interessam. Quais são os limites da coerência ideológica e do pragmatismo? O que ainda pode ser resgatado das ilusões perdidas? Por que não se declarar logo um neo-neoliberal e ser feliz?

Num livro recém-publicado, a ex-mulher de François Hollande revela que ele tem horror a pobre. Se pode sobreviver a Francis Fukuyama, a François Hollande e a partidos políticos brasileiros que se chamam de “socialistas” com uma certa imprecisão semântica, o socialismo ainda tem um futuro, mesmo que seja apenas um apelido conveniente para o que se quer. A escolha continua sendo entre socialismo e barbárie. Pode-se não saber mais o que é socialismo, mas para saber o que é barbárie basta abrir os olhos.

(Luis Fernando Veríssimo)

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Respeitosa discórdia

18/11/2013 às 3:01 | Publicado em Artigos e textos, Baú de livros | Deixe um comentário
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Não conhecia mais esse personagem baiano da vida nacional. Vale a pena a leitura porque trata-se de uma fase de nossa história pouco conhecida. Pena o personagem de fundo, Luiz Carlos Prestes, não mais estar aqui para poder (ou não) também discordar ! Lendo esse texto a gente fica com vontade de ler o “Armênio Guedes, sereno guerreiro da liberdade” !

ARMÊNIO GUEDES -CONVITE S. PAULO


RESPEITOSA DISCÓRDIA ARMENIO

Armênio: biografia é o “retrato de um cidadão brasileiro do século XX que concebe a ação política como um meio de chegar à sociedade justa, fraterna, igualitária”, escreve Gullar

Ninguém mais improvável para ocupar um posto de guarda-costas de Luiz Carlos Prestes, então líder máximo do Partido Comunista Brasileiro (PCB), do que um magricela de escassos 52 quilos distribuídos em 1,75 metro de altura – e reflexos tão rápidos quanto os celebrizados pelo lendário baiano Dorival Caymmi. O trabuco Taurus 38 que lhe deram quase não parava dentro das calças. Mas foi para esse cargo, que acumulava com o de assistente, que o PCB, em 1945, indicou o baiano de Mucugê Armênio Guedes. Na época, estava com 27 anos, 10 de militância. Prestes acabara de ser libertado de 9 anos de prisão, beneficiado por uma anistia de Getúlio Vargas.

Nascia ali uma respeitosa discórdia, que permearia por décadas toda uma geração de intelectuais, como diz o poeta Ferreira Gullar em seu prefácio do livro “Sereno Guerreiro da Liberdade”, de Sandro Vaia, que a editora Barcarolla lança na segunda-feira, a partir das 18h30, na Livraria da Vila da alameda Lorena, em São Paulo.

A biografia de Armênio, hoje com 95 anos, vale “como retrato de um cidadão brasileiro do século XX que concebe a ação política como um meio de chegar à sociedade justa, fraterna, igualitária”, escreve Gullar.

A personalidade de Armênio, “mais flexível, de fala mansa e trato delicado”, na descrição do poeta, iria se confrontar com a de quem deveria guardar as costas: o rígido militar gaúcho Prestes, que já entrara para o partido como dirigente, pelas mãos dos então poderosos soviéticos.

Entre 1945 e 1983, Armênio viveu como assalariado do Partido Comunista – do “ouro de Moscou”, como ele lembra, brincando – e se especializou em espalhar jornais e revistas pelo Brasil: “Seiva”, “Revista Continental”, “Tribuna Popular”, “Estudos Sociais”, “Novos Rumos”, “Voz Operária”, entre tantos títulos, até a “Voz da Unidade” nos anos 1980. Na direção do PCB, foi suplente, entre 1943 e 1954, do Comitê Central (CC), de onde foi afastado por “atitudes antissoviéticas”. Voltou para o CC em 1967, para organizar o partido no exílio, com sua primeira mulher, Zuleika Alambert.

O pano de fundo para essa biografia escrita pelo ex-diretor de Redação de “O Estado de S. Paulo” é o desenrolar do confronto dessas personalidades tão diferentes. Mas o embate era também de valores. O principal deles, do qual Armênio não abria mão, segundo Gullar, seu companheiro e amigo, “era a noção de liberdade, mais compatível com o regime democrático”. Isso poria Armênio em conflito permanente com Prestes.

O embate ficaria mais agudo nos anos 1970. Naquela época o mundo era dividido, grosseira e rigidamente, em dois blocos: o capitalista e o comunista. Os comunistas costumavam associar o conceito de democracia ao qualificativo burguesa, como se democracia fosse um modo de dominação inerente ao capitalismo. Depois da queda do Muro de Berlim, em 1989, a divisão do mundo se esfumaçou, junto ao bloco comunista. E o ideal da democracia se espalhou pelo mundo. Sem adjetivos, como esperança universal.

Antes, porém, que a primeira pedra rolasse da muralha alemã, intelectuais europeus haviam começado a desmontar a barreira ideológica entre democracia e comunismo. Na vanguarda, os italianos de Enrico Berlinguer (líder do PCI) arriaram a bandeira “rossa” e hastearam a da esquerda democrática. Outros partidos europeus seguiriam o mesmo caminho.

Os ventos dessa mudança foram captados na Europa e trazidos para o Brasil pelo militante Júlio ou André ou tantos outros nomes que Armênio Guedes adotou durante 48 anos de militância, condensados por Sandro Vaia.

No livro, ele mostra de que forma Júlio – como Cecília Comegno, sua mulher, o chama até hoje – funcionou como uma antena no exílio parisiense, onde editava a “Voz Operária”, órgão oficial do PCB. Captava, ampliava e retransmitia as convulsões vividas pela esquerda europeia para atentos ouvidos de intelectuais brasileiros que passavam por lá ou estavam aqui, no outro lado do Atlântico.

Em 1979, uma entrevista de Armênio ao “Jornal do Brasil” (reproduzida no livro) serviu como senha para quem pretendia aposentar a velha cartilha partidária leninista e adotar a democracia como princípio, meio e fim.

Nessa entrevista, Armênio faz uma afirmação que serve como autocrítica da história do PCB: “Houve um certo tempo em que nós identificávamos liberdades democráticas com o poder da burguesia. Mas a verdade é que, pouco a pouco, a vida foi-nos mostrando que a democracia é algo importante, permanente, para o avanço da sociedade”. Era a pedra que faltava para fazer ruir a muralha ideológica. Mas ela se alojaria diretamente no sapato de Prestes, defensor, até a morte, do sistema liderado pela finada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Ele se deu ao trabalho de escrever uma “Carta aos Brasileiros”, em março de 1980, criticando aqueles que queriam se integrar, sem pretensões de dirigir, na luta pela ampliação da democracia no Brasil.

A relação com os soviéticos sempre opôs os dois dirigentes. Embora admirador da língua russa, que ainda arranha, Armênio jamais gostou da rigidez de hábitos adotados na extinta URSS, onde passou longas temporadas. Achava chatíssimas as excursões culturais programadas; recusava a visita a museus e a subserviência recomendada pelos dirigentes brasileiros. Permitiu-se até a gaiatice temerária de roubar uma taça da “dacha” de Stálin, que guarda como suvenir.

O conflito mais grave, porém, estourou entre os camaradas durante a Copa do Mundo de 1954. Os pró-soviéticos achavam que tinham de apoiar os times comunistas, enquanto Armênio defendia o Brasil. “Futebol está acima ou abaixo da luta de classes… de maneira que torço pelo Brasil”, justificou.

Quando o assunto era o Botafogo, o clima ficava ainda mais belicoso. Era o time do coração dele e de seu irmão Célio, o Celito, como era carinhosamente apelidado, o mais novo entre 11 irmãos, a quem lhe coube tutorar, de acordo com a tradição da família Guedes.

O caçula era ligado em esportes, cultuava a beleza física e aprendeu com o pai a lapidar diamantes, ofício que exerceu para ajudar a família depois da morte do patriarca. Celito também serviu a Prestes como motorista e guarda-costas. A morte, em 1972, desse irmão tão próximo, causou uma das maiores dores da vida de Armênio. Estava no Chile, quando soube da notícia, contou a Vaia: “… me mostraram um telegrama de Prestes. Ele me avisava que o motorista de uma missão – não falava o nome de Célio – tinha sido liquidado. Foi um choque tão violento que eu cheguei a ter um começo de pneumonia. Fiquei de cama quase um mês. Nesse período eu balancei… tive vontade de me afastar de tudo”.

Na versão oficial, Célio teria pulado do 7º andar do Cenimar. A da família é a de que ele foi morto sob tortura, no I Distrito Naval, em 15 de agosto de 1972. A lembrança da morte do irmão fica ainda mais dolorida para Armênio, porque ela poderia ter sido evitada. A direção do partido já sabia que Célio corria sério risco de ser pego pelos agentes da repressão, mas nem por isso teria cancelado a missão, conta o livro.

A frieza do telegrama de Prestes para seu companheiro fala muito das diferenças entre os dois. O livro dedica um capítulo especialmente a elas. Hoje o quase centenário Armênio comenta com tranquilidade e elegância: “As personalidades que mais admirei no partido foram João Saldanha e Oscar Niemeyer”. Sobre Prestes diz apenas: “Foi um grande lutador, mas péssimo político”.

Avesso a grandiloquências, Armênio talvez não se sinta confortável no papel de opositor histórico ao muitas vezes biografado “Cavaleiro da Esperança”. Mas certamente não vai se preocupar muito com isso. Atualmente prefere se dedicar à escolha entre ouvir Billie Holiday ou Prokofiev. Sem dispensar um bom papo de padaria.

(Ricardo Lessa, autor de “Brasil e Estados Unidos, o Que Fez a Diferença”, é jornalista e assessor de imprensa da Amcham Brasil)

FONTE: OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

VENEZUELA: DE GAULLE PODE, CHÁVEZ NÃO

06/03/2013 às 3:01 | Publicado em Artigos e textos | 2 Comentários
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Em homenagem a um dos maiores líderes mundiais, falecido ontem, republico hoje quatro posts. Sempre digo que líderes como Chaves, Lula, Fidel e outros só serão realmente reconhecidos algumas décadas após suas mortes. Espero sinceramente que Chaves tenha conseguido deixar raízes no povo venezuelano, pelos quatro posts que republico agora podem ver que há esperança ! Este primeiro foi feito ainda quando o ZEducando era uma criança (05/12/2007).


Da pena de Mauro Santayana, em nome do contraditório, ou saindo da mesmice da nossa pobre mass-midia

Há que se ter coragem para escrever, idem para ler, ibiden para postar e outro tanto para comentar.

Continue Reading VENEZUELA: DE GAULLE PODE, CHÁVEZ NÃO…

Anita Leocádia Benário Prestes

06/09/2012 às 3:05 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Já havia feito, em 11/10/2010 , um post com o título MEMÓRIAS DO EXÍLIO PRESTES, em homenagem a Luz Carlos Prestes. Agora recebi um email de um amigo com esse artigo da Anita Leocádia Benário Prestes sobre o (ou será os) Partido Comunista do Brasil. No email indicava apenas Anita Leocádia Prestres, mas eu fiz questão de colocar o nome completo, onde aproveito para homenagear uma das mulheres mais marcantes e corajosas que já passou por essa terra: Olga Benário !


PCdoB: a falsificação da história dos comunistas brasileirosAnitaPrestes

O movimento revolucionário mundial socialista e comunista conviveu, desde o século XIX, com correntes reformistas de diferentes tipos. Os pais fundadores do marxismo – Marx, Engels, Lenin –, assim como teóricos do comunismo e dirigentes revolucionários da estatura de A. Gramsci e R. Luxemburgo, tiveram que levar adiante uma luta sem tréguas contra os reformistas do seu tempo. …

Os reformistas precisaram justificar sempre a adoção de políticas de conciliação de classes, ou seja, de políticas baseadas em concessões às classes dominantes e no abandono dos objetivos revolucionários do proletariado e dos seus aliados; políticas de caráter evolucionista, marcadas pela negação do momento revolucionário, indispensável, segundo os marxistas, para a conquista do poder político pelos trabalhadores, única maneira efetiva de realizar as transformações revolucionárias necessárias para a construção de uma nova sociedade, livre da exploração do homem pelo homem.

Nesse esforço de justificação, os reformistas precisaram e ainda precisam recorrer à falsificação da História, inclusive da História do movimento operário e revolucionário, em busca de argumentos que contribuam para a aceitação de suas posições por amplos setores sociais, argumentos de prestígio, que sirvam de aval para sua atuação política.

A postura atual do PCdoB constitui exemplo edificante de semelhante tentativa de avalizar sua política atual recorrendo à falsificação da História dos comunistas brasileiros. Na medida em que o PCdoB passou a trilhar o caminho reformista da chegada ao poder sem revolução, tornou-se natural sua adesão às escolhas feitas por Lula e a direção do PT, na virada do século XX para o XXI, e agora mantidas por Dilma.

Foram escolhas reveladoras da capitulação de Lula e da direção do PT diante dos interesses do grande capital internacionalizado, em especial, do capital financeiro, ou seja, dos banqueiros internacionais. Tal capitulação ocorreu após três tentativas frustradas de alcançar o poder, nas eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998. Para conquistar a presidência, em 2002, foi escolhido o caminho mais seguro:

O governo do PT, sem coragem de afrontar os interesses constituídos, sem nenhuma disposição para arriscar uma mudança na postura do Estado que o tornasse capaz de enfrentar os problemas experimentados pelo país, escolheu a reafirmação da lógica perversa que já estava em curso e a entrega total do Brasil às exigências da acumulação privada. [1]

Da mesma maneira que nos governos de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso, nos Governos Lula e Dilma o capital financeiro permanece hegemônico, embora esteja em curso uma reforma do neoliberalismo, voltada para a construção de uma “nova versão do modelo capitalista neoliberal”[2].

A adesão por parte do PCdoB a semelhante política de reforma do capitalismo o conduziu à tentativa de buscar no passado heróico dos comunistas brasileiros – embora eivado de erros provocados pela presença de falsas concepções – o aval para seu comportamento político atual. Tirando proveito do jubileu de 90 anos da fundação do Partido Comunista no Brasil, os atuais dirigentes do PCdoB divulgam uma versão falsificada da História desse partido. Distorcendo a realidade, apresentam a História do PC como uma sucessão retilínea de êxitos, cujo apogeu seria a política atual do PCdoB. Ao mesmo tempo, silenciam sobre as teses oriundas de uma falsa concepção nacional-libertadora da revolução brasileira, responsável pelas ilusões nas possibilidades de um “capitalismo autônomo”, cujo corolário foi o abandono, na prática, da luta pela revolução socialista no Brasil, concepção que esteve presente tanto n a história do antigo PCB quanto na de quase todos os seus “filhotes”, inclusive o PCdoB.

São distorcidos os fatos relacionados com a cisão de 1962, quando um grupo de dirigentes do antigo PCB, discordando das posições políticas aprovadas no seu V Congresso (1960), usou o pretexto da mudança do nome do partido com vistas ao seu registro eleitoral, para criar outro partido – o PCdoB. Partido este que, durante várias décadas, combateu com violência o PCB e o seu ex-secretário-geral Luiz Carlos Prestes. Partido este que, durante toda a década de 1980, foi insistentemente criticado por Prestes pela postura oportunista de entendimentos espúrios com os governantes para alcançar o registro eleitoral e de apoio à candidatura de Tancredo Neves nas eleições indiretas de 1985 e, em seguida, de apoio ao governo de José Sarney. Segundo Prestes, tratava-se do abandono de todo compromisso com os interesses dos trabalhadores e com os ideais de verdadeiras transformações socialistas em nosso país.

É este partido, o PCdoB, que trata hoje de apropriar-se indevidamente do legado de Prestes para, tirando proveito do prestígio do Cavaleiro da Esperança, justificar-se perante amplos setores populares. Tal falsificação deve ser denunciada, pois a permanência de uma versão distorcida da trajetória dos comunistas brasileiros, difundida por um partido que se apresenta como comunista e fala em nome do socialismo, serve aos desígnios dos inimigos da emancipação social dos trabalhadores brasileiros, contribui para a manutenção da exploração capitalista em nossa terra, dificultando o caminho efetivo da construção de uma sociedade socialista no Brasil.

[1] PAULANI, Leda Maria. Quando o medo vence a esperança (um balanço da política econômica do primeiro ano do governo Lula). Crítica Marxista, n. 19, outubro de 2004, p. 23.

[2] BOITO, Armando. O Governo Lula e a reforma do neoliberalismo. Revista da Adusp, maio de 2005. (www.cecac.org.br)

Por Anita Leocadia Prestes

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