Como denunciar crimes digitais

25/03/2014 às 3:37 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Nesse mundo da cibercultura todo cuidado é pouco. São mais frequêntes a cada dia os casos de crimes digitais das mais variadas naturezas. Vejam essas dicas e espalhem porque é importante compartilhar e esclarecer.


Como denunciar crimes digitais

É batata: pelo menos uma vez por dia nos deparamos pela internet com conteúdos que fazem apologia ao racismo, xenofobia, à incitação de práticas cruéis contra animais, homofobia, ao neonazismo, pornografia infantil, tráfico de pessoas e armas, crimes de ódio, porte de drogas, crimes cometidos por policiais…. Ufa.

Provavelmente, você dirá que já sabe há tempos como proceder diante dessas páginas que contrariam inúmeros dispositivos de Lei.

Ocorre que, às vezes por falta de orientação, muitas pessoas deixam de fazer denúncias da forma correta. O que mais vemos por aí são massivos compartilhamentos de imagens e dizeres que pipocam nas redes sociais como forma de protesto.

O problema é que essas campanhas, na maior parte das vezes, trazem consigo imagens nas quais se expõe a violência que se quer denunciar – o que, infelizmente, pode surtir efeito contrário, estimulando ainda mais a intolerância. O Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, por exemplo, proíbe qualquer empreitada de mobilização que utilize imagem de crianças.

Polícia Federal

Pensando em facilitar nossa vida, a Polícia Federal mantêm um domínio onde é possível a denúncia anônima de crimes cibernéticos.

Basta clicar aqui e seguir as instruções para que a denúncia seja feita.

É rápido e simples.

SaferNet Brasil

A ONG SaferNet Brasil, que possui um acordo de cooperação com o Ministério Público Federal, além do apoio de entidades como o Comitê Gestor da Internet no Brasil e a Justiça Federal, elaborou um site que presta esse serviço.

Cuida-se do HelpLine Brasil

Essa entidade dispõe também de um serviço gratuito e online para orientar crianças e adolescentes que se encontrem em situação de risco na web, o Cuida-se do HelpLine Brasil.

O objetivo das denúncias é centralizar e canalizar as informações para o setor apropriado. Depois de feita a perícia, os laudos serão encaminhados às delegacias competentes.

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(Caso Fran, um exemplo dos danos que um crime digital pode causar)

Delegacias especializadas (ou: como efetuar denúncias presencialmente)

Pra quem não sabe, no Brasil existem Delegacias Especializadas em Crimes Cibernéticos de alguns Estados brasileiros. Portanto, se você foi vítima dos chamados crimes virtuais ou conhece alguém nessa situação, não pense duas vezes e denuncie!

1. Rio de Janeiro – Polícia Civil – Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI)
Endereço: Rua Professor Clementino Fraga nº 77 – Cidade Nova (prédio da 6ª DP), Rio de Janeiro, RJ
Telefone: 0xx21 – 3399-3203/3200
E-mails: drci@policiacivil.rj.gov.br / drci@pcerj.rj.gov.br

2. São Paulo -Polícia Civil – 4ª. Delegacia de Delitos Cometidos por meios Eletrônicos – DIG/DEIC
Endereço: Avenida Zack Narchi,152 – Carandiru, São Paulo-SP OBS: perto da antiga detenção do Carandiru, próximo ao Center Norte, estação do metrô do carandiru
Telefone: 0xx11 – 6221-7030 / 6221-7011 – ramal 208
E-mail: 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.br

3. Paraná – Polícia Civil – Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber)
Endereço: Rua José Loureiro, 376 – 1º. Andar – sala 1 – Centro – Curitiba-PR
Telefone: (0xx41) 3883-8100
E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br

4. Minas Gerais -Polícia Civil – Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra a Informática e Fraudes Eletrônicas – DERCIFE
Endereço: Av. Antônio Carlos, 901 – Lagoinha – Belo Horizonte – MG
Telefone: 0xx31 – 3429-6024
Horário de Atendimento: 08:30 às 18:30 horas
E-mail: dercifelab.di@pc.mg.gov.br

Internet Crime Complaint Center (ou: como denunciar crimes digitais fora do território nacional)

Por fim, para denunciar os crimes digitais internacionais temos o Internet Crime Complaint Center.

Quem foi que disse que o ativismo de sofá, quando bem feito, não funciona?

Carolina Dini

Carolina Dini

Carolina é advogada, mineira daquelas ansiosas e feministas. Piadista, geminiana, amante de barzinhos e louca por livros. Também está no Twitter.


(Posted: 28 Jan 2014 12:37 PM PST)

FONTE: PAPO DE HOMEM – http://papodehomem.com.br/como-denunciar-crimes-digitais/

A especialização do cibercrime

07/05/2011 às 3:15 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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CibercriminosoO tema cibercrime já foi objeto este ano de outros dois posts aqui no ZEducando. Este agora obtive da revista “Risk Report”, especializada em Segurança da Informação. Concordo plenamente com o autor quando diz: o melhor caminho é investir na educação do usuário !


A ESPECIALIZAÇÃO DO CIBERCRIME

(Novos dispositivos e redes sociais tornam os ataques virtuais
mais específicos e sofisticados. Especialista internacional
aponta outras técnicas de golpes – Por Léia Machado)

Os crimes virtuais foram evoluindo conforme a própria internet. No passado, o cibercrime
não tinha uma motivação financeira e era comandado por jovens com objetivos distintos.
Atacavam para mostrar as vulnerabilidades de um sistema ou para ganhar status por sua capacidade de invasão. Mas com o avanço da Internet e o surgimento de novas tecnologias essa ideia está obsoleta.
Os ataques no universo online estão cada vez mais sofisticados e conta com as mais
diversas ferramentas tecnológicas, o próprio perfil do cibercriminoso mudou.
Hoje, são quadrilhas inteiras que atacam via web e tem um objetivo claro: roubar
informações pessoais para obter lucro com elas. “Na Internet há muita vulnerabilidade,
o que facilita a criação de novas ferramentas de ataques”, afirma Michael
Sutton, pesquisador na área de Segurança e vice-presidente da Zscaler.
Na última década, o cibercrime prosperou e custou aos consumidores centenas
de milhões de dólares. A sofisticação dos crimes virtuais é clara, desde a criação do worm “I Love You”, em 2000, até as ameaças atuais como o GeneXus. Segundo a entidade
Internet World Stats, o uso da Web cresceu de 361 milhões de usuários, em 2000, para quase 2 bilhões em 2010. Com isso, a Internet tornou-se um importante alvo para os criminosos.

Variedades de ataques
De acordo com Sutton, os aplicativos da Web 2.0 são muito dinâmicos e mais fáceis de atacar. Uma das grandes tendências destacadas pelo pesquisador é o phishing, um golpe online de falsificação de sites legítimos. Os criminosos usam spams, websites maliciosos
e mensagens de e-mail para roubar informações sigilosas. “Normalmente são sites que usamos no nosso dia a dia e esses criminosos tentam nos convencer a entrar
nessa página infectada”, comenta Sutton. Além disso, as práticas de ataques são as
mais variadas. Os e-mails, por exemplo, já não são os maiores vilões na disseminação
de ameaças de segurança pela Web. As redes sociais são os atuais alvos de ataques virtuais tornando-se uma das principais fontes de disseminação do cibercrime.
Outra vítima dos crimes digitais sãos os mecanismos de busca. Segundo Sutton, a cada 100 resultados 1 já se refere a uma página maliciosa. Esses endereços contaminados estão entre os primeiros que aparecem nas pesquisas. A mobilidade também não escapou dos ataques
por meio da Web, o cibercrime desenvolve vírus específicos para esses dispositivos.
Sutton também destacou outra vulnerabilidade chamada clickjacking. Trata-se de uma técnica usada por um cracker para esconder programas maliciosos embaixo de um botão legítimo de um site legítimo. Ou seja, é uma forma de enganar o usuário para que
entre em uma página, embora tenha visualizado outra.
“Os criminosos simplesmente tiram vantagens, eles conhecem as formas legitimas de formatar uma página, enganam os usuários e exploram a credibilidade dos sites. Normalmente eles tiram vantagem de uma vulnerabilidade, escrevem um script e colocam
conteúdo malicioso. A meta é atingir o maior número possível de sites”, explica o executivo.
Em um estudo realizado pelo website MaliciousNetworkin.org, mantido pelo International Secure Systems Lab, Vienna University of Technology, Eurecom France e UC Santa Barbara, entre os dez países que possuem a maior quantidade de conteúdo malicioso
o Brasil aparece em quarto lugar, atrás apenas dos Estados Unidos, Rússia e China, respectivamente.”Definitivamente, essa não é a lista em que um país gostaria de
figurar nos primeiros lugares. A Segurança deve estar na mente das pessoas e
das empresas”.

Medidas de segurança
Com a especialização do cibercrime, é natural que as empresas tomem medidas
de Segurança em seu ambiente corporativo. E Sutton provoca algumas
discussões: as companhias devem bloquear o acesso às redes socias? Em
relação aos ataques, qual é o foco dos recursos de Segurança? Como é feita a
Segurança nos dispositivos móveis? Diante dessas questões, o executivo foi
bem categórico. “Não acredito que bloquear o acesso às mídias sociais seja um caminho seguro. Muito menos de 1% dos ataques na Web vêm dessas mídias. Com o bloqueio
desses websites, os usuários acabam achando outra maneira de acessá-los, o que pode causar um maior descontrole na rede e aumento da vulnerabilidade”.
O pesquisador acredita que a melhor medida nessas situações é monitoração do tráfego no ambiente corporativo. As empresas podem criar suas próprias regras e políticas internas, o que garante o controle e transparência no relacionamento. Em relação aos recursos de Segurança, o executivo afirma que o melhor caminho é investir na educação do usuário. “Gastamos muito dinheiro protegendo servidores, mas esquecemos dos nossos colaboradores, é aí que devemos trabalhar”.
Em termos de mobilidade, a Segurança precisa ser semelhante à de um desktop. “Os ataques funcionam muito bem em qualquer plataforma, se as empresas não fizerem nada para proteger todos os dispositivos, independente se for móvel ou não, provavelmente
já esteja infectada”, finaliza o pesquisador.

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Cibercriminosos agora com tabela ?

25/02/2011 às 3:44 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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CONVERGENCIA O tema é atualíssimo. Já em setembro de 2008 havia feito um post sobre o ‘imperialismo digital’ e ali colocava vários crimes da nova era, com a ajuda da Advogada Patrícia Peck, especialista na matéria. Agora me deparo com outro texto bem atual no qual constam inclusive preços tabelados para tudo quanto é tipo de delito virtual, confiram abaixo. (Fonte: CONVERGÊNCIA DIGITAL)

Cibercriminosos avançam no mercado negro da venda de dados CONVERGENCIA2

O PandaLabs, laboratório anti-malware da Panda Security, descobriu uma vasta rede de comercialização de dados bancários roubados e outros tipos de produtos ilícitos. Operada por cibercriminosos, a rede possui mais de 50 lojas online, que só podem ser acessadas após um contato prévio com hackers através de fóruns e chats.
O mercado negro do cibercrime, tradicionalmente centrado na distribuição de dados bancários e de números de cartões de crédito roubados por todo o mundo, diversificou o seu modelo de negócios em 2010, comercializando uma enorme variedade de informação confidencial em que se incluem dados de acesso bancário, como logins, passwords, falsos cartões de crédito e outros tipos de informações.
O fato mais alarmante é que estes dados podem ser adquiridos por apenas 2 dólares por cartão, sem informação adicional e garantia de saldo. Se o comprador desejar garantias da disponibilidade do cartão de crédito ou do saldo da conta bancária, o preço sobe para os 80 dólares para contas com saldos menores, atingindo os 700 dólares para receber os dados de contas com um saldo garantido de 82.000 dólares.
Os preços são superiores se as contas tiverem um histórico de compras online ou de utilização de plataformas de pagamento como o PayPal. Por uma simples conta sem saldo garantido, os valores variam entre 10 e 1.500 dólares, dependendo da plataforma e da garantia de disponibilidade de fundos.
Outras ofertas destes cibercriminosos passam pela clonagem de cartões (a partir de 180 dólares), máquinas para clonagem de cartões (200 a 1.000 dólares), e até caixas eletrônicos falsos (a partir de 3.500 dólares, dependendo do modelo).
Existem também serviços adicionais de lavagem de dinheiro, disponíveis em troca de comissões entre 10% e 40% da operação. Se os compradores desejarem utilizar os dados roubados para realizar compras online, mas tiverem receio de serem identificados pelo endereço de entrega, os cibercriminosos realizam a compra e reencaminham os produtos em troca de uma taxa que varia de 30 a 300 dólares (dependendo do produto).
Outra oferta que impressiona é o desenvolvimento de lojas online falsas, para obter dados bancários e dinheiro dos usuários através de técnicas de rogueware (software falso). Para este tipo de criação há equipes disponíveis para desenvolver e implantar estes sites, além de otimizar a sua colocação nos principais motores de busca da Internet. Nestes casos, os preços variam de acordo com o tipo e a dimensão do projeto.
O aluguel de botnets para envio de spam (através de usuários infectados por um bot) varia conforme o número de computadores infectados, da freqüência dos envios e do período de locação, e custa entre US$ 15 e US$ 20, em um servidor SMTP ou em uma VPN que garante o anonimato.
De acordo com Eduardo D`Antona, diretor corporativo e de TI da Panda Security Brasil, embora estes estratagemas criminosos sejam uma ameaça real aos usários, bancos e empresas de comércio eletrônico, há muitos casos em que a vítima é o próprio internauta mal-intencionado que se dispõe a negociar com os sites sujos. “O primeiro alvo do crime são os dados pessoais e senhas de sua própria clientela”, assinala o executivo.
Já para Ricardo Bachert, diretor de consumo da Panda, o combate a este tipo de crime inicia-se exatamente pela varredura dos clientes, cujo mapeamento é mais fácil que o de profissionais do crime. “A bandidagem cirbernética dispõe de recursos técnicos muito mais avançados para se manter anônima do que o indivíduo seduzido pelas supostas vantagens oferecidas nesses sites”, explica ele.
Segue abaixo a tabela com os principais produtos disponíveis e os respectivos preços:
Produtos /Preços
Dados de Cartões de crédito – De US$ 2,00 a US$ 90,00
Cartões de crédito físico – A partir de U$S 180$ + custo de dados
Máquinas para Clonagem de Cartões – De US$ 200,00 a US$ 1000,00
Caixas Eletrônicos (ATM) Falsos – A partir de US$ 3.500
Credenciais Bancárias – De US$ 80,00 a US$ 700,00 (com garantia de saldo)
Lavagem de Dinheiro – Entre 10 e 40% do total da operação
Credenciais de Lojas Online e Plataformas de Pagamento – US$ 10 para contas simples (sem garantia de saldo) / Entre US$ 80 e US$ 1.500 (com garantia de saldo)
Design e Publicação de Falsas Lojas Online -Não especificado – De acordo com o Projeto
Compra e reencaminhamento de produtos – De US$ 30,00 a US$ 300,00 (dependendo do produto)
Aluguel de envio de spam – A partir de US$ 15
Aluguel SMTP – A partir de US$ 20 Mensal. US$ 40 Trimestral
Aluguel VPN – US$ 20 por três meses de uso
Grandes Negócios
Assim como em qualquer outro tipo de negócio, o mercado negro conta com todos os ingredientes mercadológicos, como concorrência e lei da oferta e da demanda, para garantir competitividade. Muitos vendedores oferecem acessos gratuitos a dados bancários ou números de cartões de crédito roubados para avaliações, para garantias de devolução em caso de insatisfação e transferências gratuitas.
No entanto, por se tratar do mercado negro, existem áreas claramente diferentes dos negócios tradicionais. O anonimato é uma prioridade, muitos vendedores utilizam fóruns clandestinos para se manterem escondidos.
Com isso, a internet se tornou o escritório de criminosos, que em muitas vezes chegam até a informar o “horário de trabalho”. Outros são menos cautelosos e possuem contas no Facebook e Twitter para fazer uma primeira abordagem comercial. Para garantir o anonimato, o contato é sempre realizado por mensagens instantâneas ou por contas de e-mail gratuitas e genéricas.
Após o primeiro contato, a transação pode ser executada diretamente com o criminoso ou através de um website pré-definido, utilizando um username e password específicos, como em uma loja online legítima, permitindo aos compradores navegarem e escolherem as suas compras. O pagamento é sempre antecipado, utilizando serviços como a Western Union, Liberty Reserve e WebMoney.


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