Pátria que pariu !

06/07/2020 às 3:43 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Título forte. Muito bom esse artigo do advogado Silas Lopes. Como ele, dessa pátria que a nova (velhíssima) direita ama e defende, eu quero é distância, muita distância !

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Pátria que pariu !

Pouca coisa enche mais a boca da “nova direita” brasileira que o patriotismo. A direita cujos próceres são o capitão recordista de viagens aos EUA em primeiro ano de mandato presidencial; o filósofo ex-astrólogo que vive na Virgínia (EUA) e de lá provê teses e palavrões reverberados no Brasil; e o empresário que tornou uma réplica da estátua da liberdade o maior monumento brasileiro já erguido. São esses conservadores, segundo eles mesmos, os baluartes do nacionalismo, a última trincheira de resistência patriótica contra os projetos globalistas comunistas, islamitas, chinesistas etc…

Cabe, porém, a dúvida: A que pátria esses nacionalistas juram amor e defesa? O quê, de fato, a nova direita chama de país? Qual parte do Brasil, afinal, eles protegerão de tudo e de todos?

Caio Coppola nasceu de Arruda Miranda, mas prefere o sobrenome artístico, mais internacional. Sara Fernanda Giromini virou Sara Winter, homônima de ex-nazifascista inglesa – “triste coincidência”, diz a líder dos “300 pelo Brasil”. Já Fernando Silva Bispo (partido Patriota) optou se chamar Holiday. Em comum, o discurso nacionalista; a expoência como nova Direita; e a adoção de um nome menos tupiniquim, melhor para o marketing.

Uma nação se constitui de Governo, Território e povo. Qual deles faz arfar o patriota brasileiro?

A fala raivosa contra o poder constituído – do STF ao Ibama; do Congresso ao Detran – deixa claro que não é pelo governo que essa direita chora, cantando o hino. A “boiada” que querem passar, na distração da Covid, dá pinta de não ser pela Terra Brasilis que eles vibram e alopram. Definitivamente, a paixão deles também não é o povo.

À nova direita, carnaval é golden shower; samba/funk é lixo/crime; dá ódio ouvir falar em “povos indígenas”; quilombola se pesa em arrobas; cinco/sete (talvez trinta) mil idosos até podem morrer. Nossa história, para eles, deve ser reescrita. Jorge Amado, Chico Buarque e Paulo Freire vão para a vala: como marxistas, passam má imagem do Brasil que eles amam. A arte brasileira – dizem eles, ao som de Wagner – deve ser nacionalista e heroica, como nunca foi.

A nova direita (que nada tem de “nova” e tampouco de “direita”) não gosta do governo, não gosta da terra e tem horror ao povo. Mas insiste que ama o Brasil, um Brasil idílico, moralista, antivacina, preso na idade média e na Terra plana. Um Brasil militar, ruralista, monárquico (tem até príncipe!), com latifúndio, educação moral e cívica, mão de obra barata e sem muita ciência ou jornalismo. Um Brasil prostrado às potências do mundo e disposto, como anteviu Chico, a cumprir seu fado e se tornar um grande império colonial.

Dessa pátria que a nova direita ama e defende, eu só quero distância.

(Silas Lopes)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 03.07.2020

2 DE JULHO – A INDEPENDÊNCIA da BAHIA em BAIANÊS

02/07/2020 às 3:10 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Posto esse interessante artigo sobre a Independência da Bahia, em perfeito “baianês”. O episódio histórico é muito interessante entre outras porque foi de fato a data da Independência do Brasil e contou com participações femininas importantes.

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A INDEPENDÊNCIA da BAHIA em BAIANÊS

Oxe!

Colé de mermo?

Você fila aula e eu tenho que contar tudo de novo?

Mas é niuma. Se ligue que você não sabe da terça-metade. Tá ligado que a Família Real partiu a mil de Portugal pra cá em 1808? Vazou com medo de Napoleão e quando chegou, deu uma de porreta e chamou a gente de Reino Unido. Ficou todo mundo de boa e a gente comeu essa pilha. Tempo vai, tempo vem, rolou a crocodilagem: D. João VI e a Família Real partiram a mil de volta pra Portugal e ainda queriam que o Brasil voltasse a ser colônia. Aoooooooonde! Quem anda pra trás é caranguejo, mô pai. O povo se retô, pegô ar e o pau comeu. Aí, D. Pedro I deu o zig na família e disse assim pra Portugal: “Quem vai é o coelho. Diga ao povo que fico!” Pô, véio, D. Pedro brocô. Mas aí, o bicho pegô. Portugal ficou virado no estopô e a gente recebeu a galinha pulano: as tropas de Madeira de Melo armaram uma bocada nas ruas de Salvador e foi aquela muvuca. Nosso povo lutou, mas ximbou e se lenhou: o exército português tomou a cidade na tora. O povo ficou injuriado e fugiu picado para o Recôncavo junto com nossos soldados. Lá, eles usaram o tutano pra organizar a reação: tiveram uma ideia massa e criaram o Exército Libertador. Tinha poucos soldados e muita gente do povo: pobres, negros libertos, negros escravizados, índios, agricultores, etc. Só tinha uma mulher que se alistou na cocó dizendo que era homem: Maria Quitéria. Já tinha pra mais de 10 mil pessoas, mas era tudo feito a migué: tinha poucas armas, ninguém sabia lutar, um mangue da porra. E eu falo mesmo que eu não sou baú: o exército de Portugal virado no diabo e a gente ia lutar de badogue e barandão? Aí é barril dobrado. Mas o povo tava na pilha e o couro comeu. Um barco português chegou em Cachoeira atirando e os baianos renderam eles a bordo de canoas. Ô povo retado! Ô povo virado no estopô. Enquanto isso, em Salvador, o exército português tava bagunçando, mandando e desmandando: uma esculhambação da porra. Foi então que eles invadiram o Convento da Lapa e mataram a Sóror Joana Angélica. Aí fedeu. Aí escancarou tudo. Eles foram fuleiro. A notícia deixou o povo agoniado e o Exército Libertador decidiu que ia arrodear Salvador. Lá em Itaparica, o povo também deu testa ao exército português e não deixou invadir a ilha. Maria Felipa, uma negra retada, se juntou com mais 40 marisqueiras: elas ficaram de butuca e, na calada da noite, foram chavecar os vigias dos barcos. Levaram os donzelos pro mato e quando eles acharam que iam fazer ozadia, receberam foi uma surra de cansanção. Arde coma porra! É pior que tomar zunhada. Enquanto os vigias tavam nuzinhos, se coçando e se bulino, as mulheres colocaram fogo em mais de 40 barcos dos portugas. Receba, sinha miséra! Já nas águas da Baía de Todos os Santos e no Rio Paraguaçu, foi João das Botas que lutou contra mais de 40 barcos portugueses com sua “Flotilha Itaparicana” que só tinha barco de pescador. É brincadeira um esparro desse? Mas ele tirou onda e segurou os portugueses. Até então, a briga era essa: o povo baiano contra Portugal. Mas aí, D. Pedro entrou na dança e mandou reforço. Pra terra, ele contratou o general francês “Labativs” (se falar Labatut, use o “lá ele” porque Labatut tem rima). Ele chegou com mais soldados do resto do Brasil e deu um trato no nosso Exército Libertador. Um tapinha aqui, outro ali, mas tudo continuou meio nas coxas, feito a facão. Mas como a guerra já era daqui pra li, e como baiano é baiano: se não guenta vara, peça cacetinho. Só tem tu, vai tu mesmo: imagine a paletada de Cachoeira até Salvador. Já para o mar, D. Pedro contratou o Lord Cochrane (mas pode chamar de “Croquete” que é niuma). O cara era escocês e já tinha fama de mau lá nas Europa. Isso já assustou a marinha portuguesa: ponto pra D. Pedro. O Exército Libertador tinha muita garra mas pouca experiência. Chegou e cercou a cidade mas levou um baculejo daqueles do exército português. Foi na Batalha de Pirajá: os caras bagunharam a gente. Foi barril de mil. Nem dava pra brincar de esconde-esconde ou gritar “um, dois, três, salve todos”. Já era, pai! Só que o nosso Corneteiro Lopes recebeu uma ordem pra tocar “borimbora” (Tradução: recuar), deu revertério e tocou “se joga” (Tradução: Cavalaria avançar e degolar). Oxe! Aí, esculhambou tudo. O nosso exército sacudiu a poeira e pra se amostrar, deu-lhe uma carreira e passou a porra nos portuga que não entenderam nada. Os portuga vazaram quando ouviram o toque de “se pique” e a galera do mau correndo pra dentro. Foi o maior migué da história da Bahia, do Brasil e do mundo porque a gente não tinha nem um cavalo pra contar história, que dirá uma cavalaria inteira. Só mesmo baiano pra ganhar uma guerra no grito. Isso né culhuda não, véio: foi assim mermo. O Corneteiro Lopes se armou porque deu certo, mas se desse merda, uzoto ia dizer que foi ideia de jerico. Com isso, isolamos os portugueses dentro de Salvador e aí deixamos eles sem água e sem comida: não entrava nem geladinho, nem bolinho-de-estudante, nem um real de big big. Aí, quando a esquadra de Lord “Croquete” (Lord Cockrane) chegou e se juntou à flotinha de João das Botas, o sacrista do Madeira de Melo viu que já tava com a moral de jegue, chamou o rebanho de soldado dele na surdina e se picou de madrugada. Saiu no lixo mas João das Botas foi na cola deles até alto-mar e uns e oto “me disseram” que ele a largou o doce assim, ó: Se plante, vú, seu Madeira! Não se abra não que eu não sou cupim. E nem volte aqui paroano! Na moral, véio, o nosso povo tirou onda: Salvador fiou livre e o Brasil consolidou sua independência. E quem não lutou com armas, lutou cuidando dos feridos, conseguindo comida para os soldados, doando dinheiro para as batalhas. Eita povo guerreiro! Eita povo boca de zero nove. E aí, painho, foi um arerê nas ruas de Salvador: o Exército Libertador entrou triunfante: todo mundo solto na buraqueira indo cumê água. A rua chega ficou apertada e assim nasceu o desfile do 2 de Julho. Né não é? Tá rebocado que você não sabia dessa história. Agora, tá ligado porque a tocha vem do Recôncavo, passa por Pirajá e chega na Lapinha, né? Tá ligado porque a festa é do povo, né? E tá ligado porque tem o Caboclo e a Cabocla, né? Ó paí! Não tá ligado não, seu leso. Me faça uma garapa! É porque eles representam a mistura popular que nos deu força pra lutar pela independência. Tá vendo aí? Fiz um texto grande pra apertar sua mente, mas a história é de lenhar, né não? (Texto de Louti Bahia autor da página @amoahistoriadesalvador, pesquisador de cidades, especialista em Desenvolvimento Urbano, em Desenvolvimento Regional e em Planejamento Ambiental)

(LOUTI BAHIA da @AMOAHISTORIADESALVADOR)

AGENDE AÍ: quinta-feira, 2 de julho 2020, às 17h, vai ter live sobre a Independência da Bahia, com Louti Bahia, no Instagram @amoahistoriadesalvador.

12 Antigas invenções chinesas geniais que ainda usamos

30/06/2020 às 2:55 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Chineses são fabulosos. Uma das civilizações mais antigas. Quem acha que eles inventaram apenas o papel e a pólvora está redondamente enganado. Além de terem sido grandes  inventores e navegadores, hoje se destacam em tecnologia de ponta. Confiram essas curiosidades criadas por aquele povo.


12 Antigas invenções chinesas geniais que ainda usamos

A maioria das pessoas sabe que o mundo deve a invenção da seda, porcelana, papel e pólvora à China antiga, e foi por isso que a famosa Rota da Seda, conectando o Oriente ao Ocidente, foi criada em primeiro lugar. Ainda assim, atribuindo apenas um punhado de invenções a esse império antigo, podemos esquecer muitos outros objetos e engenhocas que também encontram suas origens na China, muitos dos quais usamos até hoje, às vezes até diariamente. Neste artigo, vamos nos concentrar em 12 itens surpreendentes do cotidiano que começaram muitos séculos atrás na China antiga e foram emprestados e espalhados por todo o mundo.

1. Escova de dentes

Invenções chinesas - escova de dentes

O atendimento odontológico era difícil no passado distante, especialmente se você morasse no norte da Europa. Muitos países não foram apresentados a uma escova de dentes com cerdas até depois do Renascimento e foram forçados a se contentar com palitos de dente, espinhos de porco-espinho, ossos e penas. Se você teve a sorte de morar na China, Índia, Oriente Médio ou Sul da Europa, os chamados mastigadores, que são essencialmente apenas galhos com uma borda desgastada, estavam disponíveis desde 3.500 AC.
As primeiras escovas de dentes com cerdas foram inventadas muito mais tarde durante a dinastia Tang (619-907) na China. Essa escova de dentes protetora tinha um cabo de bambu e cerdas de porco, muito parecida com a réplica na imagem acima. Não foi até o século XVII que esses utensílios foram importados pelos comerciantes chineses para a Europa.

2. Pipas

Invenções chinesas - pipas

As pipas são uma arte tradicional chinesa, mas as origens dessa invenção remontam a 3.000 anos, quando foram usadas como tecnologia militar. As primeiras pipas foram feitas de madeira e chamadas Muyuan . Elas foram utilizados para sinalizar, enviar mensagens, testar o vento e medir distâncias durante operações militares.
Mais tarde, as pipas evoluíram para uma forma de arte, e começaram a ser ricamente decoradas com motivos mitológicos tradicionais e foram popularizadas. Essas pipas tradicionais continuam sendo uma característica importante das celebrações do Ano Novo Lunar até hoje, e as pipas, em geral, se tornaram um divertido brinquedo ao ar livre em todo o mundo.​

3. Cédula de dinheiro

Invenções chinesas - dinheiro de papel

Nota de dinheiro e placa de impressão da dinastia Yuan (1287) Fonte da imagem: PHGCOM/ Wikimedia Commons

Hoje em dia, o dinheiro de papel é algo onipresente, mas poucas pessoas sabem que essa é outra daquelas invenções inteligentes que devemos agradecer à dinastia Tang do século VII e à dinastia Song do século XI. O desenvolvimento do papel provavelmente remonta ao século II AC, mas foi o excesso de notas de papel e a inconveniência de carregar moedas de cobre que coletivamente levam ao desenvolvimento da moeda de papel.
Desde o século XI, as notas eram amplamente utilizadas na China, mas não foi até o século XIV que o papel-moeda ganhou popularidade entre os comerciantes italianos na forma de “notas” e “letras de câmbio”, mas mesmo essas não o fizeram alcançar amplo uso até o século XVII.

4. Papel higiênico

Invenção chinesa - papel higiênico

Você pode imaginar sua vida sem esse humilde artigo de higiene? Bem, se não fosse o inventivo povo da China do século VI, é provável que você nem o usasse hoje e usaria esponjas embebidas em vinagre, paus, pedras ou grama para se limpar, como as pessoas faziam em outros lugares, até a impressão se tornar popular na Europa do século XVII e o “excesso” de papel fosse disponibilizado cada vez mais às massas populares.

5. Sino

Invenção chinesa sinos

Você já se perguntou de onde vêm os sinos? Se parece que eles existem há muito tempo, você não estaria muito longe da verdade, pois a primeira evidência arqueológica da existência de sinos remonta ao distante terceiro milênio AC à cultura Yangshao da China Neolítica.
Esses primeiros sinos foram feitos de cerâmica, uma vez que antecederam a invenção de ferramentas de metal. Por volta de 2.000 AC, foram criados os primeiros sinos de bronze que sugerem ter um significado cultural. Os cientistas não sabem ao certo quando os primeiros sinos foram adotados nas culturas ocidentais, mas os registros bíblicos antigos, bem como gregos e romanos sugerem que os sinos foram usados para fins militares e religiosos.

6. Dominós

Invenção chinesa dominó

Mesmo que você não goste de jogar dominó em si, temos certeza de que pode, pelo menos, desfrutar de um bom vídeo de dominó. Embora os dominós não sejam a invenção mais antiga desta lista, a primeira menção escrita a dominós na China remonta à Dinastia Yuan (1271-1368), mas o jogo provavelmente foi inventado ainda mais cedo. Os dominós chegaram à Europa apenas no século XVIII, tornando-se uma moda instantânea na Itália, e o resto é história.

7. Amálgamas para os dentes

Invenção chinesa amálgama dental

Como já mencionamos, a higiene e a saúde bucal não eram estelares no passado distante, mas existe uma invenção na odontologia tão antiga quanto o papel-moeda, que é o amálgama dental, que é uma mistura de metais usados para preencher cáries e prevenir a cárie dentária.
As primeiras menções a amálgamas dentais remontam à dinastia Tang (619-907), com o médico Su Gong escrevendo sobre um amálgama feito de estanho e prata em 659, mas foi somente em 1528 que a técnica chegou à Europa, com o Dr. Strockerus registrando-o na Alemanha. Desde a década de 1830, o uso de amálgamas é contestado, uma vez que o mercúrio líquido é usado para produzi-los, mas a técnica parece sobreviver até hoje.

8. Chá

Invenção chinesa chá

Muito bem, reconhecemos que este não é particularmente surpreendente. No entanto, o chá é uma daquelas coisas onipresentes que temos que mencionar. Os cientistas acreditam que o consumo de chá provavelmente começou na região de Yunnan, na China, quando foi usado como remédio combinado com outras ervas inicialmente, mas, mais tarde, passou a ser usado como uma bebida estimulante.
De acordo com lendas chinesas, a invenção do chá é atribuída à divindade mítica chamada Shennong em 2737 AC na China Central, mas as evidências arqueológicas apontam mais para as regiões sul do país, e a primeira evidência real de beber chá remonta ao século II AC .
Da China, o chá foi consumido pela primeira vez no Vietnã, Japão e Coréia por volta do século VII, mas foi somente no século XVI que os primeiros europeus foram expostos à bebida. Estes eram padres e comerciantes portugueses, que conheciam a bebida com o nome “chiai” e, no início do século XVII, a bebida se tornou um produto de importação importante.  popular e muito apreciado.

9. Cardápios de restaurante

Invenção chinesa menus

Fonte da imagem: National Palace Museum/ Wikimedia Commons

Embora as origens dos primeiros restaurantes sejam altamente debatidas, com os europeus convencidos de que o conceito começou na França do século XVIII, há evidências de restaurantes na China pelo menos desde o século XI, e escavações recentes em Pompéia sugerem que as barracas de “lanches rápidos” eram bastante populares na Roma antiga.
Mas discordamos, pois o tópico desta seção é a história do menu do restaurante, cujas primeiras menções remontam à dinastia Song (960–1279) na China. Com o aumento do comércio, restaurantes em cidades maiores da época precisavam atender a mais clientes do que o habitual, muitos dos quais não estavam familiarizados com a seleção de refeições em cada local.
Para esse fim, uma lista de refeições foi escrita e os primeiros cardápios foram criados. Os primeiros menus de restaurantes franceses só apareceram no século XVIII, após a Revolução Francesa.

10. Guarda-chuva e sombrinha

Invenção chinesa guarda chuva

Fonte da imagem: _paVan_/ Flickr

A invenção do guarda-chuva pode ser rastreada até 2.400 anos atrás na China também. Segundo uma lenda popular, Lu Ban, um carpinteiro chinês foi inspirado por crianças usando folhas de lótus para se proteger da chuva para criar o primeiro guarda-chuva, feito de uma estrutura de madeira coberta por um pedaço de pano. Guarda-chuvas também são atributos importantes nas carruagens imperiais. Os primeiros guarda-chuvas dobráveis foram inventados muito mais tarde, por volta de 21 EC.
A existência de guarda-chuvas na Europa remonta à Grécia Antiga e Roma, e existem evidências de obras de arte antigas da Índia, bem como registros antigos de guarda-chuvas egípcios e do Oriente Próximo.

11. Imitação de carne

Invenção chinesa tofu

Atualmente, não é tão difícil excluir a carne da dieta, mesmo que você goste de hambúrgueres e bifes, pois muitas alternativas de carne praticamente indistinguíveis estão amplamente disponíveis em todo o mundo. Você já se perguntou como e onde começou a própria idéia de imitar carne?
Tudo começou com a invenção do tofu durante a dinastia Han (206 AC-220 DC), e a expansão do budismo pode ser parcialmente responsável por sua invenção. Antes dessa época, a culinária chinesa era muito baseada em carne, mas o advento do budismo, que favorece amplamente uma dieta vegetariana, criou a necessidade de substituição de carne – o tofu.
Da China, o tofu se espalhou para outros países do Leste Asiático, mas não se popularizou na Europa até recentemente. Na Europa, as alternativas à carne ficaram populares a partir da Idade Média, pois, durante a Quaresma, os cristãos deveriam se abster de carne. Amêndoas e uvas picadas foram usadas como substituto de carne moída.

12. Garfo

Invenção chinesa garfo

Você ficaria surpreso ao saber que os garfos foram inventados na China? É verdade que os primeiros garfos provavelmente foram usados como utensílios de cozinha e foram feitos de ossos. Os garfos mais antigos foram encontrados nos sítios arqueológicos da cultura Qijia da Idade do Bronze (2400-1900 AC). Utensílios semelhantes da dinastia Shang (c.1600-1050 AC) também foram encontrados.
Esses primeiros garfos eram de duas pontas, assim como os primeiros garfos persas, que podem ser vistos na imagem acima. A inteligente invenção foi trazida pela Rota da Seda para o Egito, Pérsia e Grécia Antiga e Roma, mas não era tão popular na Europa cristã, pois o garfo era o sinal do diabo. Garfos não foram amplamente adotados na Europa e nas Américas até Catarina de Medici popularizar o utensílio no século XVI.​

FONTE: https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15236

Indígenas, Povos Originários

26/06/2020 às 3:04 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse vem do blog do amigo Diego Rbor. Os que aqui já passaram e tiveram curiosidade de saber “Quem é o cabra”, certamente já viram naquela seção deste blog que se eu pudesse um dia mudar meu nome seria para: Cunhambebe Xangô da Rosa. Esse nome segue a ordem de etnias brasileiras que mais me identifico: índios, negros e brancos. Reconheço em Cunhambebe, o grande guerreiro e chefe tupinambá, o verdadeiro herói do Brasil.

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Diego Rbor fotografado por Eri Sá


Indígenas, Povos Originários

O que você sabe sobre os ‘Índios’?

“Índio é OUTRA SOCIEDADE, não apenas uma Cultura.
Índio NÃO VIVE no patético sistema capitalista.

O Brasil é Indígena. Saiba o que o indígena NÃO PRODUZ:

– Indígena não produz lixo, principalmente não produz ilhas e montanhas de lixo.
Em especial, Indígena não produz lixo tóxico nem lixo incapaz de se deteriorar;

– Indígena não produz exploração do trabalho alheio, não faz de seu povo servo de ninguém;

-Indígena não produz pessoas egoístas e individualistas;

– Indígena não produz pessoas ignorantes de achar que recursos finitos podem ser explorados indefinidamente;

– Indígena não produz incels, serial killers, terroristas, mass shootings, sequestradores, assaltantes em sua sociedade;

– Indígena não produz desperdício de alimentos só porque não comeu;

– Indígena não produz cadeias, prisões e solitárias. Nem produz prisões compulsórias;

– Indígena não produz moradia vazia, nem especulação imobiliária;

– Indígena não produz miséria de muitos pra alguns poucos enriquecerem;

– Indígena não produz regimes totalitários, colonialismo, coronelismo e escravagistas;

– Indígena não produz visando lucro, pois tudo que produz é visando o coletivo e o bem da aldeia;

– Indígena não é escravo do dinheiro;

– Indígena não produz idiocracia, não elege ignorantes como líderes nm chama de imbecis filósofo e intelectual;

– Indígena não produz superpopulação, nem poluição sonora;

Parem de achar que o Indígena é imprestável por não ter o nosso estilo de vida.
Parem de achar que o Indígena precisa ou deva se render ao nosso tipo de sociedade e abandonar o dele.”
(Via @nanabarrio)

Quero finalizar dizendo que:
Todo indígena é bom. O que pode estragar algum é o contato com o homem branco, hétero e de má fé.

(Diego Ribor)

FONTE: https://diegorbor.com/2020/06/21/indigenas-povos-originarios/

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