A MORTE E A MORTE DE CHICO MENDES

18/02/2019 às 4:39 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Chico Mendes, uma homenagem. Esse (des)governo: mais um exemplo de sua imensurável insanidade !

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A MORTE E A MORTE DE CHICO MENDES

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(Carlos Zacarias de Sena Junior)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 15.02.2019

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Os números por trás do ‘milagre econômico’ da ditadura no Brasil

16/02/2019 às 3:48 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Em tempos de ditadura (mal)disfarçada, é sempre bom relembrar a História.


O represado

15/02/2019 às 3:28 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Veríssimo, sempre nos fazendo refletir !

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O rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho, onde ainda procuram corpos na lama, não se presta a nenhum tipo de analogia. Nada deve diminuir o puro horror das tragédias repetidas, nenhum outro sentimento salvo os da dor e da indignação – preâmbulos, quem sabe, para o fim da impunidade, e para medidas preventivas antes que outra barragem mate mais. Mas poupar as tragédias de Minas da literatura não quer dizer que não podemos, cada um como quiser, escolher uma metáfora no acontecido.

Eu escolho as barreiras que não resistiram como metáforas para as fobias e ressentimentos represados da direita brasileira, que, assim como os especialistas em barragens que não previram os deslizes em Mariana e Brumadinho, não previram a explosão Bolsonaro nas últimas eleições. Foram a classe média, o antipetismo, o cansaço com a corrupção, a crise econômica, a ausência do Lula, etc. – uma direita compreensível, portanto – que elegeram Bolsonaro, mas foram os valores e preconceitos antigos que tomaram posse. Foi o represado que assumiu.

Assim a formação do ministério Bolsonaro tornou-se uma espécie de jogo, em que se tentava adivinhar quem – depois, por exemplo, de um ministro da Educação que quer a volta dos cursos de Moral e Cívica e bibliotecas escolares purgadas de marxismo e outros venenos – seria o próximo a ser lamentado. Isso sem falar no máximo de restauração sentimental, a volta dos generais para o Planalto.

Ninguém sabia que o represado tinha essa força. A nostalgia certamente nos trará de volta outras coisas lembradas com carinho, não apenas o bambolê, a Cuba Libre e campanhas pela pena de morte. O que mais estará represado na alma brasileira que não se sabe? Pra que lado ainda vai nos levar essa mistura de saudade de nós mesmos e como éramos simples, e ao mesmo tempo torcer pelas milícias?

(Luís Fernando Veríssimo)

FONTE: Principais jornais do país, ontem.

As (quatro) origens da escrita

17/01/2019 às 3:47 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Muito interessante esse artigo !


As (quatro) origens da escrita

Recibo da troca de 30 cabras, de 3.200 aC

Como a escrita foi inventada?

Essa pergunta tem pelo menos quatro respostas.

Isso porque a escrita foi inventada independentemente pelo menos quatro vezes na história humana: na antiga Mesopotâmia, no Egito, na China e na Mesoamérica.

Os sistemas dessas civilizações são considerados intocados, ou desenvolvidos a partir do zero por sociedades sem exposição a outras culturas letradas.
Todos os outros sistemas de escrita foram provavelmente modelados a partir destes quatro, ou pelo menos de suas ideias.

O mais antigo texto conhecido

Cerca de 5 mil anos atrás, 30 cabras trocaram de mãos entre sumérios. Para registrar a transação, um recibo foi esculpido em um pedaço de argila de aproximadamente o tamanho de um post-it.

Sinais geométricos simples representavam o gado e o fornecedor. Círculos e semicírculos denotavam a quantidade trocada.

Imagine como essas pessoas ficariam surpresas ao saber que seu recibo está agora exibido em um museu como um dos primeiros textos do mais antigo sistema de escrita conhecido, o cuneiforme da Mesopotâmia, desenvolvido por volta de 3.200 aC na área do atual Iraque.

Como a maioria dos registros sobreviventes da época, este exemplo é econômico por natureza e tão fascinante quanto um livro de contabilidade. O interessante sobre ele, no entanto, não é o seu conteúdo, mas sim seu ineditismo.

Origens independentes

Conforme mais pesquisas são realizadas neste campo, o número de sistemas de escrita iniciais poderia diminuir ou aumentar, caso os arqueólogos encontrem evidências de que qualquer uma dessas culturas copiou a ideia de escrever uma da outra (provavelmente a Mesopotâmia e o Egito, por causa da geografia), ou de que outros sistemas de símbolos antigos existiam de forma isolada.

O que sabemos atualmente é que esses quatro sistemas comprovados tiveram origens independentes.

Tais “verdadeiros sistemas de escrita” usavam símbolos gráficos para representar a fala sem ambiguidade, permitindo que pessoas alfabetizadas escrevessem qualquer coisa que pudessem comunicar verbalmente, para depois ler exatamente como pretendido.

Quer saber, precisamos escrever

Muito antes da escrita, pessoas registravam ideias e informações de outras maneiras. Por exemplo, desenhavam figuras para retratar eventos.

E, ainda hoje, muito depois do surgimento da escrita, existem sistemas alternativos como a notação musical, símbolos matemáticos e instruções desenhadas para a construção de dispositivos ou moveis para transmitir certos conceitos com mais eficiência do que a escrita poderia. Mas estes são limitados a determinados tipos de informação.

A ideia revolucionária de ter signos que representam a fala surgiu em culturas distintas e em diferentes momentos: por volta de 3.200 aC na Mesopotâmia e no Egito, por volta de 1.200 aC na China e por volta de 400 aC na Mesoamérica.

Embora a história desses sistemas seja diferente, eles passaram por estágios de desenvolvimento amplamente semelhantes.

Evolução similar

Os textos sobreviventes mais antigos vêm de contextos muito específicos, como transações econômicas na Mesopotâmia e rituais divinos na China. De uma forma geral, estes primeiros caracteres eram principalmente sinais pictográficos, descrevendo exatamente o que se referiam.

Por exemplo, na antiga escrita chinesa, “peixe” era representado por uma imagem reconhecível de um peixe. Alguns sinais também foram emprestados de sistemas simbólicos preexistentes, como emblemas, símbolos e motivos de cerâmica, com os quais as pessoas já estavam familiarizadas.

Evolução do sistema cuneiforme ao longo do tempo

Com o passar do tempo, tais ícones se tornaram mais estilizados, de forma que eram mais fáceis de escrever e se pareciam menos com o objeto ou ação referente.

Em outro passo crucial, alguns caracteres passaram a significar sons, ao invés de palavras distintas e completas, embora essa substituição das palavras inteiras por símbolos fonéticos tenha ocorrido em grau e ritmo diferentes entre os sistemas.

A transição foi auxiliada pelo princípio do rébus: trocar uma palavra que é difícil de representar graficamente pelo seu homônimo, como usar a imagem de um “olho” para representar “eu”. Para ajudar a diferenciar caracteres com múltiplos significados, os sistemas também adicionaram marcadores semânticos que denotavam partes da fala e pistas de contexto.

Até chegar aqui

Através de séculos de inovação, os sistemas de escrita eventualmente avançaram ao ponto de transcrever a fala. Isso impulsionou a escrita infinitamente além de suas funções originais, em uma ferramenta capaz de gravar história, literatura e muito mais – ou seja, todo o conteúdo que preenche milhares de arquivos e bibliotecas pelo mundo hoje.

Evolução do sistema chinês ao longo do tempo

Adotados e modificados por culturas vizinhas, esses quatro sistemas persistiram por mais de um milênio. Enquanto os da Mesopotâmia, Egito e Mesoamérica eventualmente morreram, o sistema chinês permaneceu em uso contínuo por mais de 3.000 anos. [DiscoverMagazine]

(Natasha Romanzoti)

FONTE: https://hypescience.com/quantas-vezes-voce-acha-que-os-humanos-inventaram-a-escrita/

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