Radiação de celulares

26/01/2017 às 3:05 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário
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Post bastante útil para todos os usuários de celular, viciados ou não !


“Quão perigosa é a radiação de celulares e como você pode se proteger”

Deveríamos nos preocupar com as ondas de radiofrequência emitidas pelos celulares?
THINKSTOCK – Deveríamos nos preocupar com as ondas de radiofrequência emitidas pelos celulares?

Nós acordamos com ele, nos comunicamos por meio dele e trabalhamos com ele. Às vezes, acordamos no meio da noite para consultá-lo. E se o perdemos ficamos sem saber o que fazer.

O mundo de hoje é inimaginável sem o telefone celular. Tanto é que muitos ficam obcecados pelo aparelho.

Mas, nos últimos anos, com o aumento dos casos de câncer – uma das principais causas de morte em todo o mundo – vêm crescendo as preocupaçõs sobre as possíveis ligações entre os celulares e o risco de desenvolver tumores malignos.

“Nas últimas décadas foi realizado um grande número de pesquisas para analisar se as ondas de rádio frequência (RF) colocam em risco a nossa saúde”, disse à BBC Emilie van Deventer, diretora do Programa de Radiação do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“À medida que mais ondas de RF têm aparecido em nossas vidas, a questão a ser resolvida é se existem efeitos adversos por parte de celulares, torres de telefonia ou conexões wi-fi a níveis de exposição ambiental.”

Van Deventer diz que as pesquisas também tentam analisar problemas de fertilidade e hipersensibilidade.

Mas até agora, a resposta tem sido ambígua.

‘Riscos Potenciais’

As ondas de RF dos celulares são “uma forma de energia eletromagnética que está entre ondas de rádio FM e as microondas. E é uma forma de radiação não-ionizante”, explica em seu site a Sociedade Americana Contra o Câncer (ACS, na sigla em inglês).

De acordo com a organização, essas ondas “não são fortes o suficiente para causar câncer”, porque, ao contrário dos tipos mais potentes de radiação (ionizantes), não podem quebrar ligações químicas no DNA.

Isso só aconteceria, eles explicam, em níveis “muito altos”, tais como em fornos de microondas.

No entanto, a questão está sendo revista. Emilie van Deventer – autora de cerca de 50 publicações científicas sobre radiações não-ionizantes – diz que a OMS está investigando o tema novamente.

Embora faltem provas, é certo que há “potenciais riscos a longo prazo”, especialmente relacionados a tumores na cabeça e pescoço, diz a especialista.

A torres de telefonia também emitem energía electromagnética.
GETTY IMAGES – A torres de telefonia também emitem energía electromagnética.

A ACS também aborda esta questão: “Quanto mais próximo estiver a antena (do celular) da cabeça, espera-se que maior seja a exposição da pessoa à energia de RF”, adverte.

Taxa de absorção específica e outros sinais

Quando os tecidos do nosso organismo podem absorver essa energia, os especialistas chamam isso de “taxa de absorção específica” (ou SAR, na sigla em inglês).

Cada celular tem seu nível SAR que, em geral, pode ser encontrado no site do fabricante. Nos Estados Unidos, o nível máximo permitido é de 1,6 watts por quilograma (W/kg).

No entanto, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA, adverte que “comparar valores de SAR entre telefones pode causar confusão”, porque essa informação é baseada no funcionamento do aparelho em sua potência mais elevada, e não o nível de exposição em uso normal.

As ondas de radiofrequência dos celulares são de baixa potência, mas seu impacto na saúde preocupa os cientistas.
GETTY IMAGES As ondas de radiofrequência dos celulares são de baixa potência, mas seu impacto na saúde preocupa os cientistas.

Mas também há pesquisas que associam o uso do telefone celular com câncer de pele e câncer de testículo.

Para fazer essas análises, os pesquisadores usam dois tipos de estudos: de laboratório (com animais) e em pessoas (comparando as taxas de câncer).

O problema, explica Van Deventer, é que “muitos cânceres não são detectáveis até muitos anos após as interações que causaram o tumor, e como o uso de celular não foi popularizado até os anos 1990, estudos epidemiológicos só podem avaliar os cânceres que se fizeram evidentes em períodos de tempo mais curtos”.

Até agora, o maior estudo já realizado é o Interphone, uma investigação em grande escala que foi coordenado pela OMS por meio de sua Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês), na qual os dados de 13 países, incluindo Reino Unido, Austrália, Japão e Canadá foram analisados.

O uso do celular se popularizou nos anos 1990
GETTY IMAGES – O uso do celular se popularizou nos anos 1990
GETTY IMAGESMobile World Congress 2016
GETTY IMAGES – Desde então, as vendas não têm parado de crescer

O estudo analisou o uso de celular em mais de 5.000 pessoas com tumores cerebrais e em um grupo similar de pessoas sem tumores.

“Nenhuma ligação foi encontrada entre o desenvolvimento de gliomas e meningiomas (tumores cerebrais) e o uso de telefones celulares por mais de 10 anos”, diz Van Deventer.

“Mas há indicações de um possível risco de gliomas entre os 10% das pessoas que disseram ter usado seus telefones com mais frequência, embora os pesquisadores concluíssem que erros retiraram força destes resultados”, acrescentou o especialista.

No final, IARC classificou as radiofrequências eletromagnéticas como “possíveis cancerígenos para os seres humanos”, uma categoria “utilizada quando a relação causal é considerada confiável, mas as oportunidades, distorções ou confusões não podem ser razoavelmente geridos”, diz Van Deventer.

Também é preocupante a vulnerabilidade especial das crianças, porque seus sistemas nervosos ainda estão em formação.

Já se realizou um estudo em grande escala sobre o assunto e há outro em curso na Austrália, cujos resultados serão publicados em breve.

O debate sobre os riscos do celular para a saúde ainda não tem claras conclusões
GETTY IMAGES Image caption O debate sobre os riscos do celular para a saúde ainda não tem claras conclusões

Medidas de prevenção

Enquanto isso, alguns dizem que é melhor prevenir do que remediar.

Nesse sentido, Van Deventer recomenda o seguinte:

– Usar fones de ouvido ou deixar o celular no viva-voz, para mantê-lo longe de sua cabeça

– Limitar o número e a duração das chamadas

– Usar o telefone em áreas de boa recepção, pois isso faz com que o celular transmita com uma potência de saída reduzida

A Sociedade Americana do Câncer recomenda enviar mais mensagens do que ligar e limitar o uso do celular. Outra opção é escolher um telefone com um valor de SAR reduzido (menos níveis de ondas de RF).

Mas nem todas as prevenções são bem-vindas pela ciência.

“O uso de protetores de celular para absorver a energia de radiofrequência não se justifica e a eficácia de muitos dispositivos comercializados para reduzir a exposição não foi comprovada”, diz Van Deventer.

Segundo especialistas, uso de celular tem
GETTY IMAGES Image caption Segundo especialistas, uso de celular tem “riscos potenciais a longo prazo”

FONTE: O Bem Viver – https://obemviver.blog.br/2017/01/08/quao-perigosa-e-a-radiacao-de-celulares-e-como-voce-pode-se-proteger/

Dispositivos eletrônicos estão acabando com a memória das pessoas

14/03/2016 às 3:54 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Essa pesquisa eu vi no OLHAR DIGITAL, excelente site sobre Tecnologia. No vídeo abaixo, o assunto é discutido de 16 minutos e 47 segundos até o final.


Cerebro

Dispositivos eletrônicos estão acabando com a memória das pessoas, diz pesquisa

REDAÇÃO OLHAR DIGITAL 08/10/2015 PESQUISATECNOLOGIA

Uma pesquisa realizada pela Kaspersky Lab mostra que a tecnologia está enfraquecendo a memória das pessoas. Os resultados mostram que, conforme os usuários recorrem a computadores e dispositivos móveis para armazenar informações, a capacidade de memória de seus cérebros diminui. “O hábito de usar as máquinas para buscar informação impede a construção de memórias de longo prazo”, explica Maria Wimber, da Universidade de Birmingham.
O estudo analisou os hábitos de memória de 6 mil adultos de 8 países. 1/3 dos entrevistados revelaram que costumam recorrer a computadores e dispositivos móveis antes de usar a própria memória. 45% dos participantes conseguiram se lembrar do telefone de suas casas quando tinham 10 anos, 29% se lembraram do telefone dos filhos e 43% tinham na cabeça o númerio do trabalho.
O ato de esquecer informações importantes por conta dos dispositivos eletrônicos tem nome: amnésia digital. “Existe também o risco de que o registro constante de dados em dispositivos digitais nos torne menos propensos a guardar informações de longo prazo, e até nos distraia de memorizar corretamente um acontecimento da forma como ele acontece”, conta Wimber.


 


FONTE: http://olhardigital.uol.com.br/noticia/dispositivos-eletronicos-estao-acabando-com-a-memoria-das-pessoas-diz-pesquisa/52021

SUS

28/02/2016 às 3:29 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse excelente artigo sobre o SUS, publicado pela BBC, é esclarecedor. Vou destacar em negrito-sublinhado o que mais me chamou a atenção, mas vale a pena a leitura integral do texto. SUS: para saber o que realmente é tem-se que primeiro falar com quem realmente precisou ou precisa dele !


Brasília? Itaipu? Não. SUS é a maior obra da história do Brasil

Image copyright Jaelson Lucas SMCS

Há muitas razões para perder a esperança neste Brasil de 2016 – e há ao menos uma para se encher de coragem. Para continuar deprimido, você já sabe o caminho. Para recobrar o ânimo, lembre-se que esta terra meio atrapalhada foi pioneira, entre países grandes, a transformar saúde em direito fundamental. Vamos lá.

Um dia, no começo dos anos 1990, minha mãe atendeu o telefone e soube que o irmão mais velho estava com o coração por um fio. O rosto da minha mãe congelou, e ficou assim por um tempo, numa expressão dura de impotência e tristeza. Meu tio não tinha convênio médico.

Era uma situação tão difícil quanto previsível. No Jaraguá, bairro da periferia de São Paulo onde meu tio vivia, as pessoas morriam cedo. E não era só lá. Em Pirituba, onde meus avós e algumas tias moravam, a situação era a mesma.

Lembro bem das vizinhas que foram viúvas quase a vida inteira e das pessoas que tinham dois nomes – o segundo era uma homenagem a um irmão morto logo depois do parto. A morte estava por perto. Era só esperar um pouquinho que ela chegaria depois de uma gripe ou de uma festa de domingo.

Essas pessoas – pedreiros, eletricistas, donos de bar, sapateiros – não tinham renda o suficiente para bancar essa despesa nem um pedaço do Estado para pedir ajuda. Plano de saúde era coisa de funcionário público ou de região com muita fábrica, região desenvolvida, coisa do admirado ABC Paulista, onde vivia outra parte da família. Aquele pedaço industrial de São Paulo, na minha cabeça de criança, era intocado por velórios.

Para sorte da família do eixo Jaraguá-Pirituba, o Brasil criou o SUS (Sistema Único de Saúde) em 1988. Como lembra o doutor Drauzio Varella, “nós nos tornamos o único país com mais de 100 milhões de habitantes que ousou oferecer saúde para todos”.

Tivemos essa coragem nos anos 1980. Naqueles anos difíceis, uma série de heróis anônimos, de diferentes correntes políticas, criou um consenso. Não é uma questão de políticas do MDB ou da Arena, do PT, PSDB, PMDB ou DEM. O Brasil chegou à conclusão de que saúde era direito de todo mundo e de que a conta deveria ser rateada entre a população – tanto que colocou isso na Constituição.

Futuros engenheiros

Foi uma das obras mais grandiosas da nossa história – maior do que Brasília, maior do que Itaipu. Essas obras são importantes, claro. Mas a existência do SUS permite que futuros engenheiros sobrevivam ao primeiro ano de vida.

Entre 1990 e 2015, o Brasil derrubou drasticamente a taxa de crianças que morrem com poucos anos de vida. Os médicos da família chegam a milhões de pessoas. A vacinação, o transplante de órgãos e o combate à Aids se transformaram em referências internacionais. Recentemente, foi uma médica do SUS quem descobriu a relação entre zika vírus e microcefalia.

Image caption Admirados sistemas de saúde da Europa Ocidental, como o britânico NHS, foram inspiração para o SUS

O SUS também salvou algumas vidas familiares. Meu tio com o coração frágil, graças ao sistema público, está vivo e bem até hoje – apesar da sua situação ainda ser preocupante.

O SUS é inspirado nos sistemas de saúde dos países da Europa Ocidental, como o NHS (National Health System) inglês. Admirado e respeitado, foi até homenageado na abertura da Olimpíada de 2012, em Londres.

Para criar um sistema assim, é preciso que o país, em algum momento da sua história, tenha chegado a uma conclusão: saúde não é apenas responsabilidade individual. É direito das pessoas e, portanto, obrigação do Estado.

Parece um jogo de conceitos, mas não é. Nos EUA, sempre foi muito difícil criar um sistema público de saúde. Para muita gente, é uma interferência enorme do governo na vida das pessoas e esse problema é mais bem resolvido por operadoras privadas de saúde, com incentivos para competir e oferecer melhores serviços.

Isso tem consequências. As pessoas têm acesso a muitos medicamentos e tratamentos modernos nos EUA. Ao mesmo tempo, têm contas gigantescas para pagar e muitas famílias quebram – ou não tem acesso a serviços básicos. Na Europa ocidental, o tratamento é publico e gratuito. Pode ser mais demorado, nem sempre é de ponta, mas ninguém precisa se preocupar com contas milionárias.

Claro, há uma enorme zona cinza entre esses dois pontos, e é muito raro encontrar um país que seja apenas público ou apenas privado. Há variações sobre o tamanho do Estado tanto em investimento quanto em regulação – afinal, o que você vai fazer caso seu plano não te atenda? Não importa o modelo. Ele sempre pede escolhas, e elas não são fáceis. Não tem exatamente certo ou errado. Tem o que funciona e o que não funciona para cada país, de acordo com as escolhas que cada um faz em determinado momento da sua história.

Deficiências

O SUS é um avanço gigantesco, mas é impossível ignorar os casos de corrupção, o descaso com hospitais e postos de saúde, além da demora de meses para agendar consultas em muitos Estados e municípios. Na média, ainda temos menos médicos a disposição das pessoas do que a média dos países mais desenvolvidos do mundo – e ainda temos de ver Estados, como o Rio de Janeiro, em situação de calamidade.

Até a médica que descobriu o elo entre zika e microcefalia, na Paraíba, vive longe do paraíso – ela precisa de muito mais dinheiro para tocar suas pesquisas.

Image copyright Tania Rego Ag BrasilImage captionProtesto em frente a hospital no Rio, em dezembro, em meio a atraso de repasses orçamentários e financeiros; ‘impossível ignorar casos de corrupção e descasos’ no setor, diz colunista

O complexo sistema de financiamento do SUS, dividido entre União, Estados e municípios, não ajuda. Muitos governadores e prefeitos não investem o mínimo necessário para o sistema funcionar. Na prática, os gastos de todos os governos com saúde não chegam a 4% do PIB. É pouco.

Se somarmos todos os gastos com saúde no Brasil, o setor privado é responsável por 60% dele. Os outros 40% são de dinheiro público. Porém, o setor privado atende apenas 25% das pessoas. A maior parte dos brasileiros depende de um dinheiro escasso, picotado e, muitas vezes, mal administrado.

Para piorar, o setor privado está longe da sua melhor forma. Mesmo os brasileiros que podem pagar não estão seguros. As reclamações são gigantescas. Dados recentes revelam que cerca de 100 mil pessoas fizeram queixas formais dos serviços dos convênios em um ano.

Além disso, em muitos casos o setor privado repassa a conta ao governo. Os planos usam brechas jurídicas para mandar seus consumidores ao SUS, economizando alguns milhões em repasses a médicos e hospitais. Além da canibalização de recursos escassos, há uma malandragem desagradável.

A conta do SUS é difícil. Afinal, dinheiro público não é dinheiro gratuito – ele vem dos nossos impostos e das nossas escolhas. Saúde é uma questão de vida e morte – e mesmo o melhor plano não garante um tratamento caríssimo de câncer. Não há um consenso de que só Estado ou só o mercado possam resolver o problema. Saúde é um desafio gigantesco, concreto e imediato. Mas é uma questão que vale a pena encarar.

Nesse Brasil polarizado, muitas vezes em torno de questões vazias, é sempre bom lembrar dos tios que foram salvos pelo SUS e de quantos mais poderiam ter sido salvos, se o sistema fosse melhor.

Temos de ter orgulho das coisas que dão certo e espírito crítico para resolver, sem histeria, os nossos problemas. Um SUS poderoso não é bom apenas para quem usa o sistema público – ele também obriga o setor privado a puxar sua régua lá pra cima.

(Leandro Beguoci)

FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160128_ponto_de_vista_sus_pai_lb

Richard Dawkins

03/06/2015 às 11:25 | Publicado em Artigos e textos, Midiateca | 2 Comentários
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Dawkins em dois momentos: um hilário, o outro nem tanto.



BIÓLOGO BRITÂNICO ACIDENTADO EM SP ESCREVE TEXTO ELOGIANDO ATENDIMENTO DO SUS

 

Dawkins2

DAWKINS SOFREU UM PEQUENO ACIDENTE NO BRASIL E FICOU IMPRESSIONADO COM O ATENDIMENTO MÉDICO RECEBIDO

O biólogo britânico Richard Dawkins, em recente em visita ao Brasil, caiu no caminho para o avião que o levaria de São Paulo para Los Angeles na noite da última quinta-feira (28) e feriu o rosto.

Dawkins contou que, após cair e bater a cabeça no chão, um médico que também estava embarcando disse que ele precisava levar pontos. Por isso, a tripulação decidiu que ele não poderia seguir viagem e ele foi levado a um hospital, onde recebeu cinco pontos.

O detalhe: ele estava sozinho e deixando o país, ninguém sabia exatamente quem ele era e por isso destaca que o atendimento que recebeu foi o que seria fornecido a qualquer anônimo numa situação semelhante.

O texto dele está em inglês, mas segue um pequeno resumo:

Diz ele que, ao se dirigir para o embarque, tropeçou e bateu a cabeça, abrindo um corte sobre o olho, por onde vertia sangue.Ele tentou embarcar mesmo assim, pois tinha um compromisso nos EUA (que depois ele descobriu que foi desmarcado).

Mas a tripulação do avião e o pessoal de terra não o deixaram embarcar naquela situação e ele desesperou-se por perder o voo e por imaginar que iria esperar longas horas para ser atendido (sua experiência nos EUA é que não há serviço médico público e na Inglaterra o serviço é muito demorado).

Também pensou que iria perder sua bagagem, que já estava a bordo e ficou desesperado por estar sozinho e não falar uma palavra em português (seus acompanhantes no país já haviam despedido-se e ido embora, após ele acessar a área de embarque).

Mas surpreendeu-se, primeiramente, com a rapidez com que uma ambulância apareceu para levá-lo a um hospital (atendimento via SUS), pelo fato de que sua bagagem apareceu e pela gentileza e modo carinhoso com que os paramédicos o trataram assim que chegaram ao aeroporto.

Depois surpreendeu-se novamente pelo cuidado em ser conduzido em uma cadeira de rodas ao dirigir-se e ao chegar ao hospital (o que ele estranhou num primeiro momento), pelo atendimento que recebeu no hospital, pela quantidade de exames que realizaram antes de liberá-lo e por não estar sofrendo nenhuma dor no dia seguinte.

E usou sua página na internet para desculpar-se, publicamente, por ter imaginado que seria mal atendido e sentir-se inseguro!

Desculpou-se apenas por ter IMAGINADO que iria passar por um longo e interminável martírio, tanto com o pessoal do aeroporto, como com o pessoal da ambulância, com o pessoal do hospital, com os médicos que lhe atenderam e com o serviço que recebeu no Brasil!É… temos nossos problemas, mas o inferno não é tão feio quanto a mídia e os midiotas o pintam!

(Redação BR29 com informações do Monopólio da Informação)

FONTE: http://br29.com.br/biologo-acidentado-em-sp-escreve-texto-elogiando-atendimento-do-sus/

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