Homenagem à Língua Portuguesa

11/05/2018 às 3:34 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Excelente esse artigo. Li no blog “O Bem Viver”. Bela língua essa nossa, a que beija bem !

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Homenagem à Língua Portuguesa

Volta e meia alguém olha atravessado quando escrevo “leiaute”, “becape” ou “apigreide” – possivelmente uma pessoa que não se avexa de escrever “futebol”, “nocaute” e “sanduíche”.

Deve se achar um craque no idioma, me esnobando sem saber que “craque” se escrevia “crack” no tempo em que “gol” era “goal”, “beque” era “back” e “pênalti” era “penalty”. E possivelmente ignorando que esnobar venha de “snob”.

Quem é contra a invasão das palavras estrangeiras (ou do seu aportuguesamento) parece desconsiderar que todas as línguas do mundo se tocam, e que falar seja um enorme beijo planetário.

As palavras saltam de uma língua para outra, gotículas de saliva circulando em beijos mais ou menos ardentes, dependendo da afinidade entre os falantes. E o português é uma língua que beija bem.

Quando falamos “azul”, estamos falando árabe. E quando folheamos um almanaque, procuramos um alfaiate, subimos uma alvenaria, colocamos um fio de azeite, espetamos um alfinete na almofada, anotamos um algarismo.

Falamos francês quando vamos ao balé usando um paletó marrom, quando fazemos um croqui ou uma maquete com vidro fumê; quando comemos uma omelete ou pedimos na boate um champanhe ao garçom; quando nos sentamos no bidê, viajamos na maionese, ou quando um sutiã (sob o edredom) provoca uma gafe – ou um frisson.

Falamos tupi ao pedir um açaí, um suco de abacaxi ou de pitanga; quando vemos um urubu ou um sabiá, ficamos de tocaia, votamos no Tiririca, botamos o braço na tipoia, armamos um sururu, comemos mandioca (ou aipim), regamos uma samambaia, deixamos a peteca cair. Quando comemos moqueca capixaba, tocamos cuíca, cantamos a Garota de Ipanema.

Dá pra imaginar a Bahia sem a capoeira, o acarajé, o dendê, o vatapá, o axé, o afoxé, os orixás, o agogô, os atabaques, os abadás, os babalorixás, as mandingas, os balangandãs? Tudo isso veio no coração dos infames “navios negreiros”.

As palavras estrangeiras sempre entraram sem pedir licença, feito uma tsunami. E muitas vezes nos pegando de surpresa, como numa blitz.

Posso estar falando grego, e estou mesmo. Sou ateu, apoio a eutanásia, gosto de metáforas, adoro bibliotecas, detesto conversar ao telefone, já passei por várias cirurgias. E não consigo imaginar que palavras usaríamos para a pizza, a lasanha, o risoto, se a máfia da língua italiana não tivesse contrabandeado esse vocabulário junto com a sua culinária.

Há, claro, os exageros. Ninguém precisa de um “delivery” se pode fazer uma “entrega”, ou anunciar uma “sale” se se trata de uma “liquidação”. Pra quê sair pra night de bike, se dava tranquilamente pra sair pra noite de bicicleta?

Mas a língua portuguesa também se insinua dentro das bocas falantes de outros idiomas. Os japoneses chamam capitão de “kapitan”, copo de “koppu”, pão de “pan”, sabão de “shabon”. Tudo culpa nossa. Como o café, que deixou de ser apenas o grão e a bebida, para ser também o lugar onde é bebido. E a banana, tão fácil de pronunciar quanto de descascar, e que por isso foi incorporada tal e qual a um sem-fim de idiomas. E o caju, que virou “cashew” em inglês (eles nunca iam acertar a pronúncia mesmo).

“Fetish” vem do nosso fetiche, e não o contrário. “Mandarim”, seja o idioma, seja o funcionário que manda, vem do portuguesíssimo verbo “mandar”. O americano chama melaço de “molasses”, mosquito de “mosquito” e piranha, de “piranha” – não chega a ser a conquista da América, mas é um começo.

Tudo isso é a propósito do 5 de maio, Dia da Língua Portuguesa, cada vez mais inculta e nem por isso menos bela. Uma língua viva, vibrante, maleável, promíscua – vai de boca em boca, bebendo de todas as fontes, lambendo o que vê pela frente.

Mais de oitocentos anos, e com um tesão de vinte e poucos.

(Eduardo Affonso)

FONTE: https://www.facebook.com/eduardo22affonso

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DICAS DE INGLÊS PARA INICIANTES, INTERMEDIÁRIOS E AVANÇADOS

12/02/2018 às 3:39 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | 2 Comentários
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Mairo Vergara aqui outra vez. Alguns podem até dizer que a tríade de dicas para se aprender uma língua deste vídeo é óbvia. Mas o óbvio às vezes é difícil de enxergar !


Árvore mostra como todas as línguas estão conectadas

25/10/2017 às 3:33 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Muito interessante esse trabalho: as línguas e suas famílias.


Esta incrível árvore mostra como todas as línguas estão conectadas e mudará a forma como você vê o mundo

Você sabia que a maioria das diferentes línguas faladas no mundo todo tem origem em apenas um de dois grandes grupos?

Essa (e outras curiosidades) é o que a ilustradora Minna Sundberg tentou capturar em um infográfico incrível que revela as conexões fascinantes entre diversas línguas.

Usando os dados de pesquisa do portal Ethnologue, que possui informações sobre mais de 7 mil línguas usadas no globo inteiro, Minna usou a metáfora de uma árvore para ilustrar como todos esses idiomas – mesmo que pareçam não relacionados à primeira vista – podem ser agrupados em “famílias” por vezes inusitadas.

Árvore linguística incrível, mas não completa

No infográfico, os galhos maiores representam línguas com mais falantes nativos. Minna procurou incluir o maior número de línguas possíveis, mas mesmo esta imagem detalhada não abrange a imensa variedade que existe no mundo.

A artista explicou que a maioria das pequenas línguas não entrou no gráfico, especialmente as pouco faladas que não têm status oficial em algum lugar.

De onde vêm o português?

Os dois grandes troncos linguísticos são o indo-europeu e o urálico. O tronco indo-europeu possui um ramo europeu, que por sua vez se divide em outros três: eslavo, românico e germânico.

As línguas românicas possuem esse nome por terem surgido do latim, usado principalmente pelos povos romanos desde antes de Cristo. Atualmente, o latim é considerado uma língua morta e utilizado somente para nomenclatura científica e terminologias de outras áreas do conhecimento.

Entre as línguas românicas mais conhecidas estão o português, espanhol, francês, italiano e galego. Mas mesmo esses idiomas podem ser divididos em subgrupos. O português, o espanhol e o galego, por exemplo, são línguas ibero-românicas, enquanto o italiano é ítalo-dalmático, e o francês galo-ibérico.

Existem muitas outras línguas românicas menores, algumas usadas apenas por pequenos povos, como o sardo, o catalão e o rético.

Ramo europeu

No ramo europeu, uma relação bastante complicada entre as línguas eslavas é visível:

Ramo germânico

O inglês possui raízes germânicas, como o alemão:

Família urálica

Surpreendentemente, ao contrário dos seus vizinhos escandinavos, a língua finlandesa pertence à família urálica:

Ramo indo-iraniano

O ramo indo-iraniano revela as conexões entre hindus e urdus, bem como algumas línguas indianas regionais, como a língua rajastani: [BoredPanda, BastosMaia]

(NATASHA ROMANZOTI)

FONTE: https://hypescience.com/esta-incrivel-arvore-mostra-como-todas-as-linguas-do-mundo-estao-conectadas/

10 PALAVRAS QUE VOCÊ FALA ERRADO EM INGLÊS

29/09/2017 às 3:31 | Publicado em Midiateca | 2 Comentários
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Essa dica vem do canal do Professor Mairo Vergara (é Mairo mesmo, ou era Mauro e o escrivão era sacanana !). Como o Inglês é o Esperanto moderno, vale a pena conferir !


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