Super população – Explicando a explosão demográfica

13/02/2017 às 3:32 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Um vídeo interessante e polêmico !


FONTE: http://hypescience.com/superpopulacao-o-mundo-vai-mesmo-explodir-de-tantas-pessoas-confira-video/

As 12 maiores megalópoles do mundo

05/12/2016 às 3:35 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Impressionante esses dados. Estamos na lista com Sampa em terceiro lugar !


O gigante que querem que seja anão

07/11/2016 às 11:13 | Publicado em Zuniversitas | Deixe um comentário
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Esse artigo me lembrou um post que fiz dia 20 de maio com a música Bancarrota Blues do Chico: https://joserosafilho.wordpress.com/2016/05/20/um-homenagem-ao-serra-como-ministro-das-relacoes-exteriores/


O gigante que querem que seja anão

novomapa

Ontem, todos os jornais deram destaque ao trabalho do japonês  Hajime Narukawa, que redesenhou, muito mais proximo da realidade, o mapa do mundo que “vigia” desde que  Gerardus Mercator transformou, há quase 500 anos,  a Terra em um cilindro, para representá-la  num mapa plano.

O resultado, claro, foi que “quem” estava mais próximo do Equador ficou “menor” e quem estava mais próximo dos pólos “cresceu”.

O que, afinal, correspondia em parte à importância cultural e econômica do mundo “desenvolvido”: subtropical, europeu.

O mapa de  Narukawa, se olhado com mais que simples curiosidade, mostra que somos maiores do que sempre pensamos olhando o velho mapa de Mercator

Repare: maiores que os EUA, sem o Alasca.

Quase do tamanho da China, esse gigante.

Mas temos uma elite que pensa que um gigante assim pode ser anão.

Pequeno e “bem-comportado”.

Com um governo que faça “o dever de casa” como uma criança, em corpo de homem.

Obediente, quieto, fazendo “tudo o que seu mestre mandar”.

A eleita brasileira é capaz de olhar este novo mapa e dizer: mas que desperdício…

As áreas ricas deste país, se separadas da imensidão nacional, seriam nada, quase invisíveis.

Vem-me à cabeça  asas palavras de ontem, de meu velho mestre Nilson Lage:

O PT foi afastado do poder não por ser PT, mas por ser Brasil.
As políticas que estão sendo destruídas vêm de muito antes do PT.
Foi Getúlio Vargas quem criou a legislação trabalhista, as primeiras escolas técnicas, a primeira universidade federal e promoveu a industrialização com a criação da primeira usina siderúrgica e da primeira fábrica de motores. Em seu segundo governo, fundou a Petrobras, a Eletrobras e possibilitou, em Paulo Afonso, o inicio do desenvolvimento da tecnologia nacional de barragens para geração de energia elétrica.
Foi Juscelino Kubitschek quem deu impulso à expansão das grandes construtoras nacionais, promoveu a ocupação do Oeste e a abertura de nova fronteira agrícola, hoje a maior competidora da agroindústria norte-americana.
Foi Jânio Quadros quem começou a formular a política externa independente que Ernesto Geisel levaria adiante, com seu esforço para aproximação com nações da África e do Oriente Médio.
João Goulart, que o sucedeu, equacionou o conflito interno gerado pelo desenvolvimento dependente do país em tempo de expansão imperialista e apontou caminhos para uma sociedade mais justa
Os governos militares cuidaram de preservar a soberania sobre a Amazônia,deslocando maciçamente tropas do Sul e criando a Zona Franca de Manaus; desenvolveram a pesquisa agropecuária e nuclear;, criaram os projetos nacionais de informática, no âmbito da Marinha, e iniciaram a implantação da indústria de defesa.
Lula herdou tudo isso, após duas décadas perdidas – do PMDB de Sarney ao PSDB neoliberal de Fernando Henrique;, percebeu a grandeza da herança e negociou, como é de seu feitio, para incluir nela a maioria esquecida do povo.
Direita, esquerda, corrupção, moralidade são apenas discursos, embora com paixões, lágrimas e sangue.
Quem está sendo derrotado, tenham clareza, não é o PT; é o Brasil.

Esta é a questão que tantos não conseguem ver. Que nossa natureza é de gigante e não de anão.

Perder nossa auto-estima, a consciência de nossa grandeza, acharmo-nos miúdos, proclamarmo-nos atrasados e incapazes, ladrões por natureza, velhacos por definição e pobres por fatalidade é nos acocorar-nos e nos atrofiar-nos.

É ficar de um tamanho menos que nos deu a projeção de Mercator, é nossa projeção “de Mercado”, onde 30 % desta imensidão funcionando já basta para fazer a festa dos negócios.

Para os outros 70%, a selva.

E 100% funcionando, ainda que deficientemente, é um perigo, porque nos faz ficar metidos “a besta” num mundo onde não “somos para ser”.

A história nos repete e repete que é uma asneira , mas nossa elite – e parte da nossa soi disant esquerda, que sonha com Paris como os coxinhas sonham com Miami – nos querem “cosmopolitas”.

E miudinhos, falando pra dentro e olhando pro chão.

(FERNANDO BRITO)

FONTE: http://www.tijolaco.com.br/blog/o-gigante-que-quer-que-seja-anao/

Depoimento de um velho rio

05/10/2016 às 3:44 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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VelhoChico1

 


Depoimento de um velho rio   janio1-300x225

“Meu nome é Francisco e nasci oficialmente em 4 de outubro de 1501, embora já corresse em meio a bichos e matas desde os tempos em que brotei filetinho de nada na imensidão das Gerais. Portanto, na próxima terça-feira, dia do santo que inspirou meu nome, estarei fazendo 515 anos de sonho, sangue e América do Sul, como naquela velha canção que ainda hoje ouço quando jovens se reúnem às minhas margens para cantar, namorar e até, se a paixão arder, ouvir as estrelas de Bilac.

Se me aborreço de ser chamado Velho Chico? Olha, aborrecer, aborrecer, a ponto de perder o rumo, não. O que acho estranho – e isso já deixei claro a certos ribeirinhos acostumados com a mansidão de meus remansos -, é essa camaradagem meio forçada de um pessoal que nunca me viu mais cheio e agora, só porque tira uma selfie com minhas águas faceirando ao fundo, acha que pode ser meu amigo em mídias que jamais navegarei. Mas o que me chateia mesmo é esse blá, blá, blá de que depois da malandragem da transposição agora vão me revitalizar, como se eu fosse só uma penugem estragada precisando de uma ampola capilar da Pantene para recuperar meus afluentes partidos.

Quanto à minha participação nessa novela, admito que foi estranho passar de uma unanimidade de curvas perfeitas, para uma espécie de vilão que, literalmente, mata o mocinho no fim. Sobre isso, muitos acham que eu deveria fazer igual aos índios (que poetizaram na TV que gosto de colher almas boas para minhas guardiãs), mas aqui do meu canto digo apenas que quem não me conhece jamais deve se aventurar em mim, como ainda hoje fazem uns meninos traquinos quando querem chupar manga no meu outro lado.

No mais, sigo por aqui entre barragens, turbinas e umas irritantes baronesas, que ora habitam minhas correntes poluídas. Agora, se me dão licença, vou até ali na foz participar de uma festinha antecipada com meu velho amigo mar. Como sempre faço, levarei o doce que ele tanto adora e que fará um contraponto perfeito com seu inigualável salgadinho. Fui.”

(Jânio Ferreira Soares)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 01.10.2016

VelhoChico2

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