Dois em um nessa sexta: Juca Kfouri e Veríssimo

17/08/2018 às 3:24 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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O primeiro, do Juca Kfouri, li na Folha de São Paulo em papel, curiosamente com o título diferente: “Roubaram a corrupção”. O segundo, do Veríssimo, li no A TARDE, de Salvador. Valem a pena !


Fifa roubou a corrupção do seu código de ética JucaKfouri

A CBF não pediu restituição do dinheiro que seus ex-presidentes surrupiaram da entidade, e a Fifa tirou a corrupção de seu código de ética.

Se a rara leitora e o raro leitor acham que estão lendo um texto de humor, se enganam. É de horror. Porque fiel à Lei da Omertà, a “nova” CBF se mantém fiel aos ex-chefes que, afinal, indicaram os atuais.

E a “nova” Fifa, para cumprir o que seu presidente prometeu ao assumir a transnacional mafiosa do futebol, que acabaria com a corrupção que a abalou tão seriamente, roubou a palavra maldita de seu código chamado de ética, na verdade de estética, mera maquiagem para tudo seguir como sempre. Daí não surpreender que o trio, até o ano passado soberano no futebol mundial, Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar Júnior, viva às voltas com o fisco.

Surpreendente é seguirmos loucos por futebol.

A Fifa, presidida por Gianni Infantino, simplesmente retirou de seu novo código de ética todas as menções à palavra "corrupção"A Fifa, presidida por Gianni Infantino, simplesmente retirou de seu novo código de ética todas as menções à palavra “corrupção” – Petr David Josek/Associated Press

Tivéssemos um mínimo de vergonha na cara, daríamos um bico a escanteio no futebol e iríamos tratar de coisas mais importantes. Como a política, por exemplo…

OK OK OK, como diz Gilberto Gil em seu novo disco.

Paremos de brincadeira porque está dito que o texto não é de humor e, segundo o filósofo escocês Bill Shankly (1913-1981), “é claro que o futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso”. Shankly fez do Liverpool o melhor time europeu nos anos 1970 e não viveu para ver a Premier League virar o que virou, o melhor campeonato nacional do planeta.

Talvez tivesse inveja de ver o Manchester City de Pep Guardiola, campeão no ano passado e já vitorioso na estreia desta temporada, ao passar por cima do Arsenal, em Londres, por 2 a 0, num clássico que honra o nome dos clássicos.

Mas o que veio fazer aqui o velho Shankly numa história podre dedicada aos Infantino, Blatter, Havelange, Teixeira, Marin, Del Nero e seus seguidores espalhados pelo mundo em geral e pelo Brasil em particular?

Veio explicar, com sua devoção cristalina ao futebol, por que seguimos apaixonados por esse esporte em sua capacidade infinita de nos fazer retornar à infância, com todos os direitos permitidos pela ingenuidade.

Quando a bola que interessa rola, esquecemos de todas as demais, infames, na maioria das vezes impunes, embora somem milhões e milhões de dólares, de euros, de reais.

Porque o bicho homem é assim, precisa ter com o que se distrair, tem de se divertir, de acreditar na salvação do mundo, na utopia da justiça sendo feita, no drible do Mané, no passe do Tostão, no gol de Pelé.

Ou, vá lá, apesar de todos os pesares, no drible de Neymar, no passe de Messi, no gol de Cristiano Ronaldo.

A quarta (15) passou e ficamos hipnotizados por Flamengo e Grêmio e por Chapecoense e Corinthians.

Nesta quinta (16), a anestesia será aplicada por Palmeiras e Bahia, pelo São Paulo na Argentina.

Quem dera poder desistir, mandar tudo às favas e dizer em alto e bom som para os mafiosos que chega, basta, vocês não nos engabelarão mais. Como não cobrar o que foi desviado da CBF?! Como roubar até a corrupção no código da Fifa?!

É tarde, futeboleiras e futeboleiros, demasiado tarde.

Quem veio até aqui continuará se iludindo, esmurrará todas as facas que porventura ainda houver para esmurrar. E quando o apito na fábrica de torcidas vier ferir nossos ouvidos, estará pronto para soltar o grito de gol. Pois como ensinou o cardeal corintiano Dom Paulo Evaristo Arns, “não há derrotas definitivas para o povo”.

Coisa que o saudoso amigo Claudio Weber Abramo também sabia em sua luta permanente contra a palavra que a Fifa extirpou.

(Juca Kfouri)

FONTE: Folha de São Paulo, 16.08.2018


A bordo luis-fernando-verissimo-l

Numa das suas crônicas, o ótimo Antonio Prata lamenta que não é incomum ouvir-se, dentro de um avião, a voz de uma aeromoça perguntando se há um médico a bordo, mas até hoje ninguém ouviu uma aeromoça perguntar se há um cronista a bordo.

Tenta-se localizar um médico para atender um passageiro que está mal,éóbvio. Mas que emergência exigiria a presença de um cronista no avião? É, Antonio. Como dizia aquela música de alguns anos atrás, a gente somos inútil. Somos espectadores dessa coisa terrível que se convencionou chamar de “isso que está aí”, ou, pior, isso que está se armando nos horizontes da pátria, como as nuvens negras de uma ópera wagneriana. Fazer o que, salvo crônicas?

E vai piorar. A próxima voz de aeromoça que se ouvir no nosso avião metafórico pode estar pedindo mais do que um médico para tratar um doente ou, vá lá, um palhaço ou uma odalisca para distraí-lo. O que, decididamente, ninguém quer ouvir a aeromoça dizer é:

– Tem alguém que saiba pilotar um avião a bordo? Porque a sensação que se tem é a de estar num avião cujo piloto se jogou pela janela. Né não?

Consolemo-nos, Antonio, enquanto o pior não vem. Você conhece a história da mãe judia que, no meio de um espetáculo teatral, levanta-se e grita:

– Há um médico na plateia? O espetáculo é interrompido,três ou quatro médicos solícitos atendem ao chamado da senhora e perguntam o que ela quer.

A senhora responde:

– Quero apresentar a nossa Sarinha, dezenove anos, um mimo. E também cozinha…

E tem aquela do… mas não adianta. Não dá para fingir que não vemos as nuvens negras no horizonte. Algumas dicas para sobreviver no temporal que se aproxima: em hipótese alguma assista aos debates políticos para não se desencantar, não com os candidatos, mas com a espécie humana em geral. Beba muita água, tenha pensamentos positivos ou, na falta deles, pense na Patrícia Pillar. Se os sintomas persistirem, emigre.

(Luis Fernando Veríssimo)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 16.08.2018

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SOMOS MUITOS EM UM SÓ

06/08/2018 às 3:34 | Publicado em Artigos e textos, Canto da poesia | Deixe um comentário
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Tostão, nessa sua crônica dominical de ontem, cita Fernando Pessoa. É ou não é diferenciado no meio da mesmice da crônica esportiva do país ?


SOMOS MUITOS EM UM SÓ  Tostao]

Escrevi, domingo passado, baseado em matérias publicadas por vários jornalistas, que estava decepcionado com Tite e com Edu Gaspar por darem privilégio aos familiares de Neymar, únicos entre os dos jogadores, hospedados no hotel da Seleção, em Sochi, na Rússia.

Tite me esclareceu que uma ala do hotel estava ocupada exclusivamente pela Seleção e que ele e Edu Gaspar não sabiam quem eram os hóspedes das outras duas alas. Deduzo que a presença somente dos familiares de Neymar em outra ala do hotel, o que é um fato, foi um privilégio dado pelos dirigentes da CBF, já que todos os outros familiares ficaram juntos em outro hotel reservado pela entidade.

Tite assistiu ao belíssimo jogo, no meio de semana, pela Copa do Brasil, entre Grêmio e Flamengo. Paquetá atuou muito bem. Ele e Arthur, já no Barcelona, provavelmente,serão convocados.

Se o técnico do Barcelona formar um trio no meio-campo,como o time jogou durante longo tempo, Arthur tem boas chances de ser titular, no lugar de Iniesta, ao lado de Busquets e Rakitic. Coutinho jogaria no trio de ataque, com Suárez e Messi. Se o Barcelona atuar com dois volantes e um meia de cada lado, como fez na maior parte da última temporada, Arthur deverá ser reserva de Busquets e Rakitic, com Coutinho, pela esquerda, e Dembélé ou Malcom, pela direita.

Neymar

Há uma enorme curiosidade, em todo o mundo, sobre qual será o comportamento de Neymar, dentro de campo, na Seleção e no PSG. Tenho muita esperança que ele, para recuperar o prestígio, deixe de lado os chiliques e brilhe intensamente, mais até do que antes. Porém, começou mal a fase de recuperação. Foi um desastre a união da propaganda comercial com o texto lido por ele, para tentar explicar o que ocorreu na Copa.Neymar parecia um robô, um roteiro sem alma.

Todos os seres humanos, de todas as épocas, especialmente as celebridades, vivem um conflito entre o criador e a criatura, entre o que desejam e o que é possível. Algumas celebridades convivem bem com essa dualidade, como Cristiano Ronaldo. Outros ficam perdidos, sem rumo, sem saber o que querem, o que são.

Há ainda os que tentam separar o público do privado, o ídolo do cidadão, como Messi. Existem também os que são tão célebres, que, naturalmente, sem perceber, sem planejar, a criatura engole, anula, o criador. Pelé é Pelé e ponto final.

Neymar, além de suas particularidades, de seu jeito de ser, mistura da genética com o  ambiente,é um produto de um novo mundo, o da internet,das redes sociais. As novas celebridades e até presidentes de países preferem não falar, não responder as perguntas. Publicam na internet o que querem, o que lhes interessa.

No futuro, haverá um novo homem,com uma inteligência artificial. Isso não é mais ficção, é realidade. Esse novo ser achará estranho o mundo em que vivemos hoje, assim como ficamos espantados com nossos antepassados, assim como as crianças e os adolescentes de hoje não entendem como era possível viver sem WhatsApp. Eu ainda sobrevivo. Não sei até quando.

O novo homem será contraditório como o atual? Fernando Pessoa, para tentar conviver com os muitos que havia dentro dele, criou 127 heterônimos, todos com identidade e vida própria. Alguns ficaram famosos, como Álvaro Campos: “Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Sou o que penso? Mas penso ser tantas coisas”.

(Tostão)

FONTE: Principais jornais do país, 05.08.2018

ECOS DA COPA 2: BRASIL É HEXA, por Jaguar

22/07/2018 às 11:05 | Publicado em Artigos e textos | 3 Comentários
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Excelente essa crônica de Jaguar, confiram !

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BRASIL É HEXA

Rio de Janeiro – Falamos tanto em Hexa que chegamos lá: terminamos a Copa em sexto lugar. Fomos hexacolocados. Obrigado, CBF, obrigado, reverendo Tite. Um bilhão e duzentos milhões de telespectadores – praticamente a metade da população do planeta – acompanharam a Copa 2018. Numa hipótese absurda (não no sentido que os locutores esportivos deram à palavra – “Messi fez um drible absurdo”, ou seja, magistral), extraterrestres, que monitorariam a Terra, também teriam acompanhado a Copa. Ora, dirão, se extraterrestres existem, por que não fizeram contatos imediatos de nenhum grau? Pelo mesmo motivo que nós, humanos, não temos interesse em contatar lesmas ou qualquer espécie de criaturas que nos provoquem asco. A paixão que temos pelo futebol, por exemplo, deve ser um enigma absoluto para esse pessoal de fora do planeta. Nisso os ETs se parecem com minha avó, que não compreendia como seres adultos e com cérebro pudessem ficar horas “correndo atrás de uma bola”. E também a incomodava o jargão dos locutores: “A bola estufa o véu da noiva”, que deveria achar escandalosa. Dito isso, o leitor deve estar pensando que detesto futebol. Ledo Ivo engano. Muito pelo contrário. Sou fissurado. Não desgrudei da TV durante as 64 partidas. Vi todos os jogos, do começo ao fim: 90 minutos de cada jogo, mais comentários (em geral galvãobuenamente redundantes). Soturnos hinos nacionais, prorrogações, disputas de pênaltis, interrupções, etc e tal. Não perdi um minuto do homérico espetáculo. Nem quando me levantava para fazer pipi. Do banheiro via a tela pela porta aberta. Como disse no sábado passado,centenas de câmeras em todos os cantos dos estádios deram a esta Copa uma dimensão épica nunca vista. Nenhum detalhe foi perdido e nem será esquecido.Closedos colossos dos estádios – Messi, Marcelo, Harry Kane, Cristiano Ronaldo, Kroos, Suarez, desabados depois das derrotas. Panorâmicas impressionantes das torcidas, com direito a closes patéticos. Técnicos tendo chiliques (o tombo do Tite!), porradas, joelhadas, carrinhos homicidas com chuteiras de metal em riste para rasgar e quebrar pernas, cotoveladas na cara, tesouras voadoras. E também gestos de grandeza, como o de Cristiano Ronaldo ajudando o adversário Cavanni, contundido, a sair do campo. E cenas de puro humor: o jogador nigeriano que, irritado por ter falhado, pegou a bola e chutou com violência. A bola bateu na trave, ricocheteou e acertou na sua cara, quase foi a nocaute. E o goleiro (esqueci o nome) que tentou fazer uma presepada; o croata Mtzunic aproveitou a bobeada e fez gol. Vai passar o resto da vida tendo pesadelos com a cena. Também nunca esquecerei a história patética do centroavante titular da seleção francesa, Olivier Giroud. Passou a Copa inteira tentando fazer gol, na final foram 14 chutes e cabeçadas, errou todas. Mesmo assim foi campeão mundial. Passará à história como o centroavante Belo Antônio, que não estufou uma vez sequer o véu da noiva.

(Jaguar)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 21.07.2018

ECOS DA COPA 1: As 32 bebidas típicas de cada um dos países da Copa do Mundo 2018

22/07/2018 às 3:15 | Publicado em Artigos e textos | 1 Comentário
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Domingo, dia de futebol, lembrando a Copa. E Copa rima com festa e bebida. Segue artigo interessante que me foi enviado via email por um grande amigo apreciador. Mas logo de cara faço duas críticas ao que foi colocado nos dois primeiros países. Num país frio como a Ríussia, a vodka deve ser liberada em qualquer lugar, em qualquer hora, em qualquer evento ! E para quem aprecia uma boa cachaça, falar em caipirinha só mesmo não sendo conhecedor, uma boa cachaça se bebe rezando como se diz por aqui !


As 32 bebidas típicas de cada um dos países da Copa do Mundo 2018

Do Akvavit ao Whisky: descubra qual é a bebida mais popular em cada um dos 32 países da Copa do Mundo 2018

Em menos de um mês, milhões – na realidade, bilhões! – de pessoas voltarão seus olhos para a longínqua Rússia. O motivo? A Copa do Mundo de Futebol, que começa dia 13 de junho, na qual 32 países disputarão a famigerada taça de campeão. Quem já vivenciou o evento sabe muito bem como é o clima: muita torcida e festa.

Para tornar os jogos ainda mais divertidos, que tal mergulhar no universo das bebidasmais populares dos países que estão participando? Algumas são bem óbvias, como a cachaça brasileira e a vodka russa, já outras são quase desconhecidas, como o Akvavit dinamarquês e o Jenever belga.

Começando pelo anfitrião do torneio, dê uma volta ao mundo conosco e descubra quais são as bebidas e drinks típicos dos 32 países participantes da Copa do Mundo 2018.

Rússia – Vodka (35-40% ABV)

A cerveja foi liberada nos estádios, mas a vodka não. Assim, quem estiver no país de Putin terá que tomar a bebida apenas em bares, restaurantes ou em casa – o que não é uma ideia ruim, já que o drink é para lá de forte e tem o poder de derrubar qualquer um.

Brasil – Cachaça (38-48% ABV)

Claro que a cerveja é uma companheira constante em jogos no Brasil, mas em dia de jogo a melhor pedida é saborear uma deliciosa Caipirinha para acompanhar a partida na TV. Quer aprender como fazer este drink clássico à perfeição? Clique aqui para uma receita de Caipirinha de limão com cachaça nota 10.

México – Tequila (31-55% ABV)

A bebida mais famosa mexicana é a tequila, mas o drink mais amado no país é a Paloma. Feito com tequila, refrigerante de toranja (aqui, pode ser substituído por laranja) e rodelas de limão, o coquetel leva uma pitada de sal nas bordas do copo e é perfeito para fins de tarde ensolarados.

Japão – Saquê (18-20% ABV)

Talvez você nunca tenha experimentado, mas provavelmente já ouviu falar do saquê. A bebida fermentada com arroz japonesa já ganhou várias versões (inclusive a brasileiríssima Saquerinha).

Argentina – Vinho Malbec (13-15% ABV)

Nada mais argentino do que um vinho Malbec. Os “hermanos” podem não ser tão bons quanto os brasileiros no futebol (Pelé maior do que Maradona!), mas temos que admitir que quando o assunto é Malbec, os argentinos são profissionais.

Inglaterra – Gin (37-40% ABV)

O gin é a bebida da terra dos Beatles e geralmente bebido em forma de coquetel – quem nunca ouviu falar do Gin Tônica? Há várias versões desse drink, das mais tradicionais com pepino e limão siciliano até às mais originais com chá e pimenta.

França – Pastis (40-45% ABV)

Se você curte anis, encontrou sua bebida favorita. O pastis pode não ser tão conhecido quanto o espumante, mas é um dos drinks franceses mais famosos. Com uma graduação alcoólica elevada, este licor deve ser tomado sem pressa – parada fácil para quem vai assistir a uma partida de 90 minutos.

Alemanha – Cerveja (3-10% ABV)

Não tem muito o que inventar aqui: a bebida mais consumida e popular da Alemanha é mesmo a cerveja. A única coisa que você precisa se preocupar é o tipo da cerveja que gosta, seja ela uma Lager ou uma Pale Ale.

Austrália – Vinho tinto (11-14% ABV)

É difícil dizer o que os australianos mais gostam, se é de cerveja ou de vinho tinto. Mas como a Alemanha já levou a cerveja, ficamos com o vinho. Assim, a dica é tomar um vinho tinto se estiver mais frio (o que é provável já que a Copa será durante o inverno brasileiro) ou uma cerveja se o dia estiver ensolarado – é você quem decide, combinado?

Peru – Pisco (38-48% ABV)

O Pisco é feito a partir do suco de uva e seu sabor parece com o do conhaque. O coquetel mais famoso que leva a bebida é o Pisco Sour, um drink amado por muitos e também odiado por outros, pois leva ovo entre seus ingredientes.

Colômbia – Aguardiente (24-29% ABV)

O nome já denuncia. A aguardiente colombiana tem um sabor bem parecido com o da cachaça brasileira e também é usado para fazer diversos drinks tropicais, como a nossa tradicional receita de Caipirinha.

Uruguai – Grappamiel (20-25% ABV)

Se você procura uma bebida doce, mas forte, o Grappamiel uruguaio é uma ótima pedida. Seus componentes se resumem a grappa (um vinho mais ácido) e mel.

Suíça – Pflümli Schnapps (37-40% ABV)

Tipo de licor feito a partir da destilação de ameixas, o Pflümli Schnapps tem um sabor doce e forte. Geralmente, a bebida (quando não é feita de frutas) tem sabor similar ao da aguardente.

Senegal – Vinho de Palma (8-15% ABV)

Como o nome sugere, o vinho de palma é feito a partir da extração do suco da palmeira. A bebida é consumida em vários tipos de cerimônias, como funerais e casamentos. Assim, não é má ideia adicionar a bebida no cardápio da Copa do Mundo, certo?

Coreia do Sul – Soju (20% ABV)

O Soju é uma bebida transparente feita a partir de arroz ou trigo. Como a vodka, o Soju é bebido em shots, mas isso não quer dizer que é para você beber tudo de uma vez. Vá com calma. É melhor apreciar aos poucos, já que algumas versões da bebida são aromatizadas.

Bélgica – Jenever (35-38% ABV)

Muito comum nas festas belgas e holandesas, o Jenever é o irmão mais velho do gin. Ele deve ser consumido devagar, como se você estivesse saboreando um whisky. Além dessa bebida, a Bélgica também é muito conhecida por suas cervejas, então se você não estiver a fim de tomar um destilado, pode tomar aquela “gelada”.

Croácia – Rakija (40-65% ABV)

Bebida tradicional da Croácia e da Sérvia, a Rakija é uma destilada a partir de qualquer fruta, sendo a mais popular a ameixa. Como um bom whisky ou conhaque, a Rakija deve ser apreciada aos poucos e promete esquentar até o jogo mais chato da Copa.

Dinamarca – Akvavit (42-45% ABV)

Com um sabor bem distinto, o Akvavit tem como principais componentes especiarias e ervas, sendo que seu principal ingrediente deve ser cominho ou endro.

Islândia – Brennivín (37-40% ABV)

Como o Akvavit, o Brennivín é um tipo de destilado feito a partir de especiarias e ervas. No entanto, a bebida da Islândia tem sabor dominante de cominho, lembrando um pouco anis ou alcaçuz.

Polônia – Nalewka (40-45% ABV)

Tudo bem, os poloneses gostam de uma vodka. Porém, isso não quer dizer que eles não podem tomar algo mais saboroso, como a Nalewka. A bebida leva vodka e muitas especiarias – a realidade, é que ela é um licor.

Portugal – Vinho do Porto (19-20% ABV)

Não tem como errar. O vinho do Porto é a bebida mais famosa entre os estrangeiros e os cidadãos portugueses. Além de gostoso, o drink é perfeito para um dia mais frio – o que dá para harmonizar com queijos e sopas.

Sérvia – Slivovitz (50-70% ABV)

Slivovitz é uma bebida muito comum na Europa Oriental. Feita a partir de vodka e ameixas, ela é bem saborosa e fácil de fazer em casa (mas é melhor se apressar, pois leva pelo menos 60 dias para ficar pronta).

Espanha – Sangria (4-11% ABV)

Nada mais festivo e refrescante do que uma bela sangria, certo? Feita basicamente com vinho tinto, frutas e água, a bebida tradicional espanhola é perfeita para quem for chamar vários amigos para assistir às partidas em casa.

Suécia – Brännvin (30-38% ABV)

Brännvin poderia ser traduzida como uma versão mais leve da vodka, pois a bebida é feita a partir da destilação de batata e cereais.

Costa Rica – Guaro (30-35% ABV)

Já o Guaro é um tipo de cachaça, visto que é feito a partir de cana de açúcar. Como no Brasil, na Costa Rica também existe um coquetel com Guaro que leva açúcar, limão e gelo. Bastante semelhante à nossa receita de Caipirinha.

Panamá – Seco Herrerano (30-35% ABV)

Assim como o Guaro e a cachaça, o Seco Herrerano também tem como principal componente a cana de açúcar. Um dos drinks mais famosos feitos com essa bebida é o Chichita Panamá, que leva suco de toranja e de abacaxi.

Tunísia – Boukha (36-40% ABV)

Refrescante e doce, o Boukha é um conhaque destilado a partir do figo e pode ser tomado como aperitivo. Quando a bebida é misturada com limão e gelo, ela se torna um coquetel digno de fazer parte de qualquer festa.

Nigéria – Burukutu (3-6%)

Feita a partir de dois tipos de milho, o Burukutu é uma bebida muito consumida no norte da Nigéria. Apesar de não ser a bebida alcoólica mais tradicional no país, ela é muito mais segura do que o Ogogoro, um drink com graduação alcoólica entre 30%-60%.

Marrocos – Whisky Berbere

O nome engana, mas o Whisky Berbere não tem nada de alcoólico. A bebida tem como principal ingrediente a hortelã e é extremamente comum em momentos sociais no Marrocos, seja aquela reunião no trabalho ou uma festa entre amigos.

Arábia Saudita – Tamar Hindi

Por ser um país muçulmano, a Arábia Saudita proíbe produção, venda e consumo de álcool. No entanto, isso não significa que não há drinks não alcoólicos no país. O principal deles é o Tamar Hindi, que geralmente é tomado durante o Ramadã e é feito de tamarindo.

Egito – Sahlab

Muito comum em todo o Oriente Médio e bastante popular no Egito, a Sahlab é uma bebida não alcoólica quente feita basicamente de leite e extrato de baunilha.

Irã – Doogh

Bebida mais do que clássica do Irã, o Doogh tem como principal ingrediente o iogurte. Além dele, o drink também tem em sua composição soda, sal e menta. É uma mistura bem “diferentona”, mas que promete refrescar aquele seu tio que quer quebrar tudo quando os jogadores brasileiros cometem algum erro.

E aqui chegamos ao fim da nossa lista com as bebidas e drinks mais populares dos 32 países que participarão da Copa do Mundo de futebol na Rússia.

Algumas delas são não alcoólicas, mas a maioria tem uma graduação elevada, por isso, vale ressaltar que todas devem ser consumidas com moderação. Afinal, você não vai querer dar bobeira e acabar perdendo os melhores momentos das partidas, vai?

Um bom jogo, e pra frente Brasil!

(Marina Demartini)

FONTE: https://www.papodehomem.com.br/as-32-bebidas-tipicas-de-cada-um-dos-paises-da-copa-do-mundo-2018

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