Turbinas eólicas gigantes

31/08/2018 às 3:30 | Publicado em Midiateca, Zuniversitas | Deixe um comentário
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E pensar que aqui nem necessitamos de turbinas desse tamanho…


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Carro elétrico movido a energia solar se recarrega enquanto anda

30/08/2018 às 3:29 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 1 Comentário
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Eu fico com a impressão que veículos elétricos, de toda a natureza, e as energias alternativas vão atropelar em pouco tempo o pessoal que é agarrado no passado dos combustíveis fósseis.


Carro elétrico movido a energia solar se recarrega enquanto anda

Desenvolvido pela alemã Sono Motors, modelo Sion tem 330 células solares conectadas ao teto, capô e laterais do veículo.


 

Sono Motors testa carro elétrico movido a energia solar (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

Sono Motors testa carro elétrico movido a energia solar (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

Uma startup com sede em Munique, na Alemanha, aproveitou o forte sol da Baviera no verão europeu para testar o desenvolvimento final do sistema de recarga do seu carro Sion, um veículo solar totalmente elétrico que permite que você carregue as baterias enquanto dirige.

A Alemanha provavelmente perderá sua meta de colocar 1 milhão de carros elétricos nas ruas até 2020, mas o governo disse em abril que está pronta para oferecer apoio a empresas que fabricam baterias para veículos elétricos.

A Sono Motors, fundada em 2016, está desenvolvendo o Sion, um veículo totalmente elétrico que possui células solares integradas em sua carroceria. Pode ser carregado via energia solar, de tomadas de força convencionais ou outros carros elétricos.

Sion, da Sono Motors, roda em Munique, na Alemanha (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

Sion, da Sono Motors, roda em Munique, na Alemanha (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

A produção começará no segundo semestre de 2019 em uma de suas fábricas alemãs e a empresa tem cerca de 5.000 pedidos. O plano é que o veículo seja vendido por 16.000 euros, cerca de US$ 18.540, no ano que vem.

O Sion terá 330 células solares conectadas ao teto, ao capô e às laterais do veículo, e seu sistema de bateria oferecerá um alcance de cerca de 250 km antes de precisar ser recarregado.

“Temos um aquecedor de assento, ar condicionado, um grande sistema de informações e entretenimento onde eu também posso conectar meu telefone interativamente, o que significa que eu realmente tenho um veículo completo que é muito simples, sem frescuras”, disse Laurin Hahn, co-fundador e presidente-executivo da startup.

Sion, da Sono Motors, possui células solares em sua superfície (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

Sion, da Sono Motors, possui células solares em sua superfície (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

Sono Motors desenvolveu carro elétrico movido a energia solar que possui centra multimídia moderna (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

Sono Motors desenvolveu carro elétrico movido a energia solar que possui centra multimídia moderna (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

Painéis solares na superfície do Sion, da Sono Motors, são responsáveis por captar a energia (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

Painéis solares na superfície do Sion, da Sono Motors, são responsáveis por captar a energia (Foto: Andreas Gebert/Reuters)

FONTE: https://g1.globo.com/carros/noticia/2018/08/07/carro-eletrico-movido-a-energia-solar-se-recarrega-enquanto-anda.ghtml

Eletricidade microbiana

28/08/2013 às 3:42 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | Deixe um comentário
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Essa notícia é interssante. De fato, não vai faltar insumo para produção de energia. Nunca imaginei que a mistura de uréia e ácido úrico excretada por todos nós diariamente pudesse gerar energia (essa notícia é do mês passado, como a humanidade está muito veloz ultimamente, pode ser que você já tenha recebido um contato telefônico ou internético propondo um contrato de coleta englobando você, sua família e até os animais domésticos da sua casa…)

Energia_Urina


CIENTISTAS DESCOBREM COMO RECARREGAR O CELULAR USANDO URINA

Equipe de cientistas de instituições britânicas afirma ter conseguido desenvolver um mecanismo que consegue recarregar parcialmente a bateria de um telefone celular usando apenas urina.

Em um artigo publicado pela revista da Real Academia de Química, os cientistas conseguiram produzir energia elétrica suficiente para enviar mensagens de texto, usar a internet e fazer uma rápida ligação telefônica.

De acordo com o artigo, os especialistas agora esperam poder desenvolver a tecnologia das baterias com combustível microbiano que permitam recarregar totalmente um celular.

“Utilizar um produto de dejeto como fonte de eletricidade é notável. Estamos muito entusiasmados porque se trata da primeira vez que se consegue isso”, afirmou o cientista Ioannis Ieropoulos, que participou nos estudos conjuntos entre as Universidades de Bristol e do Oeste da Inglaterra, além do Laboratório de Robótica de Bristol.

“A beleza disso tudo é que não estamos nos apoiando na natureza errática do vento ou do sol: a urina é uma fonte sem fim”, afirmou Ieropoulos, especialista em eletricidade microbiana.

A tecnologia das baterias de combustível microbiano permite produzir eletricidade diretamente através da degradação da matéria orgânica, abrindo assim o caminho para o desenvolvimento combustíveis de muito baixo custo e, inclusive, gratuitos, como a urina.

Neste caso, a urina permite estimular os micróbios que geram eletricidade.

“Fazer uma ligação é a operação que exige mais energia de um telefone celular, mas chegaremos ao ponto em que poderemos carregar a bateria para períodos longos”, afirmou Ieropoulos.

‘Novo petróleo’ promete mudar mapa geopolítico da energia

18/06/2012 às 3:48 | Publicado em Artigos e textos, Zuniversitas | 2 Comentários
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O tema é por demais polêmico. E nem tudo são flores. Observem a questão dos custos e a ecológica no final. Mas que dá algum alento e que prova que a questão do petróleo, nos moldes da OPEP, está mudando isso é verdade !


‘Novo petróleo’ promete mudar mapa geopolítico da energia (Ruth Costas –da BBC Brasil em Londres)

Perfuração da Chevron em reservas de xisto da Polônia, em foto de 2011 (Reuters)

Exploração de gás de xisto entusiasma, mas levanta preocupações ambientais

Novas tecnologias para explorar petróleo e gás prometem revolucionar o mapa geopolítico da energia, segundo especialistas no setor.

Imagine um mundo em que os Estados Unidos não se importam tanto com o que acontece no Oriente Médio – porque abastecer as frotas de Nova York ou Chicago não depende de um combustível vindo do Iraque ou da Arábia Saudita. O poder da influente Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está esvaziado. A Europa não precisa do gás russo e a China não está tão preocupada em financiar regimes africanos para garantir sua fatia da produção local de combustíveis fósseis.

É mais ou menos esse o cenário de médio prazo pintado por consultorias e especialistas entusiasmados com novas tecnologias, que permitem a exploração de reservas de gás e petróleo de difícil acesso ou cujo produto precisa passar por processos químicos específicos antes de ser utilizado. São os chamados combustíveis fósseis “não convencionais”.

Eles apontam que não só as fontes de petróleo e gás não devem se esgotar em um futuro próximo – como previam estudos proféticos das últimas décadas –, como a distribuição geográfica das novas reservas é muito mais democrática, o que favorece grandes consumidores.

“Até pouco tempo, eram dominantes as previsões de que os países importadores aumentariam sua dependência do Oriente Médio e não haveria solução para altos preços do petróleo”, diz o geólogo e economista Robin Mills, autor do livro O Mito da Crise do Petróleo (The Mith of the Oil Crisis) e consultor em Dubai.

“Com os avanços tecnológicos dos últimos anos, ganham força expectativas de que, ao menos no médio prazo, os preços dos combustíveis fósseis voltem a cair, países que eram importadores de recursos energéticos se tornem autossuficientes ou até exportadores e a OPEC seja mais pressionada a revisar suas práticas”, disse à BBC Brasil.

São muitas as tecnologias que estão ajudando a traçar um novo mapa da energia no mundo. A começar pelas que permitem a exploração de petróleo em águas profundas – caso do pré-sal brasileiro. Outro exemplo é o aproveitamento do petróleo arenoso – encontrado em Alberta, no Canadá – também só é possível graças ao aprimoramento de processos físicos e químicos que purificam esse petróleo de baixa qualidade.

A técnica que mais desperta entusiasmo, porém, é de longe a relacionada à exploração do petróleo e, principalmente, do gás de xisto, obtidos a partir da rocha de mesmo nome. Segundo o especialista do mercado de petróleo Daniel Yergin, trata-se da maior invenção da área de energia da década.

Exploração de combustível na Pensilvânia, EUA (Reuters)

EUA se tornaram autossuficientes na exploração do xisto e pensam em exportar

Em centros de estudos e consultorias especializadas, o termo “revolução do gás de xisto” já virou corrente, e a respeitada Agência Internacional de Energia (AIE) chegou a perguntar em um relatório no ano passado: “Estaríamos entrando na ‘era dourada do gás'”?

‘Revolução do gás’

A causa do entusiasmo está relacionada aos bons resultados obtidos na exploração desse recurso nos Estados Unidos. Até 2008, os americanos importavam cerca de 13% do gás consumido no país do Canadá, segundo um relatório da consultoria KPMG.

Hoje, com a exploração das reservas de xisto, não só o país se tornou autossuficiente, como já pensa em exportar. Para completar, o preço do produto está caindo de forma acentuada, com os custos de extração cobertos pela venda de outros produtos químicos produzidos no processamento do gás.

“Nesse cenário, não é de se estranhar que hoje uma das grandes corridas tecnológicas nos Estados Unidos seja para desenvolver e aprimorar meios de transporte a gás, permitindo a redução do consumo de petróleo convencional”, diz Frank Umbach, especialista em segurança energética do Centre for European Security Strategies, com sede em Munique.

Reservas de gás de xisto são exploradas na Pensilvânia, na Louisiana e no Texas e já representam 30% do consumo de gás no país. Já o petróleo de xisto é produzido em Dakota do Norte e no Texas.

As expectativas criadas por tais mudanças também ajudam a explicar por que a Argentina expropriou neste mês a petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, que explorava as reservas de petróleo e gás de xisto nos campos de Vaca Muerta.

“A percepção de que essa nova fonte de combustível fóssil pode mudar significativamente a posição dos países no mercado de energia cria um senso de urgência com relação a exploração desses campos”, explica Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), em São Paulo. “A Argentina pedia mais investimentos para avançar nessa corrida, mas o governo continua limitando o preço cobrado pela energia internamente, o que reduz o interesse das empresas.”

Tecnologias cruciais

Duas tecnologias foram cruciais para viabilizar a exploração do gás de xisto. A primeira é a técnica de perfuração horizontal, que permite o aproveitamento de reservas espalhadas por grandes áreas geográficas, mas pouco profundas. A segunda é a de fraturamento hidráulico, que consiste no bombeamento de uma mistura de água, areia e produtos químicos para dentro dos poços de exploração.

Vaca Muerta, na Argentina, também é fonte de xisto

Campos de Vaca Muerta, na Argentina, também são fonte de xisto

O impacto produzido por esse jorro de alta pressão produz pequenas fissuras nas rochas, liberando o gás que é canalizado para os dutos.

A exploração de petróleo de xisto (na realidade, um óleo semelhante mas não idêntico ao petróleo convencional) é um pouco diferente. Ás vezes esse combustível líquido é encontrado entre as rochas, mas em geral ele é produzido com o aquecimento do xisto.

Para o especialista em petróleo e energia Jed Bailey, da Energy Narrative, nos EUA, o que faz do xisto um dos motores de uma revolução na geopolítica da energia é a forma democrática como essas rochas estão distribuídas geograficamente.

Reservas desse material estão sendo encontradas de norte a sul do globo, em todos os continentes. Por enquanto, as maiores estão na China, Argentina, México, África do Sul, Estados Unidos, Canadá e Austrália, mas também há reservas na Colômbia, França, Polônia e Grã-Bretanha, entre outros países. No Brasil, a Petrobrás produz petróleo de xisto no Paraná.

Pires chama a atenção para o fato de que Estados Unidos e China, países que lideram o ranking de consumo de energia no mundo, também concentram algumas das maiores reservas. “O gás de xisto e todas essas outras fontes não convencionais alimentam as esperanças de importadores de energia de reduzirem sua dependência de exportadores problemáticos ou instáveis”, explica.

Para Bailey, no caso dos EUA, uma diversificação para além do petróleo tradicional poderia fazer com que, no longo prazo, houvesse menos justificativa e apoio político para interferências no Oriente Médio, por exemplo. “No entanto, isso não quer dizer que a região sairia de vez do radar americano, por causa da sua influência na formação de preços no mercado global de energia”, diz.

Problemas ambientais

“Mesmo que o gás de xisto substitua o carvão e o petróleo, fontes de energia mais sujas, não deixa de ser uma fonte suja também, porque sua queima emite poluentes”

Jed Bailey, especialista em petróleo e energia da Energy Narrative (EUA)

Há algumas ressalvas importantes no que diz respeito a exploração desses combustíveis fósseis não convencionais. A primeira é a questão dos altos custos, que fazem com que a utilização de muitas dessas tecnologias só se justifique se os preços de seus produtos se mantiverem em um patamar relativamente elevado.

Um segundo porém é que o sucesso da exploração dessas novas fontes de petróleo e gás desanima a busca de fontes de energia renováveis e usos mais eficientes de energia. O petróleo não convencional é tão poluente quanto o convencional.

“E mesmo que o gás de xisto substitua o carvão e o petróleo, fontes de energia mais sujas, não deixa de ser uma fonte suja também, porque sua queima emite poluentes”, explica Bailey. “Além disso, com o preço do gás caindo, a energia eólica ou solar hoje parece cada vez menos vantajosa.”

No caso da exploração de gás de xisto, outro agravante é que ainda não há clareza sobre os riscos de contaminação do lençol freático pelos produtos químicos usados em sua exploração. Também acredita-se que o gás liberado no processo de extração possa causar pequenas explosões subterrâneas e tremores, embora a tese ainda não esteja comprovada.

Por causa dessa preocupações, a França foi o primeiro país a proibir as técnicas de fraturamento hidráulico, em julho de 2011, banindo até pesquisas nessa área. Na Grã-Bretanha, grupos ambientalistas têm se oposto a exploração de uma reserva em Lancashire, embora uma comissão no Parlamento tenha avaliado a técnica como segura. “Existe uma corrida por essas novas tecnologias por questões de conveniência econômica e interesses geopolíticos, mas isso não quer dizer que elas sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental”, diz Pires.

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